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sábado, 29 de setembro de 2012

CRAQUES DE ONTEM E DE HOJE: EDMAR



Edmar Bernardes dos Santos, o Edmar, nasceu em Araxá (MG), em 20 de janeiro de 1960.
Caçula de nove irmãos, com três anos de idade, Edmar mudou-se para Brasília com toda a família.
Moleque, ainda, já conhecia todos os campos de pelada próximos à QNG onde morava, em Taguatinga.
Dividia seu tempo entre a escola e as peladas. Já no colégio, passou a disputar os torneios interclasses.
 
Seu primeiro time foi o Flamenguinho, do Setor Norte de Taguatinga. Ele tinha 13 anos na época e já era ponta-de-lança. Nesse mesmo time jogava também o Duda, que depois defendeu o Taguatinga. O técnico do Flamenguinho era Picolé, muito conhecido no futebol amador de Taguatinga.
Jogou ainda por outras duas equipes amadoras de Taguatinga: Imperial e Botafoguinho.
Em 1974 esteve no Ceub por dois meses. O técnico do juvenil era Airton Nogueira. Mas, Edmar não ficou por lá porque o horário dos treinamentos estava chocando com o do colégio. Então, voltou a bater peladas em Taguatinga e a ajudar suas irmãs numa loja que tinham no Mercado Norte.
Quando tinha 16 anos, foi para o Brasília. O mesmo Airton Nogueira era técnico da categoria juvenil e já o conhecia. Treinou uma vez e foi selecionado para um jogo que houve no dia seguinte, válido pelo campeonato de juvenis.
O jogo foi contra o Humaitá. Começou na reserva e, quando entrou, marcou dois gols. O Brasília foi o campeão e Edmar ficou em quarto lugar entre os artilheiros, mesmo jogando só nas últimas cinco partidas.
Depois do final do campeonato brasiliense de juvenis, Edmar estava entre os convocados para a Seleção do Distrito Federal que disputou vários amistosos contra clubes de outros Estados e seleções de cidades próximas ao Distrito Federal, sendo o de maior destaque o do dia 12 de março de 1977, quando perdeu para a Seleção Brasileira que se preparava para disputar o 1º Campeonato Mundial de Juniors, na Turquia.
Evaristo de Macedo, técnico da Seleção Brasileira, declarou na época que ficou bastante impressionado com o futebol de dois jogadores da Seleção de Brasília: Lindário e Edmar. Disse, ainda, que só não os convocava porque não havia mais tempo.
Quando retornou ao Brasília, quase em seguida passou para a equipe de profissionais. Airton Nogueira assumiu o comando dos profissionais e o promoveu. Sua estréia na equipe principal foi contra o Canarinho, num amistoso. Depois, participou de alguns jogos durante o campeonato brasiliense de 1977, também vencido pelo Brasília.
 
Veio o Campeonato Brasileiro de 1977 e, depois de jogar contra o Vasco da Gama, no dia 23 de outubro, foi efetivado como titular no dia 5 de novembro, no Pelezão, quando o Brasília venceu o Goytacaz por 2 x 1, com um gol de Edmar. No jogo seguinte, no dia 9 de novembro, também no Pelezão, contra o Londrina, nova vitória de 2 x 1, com outro gol de Edmar. O time se classificou para a outra fase, quando enfrentou América-RJ, Corinthians, Internacional e São Paulo e foi desclassificado.
Em 1978, foi novamente campeão do Distrito Federal pelo Brasília, tornando-se artilheiro da competição com 9 gols e fazendo parte da seleção dos melhores do campeonato eleitos pelo jornal Correio Braziliense.
Na estréia do Brasília pelo Campeonato Brasileiro de 1978, no dia 26 de março, em Campo Grande, Edmar marcou um gol, deu passe para o outro e foi o melhor jogador da partida (Brasília 2 x 0 Operário, de Campo Grande). Na volta para Brasília, concedeu muitas entrevistas e a partir dali virou notícia. A imprensa começou a destacar as atuações de Edmar, que foi o jogador que mais atuou pelo Brasília: dos 20 jogos, participou de 19, só ficando de fora contra o Caxias.
Logo depois aconteceu a excursão do Brasília por cidades do interior de São Paulo e Rio de Janeiro e Edmar foi o artilheiro da equipe, marcando sete gols nos nove jogos. Pela primeira vez clubes paulistas manifestaram interesse em sua contratação.
No começo de 1979, como era o período de férias para o time profissional, Edmar foi relacionado na equipe que participou da Taça São Paulo de Juniors. Neste torneio Edmar também teve boas exibições, a melhor delas no dia 10 de janeiro, na vitória de 3 x 1 sobre o Atlético Mineiro, com os três gols de sua autoria. O Brasília não se classificou para a segunda fase pois perdeu para o Corinthians (1 x 0) e para o Marília (2 x 1). Este último, inclusive, foi campeão do torneio.
 
Atlético Mineiro, Grêmio e São Paulo quiseram contratar Edmar, mas acabaram recuando quando souberam que ele já tinha contrato assinado com o Brasília.
Em 1979 o Brasília perdeu o título de campeão brasiliense para o Gama. Foi o último ano de Edmar em Brasília.
Em 1980, após rápida passagem pelo Cruzeiro, de Belo Horizonte, transferiu-se para o modesto Taubaté, onde foi artilheiro do Campeonato Paulista, com 17 gols.
 
Em 1981, retornou ao Cruzeiro para ser vice-artilheiro do campeonato mineiro daquele ano, com 14 gols (dois a menos que o artilheiro Vágner, do América).
 
Teve rápida passagem pelo Grêmio, em 1982, antes de ser negociado com o Flamengo, onde ficou
 até 1984 (ano, curiosamente, que teve mais oportunidades na equipe titular. Destacou-se inclusive na Libertadores da América. No Flamengo, disputou 48 jogos e marcou 11 gols.
Em 1985, Edmar retornou ao futebol paulista para defender o Guarani, de Campinas, no qual consagrou-se artilheiro do Campeonato Brasileiro, com 20 gols.
 
Comprou o próprio passe e o alugou no ano seguinte ao Palmeiras. Não foi goleador no Palmeiras (30 jogos e 8 gols), não por falta de oportunismo, mas porque não teve bom relacionamento com alguns companheiros de equipe, principalmente Mirandinha, concorrente da camisa 9. Desgastado, Edmar mudou-se ao final do Campeonato Paulista de 1986 para o grande rival do Palmeiras, o Corinthians, onde seguiu sua sina de artilheiro (95 jogos e 51 gols).
No Parque São Jorge, Edmar foi dono absoluto da camisa 9 e seu futebol cresceu ainda mais, sendo artilheiro do Campeonato Paulista de 1987, com 19 gols.
No ano seguinte, 1988, mais uma vez o Corinthians chegou à final do Campeonato Paulista, desta vez sendo campeão. Naquele ano, foi convocado para a Seleção Brasileira que conquistou o Torneio Bicentenário da Austrália e também apareceu defendendo a Seleção Olímpica do Brasil nos Jogos de Seul, quando obteve a medalha de prata. Pela seleção principal, disputou seis jogos e marcou três gols. Na seleção olímpica foram 9 jogos e 3 gols.
Antes do final do Campeonato Paulista de 1988, Edmar teve seu passe negociado com o Pescara, da Itália.
 
Jogou três anos na Itália, para retornar ao Brasil em 1991, indo jogar no Atlético Mineiro, onde conquistou o título estadual daquele ano.
De 1992 a 1994 só defendeu clubes paulistas. Em 1992 jogou no Santos, em 1993, no Rio Branco, de Americana, e em 1994, novamente no Guarani, de Campinas.
Em 1995, aceitou o desafiou de jogar no desconhecido Brummel Sendai, do Japão, onde ficou até 1997.
Em 1998 Edmar fundou o Campinas F. C., juntamente com o também ex-jogador Careca, onde encerrou a carreira.
F
oi presidente do Campinas Futebol Clube, clube do qual Careca era dono de 65% das ações. O Campinas Futebol Clube foi vendido em 2010 para a Red Bull, nome que foi adotado pela equipe.
Atualmente, Edmar reside em Campinas.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

DADÁ MARAVILHA EM BRASÍLIA



No dia 24 de julho de 1969, a Federação Desportiva de Brasília convidou o Atlético Mineiro para disputar um amistoso contra um combinado de dois clubes de Brasília: o Coenge, do Gama, e o Brasília, de Taguatinga.
Com um forte time, onde começava a despontar Dario, o Peito de Aço, e aproveitando-se do desentrosamento do combinado brasiliense, o Atlético Mineiro venceu facilmente, por 4 x 0.
A súmula do jogo foi esta:

COMBINADO COENGE-BRASÍLIA 0 x 4 ATLÉTICO MINEIRO
Data: 24 de julho de 1969
Local: Estádio Nacional de Brasília (posteriormente passou a ser chamado de Pelezão)
Árbitro: Antônio Gomes (MG)
Gols: Dario (2), Ronaldo e Lacy
COMBINADO: Índio (Brasília), Ferraz (Coenge), Tatá (Coenge), Triste (Brasília) e Luisinho (Brasília) – Gildásio (Brasília); Divino (Coenge) e Pelezinho (Coenge); Negão (Brasília) – Garrinchinha (Coenge), Santos (Brasília), Toinho (Brasília) e Cabeleira (Brasília) – Oscar (Coenge). Técnico: Eurípedes Bueno (Brasília).
ATLÉTICO MINEIRO: Mussula (Careca), Humberto Monteiro, Grapete, Normandes e Vantuir; Oldair (Vanderlei Paiva) e Carlinhos; Ronaldo (Vaguinho), Dario (Dico), Lacy (Beto) e Tião. Técnico: Yustrich.


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

PRESIDENTES DOS CLUBES BRASILIENSES EM 1993


BRASÍLIA: Lindberg Aziz Cury
CEILÂNDIA: Antônio de França Cardoso
GAMA: Carlos Antônio Macedo Miranda
GUARÁ: Francisco Antônio Pinheiro Brandes
PLANALTINA: José Valdemir Araújo Saraiva
SAMAMBAIA: Itamar Sebastião Barreto
SOBRADINHO: Luiz de Oliveira Gomes Neto
TAGUATINGA: Froylan Pinto Santos
TIRADENTES: Leo Carlos Costa

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

OS JOGOS ENTRE AS SELEÇÕES “A” e “B” EM 1969


Com a finalidade de formar uma seleção que representasse o futebol brasiliense em amistosos interestaduais, em 1969 a Federação Desportiva de Brasília promoveu alguns jogos amistosos internos.
Para um desses amistosos, convocou duas seleções formadas com jogadores dos clubes disputantes da Taça Brasília (campeonato oficial), para uma série “melhor-de-três” nos dias 6, 9 e 13 de julho (se fosse necessário).
Assim estavam formadas as comissões técnicas de cada seleção:

SELEÇÃO “A”

Supervisores: José Maria (CSU) e Sérgio Midosi (Carioca)
Treinador: Otaziano (Grêmio)
Assistente Técnico: Arthur Herdy de Oliveira
Massagista: Anísio

Jogadores:
Grêmio: Quill, Paulista, Joãozinho, Bugue, Da Silva e Sinval;
Guará: Procópio, Doidinho, Pelé, Ademir, Elizaldo e Murilo;
Carioca: Gisélio, Nilo, Alcides e Arthur;
Jaguar: Noel, Heitor e Felipe;
Alvorada: Cardoso;
Unidos de Sobradinho: Chiquinho e Litinho;
Serviço Gráfico: Cesar e Walmir;
CSU: Luiz Carlos, Totó e Arnaldo; e
Piloto: Quincas, Gouveia e Lula

SELEÇÃO “B”

Supervisores: Júlio (Coenge) e Evandro (Brasília)
Técnico: Eurípedes Bueno (Brasília)
Assistente Técnico: Abemar Thadeu Martins Herdy
Massagista: Antônio Goiano (Brasília)

Jogadores:
Coenge: Hugo, Ferraz, Tatá, Xixico, Pelezão, Divino, Minhoca, Pelezinho, Garrinchinha e Oscar;
Brasília: Índio, Gildásio, Triste, Jeremias, Negão, Toinho, Santos, Luizinho, Cabeleira e Nemias;
Flamengo: Chiquinho, Dirceu e Ary;
Vila Matias: Ivani e Germano;
Cultural Mariana: Juvenil e Parada;
Meta: Hélio; e
Guarany: Neco

A Seleção “B” venceu os dois jogos, tornando desnecessária a realização de um terceiro encontro. Eis as fichas técnicas dos dois jogos:

SELEÇÃO “B” 1 x 0 SELEÇÃO “A”
Data: 6 de julho de 1969
Local: Estádio da A. A. Cultural Mariana, no Gama
Árbitro: Eduíno Edmundo Lima.
Gol: Pelezinho.
SELEÇÃO “B” – Hugo, Ferraz, Gildásio, Triste e Luisinho; Jorrâneo e Nemias (Dirceu); Toinho, Garrinchinha, Pelezinho (Ivan) e Oscar (Cabeleira).
SELEÇÃO “A” – Elizaldo, Mário, Dão, Joãozinho e Baiano; Bugue e César; Pelé, Ademir, Walmir (Procópio) e Moisés.

SELEÇÃO “B” 4 x 3 SELEÇÃO “A”
Data: 9 de julho de 1969
Local: Estádio Nacional de Brasília
Árbitro: Mário José da Silva.
Gols: Toinho (3) e Cabeleira para a Seleção “B” e Pelé, Gisélio e Ademir para a Seleção “A”.
SELEÇÃO “B” – Hugo, Ferraz, Gildásio, Triste e Luisinho; Jorrâneo (Nemias) e Dirceu (Divino); Toinho, Garrinchinha, Pelezinho e Cabeleira (Ivan).
SELEÇÃO “A” – Anil, Mário, Joãozinho (Gisélio), Dão e Paulista (Doidinho); Bugue e Quincas; Lula, Pelé, Ademir e Moisés.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

JÁ ESTÁ NO AR O BLOG DO RABELLO!

Já se encontra funcionando o blog do Rabello Futebol Clube. Para acessá-lo basta clicar no link abaixo:
 
 
Ainda estamos no começo e, com a necessária ajuda dos eternos torcedores do Rabello e dos amigos pesquisadores de Brasília, principalmente, tentaremos postar matérias diariamente.

MAIS UM JOGO DE GARRINCHA EM BRASÍLIA


Alertado pelos amigos pesquisadores José Egídio Pereira Lima e Márcio Almeida, acabamos descobrindo mais um jogo do craque Garrincha em Brasília.
Foi um amistoso realizado no dia 4 de junho de 1972, no Estádio Pelezão. O jogo foi Ceub x Cruzeiro, de Belo Horizonte (MG) e terminou em 0 x 0.
Eis os dados:

CEUB 0 x 0 CRUZEIRO
Data: 4 de junho de 1972
Local: Estádio Pelezão, Brasília (DF)
Árbitro: Carlos Costa (RJ)
Renda: Cr$ 42.000,00
Expulsões: Repetto e Noel.
CEUB: Zé Walter, Aderbal (Serginho), Noel, Lúcio e Sérgio; Darse (Augustinho) e César; Garrincha (Procópio) (Carlos Alberto), Hermes, Cláudio e Dinarte.
CRUZEIRO: Raul, Lauro, Moraes (Darci Menezes), Fontana e Vanderley; Toninho e Palhinha (Rinaldo); Eduardo, Repetto, Luiz Carlos e Lima. Técnico: Yustrich.

Obs.: caso o amigo leitor saiba de mais algum jogo de Garrincha no DF, favor postar nos comentários.

domingo, 23 de setembro de 2012

PROJETO “BLOGS PARA OS TIMES DE BRASÍLIA”


Incentivado pelo amigo pesquisador Márcio Almeida, que acaba de lançar o primeiro livro sobre um clube do futebol de Brasília, o Coenge, e também contando com o suporte de uma grande pesquisa sobre a história do futebol brasiliense, desenvolvida por mais de dez anos, estamos iniciando um novo projeto de divulgação.
A princípio, a conversa com o Márcio foi, basicamente, sobre pensarmos em mais livros contando a história de outros clubes de futebol do DF.
Mas, sabendo das dificuldades que é editar um livro sobre qualquer clube de futebol, não só do brasiliense mas também do brasileiro, resolvemos apresentar uma outra alternativa: a criação de blogs.
O pensamento foi: quem sabe, um dia, aparece alguém que possa ajudar financeiramente na edição de um livro após ver, na rede internet, detalhes da história do seu clube do coração!
Com o sucesso do blog “Almanaque do Futebol Brasiliense”, que acaba de ultrapassar as 40 mil visitas, e contando com o material histórico que temos em mãos, passamos a pensar na possibilidade de criar outros blogs para contar um pouco mais sobre o que estes clubes fizeram em prol do futebol do Distrito Federal.
Rabello, Defelê, Ceub, Grêmio Brasiliense, Taguatinga, Tiradentes, Brasília e outros poderão ter, a partir de agora, sua história contada. Uns com mais história para contar, outros menos, não interessa, o que conta é que tentaremos mostrar para o torcedor de hoje a importância desses clubes na história do futebol brasiliense.
Ao mesmo tempo, esperamos contar com a colaboração de torcedores, ex-jogadores e ex-dirigentes, jornalistas e pesquisadores para tornar a mais completa possível a história desses clubes.
Alguns clubes brasilienses já tem seus sites e blogs, uns muito bem conduzidos, outros nem tanto. Outros deixaram de existir numa época de pouca divulgação dos seus feitos e, consequentemente, nunca tiveram a oportunidade que agora temos de tornar pública essa história.
Ainda não sabemos qual será a periodicidade da criação dos blogs, sua ordem ou mesmo como será sua manutenção. Uma coisa é certa: os torcedores de hoje precisam conhecer a história desses clubes, tomar conhecimento do que já foi feito no futebol de Brasília.
Desculpem a redundância, mas estaremos começando pelo começo. Partiremos de sua fundação, passaremos por suas lutas em competições e amistosos, suas conquistas e seus heróis e, em alguns casos, seus últimos dias de vida.
Por ter as mesmas cores do meu time de coração, o Botafogo, do Rio de Janeiro, a ideia é criar, no mais tardar em duas semanas, o blog do alvinegro Rabello, de tantas histórias e tantas glórias. Aguardem para os próximos dias!

sábado, 22 de setembro de 2012

ESTATÍSTICAS DO CAMPEONATO BRASILIENSE DE 1969

Obs.: Como tivemos duas fases distintas e, na primeira fase da competição, dois grupos com número de participantes diferentes (11 no A e 13 no B), além dos números absolutos também vamos apresentar as melhores médias em alguns itens.

CLUBES PARTICIPANTES: 24.
JOGOS REALIZADOS: 199.
GOLS ASSINALADOS: 634.
MÉDIA DE GOLS POR JOGO: 3,2.
MELHOR ATAQUE DO CAMPEONATO: Coenge, com 56 gols a favor.
MELHORES MÉDIAS DE GOLS MARCADOS: 1º Coenge – 2,4; 2º Brasília – 2,1 e 3º CSU – 2,0.
PIOR ATAQUE DO CAMPEONATO: Alvorada, 5 gols a favor.
PIORES MÉDIAS DE GOLS MARCADOS: 1º Alvorada – 0,5; 2º União – 0,7 e 3º - Atlas, 0,8.
MELHOR DEFESA DO CAMPEONATO: Coenge, com 15 gols contra.
MELHORES MÉDIAS DE GOLS SOFRIDOS: 1º - Coenge – 0,7; 2º - Grêmio e Jaguar - 0,8 e 3º - Brasília – 0,9.
PIOR DEFESA DO CAMPEONATO: Setor Automobilístico, 46 gols contra.
PIORES MÉDIAS DE GOLS SOFRIDOS: 1º - Alvorada – 2,9; 2º - Guarany – 2,7 e 3º - Rabello – 2,6.
MELHOR SALDO DE GOLS: Coenge, 41.
MAIOR NÚMERO DE VITÓRIAS: Coenge, com 17.
MENOR NÚMERO DE VITÓRIAS: União, 0.
MENOR NÚMERO DE DERROTAS: Coenge, 1.
MAIOR NÚMERO DE DERROTAS: 1º - União e Rabello, 9 (em 12 jogos).
MELHOR ÍNDICE DE APROVEITAMENTO: Coenge, com 84,8%.
MAIOR GOLEADA DO CAMPEONATO: 20.04.1969, Piloto 7 x 0 Atlas.
JOGOS COM MAIOR NÚMERO DE GOLS MARCADOS: 04.05.1969, Setor Automobilístico 4 x 4 Portuguesa e 08.06.1969, CSU 7 x 1 Alvorada.

PRINCIPAIS ARTILHEIROS:

1º - Paulinho (CSU) e Eraldo (Serviço Gráfico), com 11 gols;
2º - Ari (Flamengo), com 10.

ÁRBITROS QUE MAIS ATUARAM:

1º - Geraldo Delfino, 17 jogos;
2º - Djalma Neves, 15;
3º - Alaor Ribeiro e Amphilóphio Pereira da Silva, 12;
4º - Mário José da Silva e Eduino Edmundo Lima, 11;
5º - Takeshi Koressawa, 10;
6º - Oswaldo dos Santos, José Rodrigues e Wolney Rosa, 9;
7º - José Nobre da Conceição, 8;
8º - Rubens Pacheco e Aníbal Blanch, 7;
9º - Idélcio Gomes de Almeida, José Mattos Sobrinho e José Ribeiro, 6;
10º - Pedro Celestino e Benedito Arley, 5;
11º - Orcy José da Silva, Adhemar Pereira da Cruz, José Francisco de Souza, Orbilio Batista, Almir Alves do Nascimento e João Batista de Oliveira, 3;
12º - Raphael de Carvalho, Eano Correa e José Leandro de Oliveira, 2;
13º - Sylvio Fernandes, Elísio Ramos, Marcos da Silva, Adelson Amorim e Sebastião Benedito, 1 jogo.
Obs.: não identificados, 5.

ESTÁDIOS UTILIZADOS:

1º - Ciro Machado do Espírito Santo, 46 jogos;
2º - Ruy Rossas do Nascimento (Taguatinga), 44;
3º - Cultural Mariana (Gama), 40;
4º - Nacional de Brasília (posteriormente, Pelezão), 29;
5º - Adolfo Rizza (Núcleo Bandeirante), 18;
5º - Vasco Viana de Andrade, 17; e
6º - não identificados, 5.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

LANÇADO O LIVRO DO COENGE





Diz a sabedoria popular que um homem só tem uma vida completa quando planta uma árvore, tem um filho e escreve um livro, não necessariamente nesta ordem.
Desconheço se Márcio Almeida já plantou uma árvore! Por outro lado, ele já tem dois filhos e acaba de lançar o primeiro livro sobre a história de um clube do futebol brasiliense.
Tive a satisfação de poder adquirir, no dia de ontem, 20 de setembro de 2012, o livro “COENGE FUTEBOL CLUBE - A História do Leão do Gama” e recomendo para aqueles que um dia já correram atrás de uma bola por esse mundão de barro que era Brasília ou simplesmente torcia por seus heroicos e corajosos craques.
O livro, com 233 páginas, conta a história da empresa de construção COENGE desde a sua chegada ao Planalto Central para colaborar na construção da nova Capital do Brasil, Brasília, passando pela criação do clube de futebol com o mesmo nome da empresa, seu passado e seu presente, com suas vitórias e derrotas e, principalmente, suas glórias.
Quem também quiser adquirir um exemplar, favor entrar em contato com o Márcio, pelo telefone (61) 9246-0431.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

GARRINCHA NO DF


 
Ao ler o post de ontem sobre Manicera, meu grande amigo Tarcízio Dinoá Junior perguntou se eu sabia dizer mais alguma coisa a respeito de outros jogos de Garrincha no Distrito Federal. Parti, então, para uma verdadeira investigação em livros, revistas, jornais e sites confiáveis.
Com a camisa do Botafogo, com a qual disputou 614 jogos, ele jogou apenas uma partida em Brasília: no dia 17 de setembro de 1961, no Estádio Israel Pinheiro, no Guará, o Botafogo goleou o Guará por 6 x 0.
Para saber sobre jogos com as camisas de Corinthians e Flamengo, consultei os Almanaques do Corinthians e do Flamengo. No primeiro destes, ele disputou apenas 13 jogos no ano de 1966, nenhum deles em Brasília.
Já no Flamengo, foram vinte jogos nos anos de 1968 e 1969 e apenas o dia 2 de março de 1969 citado no post de ontem.
O curioso é que esse jogo consta do livro do Almanaque do Flamengo, confirmado na edição de 4 de março de 1969 do Jornal do Brasil, mas não aparece na relação de jogos do livro do Ruy Castro.
No Olaria, foram apenas dez jogos no ano de 1972.
Também encontrei na Revista Gol, de dezembro de 1980, uma reportagem que trata de uma apresentação que Garrincha fez em Brasília, mais precisamente na sede da Associação dos Servidores do Senado Federal – ASSEFE, atuando pelo time da Associação de Garantia ao Atleta Profissional-AGAP/DF contra uma seleção da ASSEFE. Também foi homenageado quando seu nome foi dado à escolinha de futebol da ASSEFE.
Para encerrar a pesquisa, consultei o livro “Estrela Solitária Um Brasileiro Chamado Garrincha”, de Ruy Castro, e lá pude confirmar o que também consta do livro “Stopper”, de Gustavo Mariani: Garrincha fez a última partida de futebol da sua vida no dia 25 de dezembro de 1982, um jogo-exibição no Estádio “Adonir Guimarães”, em Planaltina, entre o time amador local do Londrina e uma Seleção da AGAP-DF. Garrincha jogou o pelo Londrina, permanecendo em campo por 60 minutos. A Seleção da AGAP venceu por 1 x 0.
Menos de um mês depois, no dia 20 de janeiro de 1983, Garrincha faleceu.
Garrincha também participou de inúmeros amistosos pelo Milionários Futebol Clube, um time montado por João Mendes Toledo (falecido em 1999), que reuniu veteranos e ex-jogadores profissionais das décadas de 70 e 80 para jogar em diversas partes do País, em partidas festivas (jogos-exibição). No Milionários, Garrincha entrou em campo quase 500 vezes entre 1974 e 1982. Apesar de achar pouco provável que tenha atuado em Brasília, não tenho como afirmar, com certeza, se ele jogou em Brasília nesse período.


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

MANICERA E O PAPELÃO DO FLAMENGO EM BRASÍLIA




No dia de ontem, o Nacional, de Montevidéu, Uruguai, confirmou a notícia da morte de Manicera, zagueiro uruguaio com passagem pelo Flamengo no final da década de 60.
O ex-jogador morreu aos 73 anos de idade.
Nascido em 1938, Manicera começou sua carreira jogando pelo Rampla Juniors, no ano de 1958, e permaneceu na equipe até 1962. Em seguida, o ex-defensor acertou a sua transferência para o Nacional, onde foi campeão uruguaio em 1963 e 1966. No ano seguinte, ele rumou para o Clube de Regatas Flamengo e, em 1971, retornou para seu país, onde defendeu a camisa do Cerro antes da aposentadoria, aos 33 anos.
Manicera também entrou em campo vestindo as cores da seleção uruguaia em 21 partidas e disputou a Copa do Mundo de 1966.
Em comunicado divulgado no site oficial do Nacional, o clube diz que o ex-jogador foi um dos zagueiros mais técnicos de todos os tempos no futebol uruguaio, com um estilo de jogo elegante.
Infelizmente, a lembrança que os torcedores de Brasília tem de Manicera não é das melhores.
No dia 2 de março de 1969 foi realizado um amistoso entre o Flamengo e a Seleção Amadora de Brasília. O rubro-negro carioca vencia o jogo por 3 x 1, com gols marcados, no 1º tempo, por Dionísio, aos 10 e aos 30 minutos, e Liminha, aos 25; Garrinchinha havia marcado o gol da Seleção aos 10 minutos do 2º tempo.
Quando o árbitro Sílvio Fernandes expulsou Rodrigues Neto e Paulo Henrique, aos 15 minutos do 2º tempo, obedecendo ordens do treinador Tim e do dirigente Vivaldo Midlej, os jogadores Zezinho, João Daniel e Garrincha fingiram-se de contundidos e abandonaram o gramado, forçando o árbitro a encerrar a peleja.
A Seleção Amadora de Brasília atuou com Hugo, Jonas (Fernandes), Heraldo, Paulinho e Xixico; Eduardo e Divino; Guairacá, Garrinchinha, Pelezinho (Argenta) e Oscar (Marão).
Flamengo: Dominguez, Marcos, Manicera, Onça (Jaime) e Paulo Henrique; Liminha e Rodrigues Neto; Garrincha, João Daniel, Dionísio (Zezinho) e Arilson (Reyes).

terça-feira, 18 de setembro de 2012

REGISTRO HISTÓRICO: INAUGURAÇÃO DO ESTÁDIO DO CAVE




A inauguração do Estádio do CAVE, no Guará, ocorreu a 16 de abril de 1978, às 11 horas.
Para aqueles que não sabem, CAVE é a sigla de Centro Administrativo Vivencial e Esportivo.
O jogo inaugural foi um amistoso interestadual, reunindo o S. C. Corinthians, do Guará, e o Vitória, de Salvador (BA).
O rubro-negro baiano venceu por 2 x 0.
Outros detalhes desse jogo:
Renda: Cr$ 36.260,00
Árbitro: Edson Rezende de Oliveira
Gols: Sena, 37 e Mardoni, 46.
CORINTHIANS: Wilmar (Lúcio), Ricardo, Luciano, Gilberto e Nilton (Gilvan); Boni, Marquinhos e Augusto; Edu (Orlando), Aloísio (Chiquinho) e Wellington.
Obs.: os jogadores do Corinthians eram quase todos oriundos do Grêmio Esportivo Brasiliense.
VITÓRIA: Gelson (Pavão), Valdir, Edson Paulista, Zé Alberto e Válder; Joel Zanata (Edson Baiano), Lulinha e Sena (Mário); Mardoni, João Carlos (Joãozinho) e Sivaldo.


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

OS MELHORES DO ESPORTE EM 1988


IV TROFÉU “MELHORES DO ESPORTE BRASILIENSE” - 1988
Promoção: Associação Brasiliense de Cronistas Desportivos – ABCD.
Concorreram Beto Fuscão, Moura e Zé Maurício (Tiradentes), Bocaiúva (Taguatinga), Josimar (Brasília) e Pedro César (Guará).
Vencedor: Moura, do Tiradentes.
Vencedores anteriores: Joãozinho, Toni e Kléber.

sábado, 15 de setembro de 2012

CRAQUES DE ONTEM E DE HOJE: RAIMUNDINHO



Antônio Fabiano Ferreira, o Raimundinho, nasceu em São José da Varginha, então distrito de Pará de Minas (MG).
Transferiu-se para Belo Horizonte com pouco mais de cinco anos de idade, indo morar no bairro Cachoeirinha.
Rápido e driblador, aos 17 anos Raimundinho atuava na Associação Atlética Cachoeirinha, da rua dos Operários, em Belo Horizonte, quando foi descoberto pelo Cruzeiro, onde passou a jogar em 1955 e sagrou-se campeão mineiro de aspirantes em 1959. Depois passou pelo Renascença e Comercial, do Barreiro, ambos de Belo Horizonte e extintos.
Herdou o apelido de Raimundinho pois tinha um irmão que já jogava no Cruzeiro, de Belo Horizonte, com esse mesmo nome.
Recebeu, então, um convite de um dos principais cartolas do futebol candango, Oswaldo Cruz Vieira, o Osvaldão, para jogar pelo Clube de Regatas Guará, em troca de um emprego na Novacap. Mas como seu acerto estava demorando muito, o presidente do Defelê, Ciro Machado do Espírito Santo, ofereceu-lhe outro emprego no Departamento de Força e Luz, que mantinha o time do Defelê.
Com 21 anos, foi campeão em 1960, formando um ataque que todo torcedor do Defelê sabia de cor: Ramiro, Vitinho, Ely, Fino e Raimundinho. Marcou três gols.
Bicampeão em 1961, foi convocado para integrar a seleção do Distrito Federal que enfrentou o Santos (21 de abril) e o Flamengo (2 de julho).
Em 1962, o Defelê foi tricampeão, mas Raimundinho só disputou o primeiro turno, passando para o Cruzeiro do Sul, onde foi campeão de 1963.
Seguiu conquistando títulos num período em que foi implantado o profissionalismo no futebol do Distrito Federal. Foi bicampeão nos anos de 1964 e 1965, defendendo o Rabello.
Em 1966, passou para o Luziânia, quando foi vice-campeão brasiliense. 
Depois que parou de jogar, começou sua carreira de treinador da Escola do SESI, onde lecionava Educação Física. O Delegado Regional da empresa solicitou que fosse criada uma escolinha de futebol.
Em 1972 foi convidado pela Federação de Brasília para dirigir garotos das categorias dente de leite e juvenis.
Foi auxiliar do técnico João Avelino no Ceub durante o Campeonato Brasileiro de 1973.
Passou a treinar equipes do Distrito Federal, dentre elas Piloto, Grêmio Esportivo Brasiliense, Coenge e Civilsan, na fase amadorista, e depois Guará (1982), Ceilândia (1983), Brasília (sagrando-se campeão do certame brasiliense e dirigindo a equipe também durante o Campeonato Brasileiro) em 1987 e Gama (1989).
Treinou ainda a Anapolina, de Anápolis (GO), a Seleção Sindical do Ministério do Trabalho e o Treze, de Campina Grande (PB).
Em 1980 resolveu sair em busca de novos horizontes, ao se tornar preparador físico da Seleção da Indonésia, que tinha como técnico outro jogador que passou pelo futebol de Brasília, Ceninho.
Em 2008 tomou posse como novo presidente do Sobradinho E. C.
Hoje, Raimundinho trabalha como empresário buscando novos talentos do futebol.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

CURIOSIDADES DO FUTEBOL BRASILIENSE


Márcio Amoroso dos Santos, mais conhecido simplesmente por Amoroso, jogador que defendeu vários grandes times do Brasil e do exterior, foi artilheiro do campeonato de futebol amador juvenil do Distrito Federal, em 1990, com 10 gols, atuando pela ASSEFE.
O Brasília foi o campeão do certame e a ASSEFE ficou em 5º.

A Portaria nº 030/90, de 2 de março de 1990 estabelecia a disputa do campeonato da Segunda Divisão do Campeonato Brasiliense de Futebol no ano de 1990, em caráter experimental, sem direito ao acesso à divisão superior. Não aconteceu! A Segunda Divisão só teve o seu primeiro campeonato realizado em 1997.


Eis os campeões do futebol de Brasília no ano de 1992:
Profissionais: Taguatinga Esporte Clube
Juniors: Clube de Regatas Guará
Juvenis: Planaltina Esporte Clube
Infantil: Associação dos Servidores do Senado Federal - ASSEFE

No Campeonato Brasiliense de 1993 foram realizados jogos em sete estádios. Estes foram os estádios utilizados no campeonato brasiliense de 1993:
Elmo Serejo Farias "Serejão", 61 jogos; Walmir Campelo Bezerra "Bezerrão", 24; Adonir Guimarães, 23; Antônio Otoni Filho "CAVE", 18;
Mané Garrincha e Augustinho Lima, 15 e Maria de Lourdes Abadia "Abadião", 14.

Wagner Antônio Marques, eleito em 1986 presidente da Federação Metropolitana de Futebol para o triênio 1986/1989, era presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Material de Escritório, Papelaria e Livraria do Distrito Federal.


terça-feira, 11 de setembro de 2012

CLUBES DE BRASÍLIA: ESPORTE CLUBE PLANALTO



Fundado em 26 de fevereiro de 1959, na cidade de Brasília (DF), o Esporte Clube Planalto foi idéia de Duílio Moor Costa, radialista, que mantinha um programa de auditório na Rádio Nacional, e funcionário do Banco do Brasil. Ele foi fundador e primeiro presidente do alviverde Planalto, que tinha cores e uniforme semelhantes ao do Palmeiras, de São Paulo.
Também faziam parte da diretoria do Planalto Demétrio Casas Neto e Maximino Rodrigues Bergman, que passou a ser o presidente do Planalto logo depois de Duílio Costa.
Antes mesmo da criação do novo clube, foi erguido o primeiro “estádio” em Brasília, por iniciativa da Construtora Planalto, no Acampamento Tamboril, na Vila Planalto, próximo à Praça dos Três Poderes. Tendo à frente seu presidente, Duílio Costa, as obras foram realizadas em apenas dez dias, sendo cercado o campo com madeira, colocado alambrado e uma arquibancada que comportava cerca de 700 pessoas. O “estádio” passou a ser chamado de “Duílio Costa”.
A inauguração aconteceu em 14 de janeiro, dia do aniversário de Duílio Costa, de 1959, quando foi realizado um quadrangular entre o anfitrião (Planalto), Nacional, Novo Horizonte e Assiban, saindo vencedor o E. C. Planalto. Foram oferecidos diversos troféus e medalhas aos vencedores. Foi uma grande festa esportiva que reuniu um grande número de autoridades e assistentes.
No dia 16 de março de 1959, numa memorável reunião na Cantina do IAPI, com a presença de cerca de 50 esportistas, foi fundada a Federação Desportiva de Brasília, sendo o Esporte Clube Planalto um dos clubes fundadores da entidade.
O Planalto participou do primeiro campeonato de futebol realizado no Distrito Federal, antes mesmo da inauguração da Capital do Brasil, Brasília.
Os 19 clubes inscritos no campeonato foram divididos em duas chaves: Zona Sul e Zona Norte. O Planalto fez parte da Zona Norte.
Conforme estabelecido no regulamento, os clubes jogariam dentro de suas respectivas zonas, em turno e returno, com os vencedores decidindo, numa série “melhor-de-três”, o título de campeão da cidade.
Com o decorrer dos jogos muitos clubes desistiram de continuar na competição.
O Planalto foi o vencedor da Zona Norte e decidiu o título com o Grêmio, campeão da Zona Sul.
Foram três jogos: no dia 8 de novembro, o Grêmio venceu por 4 x 2. Uma semana depois, 15 de novembro, aconteceu empate em 3 x 3. Mais uma semana, 22 de novembro, e mais uma vitória do Grêmio, desta vez por 1 x 0, deixaram o Planalto com o vice-campeonato.
Nos três jogos da final, o Planalto utilizou os seguintes jogadores: Issinha, Rochinha (Louro) (Paulinho) e Gringo (Liliu); Divino, Aires e Nenê; Zé Luís, Pedrinho, Cardoso, Edson Galdino (Santa Helena) e Prego (Ferrete).
Desses, Issinha e Edson Galdino foram campeões de Anápolis, pelo Ypiranga, e foram contratados para reforçar o time.
Seu técnico era Sílvio Costa, funcionário da NOVACAP, que teve uma passagem pelo Vasco da Gama, do Rio de Janeiro.
Em 1960, pouco tempo depois da inauguração de Brasília, o Planalto trouxe, pela primeira vez, uma equipe do Rio de Janeiro para jogar no Distrito Federal.
O Canto do Rio, clube de Niterói, vinha de uma excursão de mais de 30 dias por cidades de Minas Gerais e Goiás. No dia 28 de maio de 1960, no campo do Planalto, o Canto do Rio venceu o Planalto por 2 x 0. O Planalto formou com Issinha, Ferreira e Amauri; Volney, Jales e Louro; Ribamar, Pedrinho, Edson, Itiberê e Moreira (Prego).
No dia 5 de junho de 1960, o Planalto empatou em 2 x 2 com o Defelê, jogo que terminou em pancadaria generalizada.
De 3 de julho a 7 de agosto, o Planalto participou do Troféu Danton Jobim, em homenagem ao DC-Brasília e aos jornalistas brasileiros, juntamente com outros onze clubes, que foram divididos em três grupos. O Planalto fez parte do Grupo A, com ECRA (Edilson Mota), Brasil Central e Consispa.
No dia 3, aplicou uma sonora goleada no Consispa: 9 x 1. No dia 10, venceu o Edilson Mota, por 2 x 0. Confirmou o primeiro lugar do Grupo ao vencer, no dia 17, o Brasil Central, por 3 x 0.
No triangular final, entre os vencedores de grupos, no dia 24 de julho perdeu para o Ribeiro, por 3 x 1, e venceu a ENACO, por 2 x 0, no dia 7 de agosto, ficando com a segunda posição no torneio.
Em 21 de agosto, reencontrou o Grêmio, perdendo por 1 x 0, em jogo que serviu para os festejos de inauguração de obras no estádio do Grêmio.
No dia 4 de setembro, aconteceu o Torneio Início do Campeonato Brasiliense de 1960, que levou o nome de Taça "Governador Roberto Silveira". Solicitaram inscrição 16 clubes. Os jogos foram realizados no Estádio Israel Pinheiro, do Guará.
No terceiro jogo do dia, o Planalto fez 1 x 0 no Industrial, gol de Edson Galba. No décimo jogo, nova vitória do Planalto de 1 x 0 sobre o Sobradinho, gol de Edson Galba, cobrando pênalti. Em seu penúltimo jogo, o 13º do dia, o Planalto voltou a vencer por 1 x 0, desta vez ao Guanabara, gol de Carlos.
Na final, o Rabello venceu o Planalto por 1 x 0 e conquistou o título do Torneio Início.
Os vice-campeões do Planalto foram Issinha, Ventura, Ferreira e Rhodios; Wolney e Carlos; Paulista, Moreira, Cardoso, Edson Galba e Prego.
Em virtude do elevado número de clubes inscritos (16), a Federação Desportiva de Brasília resolveu fazer um torneio para determinar as oito equipes que disputariam o campeonato da Primeira Divisão e as oito que comporiam a Segunda.
Os 16 clubes foram divididos em 4 grupos. Os clubes com campos em condições de jogo, como foi o caso do Planalto, foram cabeças-de-chave. O Planalto ficou no Grupo C, juntamente com Defelê, Guanabara e Pederneiras.
Na primeira rodada, no dia 18 de setembro de 1960, o Planalto venceu o Pederneiras, por 3 x 0, gols de Zé Carlos (2) e Rui.
Uma semana depois, a segunda rodada e nova vitória, desta vez sobre o Defelê, por 3 x 2. Rui, duas vezes, e Ferrete marcaram para o Planalto.
A terceira e última rodada do torneio classificatório aconteceu no dia 9 de outubro, quando o Planalto venceu o Guanabara, por 4 x 1, gols de Roberto (2), José Francisco e João Pinheiro.
Após esses resultados, o Planalto garantiu vaga na Primeira Divisão do Campeonato Brasiliense de Futebol de 1960.
O Campeonato de 1960, o primeiro oficial, foi realizado em um único turno e o troféu do campeão levou o nome de Taça "Juscelino Kubitschek".
A estréia do Planalto aconteceu no dia 27 de novembro de 1960, em seu campo, empatando em 3 x 3 com o Nacional. Cardoso, Cuiabano e Alemão marcaram para o Planalto.
No final, o Planalto obteve a terceira colocação, com 10 pontos ganhos, junto com o Guará e um ponto apenas atrás do campeão Defelê. Foram quatro vitórias, dois empates e apenas uma derrota. Marcou 24 gols e sofreu 10.
Esta classificação poderia ter um desfecho diferente. Em 1º de dezembro de 1960, o Planalto apresentou ofício, de nº 23/60, pleiteando o ganho do ponto perdido no jogo contra o Nacional (3 x 3), em 27 de novembro de 1960, com base na inclusão do jogador Jurandir Gouveia Damasceno, sem condições de jogo conforme era previsto no artigo 276 do Código Brasileiro de Futebol (além disso, o Nacional não apresentou as carteiras de seus jogadores, sendo-lhe aplicada a multa de CR$ 1.100,00). Acontece que a partida foi aprovada pela FDB em 29 de novembro de 1960. Caso o clube tivesse feito o seu protesto antes de ser exarado o despacho da FDB, teria recuperado os pontos, obrigando a realização de uma partida extra entre Defelê e Planalto para se conhecer o campeão de 1960.
Eis alguns jogadores que defenderam o Planalto no campeonato de 1960:
Goleiros: Issinha e Raspinha; Defensores: Hudson, Edson Galba, Ferreira, Moreira, Nilo, Pernambuco e Cardosinho; Atacantes: Ferrete, Cardoso, Cuiabano, Roberto, Leônidas, Viola, Gesil, Pedrinho e Alemão. Técnico: Alfredo De Lucca.
O Planalto começou o ano de 1961 participando do Torneio “Prefeito Paulo de Tarso”, competição da qual tomaram parte os cinco primeiros colocados da Primeira Divisão de 1960 e mais o Sobradinho, campeão da Segunda.
Não teve um bom desempenho, ficando na quinta colocação.
Na primeira vez que se convocou jogadores para formar uma seleção de Brasília, em 1961, o Planalto cedeu seis jogadores: Raspinha, Jair, Edson Galba, Loureiro, Enes e Gesil, a maior parte deles como titular.
Veio o Torneio Início, em 9 de julho de 1961, no campo do Guará, e o Planalto foi derrotado logo na primeira rodada: 1 x 0 para o Defelê.
No campeonato de 1961 (iniciado em 16 de julho) o Planalto também começou a todo vapor: duas vitórias (4 x 1 Nacional e 1 x 0 Grêmio), um empate (1 x 1 Defelê) e uma super goleada (9 x 1 Sobradinho) fizeram com que o Planalto fosse apontado como um dos favoritos ao título. Mas vieram as derrotas (total de quatro) e o título ficou mais uma vez adiado. Ficou na quarta colocação, atrás de Defelê, Rabello e Guará.
Utilizou esses jogadores: Goleiros: Issinha e Raspinha; Defensores: Edson Galba, Hudson, Osvaldo, Jair, Moreira, Wolney, Enes e Ferreira; Atacantes: Azulinho, Ferrete, Vitinho, Brasil, Rui, Elói, Lima, Leônidas e Negão.
No dia 15 de abril de 1962, o Planalto não compareceu ao jogo que valia pelo Torneio da Prefeitura do Distrito Federal, Taça "Embaixador Sette Câmara", contra o Guará, sem dar qualquer justificativa. Julgado pelo Tribunal de Justiça Desportiva, primeiramente foi multado e, posteriormente, suspenso por 200 dias. Em 12 de junho de 1962, Hugo Mósca, Presidente do Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Desportiva de Brasília, negou o efeito suspensivo pedido pelo Planalto.
Suspenso pelo TJD, o Planalto não pôde participar do Campeonato de 1962.
Em 1963, filiou-se à Liga dos Clubes Independentes. Sem contar mais com os jogadores de nome, ficou na sexta e penúltima colocação.
Logo depois, o clube deixou de existir. Como muitos, foi desativado após a retirada de Brasília das inúmeras construtoras que aqui estiveram para a construção da Capital Federal.

NOTA: O Clube Atlético Planalto, que disputou o campeonato de 1970 nada tinha a ver com o antigo Planalto. Era da cidade do Gama.

sábado, 8 de setembro de 2012

CAMPEONATO BRASILIENSE DE 1974 - SÚMULAS - Parte III


JAGUAR 3 x 0 RELAÇÕES EXTERIORES
Data: 20.10.1974
Local: Pelezão
Árbitro: Arnóbio Passos
Expulsões: Wellington (Jaguar) e Hélio Fonseca Barros (Relações Exteriores)
Gols: Ramos, 15; Fernando, 70 e Tita, 85
JAGUAR: Josué, Leocrécio, Salvador, Décio e Nonoca; Kidão, Ariston e Wellington; Ramos, Fernando e Tita. Técnico: Anísio Cabral de Lima.
RELAÇÕES EXTERIORES: Rogério, João Luiz, Redi, Zé Mauro e Ricardo; Manoel Nazário Filho, Waldir e Evandro (Maninho); Hélio, Balzani (Carlos Alberto) e Roberto Pinto. Técnico: Zequinha.

HUMAITÁ 4 x 0 RELAÇÕES EXTERIORES
Data: 03.11.1974
Local: Pelezão
Árbitro: Cacírio Marinho
Gols: Nazo, 33; Vavá, 35; Moisés, 69 e Pedrinho, 70
HUMAITÁ: Elizaldo, Lafaiete, Mabinho, Aderbal e Ari; Julinho, Jânio (Oliveira) e Pedrinho; Nazo, Vavá e Moisés (Assis). Técnico: José da Silva Carvalho.
RELAÇÕES EXTERIORES: Paulo César, João Luiz, Manoel Nazário Filho, Rogério e Carlos Alberto; Balzani, Evandro e Gonzaga; Maninho e Evandro. Técnico: Zeferino Féo.

Obs.:
1) O Relações Exteriores atuou com dez jogadores;
2) Os pontos do Humaitá foram revertidos em prol do Relações Exteriores pois o clube vencedor apresentava débito junto ao Departamento Financeiro da Federação.

CEUB 1 x 0 PIONEIRA
Data: 03.11.1974
Local: Pelezão
Árbitro: Roberto do Couto Noronha
Gol: Fernando José, 48
CEUB: Déo, Aluísio, Fernando José, Eloízio e Miguel; Capela, Moreirinha e Dinarte; Junior Brasília, Lucas e Valdemar (Nivaldo). Técnico: Nelson Moreira Rocha.
PIONEIRA: Raniere, Aldair, Dão, Rui e Diogo; Nemias, Maurício e Vital (China); Aramis (Piau), Boy e Delfino. Técnico: Eurípedes Bueno.

Obs.: Os pontos do Ceub foram revertidos em prol do Pioneira pois o clube vencedor apresentava débito junto ao Departamento Financeiro da Federação.

PIONEIRA 6 x 3 RELAÇÕES EXTERIORES
Data: 10.11.1974
Local: Pelezão
Árbitro: Volney Bezerril
Gols: Nemias (3), Boy (2) e Maurício para o Pioneira e Roberto Pinto (2) e Waldir para o Relações Exteriores.

CEUB 4 x 0 RELAÇÕES EXTERIORES
Data: 17.11.1974
Local: Pelezão
Árbitro: Amphilóphio Pereira da Silva
Gols: Valdemar, 15; Nenê, 26; Capela, 30 e Valdemar, 39
CEUB: Déo (Paulo Victor), Miguel, Aluísio, Eloízio e Nenê; Fernando Muniz, Capela e Moreirinha; Valdemar, Lucas e Dinarte. Técnico: Nelson Moreira Rocha.
RELAÇÕES EXTERIORES: Paulo César, Carlos Frota e Ricardo; Manoel Nazário Filho e Balzani; Waldir, Roberto Pinto e Carlos Alberto.

Obs.: A equipe do Relações Exteriores inicou a partida com apenas oito jogadores. A partida foi encerrada aos 40 minutos do 1º tempo, em razão da equipe do Relações Exteriores haver ficado reduzida a seis atletas.

PIONEIRA 3 x 0 JAGUAR
Data: 01.12.1974
Local: Pelezão
Árbitro: Cacírio Marinho
Gols: Nemias, China e Vital

PIONEIRA 2 x 0 JAGUAR
Data: 08.12.1974
Local: Pelezão
Árbitro: Amphilóphio Pereira da Silva
Expulsão: Jorge Luiz (Jaguar)
Gols: Boy, 25 e 77
PIONEIRA: Adriano, Aldair, Dão (Diogo), Rui e Ivan; Maurício, Nemias e Vital (Déo); Delfino, Boy e Piau. Técnico: Eurípedes Bueno.
JAGUAR: Josué, Elci, Vicente, Kidão e Tita; Wellington e Djalma; Roberto, Fernando e Jorge Luiz. Técnico: Anísio Cabral de Lima.

Obs.:
1) O Jaguar atuou com 10 jogadores;
2) Jogou desfalcado de quatro titulares: Leocrécio, Salvador, Décio e Ariston, que viajaram com a equipe de juvenis do Ceub, emprestados ao clube universitário para a disputa da Taça Cidade de São Paulo de Juniors.
3) O jogador Roberto era goleiro.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

CAMPEONATO BRASILIENSE DE 1974 – SÚMULAS – Parte II


UNIDOS DE SOBRADINHO WO x 0 LUZIÂNIA
Data: 18.08.1974
Local: Pelezão

Obs.: O Luziânia abandonou o campeonato e a Federação determinou a contagem de pontos para todos os seus adversários.

HUMAITÁ 1 x 1 RELAÇÕES EXTERIORES
Data: 25.08.1974
Local: Pelezão
Árbitro: Antônio Barbosa
Gols: Vavá para o Humaitá e Roberto Pinto para o Relações Exteriores

JAGUAR 1 x 0 UNIDOS DE SOBRADINHO
Data: 25.08.1974
Local: Pelezão
Árbitro: Cacírio Marinho
Gol: Ariston, 77
JAGUAR: Josué, Leocrécio, Salvador, Décio e Claudinho; Kidão, Ariston e Wellington (Fernando); Nonoca, Vicente e Djalma. Técnico: Anísio Cabral de Lima.
UNIDOS DE SOBRADINHO: Ari, Russo, Carlinhos Macedo, Zezão e Domingos; Sir Peres, Antônio Carlos e Nunes; Carlos Alberto (Rubens), Dázio e Bosco. Técnico: Sebastião Bezerra.

JAGUAR 4 x 0 RELAÇÕES EXTERIORES
Data: 01.09.1974
Local: Pelezão
Árbitro: Antônio Barbosa
Gols: Ariston, 14; Wellington, 15; Djalma, 80 e Claudinho, 90
JAGUAR: Josué, Leocrécio, Salvador, Décio e Claudinho; Kidão, Ariston e Wellington (Tita); Nonoca, Jorge Luiz (Fernando) e Djalma. Técnico: Anísio Cabral de Lima.
RELAÇÕES EXTERIORES: Wilsinho, Ricardo, Waldir, Hélio e João Luiz; Rogério, Roberto Pinto e Gonzaga; Maninho e Arnaldo. Técnico: Zeferino Féo.
Obs.: o Relações Exteriores atuou com dez jogadores.

UNIDOS DE SOBRADINHO 1 x 0 PIONEIRA
Data: 01.09.1974
Local: Pelezão
Árbitro: Carlos Ferreira do Amaral
Gol: Vino, 6
UNIDOS DE SOBRADINHO: Ari, Russo, Joaquim Braga Colen, Zezão e Luiz Gonzaga; Sir Peres, Dázio e Nunes; Carlinhos Macedo, Vino e Marco Antônio (Carlos Alberto). Técnico: Sebastião Bezerra.
PIONEIRA: Carlos José, Aldair, Dão, Ednilson e Diogo; Vaninho (Rubens), China (Maurício) e Nemias; Peixoto, Aramis e Piau. Técnico: Eurípedes Bueno.

UNIDOS DE SOBRADINHO 8 x 0 RELAÇÕES EXTERIORES
Data: 15.09.1974
Local: Pelezão
Árbitro: Arnóbio Passos de Andrade
Gols: Marco Antônio, 3; Carlinhos Macedo, 16; Nunes, 19; Dázio, 23; Nunes, 24; Dázio, 34; Vino, 35 e Ari, 36.
UNIDOS DE SOBRADINHO: Rubens, Russo, Joaquim Braga Colen, Zezão e Ari; Sir Peres, Dázio e Nunes; Carlinhos Macedo, Vino e Marco Antônio. Técnico: Sebastião Bezerra.
RELAÇÕES EXTERIORES: Carlos Alberto, Waldir, Gonzaga e Rogério; Roberto Pinto, João Luiz e Maninho. Técnico: Zeferino Féo.

Obs.:

1) A equipe do Relações Exteriores inicou a partida com apenas sete jogadores. A partida foi interrompida aos 38 minutos do 1º tempo, quando o atleta do Relações Exteriores, João Luiz Rosa, nº 10, contundiu-se e o clube ficou com apenas seis atletas (número de jogadores insuficiente para uma equipe prosseguir o jogo). Posteriormente, com a desistência do Unidos de Sobradinho, o Relações Exteriores recuperou os pontos perdidos.

2) O Unidos de Sobradinho desistiu de continuar disputando o campeonato antes de ser iniciado o segundo turno a Federação determinou a contagem de pontos para todos os seus adversários.

JAGUAR 4 x 0 HUMAITÁ
Data: 22.09.1974
Local: Pelezão
Árbitro: Jorge Aloise
Expulsão: Evandro (Humaitá)
Gols: Djalma, 10; Kidão, 51; Ramos, 56 e Djalma, 70
JAGUAR: Josué, Leocrécio, Salvador, Décio e Claudinho; Kidão, Ariston e Djalma; Roberto (Ramos), Wellington e Tita. Técnico: Anísio Cabral de Lima.
HUMAITÁ: Carlinhos, Mabinho, Neiva e Edmilson; Julinho, Lívio e Elizaldo; Ari, Evandro e Vavá. Técnico: José da Silva Carvalho.
Obs.: o Humaitá atuou com 10 jogadores e com o goleiro de origem Elizaldo na linha. A partida foi encerrada aos 35 minutos do 2º tempo em virtude da equipe do Humaitá ficar com apenas seis jogadores em campo após outros três jogadores simularem contusão no decorrer do jogo.

PIONEIRA 2 x 0 HUMAITÁ
Data: 29.09.1974
Local: Pelezão
Árbitro: Ranulfo José Soares
Gols: Nemias, 5 e 83
PIONEIRA: Raniere, Aldair, Dão, Rui e Ivan; Ednilson, Maurício e Nemias; Delfino, Boy e Aramis (Vaninho). Técnico: Eurípedes Bueno.
HUMAITÁ: Elizaldo, Lafaiete, Mabinho, Aderbal e Edmilson (Lívio); Assis, Vavá e Arleno; Julinho, Ari e Jânio. Técnico: José da Silva Carvalho.

PIONEIRA 2 x 0 JAGUAR
Data: 06.10.1974
Local: Pelezão
Árbitro: Volney Bezerril
Expulsão: Djalma (Jaguar)
Gols: Boy, 28 e 88
PIONEIRA: Carlos José, Aldair, Dão, Rui e Ivan; Ednilson, Nemias e Vital (Maurício); Delfino, Boy e Aramis (Vaninho). Técnico: Eurípedes Bueno.
JAGUAR: Josué, Leocrécio, Salvador, Décio e Claudinho; Kidão, Ariston e Wellington; Fernando (Tita), Vicente (Nonoca) e Djalma. Técnico: Anísio Cabral de Lima.

JAGUAR 1 x 0 CEUB
Data: 13.10.1974
Local: Pelezão
Árbitro: Francisco Xavier Portugal
Gol: Ariston

CEUB 5 x 0 HUMAITÁ
Data: 20.10.1974
Local: Pelezão
Árbitro: Cid Marival Fonseca
Expulsão: Elizaldo (Humaitá)
Gols: Valdemar, 39; Junior Brasília, 63; Capela, 70; Lucas, 81 e Capela, 82
CEUB: Déo, Aluísio, Fernando José (Jacy), Eloízio e Gilvan; Miguel, Capela e Moreirinha; Junior Brasília, Lucas e Valdemar (Dinarte). Técnico: Nelson Moreira Rocha.
HUMAITÁ: Elizaldo, Lafaiete, Mabinho, Aderbal e Nazo; Julinho, Jânio e Arleno (Oliveira); Vavá, Ari e Lívio (Carlinhos). Técnico: José da Silva Carvalho.



quinta-feira, 6 de setembro de 2012

CAMPEONATO BRASILIENSE DE 1974 – SÚMULAS – Parte I


HUMAITÁ 4 x 1 JAGUAR
Data: 20.07.1974
Local: Pelezão
Árbitro: Amphilóphio Pereira da Silva
Gols: Vavá, 5; Aderbal, 25; Jorge Luiz, 29; Lord, 70 e 87
HUMAITÁ: Elizaldo, Carlos Alberto, Mabinho, Aderbal e Nazo; Julinho, Vavá e Moisés; Lord, Evandro (Ari) e Pedrinho. Técnico: Plínio César Andrade.
JAGUAR: Roberto, Leocrécio, Salvador, Kidão e Claudinho; Wellington, Ariston e Tita (Fernando); Ramos, Jorge Luiz (Paulinho) e Djalma. Técnico: Airton Nogueira.

PIONEIRA 2 x 0 RELAÇÕES EXTERIORES
Data: 21.07.1974
Local: Pelezão
Árbitro: Oswaldo dos Santos
Gols: Peixoto, 36 e Borges, 63
PIONEIRA: Carlos José, Teodoro, Dão, Rui e Gonçalves; Rubens, Peixoto e Boy (Vaninho); Borges, Delfino e Esquerdinha. Técnico: Eurípedes Bueno.
RELAÇÕES EXTERIORES: Rogério (Wilsinho), Edmilson (Gonzaga), Hélio, Zé Mauro e Liszt Lemos Gonçalves; Carlos Alberto, Arnaldo e Roberto Pinto; João Luiz, Waldir e Maninho. Técnico: Zeferino Féo.

CEUB 1 x 0 UNIDOS DE SOBRADINHO
Data: 21.07.1974
Local: Pelezão
Árbitro: Aristeu Santana
Gol: Dinarte

OBS.:
Em virtude de encontrar-se em débito com a Federação e, conseqüentemente, sem Alvará de Funcionamento expedido pelo CRD, as partidas em que o Ceub tomou parte ficaram "sub-judice" até a normalização da citada situação. O Ceub acabou perdendo posteriormente. Entretanto, considerando que o clube beneficiado abandonou o campeonato, a Federação deixou de marcar os pontos a favor do Unidos de Sobradinho, estendendo os efeitos da decisão a todas as partidas vitoriosas em que tomou parte o Unidos de Sobradinho no primeiro turno, considerando as perdidas e os pontos ganhos revertidos em prol dos seus adversários então derrotados, mas legalmente habilitados perante a FDB. Com a decisão, o Departamento Técnico efetuou a recontagem dos pontos de todos os concorrentes no primeiro turno para se conhecer a classificação e o conseqüente campeão.

CEUB 2 x 0 JAGUAR
Data: 28.07.1974
Local: Pelezão
Árbitro: Carlos Ferreira do Amaral
Gols: Nivaldo e Junior Brasília

OBS.:
Em virtude de encontrar-se em débito com a Federação, o Ceub perdeu os pontos desse jogo.

HUMAITÁ 0 x 0 PIONEIRA
Data: 28.07.1974
Local: Pelezão
Árbitro: Adélio Soares Nogueira
HUMAITÁ: Elizaldo, Carlos Alberto, Mabinho, Aderbal e Nazo; Julinho, Evandro e Ari; Lord, Moisés e Pedrinho (Vavá). Técnico: José da Silva Carvalho.
PIONEIRA: Carlos José, Teodoro, Dão, Rui e Gonçalves; Rubens, China e Piau; Borges, Aramis (Peixoto) e Esquerdinha (Vaninho). Técnico: Eurípedes Bueno.

LUZIÂNIA 2 x 2 RELAÇÕES EXTERIORES
Data: 28.07.1974
Local: Luziânia
Árbitro: Aníbal Blanch
Gols: Evaldo e Rui para o Luziânia e Maninho e Valdecir (contra) para o Relações Exteriores.

HUMAITÁ 2 x 1 CEUB
Data: 04.08.1974
Local: Pelezão
Árbitro: Cacírio Marinho
Gols: Ari, 30; Lord, 75 e Dinarte, 85
HUMAITÁ: Elizaldo, Assis (Evandro), Mabinho, Carlos Alberto e Nazo; Julinho, Vavá e Ari; Lord, Moisés e Pedrinho. Técnico: José da Silva Carvalho.
CEUB: Paulo Victor, Miguel, Fernando José, Aluísio e Jacy; Eloízio, Moreirinha (Sérgio) e Dinarte; Junior Brasília, Lucas e Nivaldo. Técnico: Edilson Braga.

LUZIÂNIA 0 x 0 PIONEIRA
Data: 04.08.1974
Local: Luziânia
Árbitro: Francisco Xavier Portugal

CEUB 1 x 1 PIONEIRA
Data: 11.08.1974
Local: Pelezão
Árbitro: Adhemar Pereira da Cruz
Expulsões: China (Pioneira) e Jacy (Ceub)
Gols: Peixoto, 66 e Dinarte, 78
CEUB: Déo, Aluísio, Fernando José, Eloízio e Jacy; Miguel, Dinarte e Moreirinha (Valdemar); Junior Brasília, Lucas e Nivaldo. Técnico: Nelson Moreira Rocha.
PIONEIRA: Carlos José, Gonçalves, Dão, Rui e Diogo; Rubens, China e Maurício; Aramis, Piau (Peixoto) e Delfino. Técnico: Eurípedes Bueno.

UNIDOS DE SOBRADINHO 3 x 1 HUMAITÁ
Data: 11.08.1974
Local: Pelezão
Árbitro: Reinaldo Serva
Gols: Zezão, 44; Nunes, 59; Lord, 64 e Vino, 83
UNIDOS DE SOBRADINHO: Ari, Russo, Carlinhos Macedo, Zezão e Bosco; Sir Peres, Antônio Carlos e Nunes; Carlos Alberto, Dázio e Vino. Técnico: Sebastião Bezerra.
HUMAITÁ: Elizaldo, Nazo (Assis), Mabinho, Carlos Alberto e Pedrinho; Julinho, Moisés (Vavá) e Arleno; Lord, Evandro e Ari. Técnico: José da Silva Carvalho.

LUZIÂNIA 0 x 4 JAGUAR
Data: 11.08.1974
Local: Luziânia
Árbitro: Racib Elias Ticly
Expulsões: João Temístocles R. Neto e Baiê (Luziânia) e Djalma (Jaguar)
Gols: Wellington, 4; Ariston, 49; Jorge Luiz, 80 e Nonoca, 85
JAGUAR: Josué, Leocrécio, Salvador, Décio e Claudinho; Kidão, Ariston e Wellington (Nonoca); Fernando (Tita), Jorge Luiz e Djalma. Técnico: Anísio Cabral de Lima.
LUZIÂNIA: Roberto, Preto, Valdecir, Luiz Fernando e Rui Meireles; Laiguinha, Abreu (Toninho) e Toinho de Laiza; Baiê, Célio (Rui Rei) e João Ribeiro. Técnico: Elizeu Bernardes.

CEUB 2 x 1 RELAÇÕES EXTERIORES
Data: 18.08.1974
Local: Pelezão
Árbitro: Roberto do Couto Noronha
Gols: Junior Brasília e Fernando para o Ceub e Arnaldo para o Relações Exteriores.

JAGUAR 1 x 0 PIONEIRA
Data: 18.08.1974
Local: Pelezão
Árbitro: Djalma Neves
Gol: Djalma.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

REGISTROS HISTÓRICOS: O RABELLO NA TAÇA BRASIL DE 1968





Em 10 de julho de 1968, a Federação Desportiva de Brasília realizou uma Assembléia que decidiu pela organização de uma Seleção Profissional de Futebol, em caráter permanente. Os integrantes foram:
Supervisor: Major Abeguar Herdy de Oliveira
Técnico: Alberto José Pretti Filho
Massagista: Anísio Cabral de Lima (Rabello)
Roupeiro: Luiz Virgilio da Silva (Rabello)
Jogadores convocados:
Do Rabello: Dico, Carlão, Sabará, Wilson Godinho, João Dutra, Paulinho, Zé Maria, Luiz Carlos e Cid;
Do Defelê: Zé Walter, Aderbal, Farneze, Sir Peres, Djalma, Solon, Alaor Capella, J. Pereira, Otávio, Guairacá e Paulinho;
Do Guará: Axel, Heitor, Mabinho e Noel.
Cruzeiro do Sul: Ari.
Após o primeiro jogo-treino, contra a Seleção da Base Aérea, em 13 de julho de 1968, alguns jogadores foram cortados.
Permaneceram:
Goleiros: Dico e Zé Walter;
Zagueiros: Aderbal, Farneze, Sir Peres, Carlão, Mabinho, Wilson Godinho e Noel;
Apoiadores: Heitor, João Dutra, Zé Maria, Luiz Carlos e Axel;
Atacantes: Otávio, Sabará, Solon, Cid, Alaor Capella e Paulinho (Rabello).
Logo depois, a
Federação decidiu que a Seleção Permanente iria vestir a camisa do Rabello e representá-la na Taça Brasil.
Na primeira fase, o Rabello fez parte do Grupo 1 da Zona Central, juntamente com Operário, de Várzea Grande (Mato Grosso), e Atlético Goianiense (GO).
Fez seus dois primeiros jogos contra o clube de Mato Grosso em Cuiabá, por medida de economia, vencendo o primeiro e perdendo o segundo.
Depois, enfrentou o Atlético Goianiense, com jogos de ida e volta, perdendo os dois, ficando em último lugar no seu grupo. O rubro-negro goiano passou para a fase seguinte.
Eis alguns detalhes desses jogos:

OPERÁRIO-VG 1 x 2 RABELLO
Data: 11 de agosto de 1968
Local: Estádio Presidente Dutra, Cuiabá (MT)
Árbitro: Louralber Monteiro (RJ)
Renda: CR$ 12.000,00
Gols: Guairacá e Solon para o Rabello e Odenir para o Operário.
OPERÁRIO-VG: Walter, JK, Gonçalo, Glauco e Darci Avelino; Tatu e Beto; Ide (Fião), Jaburu, Gebara e Odenir.
RABELLO: Zé Walter, Aderbal, Farneze, Carlão e Wilson Godinho; João Dutra, Zé Maria e Sabará; Guairacá, Otávio e Solon.

OPERÁRIO-VG 3 x 2 RABELLO
Data:
14 de agosto de 1968
Local: Estádio Presidente Dutra, Cuiabá (MT)
Árbitro:
Walter Scardini (MT). Obs.: o árbitro escalado, Cláudio Magalhães, não apareceu.
Gols: ???
OPERÁRIO-VG: Walter, JK, Gonçalo, Glauco e Darci Avelino; Roquinha e Beto; Ide, Jaburu, Gebara e Odenir.
RABELLO: Zé Walter, Aderbal, Farneze, Carlão e Wilson Godinho; João Dutra, Zé Maria e Sabará; Guairacá, Otávio e Solon.

RABELLO 0 x 1 ATLÉTICO GOIANIENSE
Data: 21 de agosto de 1968
Local: Estádio Nacional de Brasília (DF)
Árbitro: Nivaldo dos Santos (RJ)
Gol: Zinho.
RABELLO
: Zé Walter, Aderbal, Farneze, Alaor Capella e Wilson; João Dutra, Axel e Zé Maria; Guairacá, Sabará (Otávio) e Cid.
ATLÉTICO GOIANIENSE:
Ronaldo, Silvio, Jair Silveira, Tujair e Edno; Machado e Adalberto; Zuíno, Zinho, Lico e Matos.

ATLÉTICO GOIANIENSE 2 x 2 RABELLO
Data:
25 de agosto de 1968
Local: Estádio Pedro Ludovico, Goiânia (GO)
Árbitro: José Aldo Pereira (RJ)
Renda: NCR$ 8.541,00.
Gols: Zinho e Lico para o Atlético Goianiense e Solon e Paulinho para o Rabello.
ATLÉTICO GOIANIENSE:
Ronaldo, Silvio, Tinda, Tujair e Edno; Macalé e Adalberto; Marcos, Zuíno, Zinho (Antônio Augusto) e Lico.
RABELLO:
Zé Walter, Aderbal, Farneze, Alaor Capella e Wilson Godinho; João Dutra e Zé Maria; Sabará (Djalma), Paulinho, Otávio e Solon.