quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

DUELO: GAMA x CEILÂNDIA



Logo mais, no Bezerrão, além de estarem disputando a liderança do campeonato brasiliense de 2018, Gama e Ceilândia estarão se enfrentando pela 79ª vez em jogos válidos pelo campeonato brasiliense.
O histórico do confronto é o seguinte:

TOTAL DE JOGOS
78
%
VITÓRIAS DO GAMA
31
39,7
VITÓRIAS DO CEILÂNDIA
19
24,4
EMPATES
28
35,9
GOLS A FAVOR DO GAMA
108
59,3
GOLS A FAVOR DO CEILÂNDIA
74
40,7

A PRIMEIRA VEZ

A primeira vez que Gama e Ceilândia se enfrentaram foi no dia 6 de julho de 1980, no Bezerrão. Ainda comandado por Fantato, o Gama não teve dificuldades para vencer por 3 x 0.

GAMA 3 x 0 CEILÂNDIA
Data: 06.07.1980
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: Carlos Alberto São Tiago
Gols: Fantato, 19; Lino, 21 e 90
GAMA: Hélio, Paulo Frederico, Kidão, Junior e Carlão; Jairo, Luís Carlos e Boni; Lino, Fantato e Zu (Manoel Ferreira). Técnico: Jaime dos Santos.
CEILÂNDIA: Carlos (Édson), Renilton, Arlício, Toninho e Marquinhos; Teixeira, Adilson e Zé Vieira; Julinho (Risadinha), Messias e Zé Carlos. Técnico: Francisco Antônio da Silva (Chicão).

A primeira vitória do Ceilândia só ocorreria em 14 de agosto de 1983, no Serejão: 2 x 0.

AS MAIORES GOLEADAS

Em 15 de setembro de 1991, no Bezerrão, foi registrado o placar mais dilatado do encontro, 5 x 1, a favor do Gama, placar esse que se repetiu em 17 de março de 1996, no Serejão.
O Ceilândia nunca derrotou o Gama por um placar dilatado. O melhor resultado foi 3 x 0, em 20 de abril de 1986.

OS ÚLTIMOS CONFRONTOS

Nos três últimos anos (2015 a 2017), Gama e Ceilândia se enfrentaram três vezes, com uma vitória do Gama pela contagem mínima e dois empates (0 x 0 e 1 x 1), demonstrando bem o atual equilíbrio entre as forças.
Se considerarmos os dez últimos encontros, de 2010 até 2017, fica evidenciado também o equilíbrio: foram dez jogos, com quatro vitórias do Ceilândia, três do Gama e mais três empates.

OS LOCAIS DO DUELO

O Bezerrão, casa do Gama e palco do jogo dessa quarta-feira, foi o estádio mais utilizado no duelo. Foram 40 jogos. A seguir, vem o Abadião, onde o Ceilândia manda seus jogos, com a metade: 20 jogos. Serejão, em Taguatinga, com treze jogos, e o Mané Garrincha, com cinco, completam a lista de estádios que já receberam o duelo.


terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

A PRIMEIRA VEZ A GENTE NÃO ESQUECE: os primeiros jogos da Sociedade Esportiva do Gama


O PRIMEIRO JOGO DA HISTÓRIA DO GAMA

Mesmo com o prazo concedido aos clubes para que regularizassem suas situações e fizessem suas inscrições no campeonato de futebol do Distrito Federal, conforme constava do regulamento para competições oficiais de equipes profissionais, os clubes de Brasília não conseguiram regularizar seus atletas e por isso não foi possível o início da Taça Brasília (primeiro turno do campeonato). Em seu lugar passou a ser disputado o Torneio Imprensa, que se tornou a primeira competição oficial no novo regime profissional do DF.
A competição contou com a participação de seis clubes: Brasília, CEUB, Gama, Grêmio, Humaitá e Pioneira.
Os jogos foram realizados às 15 e 17 horas dos sábados, sempre em rodada dupla, cabendo à equipe vencedora 60% da arrecadação, cujos ingressos teriam preço único de 10 cruzeiros, as arquibancadas, e 20 as cadeiras numeradas.
Na preliminar do jogo Seleção Brasileira 1 x 0 Seleção do Distrito Federal, no Estádio Presidente Médici, no dia 21 de fevereiro de 1976, aconteceu o primeiro jogo da história do Gama.

GAMA 2 x 0 HUMAITÁ
Data: 21.02.1976
Local: Presidente Médici, Brasília (DF)
Árbitro: Racib Elias Ticby
Gols: Pedrinho e Zequinha
GAMA: Wilson, Zé Mauro, Marcus Vinicius, Ricardo (Beleléu) e Santos; Renildo, Pedrinho e Palito; Lula, Redi e Zequinha (Odair). Técnico: Esmerindo Valeriano da Silva.
HUMAITÁ: Daniel, Aderbal, Carlinhos, Grossi e Pedrinho; Heitor e Pedro Soares; Palito (Odair), Renildo (Julinho), Zequinha e Moisés. Técnico: Luiz Alberto Brasil de Carvalho.

O PRIMEIRO JOGO PELO CAMPEONATO BRASILIENSE

CEUB 6 x 0 GAMA
Obs.: jogo principal da rodada dupla com Taguatinga x Flamengo
Data: 21.04.1976
Local: Pelezão
Árbitro: Edson Rezende de Oliveira
Renda: Cr$ 25.000,00
Gols: Eduardo, 20; Moreirinha, 27; Xisté, 35; Lucas, 78, 79 e 83
CEUB: Paulo Vítor, Nonoca, Cláudio Oliveira, Décio (Mauro) e Aripe; Alencar, Moreirinha (Lucas) e Xisté; Lino, Eduardo e Gilbertinho. Técnico: João Francisco.
GAMA: Noel, Robertinho, Bill, Manoel Silva e Carlão; Santana, Carlinhos e Dequinha; Almir (Galego), Carlos Alberto e Zé Luiz. Técnico: Jaime de Souza Santos.

O PRIMEIRO JOGO INTERESTADUAL

Na inauguração do estádio Bezerrão, o Gama recebeu o Botafogo, do Rio de Janeiro.

GAMA 0 x 3 BOTAFOGO-RJ
Data: 09.10.1979
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: Amphilóphio Pereira da Silva
Renda: Cr$ 286.460,00
Público: 16.360 pagantes
Gols: Mendonça, 9 e Gil, 57 e 74
GAMA: Chico, Carlão (Osvaldo), César, Santana e Ivair (Isaías); Mundinho, Marcos (Lelé) e Adilson (Rildo); Lucas (Careca), Maninho e Roldão (Chicão). Técnico: Eurípedes Bueno.
BOTAFOGO: Zé Carlos, China (Perivaldo), Osmar, Renê e Rodrigues Neto; Luisinho, Mendonça e Mário Sérgio; Gil (Ricardo), Nilson Dias (João Paulo) e Paulo César (Tiquinho).

O PRIMEIRO JOGO INTERNACIONAL

GAMA 4 x 0 SELEÇÃO DA NIGÉRIA
Data: 06.12.1979
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: Édson Rezende de Oliveira
Gols: Manoel Ferreira, 24; Fantato, 25, 35 e 89.
Gama: Daniel, Carlão, Kidão, Décio (Maurício Pradera) e Odair (Ricardo); Santana, Péricles e Manoel Ferreira; Roldão (Lino), Fantato e Robertinho. Técnico: Martim Francisco.
Seleção da Nigéria: Best, Patrick, Okey, Obgein e Tunda; George, Segun e Martin; Eyo Martins (Onwachi), Muda e Adokye (Ogboe). Técnico: Carl O’Dwyer.

O PRIMEIRO JOGO PELO CAMPEONATO BRASILEIRO

GAMA 4 x 3 ATLÉTICO GOIANIENSE
Data: 16.09.1979
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: João Leopoldo Aieta (SP)
Renda: Cr$ 386.260,00
Público: 8.570 pagantes
Gols: Robertinho, 7 e 10; Reinaldo, 23; Gilberto, 28; Péricles, 77 e 82 e Reinaldo, 85
GAMA: Hélio, Carlão, Décio, Kidão e Odair; Santana, Péricles e Manoel Ferreira (Boni); Roldão (Lino), Fantato e Robertinho. Técnico: Martim Francisco.
ATLÉTICO GOIANIENSE: Itamar, Wilson, Carlúcio, Darci Menezes e Ademar; Celso (Valtair), Maurinho e Duarte; Reinaldo, Gilberto e Bugre. Técnico: Paulo Gonçalves.

O PRIMEIRO JOGO PELA COPA DO BRASIL

GAMA 0 x 1 SPORT RECIFE
Data: 21.02.1991
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: Wilson Carlos dos Santos (RJ)
Expulsão: Lopes, do Sport Recife.
Gol: Hélio, 27
GAMA: Marco Antônio, Claudinho, Chaguinha, Gilmar e Hélvio; Cláudio, Augusto, Osvaldo (Zuza) e Kito; Zoca (Jefferson) e Evandro. Técnico: Paulo Roberto Simões.
SPORT RECIFE: Paulo Victor, Givaldo, Aílton, Assis e Lopes; Agnaldo, Ataíde, Neco e Tato (Alencar); Marcus Vinícius e Hélio (Mirandinha). Técnico: Roberto Brida.



segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

OS CLUBES DO DF: E. C. Planalto


Se ainda em atividade estivesse, o Esporte Clube Planalto estaria completando 60 anos de vida no dia de hoje!

Fundado em 26 de fevereiro de 1959, o Esporte Clube Planalto foi ideia de Duílio Moor Costa, radialista que mantinha um programa de auditório na Rádio Nacional e era funcionário do Banco do Brasil. Ele foi fundador e primeiro presidente do Planalto, que tinha cores e uniforme semelhantes ao do Palmeiras, de São Paulo.
Também faziam parte da diretoria do Planalto Demétrio Casas Neto e Maximino Rodrigues Bergman, que passou a ser o presidente do Planalto logo depois de Duílio Costa.
Antes mesmo da criação do novo clube, foi erguido o primeiro “estádio” em Brasília, por iniciativa da Construtora Planalto, no Acampamento Tamboril, na Vila Planalto, próximo à Praça dos Três Poderes. Tendo à frente seu presidente, Duílio Costa, as obras foram realizadas em apenas dez dias, sendo cercado o campo com madeira, colocado alambrado e uma arquibancada que comportava cerca de 700 pessoas. O “estádio” passou a ser chamado de “Duílio Costa”.
A inauguração aconteceu em 14 de janeiro de 1959, quando foi realizado um quadrangular entre o anfitrião (Planalto), Nacional, Novo Horizonte e Assiban, saindo vencedor o E. C. Planalto.
No dia 16 de março de 1959, numa memorável reunião na Cantina do IAPI, com a presença de cerca de 50 esportistas, foi fundada a Federação Desportiva de Brasília, sendo o Esporte Clube Planalto um dos clubes fundadores da entidade.
O Planalto participou do primeiro campeonato de futebol realizado no Distrito Federal, antes mesmo da inauguração da Capital do Brasil, Brasília.
Os 19 clubes inscritos no campeonato de 1959 foram divididos em duas chaves: Zona Sul e Zona Norte. O Planalto fez parte da Zona Norte.
Conforme estabelecido no regulamento, os clubes jogariam dentro de suas respectivas zonas, em turno e returno, com os vencedores decidindo, numa série “melhor-de-três”, o título de campeão da cidade.
O Planalto foi o vencedor da Zona Norte e decidiu o título com o Grêmio, campeão da Zona Sul. Foram três jogos: no dia 8 de novembro, o Grêmio venceu por 4 x 2. Uma semana depois, 15 de novembro, aconteceu empate em 3 x 3. Mais uma semana, 22 de novembro, e mais uma vitória do Grêmio, desta vez por 1 x 0, deixaram o Planalto com o vice-campeonato.
Nos três jogos da final, o Planalto utilizou os seguintes jogadores: Issinha, Rochinha (Louro) (Paulinho) e Gringo (Liliu); Divino, Aires e Nenê; Zé Luís, Pedrinho, Cardoso, Edson Galdino (Santa Helena) e Prego (Ferrete).
Seu técnico era Sílvio Costa, funcionário da NOVACAP, que teve uma passagem pelo Vasco da Gama, do Rio de Janeiro.
Em 1960, pouco tempo depois da inauguração de Brasília, o Planalto trouxe, pela primeira vez, uma equipe do Rio de Janeiro para jogar no Distrito Federal.
O Canto do Rio, clube de Niterói, vinha de uma excursão de mais de 30 dias por cidades de Minas Gerais e Goiás. No dia 28 de maio de 1960, no campo do Planalto, o Canto do Rio venceu o Planalto por 2 x 0. O Planalto formou com Issinha, Ferreira e Amauri; Volney, Jales e Louro; Ribamar, Pedrinho, Edson, Itiberê e Moreira (Prego).
De 3 de julho a 7 de agosto, o Planalto participou do Troféu Danton Jobim, em homenagem ao DC-Brasília e aos jornalistas brasileiros, juntamente com outros onze clubes, que foram divididos em três grupos. O Planalto fez parte do Grupo A, com ECRA (Edilson Mota), Brasil Central e Consispa.
No dia 3, aplicou uma sonora goleada no Consispa: 9 x 1. No dia 10, venceu o Edilson Mota, por 2 x 0. Confirmou o primeiro lugar do Grupo ao vencer, no dia 17, o Brasil Central, por 3 x 0.
No triangular final, entre os vencedores de grupos, no dia 24 de julho perdeu para o Ribeiro, por 3 x 1, e venceu a ENACO, por 2 x 0, no dia 7 de agosto, ficando com a segunda posição no torneio.
Em 21 de agosto, reencontrou o Grêmio, perdendo por 1 x 0, em jogo que serviu para os festejos de inauguração de obras no estádio do Grêmio.
No dia 4 de setembro, aconteceu o Torneio Início do Campeonato Brasiliense de 1960, que levou o nome de Taça "Governador Roberto Silveira". Solicitaram inscrição 16 clubes. Os jogos foram realizados no Estádio Israel Pinheiro, do Guará.
No terceiro jogo do dia, o Planalto fez 1 x 0 no Industrial, gol de Edson Galba. No décimo jogo, nova vitória do Planalto de 1 x 0 sobre o Sobradinho, gol de Edson Galba, cobrando pênalti. Em seu penúltimo jogo, o 13º do dia, o Planalto voltou a vencer por 1 x 0, desta vez ao Guanabara, gol de Carlos.
Na final, o Rabello venceu o Planalto por 1 x 0 e conquistou o título do Torneio Início.
Os vice-campeões do Planalto foram Issinha, Ventura, Ferreira e Rhodios; Wolney e Carlos; Paulista, Moreira, Cardoso, Edson Galba e Prego.
Em virtude do elevado número de clubes inscritos (16), a Federação Desportiva de Brasília resolveu fazer um torneio para determinar as oito equipes que disputariam o campeonato da Primeira Divisão e as oito que comporiam a Segunda.
Os 16 clubes foram divididos em 4 grupos. Os clubes com campos em condições de jogo, como foi o caso do Planalto, foram cabeças-de-chave. O Planalto ficou no Grupo C, juntamente com Defelê, Guanabara e Pederneiras.
Na primeira rodada, no dia 18 de setembro de 1960, o Planalto venceu o Pederneiras, por 3 x 0, gols de Zé Carlos (2) e Rui.
Uma semana depois, a segunda rodada e nova vitória, desta vez sobre o Defelê, por 3 x 2. Rui, duas vezes, e Ferrete marcaram para o Planalto.
A terceira e última rodada do torneio classificatório aconteceu no dia 9 de outubro, quando o Planalto venceu o Guanabara, por 4 x 1, gols de Roberto (2), José Francisco e João Pinheiro.
Após esses resultados, o Planalto garantiu vaga na Primeira Divisão do Campeonato Brasiliense de Futebol de 1960.
O Campeonato de 1960, o primeiro oficial, foi realizado em um único turno e o troféu do campeão levou o nome de Taça "Juscelino Kubitschek".
A estreia do Planalto aconteceu no dia 27 de novembro de 1960, em seu campo, empatando em 3 x 3 com o Nacional. Cardoso, Cuiabano e Alemão marcaram para o Planalto.
No final, o Planalto obteve a terceira colocação, com 10 pontos ganhos, junto com o Guará e um ponto apenas atrás do campeão Defelê. Foram quatro vitórias, dois empates e apenas uma derrota. Marcou 24 gols e sofreu 10.
Esta classificação poderia ter um desfecho diferente. Em 1º de dezembro de 1960, o Planalto apresentou ofício, de nº 23/60, pleiteando o ganho do ponto perdido no jogo contra o Nacional (3 x 3), em 27 de novembro de 1960, com base na inclusão de um jogador sem condições de jogo (além disso, o Nacional não apresentou as carteiras de seus jogadores, sendo-lhe aplicada uma multa). Acontece que a partida foi aprovada pela FDB em 29 de novembro de 1960. Caso o clube tivesse feito o seu protesto antes de ser exarado o despacho da FDB, teria recuperado os pontos, obrigando a realização de uma partida extra entre Defelê e Planalto para se conhecer o campeão de 1960.
Eis os jogadores que defenderam o Planalto no campeonato de 1960:
Goleiros: Issinha e Raspinha; Defensores: Hudson, Ventura, Edson Galba, Ferreira, Moreira, Rhodios, Nilo, Wolney, Pernambuco e Cardosinho; Atacantes: Ferrete, Paulista, Cardoso, Carlos, Cuiabano, Azulinho, Leônidas, Viola, Gesil, Pedrinho, Alemão e Prego. Técnicos: Alfredo De Lucca e Ruy Santos.
O Planalto começou o ano de 1961 participando do Torneio “Prefeito Paulo de Tarso”, competição da qual tomaram parte os cinco primeiros colocados da Primeira Divisão de 1960 e mais o Sobradinho, campeão da Segunda. Não teve um bom desempenho, ficando na quinta colocação.
Na primeira vez que se convocou jogadores para formar uma seleção de Brasília, em 1961, o Planalto cedeu seis jogadores: Raspinha, Jair, Edson Galba, Loureiro, Enes e Gesil, a maior parte deles como titular.
Veio o Torneio Início, em 9 de julho de 1961, no campo do Guará, e o Planalto foi derrotado logo na primeira rodada: 1 x 0 para o Defelê.
No campeonato de 1961 (iniciado em 16 de julho) o Planalto também começou a todo vapor: duas vitórias (4 x 1 Nacional e 1 x 0 Grêmio), um empate (1 x 1 Defelê) e uma super goleada (9 x 1 Sobradinho) fizeram com que o Planalto fosse apontado como um dos favoritos ao título. Mas vieram as derrotas (total de quatro) e o título ficou mais uma vez adiado. Ficou na quarta colocação, atrás de Defelê, Rabello e Guará.
Utilizou esses jogadores: Goleiros: Issinha e Raspinha; Defensores: Edson Galba, Hudson, Osvaldo, Jair, Moreira, Wolney, Enes e Ferreira; Atacantes: Azulinho, Ferrete, Vitinho, Brasil, Rui, Elói, Lima, Leônidas e Negão.
No dia 15 de abril de 1962, o Planalto não compareceu ao jogo que valia pelo Torneio da Prefeitura do Distrito Federal, Taça "Embaixador Sette Câmara", contra o Guará, sem dar qualquer justificativa. Julgado pelo Tribunal de Justiça Desportiva, primeiramente foi multado e, posteriormente, suspenso por 200 dias. Em 12 de junho de 1962, Hugo Mósca, Presidente do Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Desportiva de Brasília, negou o efeito suspensivo pedido pelo Planalto.
Suspenso pelo TJD, o Planalto não pôde participar do Campeonato de 1962.
Em 1963, filiou-se à Liga dos Clubes Independentes. Sem contar mais com os jogadores de nome, ficou na sexta e penúltima colocação.
Logo depois, o clube deixou de existir. Como muitos, foram desativados após a retirada de Brasília das inúmeras construtoras que aqui estiveram para a construção da Capital Federal.


domingo, 25 de fevereiro de 2018

FICHA TÉCNICA: Hamilton


IN MEMORIAM

Hamilton Soares Alfaiate nasceu na cidade de Baliza (GO), com menos de quatro mil habitantes, na divisa entre Mato Grosso e Goiás, no dia 25 de fevereiro de 1942, em tempos de Segunda Guerra Mundial.
Pelas mãos do visionário Paulo Nogueira, foi levado logo cedo do Nacional, de Itumbiara (GO), para o Araguari Atlético Clube, de Minas Gerais. No Araguari, com o número dez estampado nas costas, Hamilton passaria a atender por Pelezinho e por lá ficou de 1961 a 1967.
Ganhou nome, espaço e um contrato de 8 milhões de cruzeiros com o Botafogo, de Ribeirão Preto (SP), onde atuou de julho de 1967 a abril de 1968. Neste mesmo ano, retornaria para Araguari, onde novamente tentariam buscá-lo. Após um período de testes na base do São Paulo, o então dirigente do time, Michel Aidar, foi até Araguari para oferecer uma proposta de 5 milhões de cruzeiros. A oferta, no entanto, não agradou o presidente do Araguari A. C., João Vasconcelos Montes, que afirmou que a joia do seu time valia mais. Nos bastidores, se falava em 10 milhões de cruzeiros.
Fluminense, de Araguari
Mas quem o contratou foi o Uberlândia E. C., clube que Hamilton defendeu de 1967 a 1974. Foi a melhor fase de sua carreira. Venceu três campeonatos do interior.
Ponta de lança, meia armador. Dava passes de 40 metros no melhor estilo Gérson, o “Canhotinha de Ouro” da Copa de 70. Estilista do futebol, desfilava como ninguém pelos gramados do Juca Ribeiro, onde quebrava as bilheterias. Tinha o calor dos pés incompatíveis com a frieza da mente, gelada como uma pedra de mármore. Sob um temporal em Uberlândia, chegou a enfrentar a seleção da União Soviética, que deixou uma conta de R$ 1 milhão de cruzeiros de hospedagem no hotel Presidente. Tudo pago pelo Verdão.
Esteve emprestado ao União Tijucana, de Ituiutaba, por um pequeno período, de outubro a dezembro de 1972.
Depois que deixou o Uberlândia, teve uma breve passagem pelo Goiatuba E. C., de outubro a dezembro de 1974.
Passou, ainda, pelo Fluminense, de Araguari, onde atuou de fevereiro a dezembro de 1975.
Jogou ainda no Associação Atlética Francana, de Franca (SP), e Goiânia (GO).
Depois que parou com o futebol, Hamilton foi nomeado terceiro Oficial de Justiça de Araguari.
Hamilton faleceu na manhã do dia 13 de janeiro de 2016.

HAMILTON NO GRÊMIO BRASILIENSE

Fez sua estreia no dia 5 de fevereiro de 1976, no Torneio “Governador Elmo Serejo de Farias”, evento que reuniu três clubes de Brasília, Grêmio, Ceub e Brasília, e mais o Flamengo, do Rio de Janeiro. No primeiro jogo, Grêmio e Ceub empataram em 1 x 1.
Poucos dias depois, 13 de fevereiro de 1976, Hamilton foi um dos 22 convocados para defenderem a seleção brasiliense no amistoso disputado em 21 de fevereiro de 1976, no estádio Presidente Médici (atual Mané Garrincha) contra a Seleção Brasileira. Hamilton não saiu do banco de reservas no jogo em que a seleção brasiliense foi derrotada por 1 x 0.
Um dia depois, 14 de fevereiro de 1976, teve início a primeira competição oficial da nova fase do futebol do Distrito Federal, depois da implantação do profissionalismo, o Torneio Imprensa. O Grêmio só estreou no dia 6 de março, goleando o Gama pelo placar de 6 x 1, com Hamilton marcando o primeiro gol do jogo. O Grêmio formou com Nego, Luís Carlos, Luciano, Fabinho e Grimaldi; Jaime, Marquinhos e Hamilton (Pedro Léo); Gonçalves, Dionísio e Moacir. Técnico: Inácio Milani.
Hamilton estava no Pelezão no amistoso do dia 31 de março de 1976, defendendo o Grêmio num dos maiores jogos do início do profissionalismo no futebol brasiliense, contra o Cruzeiro, de Belo Horizonte. O time mineiro venceu o brasiliense por 4 x 3. O Grêmio formou com Nego (Diron), Luís Carlos, Luciano (Jackson), Fabinho e Grimaldi; Marquinhos, Hamilton e Jaime (Pedro Léo); Dionísio, Léo e Gonçalves. Técnico: Inácio Milani.
O Grêmio conquistou o Torneio Imprensa de forma invicta: três vitórias e dois empates. Hamilton foi um dos artilheiros do torneio, com três gols, ao lado de outros cinco jogadores, além de ser escolhido pela equipe de esportes do Jornal de Brasília para fazer parte da “seleção do torneio”, que foi assim composta: Carlos José (Taguatinga), Terezo (Brasília), Dão (Taguatinga), Cláudio Oliveira (Ceub) e Arlindo (Grêmio); Alencar (Ceub), Marquinhos (Grêmio) e Hamilton (Grêmio); Ernani Banana (Taguatinga), Léo (Grêmio) e Dinarte (Taguatinga).
Hamilton disputou quatorze jogos válidos pelo campeonato brasiliense de 1976, marcando um gol. O Grêmio ficou com o vice-campeonato nessa competição.
Seu último jogo aconteceu no dia 29 de agosto de 1976, na vitória de 2 x 1 sobre o Cruzeiro. O Grêmio jogou assim: Careca, Leocrécio, Grimaldi, Jackson e Arlindo; Hamilton, Léo e Dionísio; Gonçalves, Pedro Léo e Pedro Nunes. Técnico: Otaziano Ferreira da Silva.


DEPOIMENTOS

“Nas quadras, depois do Falcão, o Hamilton foi o grande craque que vi atuar”. A frase é do diretor-presidente do jornal Gazeta do Triângulo, Darli Amaral, que teve o privilégio de atuar ao lado de Hamilton.

“Pelezinho era mágico. Espetacular. Fabuloso”.
Jornalista Luiza Muílla.

“É com muito pesar que fico sabendo da perda do nosso grande Hamilton. Sou araguarino e resido em Brasília há muito tempo. Tive o prazer e o privilégio de conhecer e conviver com o Hamilton em duas situações: primeiro quando criança, morando ainda na nossa cidade, o vi jogar no Araguari e depois no Uberlândia, quanta facilidade pra bater na bola, me enchia os olhos…
Quis o destino que após cinco anos já morando em Brasília, iniciei minha carreira como atleta profissional em uma equipe daqui chamada Grêmio Esportivo Brasiliense, e qual foi minha surpresa, que o camisa 10 da equipe principal era simplesmente HAMILTON!
Mesmo juvenil (hoje juniores), ficava encantado quando tínhamos a oportunidade de treinar contra ele, era a chance única de ficar próximo ao ídolo.
Segui minha carreira como jogador profissional por 12 anos, tendo atuado ao lado de grandes craques como, por exemplo, Ailton Lira, que jogou no Santos e era da mesma posição do nosso Pelezinho. Mas até hoje falo para amigos e jovens atletas com quem converso, o melhor jogador que vi bater na bola foi HAMILTON.
Vá encantar, meu camisa 10, com sua elegância e rara habilidade o time do nosso maior treinador! Deus conforte os seus familiares”.
Ricardo Freitas, ex-jogador

“Foi sem dúvida um dos melhores profissionais com quem joguei. De uma visão de jogo extraordinária e muita técnica, além de um caráter a toda prova”.
Luciano Gomes, ex-jogador.




sábado, 24 de fevereiro de 2018

DUELO: CEILÂNDIA x SOBRADINHO



Assim é contada a história de Ceilândia x Sobradinho, duelo que acontecerá pela 72ª vez no próximo domingo, considerando jogos válidos pelo Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão:

TOTAL DE JOGOS
71
VITÓRIAS DO CEILÂNDIA
24
VITÓRIAS DO SOBRADINHO
19
EMPATES
28
GOLS A FAVOR DO CEILÂNDIA
80
GOLS A FAVOR DO SOBRADINHO
82

A PRIMEIRA VEZ

A primeira vez que se enfrentaram foi em 2 de julho de 1980, no Serejão, quando empataram em 1 x 1. Nesse ano, o Sobradinho não perdeu para o Ceilândia nos três jogos que disputaram.

CEILÂNDIA 1 x 1 SOBRADINHO
Data: 2 de julho de 1980
Local: Serejão, Taguatinga (DF)
Árbitro: Francisco Xavier Portugal
Gols: Júlio, 15 e Messias, 64
CEILÂNDIA: Carlos, Renilton (Moreira), Arlício, Toninho e Marquinhos; Teixeira, Julinho e Zé Vieira; Lelé (Risadinha), Messias e Zé Carlos. Técnico: Francisco Antônio da Silva (Chicão).
SOBRADINHO: Carlos José, Marcos, Remo, Roberto e Serginho; Renê, Júlio (Quincas) e Dino; Toni (Arildo), Jansen e Tico. Técnico: Carlos Fernando.

TABU

Considerando que o Sobradinho não enfrentou o Ceilândia no período de 2006 a 2011, quando esteve na segunda e até na terceira divisão do DF, a última vitória do Sobradinho sobre o Ceilândia aconteceu em 14 de abril de 2002. De lá para cá se enfrentaram doze vezes, com seis vitórias do Ceilândia e igual número de empates.

AS MAIORES GOLEADAS

A maior goleada no confronto aconteceu no dia 14 de abril de 1996, no Augustinho Lima. Com três gols marcados por Dimba, o Sobradinho goleou o Ceilândia por 7 x 0.
As duas maiores goleadas do Ceilândia sobre o Sobradinho foram registradas em 06.02.2005, no Mané Garrincha, e em 06.05.2012, desta vez no Augustinho Lima, em ambos os jogos pelo placar de 4 x 1.

LOCAIS DOS JOGOS

A maioria dos jogos (52%) entre Ceilândia e Sobradinho aconteceu no estádio Augustinho Lima, em Sobradinho. Foram 37 jogos. O Abadião, na Ceilândia, recebeu 19 jogos. Completando a lista dos cinco estádios que receberam o duelo, temos o Serejão, em Taguatinga, com 11, o Mané Garrincha, em Brasília, com 3, e o Bezerrão, no Gama, com apenas um.


OS GOLEIROS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Abraão


Pelo segundo ano consecutivo, ele desiste da aposentadoria para voltar aos gramados. Em janeiro de 2017, quando foi contratado pelo C. A. Taguatinga, já havia pendurado as luvas. Depois que terminou o campeonato, anunciou novamente a aposentadoria. Na sequência assumiu a presidência do Brazlândia no dia 3 de abril de 2017 e montou um projeto ambicioso para conquistar o acesso para a Primeira Divisão. Porém, o clube acabou parando nas semifinais da Segunda Divisão e não conquistou seu objetivo.
Agora, é a vez do Santa Maria fechar um acordo com o goleiro para defender sua meta no campeonato brasiliense da primeira divisão de 2018.
Estamos falando do goleiro Abraão, aniversariante do dia de hoje!
Abraão Hildo de Carvalho nasceu em 24 de fevereiro de 1981. Portanto, está completando 37 anos no dia de hoje.
Começou a jogar bola no Brazlândia, onde passou grande parte de sua carreira. Nesse clube jogou de 2001 a 2003, 2006 a 2008 e 2012 e 2013.
Também foi goleiro de outras equipes no Distrito Federal, algumas vezes na Segunda Divisão, conforme pode ser conferido no quadro abaixo:
ANO
COMPETIÇÃO
CLUBES
JOGOS
TÍTULOS
2004
CAMPEONATO BRASILIENSE 2D
ESPORTIVO
2005
CAMPEONATO BRASILIENSE 1D
BANDEIRANTE
5
2005
CAMPEONATO BRASILIENSE 2D
ESPORTIVO
2006
CAMPEONATO BRASILIENSE 1D
PARANOÁ
2
2006
CAMPEONATO BRASILIENSE 2D
BRAZLÂNDIA
2
2007
CAMPEONATO BRASILEIRO 3D
ESPORTIVO
1
2007
CAMPEONATO BRASILIENSE 1D
PARANOÁ
7
2007
CAMPEONATO BRASILIENSE 2D
BRAZLÂNDIA
9
Campeão brasiliense da Segunda Divisão - 2007
2008
CAMPEONATO BRASILEIRO 3D
DOM PEDRO II
11
2008
CAMPEONATO BRASILIENSE 1D
BRAZLÂNDIA
13
2009
CAMPEONATO BRASILIENSE 2D
CRUZEIRO
5
2011
CAMPEONATO BRASILIENSE 1D
BOTAFOGO
2011
CAMPEONATO BRASILIENSE 2D
BRAZLÂNDIA
5
Campeão brasiliense da Segunda Divisão - 2011
2012
CAMPEONATO BRASILIENSE 1D
BRAZLÂNDIA
7
2013
CAMPEONATO BRASILIENSE 1D
BRAZLÂNDIA
4
2015
CAMPEONATO BRASILIENSE 1D
CEILANDENSE
4
2017
CAMPEONATO BRASILIENSE 1D
C. A. TAGUATINGA
8

Abrão também já jogou fora de Brasília, no Araguaína, de Tocantins, em 2008.
Teve uma época em que Abraão dividia seu tempo entre ser goleiro e trocador de ônibus. Viveu um drama quando sofreu um assalto.