sábado, 30 de maio de 2015

GRANDES RESULTADOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Brasília vence os “Meninos da Vila”





Dez dias depois de inaugurar o Estádio de Sobradinho, o Santos voltava a se apresentar no Distrito Federal.
No dia 10 de maio de 1978, a primeira geração dos “Meninos da Vila” chegou a Brasília precisando de uma vitória simples, por qualquer contagem, diante do Brasília, para conseguir a sua classificação antecipada para a próxima etapa do Grupo dos Vencedores do Campeonato Brasileiro, na época chamada de Copa Brasil.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

OS TÉCNICOS DO FUTEBOL BRASILIENSE


CAMPEONATO BRASILIENSE DE 1992



BRASÍLIA - 30 jogos

Carlos Alberto do Carmo Reis (Remo): 4 jogos, de 14 a 28 de junho;
Pedro Hugo de Barros: 10 jogos, de 5 de julho a 26 de agosto; e
Heitor de Oliveira: 16 jogos, de 7 de setembro a 15 de novembro.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

CAMPEONATO BRASILIENSE DE 1992




CLUBES PARTICIPANTES: 8.
JOGOS REALIZADOS: 116.
GOLS ASSINALADOS: 253.
MÉDIA DE GOLS POR JOGO: 2,18.
MELHOR ATAQUE DO CAMPEONATO: Taguatinga, 62 gols a favor.
PIOR ATAQUE DO CAMPEONATO: Gama, 13 gols a favor.
MELHOR DEFESA DO CAMPEONATO: Taguatinga, 24 gols contra.
PIOR DEFESA DO CAMPEONATO: Tiradentes, 33 gols contra.
MELHOR SALDO DE GOLS: Taguatinga, com 38.
MAIOR NÚMERO DE VITÓRIAS: Taguatinga, com 20.
MENOR NÚMERO DE VITÓRIAS: Gama, com duas.
MENOR NÚMERO DE DERROTAS: Taguatinga, com duas.
MAIOR NÚMERO DE DERROTAS: Ceilândia, com 16.
MELHOR ÍNDICE DE APROVEITAMENTO: Taguatinga, com 78,1%.
MAIOR GOLEADA DO CAMPEONATO: 26.07.1992, Sobradinho 5 x 0 Gama e 04.10.1992, Taguatinga 5 x 0 Ceilândia.
JOGO COM MAIOR NÚMERO DE GOLS MARCADOS: 18.07.1992, Tiradentes 5 x 3 Sobradinho.

terça-feira, 26 de maio de 2015

AS SELEÇÕES DE BRASÍLIA: DOIS JOGOS NA ÁFRICA



Graças a um convite do Palácio do Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores), pela primeira vez na história uma seleção de futebol do Distrito Federal realizou uma excursão internacional, disputando dois amistosos em países da África, nos dias 1º e 3 de abril de 2008.
Seria apenas uma partida, no dia 1º de abril, em Gaborone, capital de Botswana, como parte das comemorações de posse do novo presidente do País, Ian Khama, mas foi acertado um segundo para o dia 3, em Moçambique, na capital, Maputo.
A ideia inicial dos africanos era jogar com a seleção principal do Brasil, mas o calendário apertado dos comandados de Dunga gerou uma nova possibilidade e o Distrito Federal acabou contemplado.
Todas as despesas foram pagas pelos governos dos dois países.
Na convocação se tentou montar uma equipe competitiva, sem prejudicar os clubes que estavam envolvidos na disputa do campeonato do DF e na Copa do Brasil. O único time sem jogadores convocados foi o Unaí.
No dia 12 de março de 2008, a Comissão Técnica, comandada pelo treinador do Legião, Reinaldo Gueldini, divulgou a lista dos 22 jogadores, adiantando que apenas 18 seguiriam viagem rumo à África. 
A lista dos convocados foi esta: Goleiros: Rafael Córdova (Gama) e Osmair (Dom Pedro II); Laterais: Paulo Ricardo (Legião), Amaral (Dom Pedro II), Kaká (Legião) e Magrão (Brazlândia); Zagueiros: Padovani (Brasiliense), Ozéia (Gama), Rodrigo Mello (Dom Pedro II) e Ícaro (Legião); Volantes: Agenor (Brasiliense), Perivaldo (Legião), Welton (Brazlândia) e Carlos Lima (Ceilândia); Meias: Adrianinho (Brasiliense), Luiz Fernando (Ceilândia), Mazinho Brasília (Dom Pedro II) e Ésley (Gama); Atacantes: Léo Guerreiro (Esportivo), Rodrigo Félix e Rodrigo Paraná (Ceilândia) e Michel (Dom Pedro II).
A Comissão Técnica estava assim formada: Técnico - Reinaldo Gueldini (Legião), Preparador Físico - Roberto Peres Patu (Dom Pedro II), Médico - Fabiano Dutra (Brasiliense) e Massagista - Alessandro Silva Oliveira (Gama).

A delegação
Antes da viagem, quatro jogadores foram cortados: o volante Carlos Lima (machucado), o atacante Rodrigo Paraná (sem a documentação necessária) e Amaral e Magrão, por opção do treinador.
A seleção do DF se apresentou no dia 28 de março, às 16 horas, no estádio Mané Garrincha, quando aconteceu o primeiro treino do grupo: goleada de 7 x 0 sobre o time Sub-17 do CFZ.
No dia 29 de março, depois de quase 20 horas de viagem a delegação brasiliense chegou a Johannesburgo, na África do Sul, de onde seguiu para Gaborone.

Estádio Nacional em Gaborone

No dia 1º de abril, com o Estádio Nacional lotado (capacidade para 20 mil pessoas), a Seleção do DF venceu o selecionado de Botswana (107º no Ranking da FIFA), por 1 x 0, gol de Ésley.
A seleção do DF formou com Osmair, Paulo Ricardo, Ozéia, Padovani e Kaká; Agenor, Perivaldo, Luís Fernando (Rodrigo Félix) e Adrianinho (Welton); Ésley (Mazinho Brasília) e Michel (Léo Guerreiro).

Ésley, artilheiro da 
excursão

No dia 2 de abril a delegação viajou para Maputo, capital de Moçambique, onde faria seu segundo jogo.
Esperava-se um jogo mais difícil contra os Mambas, como são conhecidos os moçambicanos. Isto porque em nove jogos na história, Moçambique perdeu apenas uma vez para Botswana.
Mas não foi isso que aconteceu. A Seleção do DF apresentou-se bem melhor que o adversário, goleando-o por 3 x 0. Ésley, que havia marcado na vitória por 1 x 0 diante de Botswana, fez mais dois, com Michel marcando o outro gol, todos no primeiro tempo.
O time jogou com Rafael Córdova, Paulo Ricardo, Ozéia (Ícaro), Padovani (Rodrigo Mello) e Kaká; Welton, Perivaldo, Agenor e Adrianinho (Mazinho Brasília); Ésley (Rodrigo Félix) e Michel (Léo Guerreiro). 
Após o duelo, os atletas receberam uma premiação da Federação Moçambicana de Futebol pela vitória, entregue por Mário Coluna, maior ídolo do país que jogou a Copa de 1966 na Inglaterra, pela Seleção de Portugal.
A Seleção do DF retornou a Capital Federal no dia 4 de abril.



segunda-feira, 25 de maio de 2015

OS CLUBES DO DF NAS COMPETIÇÕES NACIONAIS: Campeonato Brasileiro da Série D - 2015 - 2ª parte



OS CONFRONTOS


O único confronto do Gama que irá se repetir no Grupo A-6 será contra o Botafogo-SP. Anteriormente, eles já se enfrentaram em quatro oportunidades, jamais pela Série D. E o Gama nunca perdeu para o clube do interior paulista. Foram três vitórias e um empate. No ano (1998) em que o Gama venceu o Campeonato Brasileiro da Série B, no dia 10.12, em Ribeirão Preto, o Gama venceu por 2 x 1. Três dias depois, agora no Bezerrão, empate em 1 x 1. No ano seguinte, com ambos os clubes na Série A, outra vitória do Gama em Ribeirão Preto: 3 x 1. Gama e Botafogo só voltariam a se enfrentar em 2001, ainda pela Série A: no dia 2 de dezembro, no Bezerrão, goleada do Gama por 5 x 0.

domingo, 24 de maio de 2015

OS CLUBES DO DF NAS COMPETIÇÕES NACIONAIS: Campeonato Brasileiro da Série D - 2015 - 1ª parte




A Diretoria de Competições da Confederação Brasileira de Futebol - CBF divulgou no último dia 13 de maio a tabela do Campeonato Brasileiro da Série D 2015, que terá a participação de 40 clubes.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

FICHA TÉCNICA: Mazinho Brasília






Habilidoso, rápido e determinado, de dribles fáceis e toque de bola refinado, Elvismar Sales de Andrade, o Mazinho ou Mazinho Brasília, nasceu em Sobradinho (DF), no dia 11 de junho de 1975. 
Aos 9 anos começou a encantar os brasilienses atuando pelo Brasília “A” (Núcleo Guará), “B” (Núcleo Sobradinho) e “C” (Núcleo Ceilândia) nos diversos campeonatos promovidos pela ASFI - Associação Serrana de Futebol Infantil.
Seu primeiro título aconteceu no Brasília “B”, quando foi campeão da categoria de petizes em 1988, tornando-se vice-artilheiro com 11 gols.
Três anos depois, 1991, em uma nova categoria, a de juvenis, foi novamente campeão, atuando pelo Brasília “C” e sendo artilheiro da competição com 14 gols.
Antes disso, em janeiro de 1989, havia se sagrado campeão na Ceilândia, jogando pelo Brasília “A”.
Em janeiro de 1993 sagrou-se campeão juvenil invicto pelo time da ASFI, na competição promovida pelo Centro de Desenvolvimento Social de Sobradinho.
Em 1994, ainda como juniores (mas também fazendo parte do quadro profissional do Brasília), saiu pela primeira vez da capital federal. Indicado por “Seu” Marinalvo, atual presidente da ASFI e admirador do seu futebol, foi para o Nacional, de São Paulo. Desenvolvendo o seu melhor futebol ajudou a equipe paulista a ser campeão da Série A-3 de juniores.
Ao final do campeonato, foi passar férias em Brasília e numa pelada machucou o joelho direito. Pela primeira vez amargou um grave contusão. Por conta das complicações dessa contusão, ele ficou em Brasília para cuidar melhor do problema. 
Antes de viajar para São Paulo, disputou três jogos pelo Brasília no campeonato brasiliense de 1994, sendo o primeiro em 8 de maio de 1994, no CAVE, com derrota de 1 x 0 para o Guará.
Depois que se recuperou, ficou com receio de voltar ao Brasília. Foi quando apareceu o treinador Remo e o convidou para jogar pelo Sobradinho, disputando o campeonato brasiliense de 1995. Terminado o certame brasiliense, voltou para o Brasília e disputou o Campeonato Brasileiro da Série "C".
Firmou-se como titular do Brasília em 1996, sendo vice-artilheiro do campeonato (junto com Dandão, do Luziânia) e um dos destaques da competição. Mesmo com o Brasília ficando apenas na nona colocação, Mazinho marcou 13 gols nos 13 jogos que disputou.

Brasília vice-campeão de 1997

No ano seguinte, 1997, ainda jogando pelo Brasília, foi o artilheiro (juntamente com seu companheiro de equipe, Serginho), com 12 gols, e vice-campeão, quando perdeu a final para o Gama.
Foi aí que o treinador Luís Carlos Cruz, que trabalhava no Sobradinho e o acompanhou durante o campeonato de 1997, o indicou para o técnico do União São João, de Araras (SP), Lula Pereira. Mazinho assinou contrato com o clube paulista que naquele ano disputou a primeira divisão do Campeonato Brasileiro.
Chegou a jogar sete partidas como titular, mas problemas internos (havia dois sócios que eram donos do time e que se desentenderam, fazendo com que alguns jogadores saíssem) e Mazinho acabou fazendo um acordo com a equipe e retornou ao futebol brasiliense.
Com o dinheiro que recebeu do acordo com o União São João, comprou um lote em Sobradinho.
Sem ainda ter contrato com clube do DF, em agosto de 1998, aproveitou para fazer uma viagem com um selecionado da ASSEFE até a cidade de Alegre, no Espírito Santo. O time brasiliense venceu o jogo e Mazinho se destacou, fazendo um gol.

No Sergipe: campeão sergipano de 1999

No início de 1999, conheceu Aparecido Gouveia Furquim, um procurador brasiliense que o reaproximou do antigo técnico e amigo Luís Carlos Cruz, que estava dirigindo o Sergipe, de Aracaju (SE) na época.
Ao saber que Mazinho estava sem clube, Cruz pediu a contratação do craque.
Para felicidade de todos, Mazinho sagrou-se campeão sergipano pelo Club Sportivo Sergipe e foi eleito pela imprensa local, por unanimidade, o melhor jogador do campeonato.
Logo depois, ainda em 1999, foi contratado pelo América, de Natal (RN) para disputar o Campeonato Brasileiro da Série B. Em seu primeiro coletivo recebeu elogios de todos e na chance que teve contra a Tuna Luso, do Pará, no dia 15 de agosto de 1999, não decepcionou, salvando a equipe potiguar de um amargo empate de 0 x 0 dentro de casa, com um gol digno de placa no estádio Machadão.
Macabbi Herzliya

No ano de 2000 teve rápidas passagens por três clubes. Inicialmente, esteve no Criciúma (SC). Em seguida (abril) foi para o Naútico (PE) e depois, em julho, foi parar no futebol de Israel. Seu empréstimo (e de mais três jogadores do Brasília) fazia parte da estratégia do Brasília Participações e Promoções Esportivas, através do Gerente André Bossolan, que há oito anos mantinha intercâmbio com clubes de outros países para compra e venda de jogadores. Mazinho jogou no Macabbi Herzliya. Posteriormente, não houve acerto entre as partes.
Em 2001 jogou uma só partida pelo Guará, exatamente contra o Brasília. Em 17 de fevereiro de 2001, desembarcava novamente em Aracaju, desta vez para atuar pelo rival do Sergipe, o Confiança. Teve participação destacada na quebra do jejum de 10 anos sem título do Confiança, sagrando-se campeão sergipano, sendo escolhido para a seleção do campeonato e o segundo meia mais bem votado pela imprensa. Também pelo Confiança, disputou a Copa do Nordeste.
No ano seguinte, 2002, foi para o Ceará, onde não conseguiu manter uma sequência de jogos. Em seguida foi para o Sport Club Corinthians Alagoano, de Maceió (AL), ajudando o clube a garantir vaga na Copa do Brasil de 2003 e classificando-o para as finais do Campeonato Alagoano.

Flamengo, de Teresina: 
campeão piauiense de 2003

Voltou para Brasília, disputou o campeonato brasiliense de 2003 pelo Ceilândia até 1º de março (seu último jogo). Poucos dias depois, ele e Maninho, outro jogador de Brasília, se apresentaram ao Flamengo, de Teresina (PI). No dia 30 de julho de 2003, Mazinho estava em campo ajudando o Flamengo a quebrar um tabu de 14 anos sem título do rubro-negro piauiense. Logo depois do encerramento do campeonato piauiense, voltou para tentar ajudar o Brasília a sair da Segunda Divisão do DF. Não conseguiu: o Brasília perdeu a chance nas semifinais.
Em 2004 esteve no Sobradinho. Ao final do 1º turno, o Sobradinho só tinha dois pontos ganhos. Mazinho ajudou muito o time, arrumando a casa e se recuperando no segundo turno, não deixando o time cair.
A partir de 2005 passou a trabalhar como treinador das categorias de base do Estrela, da ASFI, e também atuando como jogador profissional, ao se transferir para o Dom Pedro II.

Ypiranga, de Pernambuco

No ano seguinte, 2006, uma nova aventura. Foi um dos destaques do Ypiranga, de Santa Cruz do Capibaribe (PE). Essa equipe, treinada por Édson Leivinha, tornou-se a melhor do interior em 92 anos de história do campeonato pernambucano, terminando na terceira colocação, atrás apenas de Sport e Santa Cruz.
Tempos depois, um site chamado “Mala Esportiva” realizou um concurso pela internet para escolher o “Ypiranga dos Sonhos”, quando esse clube completou 70 anos. Na categoria “meio-campo”, Mazinho foi o sétimo colocado, com 65 dos 301 votos. Foi o único de fora do Estado a ser lembrado.
Quando acabou o campeonato pernambucano de 2006, Mazinho recebeu um recado de uma possível negociação de um empresário para a sua ida para o Atlético Mineiro. Deu tudo errado, sendo um dos motivos do seu desinteresse pelo futebol profissional. Fez a reversão para o amadorismo e no mesmo ano de 2006, foi campeão pelo Brasil Esporte Clube e artilheiro do campeonato amador promovido pela Federação Brasiliense de Futebol.


Em 2007, tornou-se bicampeão amador pelo Brasil e artilheiro da competição promovida pela FBF, com 11 gols.
Em 2008, novamente profissional, assinou contrato com o Dom Pedro II. Foi um ano maravilhoso para Mazinho, onde destacou-se ao levar o clube ao vice-campeonato brasiliense, sendo seu capitão, e foi convocado para a Seleção do DF que realizou uma pequena excursão à África. A seleção brasiliense ganhou os dois jogos disputados em Botswana (1 x 0) e Moçambique (3 x 0).
No segundo semestre de 2008, ajudou o CFZ a se sagrar vice-campeão da Terceira Divisão do DF. Não conseguiu o título, mas o principal objetivo (subir para a segunda divisão) foi alcançado.
Em novembro de 2008 fez uma cirurgia no pé direito. A boa notícia é que também começou a receber da Justiça seus direitos sobre a causa contra o Náutico (PE).
Em janeiro de 2009, Mazinho foi o treinador campeão de uma equipe formada por jogadores da ASFI, que usou o nome do Sobradinho para disputar a Copa Sul-Americana em Guararapes-SP. Detalhe: viajaram três equipes, duas juvenis e uma infantil. O “faz de tudo" Mazinho dirigiu uma das vans por quase 900 km, ida e volta.
Logo após a viagem a Guararapes e também de um tratamento do adutor e recuperação da cirurgia, retornou ao Dom Pedro II, onde disputou o campeonato brasiliense e do jogo contra o Botafogo (RJ), pela Copa do Brasil.

Nesse mesmo ano, ia jogar pelo Brazsat, que disputaria a Segunda Divisão do DF, mas teve uma crise de coluna e passou a trabalhar como Auxiliar Técnico de Alex Gomes. Quase colabora com a subida de divisão do Brazsat, que perdeu a chance nas semifinais para o Botafogo-DF.
Também disputou três jogos pela Sociedade Esportiva Planaltina (GO) na Terceira Divisão do Distrito Federal.
Em 2010 não jogou profissionalmente, só amador. Nesse ano e em 2011, Mazinho trabalhou na Administração Regional de Sobradinho, na área de esportes.
Em julho de 2011, disputou a Segunda Divisão do DF, ajudando o Sobradinho a subir, tornando-se vice-campeão, participando de todos os jogos.
Em 2012 passou a ser Auxiliar Técnico da equipe infantil do Sodeso Sobradinhense, que se sagrou campeão infantil invicto do DF.
No Minas Brasília Tênis Clube foi campeão interclubes de Brasília na categoria de veteranos em 2013.
Em 2014, como treinador, levou a APP - Associação Pequenos Passos ao título de campeão infantil do DF.
Fora das quatro linhas foi Presidente da Associação Serrana de Futebol Infantil por mais de dois anos, quando teve que entregar o cargo por causa de uma viagem aos Estados Unidos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Mazinho completa 17 anos de casado no próximo dia 29 de maio, com Luciana F. de Andrade, com quem tem dois filhos: Marina F. de Andrade, de 16 anos, e Henrique F. de Andrade, de 14 anos (que foi campeão pela APP em 2014).
É Cristão Evangélico há mais de 22 anos. Agradece a Deus pela oportunidade de ter jogado futebol.
É muito feliz por ter conhecido muita gente e muitos lugares, sempre fazendo o que ama de coração.
Mazinho tem o Curso Superior de Educação Física (incompleto) e, em 2008, fez o Curso de Treinador Profissional na Unieuro, em Brasília (CREF 006729-P/DF). Já participou do Programa “Touch of Class” em Deerfield Beach, Flórida (EUA), em 2014, e do Las Vegas Highrollers, em Los Angeles (EUA), em 2015.
Lamenta pelo futebol de Brasília, que era para ser diferente, não evolui. Considera a Federação local fraca e os dirigentes responsáveis por más gestões. Falta estrutura e pessoas sérias também.
Acha que o Distrito Federal é um celeiro de craques que merece respeito e investimento.
Está hoje trabalhando com as categorias de base, pois acha que o futebol do DF nada tem de profissional e falta respeito a quem trabalha. Também faltam pessoas que saibam ensinar, ajudar os mais novos no futebol a serem homens de verdade, cidadãos de bem e manter os princípios de Deus e da família.
Tem planos para ir embora do Brasil. Já foi três vezes para os Estados Unidos e fica torcendo para aparecer um trabalho por lá, que abriria as portas para os atletas de Brasília.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

OS CLUBES DO DF: Sobradinho E. C. (1960)


Durante nossas pesquisas visando preparar matérias em homenagem aos 55 anos de vida da cidade de Sobradinho, as quais postamos nos últimos dias, descobrimos dados históricos de um clube que não constava de nossos arquivos. Trata-se do Sobradinho Esporte Clube, que nada tem a ver com o atual Sobradinho Esporte Clube (surgido em 1978, após modificação nos estatutos sociais da Campineira Futebol Clube).

O primeiro Sobradinho Esporte Clube foi fundado em 10 de março de 1960.
Sua praça de esporte tinha o nome de “Praça de Esportes Doutor Geraldo Carneiro” e seu estádio “Estádio Henrique Teixeira Tamm”.
Tinha como cores oficiais o amarelo ouro, o branco, o azul-celeste, o azul pavão, o verde e o vermelho.
O uniforme tinha a camisa de cor amarelo-ouro com golas e punhos brancos, a numeração de cor azul-pavão e fundo branco e o calção branco com listras amarelo-ouro e azul-pavão.
Seu escudo acompanhava as linhas das pilastras do Palácio da Alvorada tendo um “S” ao centro, uma bola contendo as iniciais “E” e “C” e em baixo uma corrente olímpica com cinco elos.
Falar de como seria o escudo.
Em 16 de março de 1960 foram aprovados os estatutos e escolhida a primeira diretoria do Sobradinho, que ficou assim constituída: Presidente de Honra - Henrique Teixeira Tamm; Vice-Presidente de Honra - Heitor Ippolite; Presidente - Raimundo Rodrigues Chaves; Vice-Presidente - José Murillo Macedo Bicalho; Secretário - Moacir Severino Carlos; Tesoureiro - José Fernandes de Araújo; Diretor Jurídico - Nilton Antunes de Oliveira; Diretor de Futebol - Geraldo Vieira de Rezende; Diretor Técnico - Geraldo Araújo; Diretor Social - José Alves de Araújo; Diretor dos Desportos Amadores - Geraldo Magela Madureira Ribeiro e Diretor de Relações Públicas - Sérgio Dias.
Em 16 de agosto de 1960 aconteceu a Assembleia Geral da Federação Desportiva de Brasília que aprovou os estatutos do Sobradinho e concedeu-lhe inscrição para participar do campeonato de futebol de 1960.
A primeira participação do Sobradinho em uma campetição oficial da FDB aconteceu em 4 de setembro de 1960, o Torneio Início, que contou com a participação de 16 clubes e teve seus jogos realizados no Estádio Israel Pinheiro, do Guará.
No quarto jogo do dia, o Sobradinho venceu o Real por 1 x 0. Pateta, contra, marcou o único tento do jogo. Formou o Sobradinho com Ivan, Carrasco, Pedrinho e Braga; Passos e Valmir; Rodrigues, Gaguinho, Ramos, Armando e Signoreti.
Após esse resultado, voltou a tomar parte do torneio no 10º jogo, quando foi derrotado pelo Planalto por 1 x 0, gol marcado por Edson Galba, cobrando pênalti. A única alteração em relação ao primeiro jogo foi Zinho no lugar de Rodrigues.
Dez dias depois, 14 de setembro de 1960, a FDB decidiria que, em virtude do elevado número de clubes inscritos (16), faria um torneio para determinar as oito equipes que disputariam o campeonato da Primeira Divisão e as oito que comporiam a Segunda.
O Sobradinho ficou no Grupo A, com jogos no campo do Guará, juntamente com Edilson Mota, Guará e Industrial.
Fazendo a preliminar de Guará x Edilson Mota, o Sobradinho estreou no dia 18 de setembro de 1960, goleando o Industrial por 4 x 0, com três gols de Zinho e um de Armando. Formou o Sobradinho com Ivan, Pedro, Carrasco e Passos; Eurico e Valmir; Gilvan, Geraldo, Armando, Gaguinho e Zinho.
O segundo jogo do Sobradinho, no dia 25 de setembro de 1960, foi um desastre. Diante do Edilson Mota, sofreu uma tremenda goleada de 11 x 0. No 1º tempo já perdia por 4 x 0. No segundo, além de tomar mais sete gols, perdeu seu jogador Carrasco, do Sobradinho, que sofreu forte pancada na perna direita, sendo removido para o hospital com suspeita de fratura.
Em seu último jogo, diante do Guará, no dia 9 de outubro de 1960, sofreu outra goleada (6 x 0) e perdeu a oportunidade de disputar o campeonato da Primeira Divisão.
Quando já estavam definidos os oito integrantes da Primeira Divisão, eis que um deles, o Edilson Mota, desistiu de disputá-la. 
Para preencher essa vaga, a FDB promoveu um torneio eliminatório entre os clubes da Segunda Divisão. O Sobradinho enfrentou o Alvorada. No primeiro jogo, em 30 de outubro de 1960, empate em 1 x 1. Com esse resultado, fez-se necessária a realização de outra partida, que aconteceu no dia 6 de novembro de 1960, com a vitória do Alvorada sobre o Sobradinho, por 2 x 1.
Não conseguindo classificação para a Primeira Divisão, disputou então o campeonato da Segunda Divisão, com mais cinco equipes.
Após uma campanha invicta (cinco jogos, quatro vitórias e um empate), o Sobradinho sagrou-se campeão.
Conforme o regulamento da época, o campeão da Segunda Divisão deveria enfrentar o último colocado da Primeira (Pederneiras), para ver quem integraria o campeonato da Primeira Divisão em 1961.
A melhor-de-três entre Pederneiras e Sobradinho somente aconteceu em fevereiro de 1961. No dia 5, o Sobradinho goleou por 3 x 0, gols de Fabrício, Zinho e Carneiro. Jogou o Sobradinho com Heitor, Passos, Irques e Carrasco; Carneiro e Dalmo; Paulo, Danton, Zinho, Pirapora e Fabrício.
Para a segunda partida, prevista para o dia 19, o Pederneiras não compareceu. A FDB deu os pontos ao Sobradinho, classificou o mesmo para a Primeira Divisão em 1961 e rebaixou o Pederneiras para a Segunda.
Nos meses de fevereiro e março de 1961, o Sobradinho tomou parte do Torneio “Prefeito Paulo de Tarso”, que reuniu os cinco primeiros colocados da Primeira Divisão de 1960 e mais o Sobradinho, como campeão da Segunda. Ficou na última colocação, após perder os cinco jogos que disputou, marcando apenas sete gols e sofrendo dezenove.
Isso era um prenúncio do vexame que estava para acontecer!
Em seu primeiro jogo, no dia 16 de julho de 1961, foi goleado pelo Guará, por 5 x 1, formando com Ivan, Wilson, Maneco e Pedrinho (Danton); Raulino e Valmir; Zé Paulino, Ceará, Léo, Rocha e Pelé (autor do gol).
Uma semana depois, 23 de julho de 1961, sofreu uma grande goleada diante do Alvorada, por 9 x 1.
No terceiro jogo, no dia 30 de julho de 1961, contra o Rabello, a goleada foi ainda maior: 12 x 0.
Voltou a sofrer outra goleada de 9 x 1 frente ao Planalto, no dia 13 de agosto de 1961. 
Logo depois desse jogo, o Sobradinho solicitou à Federação Desportiva de Brasília para não disputar os jogos restantes, em virtude da grave crise financeira que atravessava.
Não voltou mais a disputar nenhum jogo oficial.
Em 21 de março de 1962, o Sobradinho Esporte Clube encaminhou ofício solicitando dispensa do campeonato de futebol de 1962.
Na Assembleia Geral que aprovou a implantação do profissionalismo no futebol do Distrito Federal, em 08.11.1963, também foi decidida a desfiliação do Sobradinho Esporte Clube.



quarta-feira, 20 de maio de 2015

PERSONAGENS & PERSONALIDADES: Benoni Dias Beltrão




Quando estávamos finalizando as matérias para homenagear os 55 anos de vida da cidade de Sobradinho, fomos surpreendidos com a perda de uma grande liderança esportiva, comunitária e política da cidade: Benoni Dias Beltrão. Ele faleceu no último dia 30 de abril de 2015, aos 80 anos.
Mineiro de São João Del Rey, vivendo em Brasília desde 1957, Benoni Dias Beltrão se orgulhava de ter sido um homem vitorioso.
Sua carreira de campeão, no esporte, começou no interior mineiro, no Social Futebol Clube de sua cidade natal. Foi campeão por Barbacena nas Olimpíadas Estudantis de 1953, em Belo Horizonte.
Nas eleições para a Federação Metropolitana de Futebol, em 1986, ele se destacou ao liderar o movimento que resultou na vitória de Wagner Marques. Também nesse ano foi o presidente bicampeão pelo Sobradinho Esporte Clube (1985/1986).
Antes de ser presidente do Sobradinho ele adquiriu bastante experiência no amadorismo. Foi presidente do Unidos de Sobradinho e da Campineira (dois mandatos), além de dirigir a Associação Sobradinhense de Desportos - ASD por dois anos.
Aposentado do Banco do Brasil e Técnico em Agronomia, chegou a ser o maior criador de suínos do Distrito Federal. Aliás, chegou à presidência da Associação dos Suinocultores. Também passou pela vice-presidência da AABB e do Conselho Comunitário da Defesa Civil.
Sua ligação com a comunidade de Sobradinho vinha de longa data. Após passar por praticamente todas as entidades e órgãos de interesse público, clubes e associações comunitárias, foi presidente de honra do Bola Preta, um tradicional bloco carnavalesco da cidade.
Como personalidade de destaque no cenário social e desportivo, ele guardava inúmeras medalhas e diversos diplomas. Em 1985 foi homenageado como “Destaque-85” do futebol pela Associação Brasiliense de Cronistas Desportivos - ABCD e recebeu medalha de prata da AABB como “Destaque do Esporte” na mesma temporada.
Em 29 de junho de 2001 foi-lhe concedido o título de Cidadão Honorário de Brasília pelo Decreto Legislativo nº 712, projeto de autoria da Deputada Anilcéia Machado.
Benoni Beltrão foi um dos fundadores do PSDB do Distrito Federal, onde foi por diversas vezes da zonal de Sobradinho, membro da executiva nacional do Partido e suplente do senador Pompeu de Souza.



terça-feira, 19 de maio de 2015

A HISTÓRIA DO FUTEBOL NAS CIDADES-SATÉLITES: Sobradinho - 6ª parte


CATEGORIAS DE BASE




Desde a década de 70 eram realizados campeonatos para a garotada em Sobradinho, tendo sempre a participação daqueles que viriam a ser os fundadores da ASFI. Diante da necessidade de uma melhor organização daquelas competições e vislumbrando um meio de ocupar e educar a garotada, Luís Antônio, mais conhecido como "Bola" procurou Constante Caetano Turchiello e propôs a criação de uma associação que cuidasse desses interesses. A ideia também contou com o apoio de Agnaldo, assessor do então administrador de Sobradinho, Padre Jonas.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

A HISTÓRIA DO FUTEBOL NAS CIDADES-SATÉLITES: Sobradinho - 5ª parte


O FUTEBOL AMADOR

No Distrito Federal já foram promovidas grandes competições de futebol amador. E nelas sempre foi excelente o desempenho dos clubes de Sobradinho. Para termos ideia da força do futebol amador de Sobradinho, das cinco Copas Arizona realizadas, quatro tiveram como campeões clubes da cidade. Logo depois surgiu a Copa Dreher, que também teve como campeão um clube de Sobradinho. E isso se tornou realidade em muitos outros torneios de futebol amador. A seguir, vejamos como essa história foi contada.

COPA ARIZONA

A Copa Arizona foi um torneio de futebol disputado de 1974 a 1980 e envolvia clubes amadores de todo o Brasil.
Era organizado e patrocinado pela Companhia Souza Cruz (Cigarros Arizona) e pelo jornal "A Gazeta Esportiva", de São Paulo.
Após as fases municipais, estaduais e regionais, que classificavam equipes de vários Estados, as finais (fase nacional) eram sempre disputadas na cidade de São Paulo.
A primeira edição foi realizada em 1974 e envolveu 1.024 clubes de 10 Estados.
A primeira vez que Brasília promoveu essa competição foi em 1975. A empresa local que patrocinou o evento foi o jornal Correio Braziliense.
Inscreveram-se 64 equipes amadoras de todo o Distrito Federal, algumas delas já tendo passado pelo quadro de filiados da então Federação Metropolitana de Futebol (hoje Federação Brasiliense de Futebol).
No sistema eliminatório (mata-mata), a competição foi realizada de 23 de março até 25 de maio de 1975. No caso de não se conhecer um vencedor no tempo normal de jogo, a decisão seria na cobrança de pênaltis.
Seis equipes de Sobradinho se inscreveram nessa competição: Ajax, Barcelona, Campineira, DNO, UISS e Unidos de Sobradinho.
Duas delas chegaram até as semifinais, disputadas no dia 18 de maio de 1975: a Campineira perdeu para o Humaitá, por 2 x 1, e o Unidos de Sobradinho venceu o Penharol, por 2 x 0.
Na decisão do 3º lugar, a Campineira massacrou o Penharol por 7 x 0, enquanto que, na final, o Unidos de Sobradinho fez 2 x 0 no Humaitá, conquistando o título de campeão. Os gols foram marcados por Litinho e Chenco. Formou o Unidos de Sobradinho com Ari, Russo, Maurílio, Sir Peres e Carlos; Orlando, Antoninho (Lula) e Marcos; Chenco, Litinho e Zezinho. Técnico: Chileno.
Logo depois, o Unidos de Sobradinho disputou as finais da Copa Arizona em São Paulo, no período de 19 a 22 de junho de 1975. No sistema “mata-mata”, foi eliminado pela S. E. Ouro Verde, de Ijuí (RS), ao ser derrotado por 4 x 2.

Sir Peres, à direita, ajudando a carregar o troféu
de vice-campeão da Copa Arizona de 1976
A competição de 1976 contou, inicialmente, com a participação de mais de mil equipes, com eliminatórias regionais. Na Chave de Brasília, a Campineira, de Sobradinho, foi a campeã, indo para São Paulo participar da fase final. Antes de chegar a decisão, o time de Brasília ganhou do Artur Alvim, de São Paulo (1 x 0), no dia 20 de junho de 1976, e do Boqueirão, do Paraná (2 x 0), em 26 de junho. Na decisão, no dia 27 de junho de 1976, a equipe brasiliense foi derrotada pelo Golfinho, de Guarulhos (SP), por 1 x 0. Neste jogo, a Campineira atuou sem o seu melhor atacante, o goleador Zé Afonso.
A partida, em seu tempo normal, terminou empatada em 0 x 0, sendo necessária a realização da prorrogação. Só no segundo período desta prorrogação é que o Golfinho chegou à vitória.
No jogo final, a Campineira contou com esses jogadores: Ari, Cláudio, Zezão, Sir Peres e Marcos; Peba (Dorival), Toti e Júlio; Vino, Dásio (Antônio Carlos) e Santos.

Na Fase Classificatória da Copa Arizona de 1977, os clubes inscritos foram divididos em três chaves: uma com com 32 clubes de Taguatinga, Ceilândia, SHIS Norte e Gama. A outra, com o mesmo número de clubes representando Sobradinho e Plano Piloto. E a terceira, com clubes do Guará e Cruzeiro.
Classificaram-se para a Fase Final os dois melhores de cada chave, que foram: Ajax, do Cruzeiro Novo, Clube de Regatas do Guará, Royal, de Taguatinga, Dom Bosco, da Ceilândia e Campineira e União, ambos de Sobradinho.
Os jogos da Fase Final tiveram os seguintes resultados: Campineira 3 x 1 Guará, Ajax 4 x 0 União e Royal 4 x 1 Dom Bosco.
No sorteio foi definido que o primeiro jogo seria entre Royal e Ajax. No tempo regulamentar, Royal 0 x 0 Ajax. Nos pênaltis, vitória do Royal.
A final foi disputada no dia 8 de maio de 1977. E a Campineira chegou ao bicampeonato depois de vencer o Royal, por 4 x 2. No 1º tempo, Vino marcou para a Campineira, e Wanner I fez o gol do Royal. No segundo tempo, Tody desempatou para a Campineira e Jaime voltou a empatar. Japão e Vino marcaram os outros dois gols da vitória da Campineira.
A Campineira formou com Ari (Paraíba), Zezão, Dorival (Marcos), Zé Domingos e Japão; Gerson, Júlio e Tody; Vino, Santos e Zé Afonso (Dázio).
O Ajax foi o terceiro colocado e o Guará o quarto.
Com esse resultado, o Campineira qualificou-se para disputar a fase interestadual, nos dias 27, 28 e 29 de maio, em Brasília, contra o Monte Cristo (campeão de Goiânia) e o Mago (vencedor de Anápolis).
No primeiro jogo Monte Cristo 0 x 0 Mago. No segundo, outro empate de 0 x 0 entre Campineira e Mago. No terceiro e decisivo jogo, a Campineira venceu o Monte Cristo, por 1 x 0, gol de Marcos.
A Campineira foi campeã com Ari, Japão, Zezão, Sir Peres e Marcos; Júlio, Peba e Santos (Toti); Vino, Zé Afonso (Santiago) e Dázio.
Na Fase Final, em São Paulo, no dia 9 de junho a Campineira enfrentaria o vencedor do jogo entre Rigesa (SP) e Ajax (SC). A Campineira passou pelo Rigesa por 1 x 0 e enfrentou na outra fase o Francisco Xavier Imóveis, do Rio de Janeiro, no dia 11 de junho. Após 0 x 0 no tempo regulamentar, a Campineira perdeu nos pênaltis (5 x 4) e foi disputar o terceiro lugar contra o Botafogo, da Penha (SP), no dia 12 de junho. O clube paulista venceu por 2 x 0. A Campineira ficou com a quarta colocação.

No ano de 1978 o Unidos de Sobradinho voltou a vencer a Copa Arizona de Futebol Amador. Na final, aconteceu empate de 1 x 1 entre Unidos de Sobradinho e Royal, de Taguatinga. Nos pênaltis, vitória e o segundo título do Unidos de Sobradinho nessa competição.
No entanto, não conseguiu classificação para a Fase Final em São Paulo, perdendo a vaga regional para o Monte Cristo, de Goiânia (GO).

Em 1979 foi quebrada a hegemonia do futebol de Sobradinho na Copa Arizona, ficando o título com um time de Taguatinga, o Leal.
Mesmo assim, o futebol de Sobradinho foi bem representado, colocando dois times entre os seis melhores.
Nos três jogos que apontaram os três finalistas aconteceram os seguintes resultados: Unidos de Sobradinho 3 x 1 Ajax (de Sobradinho), Leal 4 x 0 DPJ (Plano Piloto) e Musa (de Taguatinga) 1 x 1 Pratão (do Guará) - nos pênaltis, vitória do Musa por 3 x 2.
No dia 1º de maio de 1979, Leal e Unidos de Sobradinho empataram em 1 x 1 no tempo regulamentar. Nos pênaltis: Leal 4 x 3 Unidos de Sobradinho.
Na final, Leal 3 x 0 Musa.
O Leal venceu também a fase regional e ficou com a terceira colocação na fase nacional.

COPA DREHER

A Souza Cruz deixou de realizar a Copa Arizona e, em 1981, o Conhaque Dreher passou a promover a Copa Dreher de Futebol Amador, com a mesma forma de disputa da Copa Arizona, ou seja, classificatórias estaduais e uma fase final em São Paulo.
Na Fase Classificatória, uma das chaves foi formada por 12 clubes de Sobradinho.
A final do torneio foi disputada no dia 1º de novembro de 1981, no Estádio Chapadinha, em Brazlândia.
A Campineira venceu o Royal por 2 x 1, gols de Baduca e Santiago, para a Campineira, com Sandoval descontando.
Formou a Campineira com Paulo, Israel, Espirro, Pimenta e Paulinho; Gelson, Santiago e Mauro; Vino, Gilberto (Edson) e Baduca (Reinaldo). Técnico: Manoel Augusto.
Na condição de campeão do Distrito Federal, o clube de Sobradinho representou o Distrito Federal na Fase Regional do torneio, que contou ainda com Serra Dourada, de Goiânia, Mago, de Anápolis e Pingo de Ouro, de Minas Gerais.
Os jogos da primeira rodada foram: Mago 2 x 1 Pingo de Ouro e Serra Dourada 1 x 0 Campineira.
Na decisão do 3º lugar, a Campineira voltou a ser derrotada, desta vez diante do Pingo de Ouro, por 2 x 0. Na final, o Serra Dourada goleou o Mago por 4 x 1.

CAMPEONATO DE FUTEBOL AMADOR DE SOBRADINHO

Apesar de algumas tentativas de se criar uma liga e organizar um campeonato reunindo os clubes amadores de Sobradinho, a verdade é que essas entidades nada faziam em prol do futebol amador da cidade.
Isso fez com que alguns clubes tomassem à frente e passassem a organizar seus próprios campeonatos.
Um desses eventos contou com o apoio do Administrador Regional, Pedro Rodrigues, que inclusive esteve presente e deu o pontapé inicial no dia 7 de janeiro de 1973, quando começou o campeonato de futebol de Sobradinho, com a participação das equipes do América, Apolo, Resende, Santos, Unidos de Sobradinho e UISS - Unidade Integrada de Saúde de Sobradinho.
Para a fase final do campeonato se classificaram as equipes do Apolo, Santos, UISS e Unidos de Sobradinho.
A rodada final, realizada no dia 9 de maio de 1973, no campo do Unidos de Sobradinho, teve duas partidas que fizeram parte do programa comemorativo de aniversário da cidade.
A partir das 14 horas, jogaram Santos x Apolo e às 16 horas, Unidos de Sobradinho x UISS.
O Unidos de Sobradinho era o grande favorito para a conquista do título, necessitando de um simples empate para sagrar-se campeão.
Tendo vencido o Santos e contando com a derrota do Unidos, o Apolo sagrou-se campeão, com um gol de saldo a mais que as equipes do Unidos de Sobradinho e do UISS.

Também em 1973 foi a primeira e única vez em que dois clubes de Sobradinho se inscreveram num campeonato promovido pela federação de futebol do Distrito Federal. No 1º turno, no dia 30 de setembro de 1973, no Pelezão, o América venceu o Unidos de Sobradinho por 2 x 1. Ary marcou os dois gols do América e Paulinho descontou para o Unidos.
No segundo turno, no dia 13 de janeiro de 1974, novamente no Pelezão, o América voltou a derrotar o Unidos, desta vez por 3 x 1.
Marcaram os gols do América Zé Pereira, Ulisses e Messias, enquanto que Renilson marcou o gol de honra do Unidos.
Buck Jones Lassi era o técnico do América, enquanto Sebastião Bezerra, o Chileno, dirigiu o Unidos de Sobradinho. Detalhe: o Unidos de Sobradinho atuou com nove jogadores.
Na classificação final desse campeonato, porém, o Unidos de Sobradinho ficou à frente do América, terminando no quinto lugar. O América ficou em nono (dez clubes disputaram esse campeonato).

No ano seguinte, 1974, esses dois clubes se afastaram da Federação Metropolitana de Futebol.
O primeiro foi o América. Em 10 de junho de 1974, aconteceu a Assembleia Geral Extraordinária que decidiu pela desfiliação do América.
Depois de disputar o primeiro turno do campeonato brasiliense desse ano, o Unidos de Sobradinho desistiu de continuar disputando a competição antes de ser iniciado o segundo turno. Em 24 de setembro de 1974, O Unidos de Sobradinho Atlético Clube solicitou licença pelo período de um ano.

Tal qual aconteceu em 1975 (o qual não achamos o resultado final), em 1976 o campeonato de Sobradinho voltou a ser promovido pelo Vasco da Gama, que incentivou seus co-irmãos e patrocinou o evento.
Os jogos da chave dos vencedores foram realizados no campo perto da Estação Rodoviária e reuniram Tocantins 3 x 0 Ajax e Campineira 4 x 0 Laminação Brasília.
O título de campeão foi decidido entre Tocantins e Campineira, ficando com o primeiro.

OUTROS TORNEIOS EM 1976

Em novembro de 1976, no campo do Guarany, no Gama, foi realizado um torneio promovido pelo Jornal de Brasília, em disputa da Taça “Jaime Câmara”. Participaram cinco equipes do Gama, dois do Plano Piloto e o Unidos de Sobradinho.
Na primeira partida, o Unidos venceu o Juventus, do Gama, por 2 x 0. Em sua segunda participação, o Unidos goleou outro time do Gama, o Mundial, por 6 x 0, classificando-se para a final, contra o Nacional, do Plano Piloto. A vitória coube ao Unidos, pelo placar de 1 x 0, gol de Roque.
Logo depois o Unidos de Sobradinho promoveu a Taça “XV de Novembro”, que contou com a participação de 14 equipes de várias cidades-satélites do Distrito Federal. Desta vez, o Unidos não foi feliz, sendo eliminado na primeira rodada, por outro clube de Sobradinho, o Oriente. O Comercial, de Planaltina, foi o campeão do torneio.
No mês de dezembro foi a vez do Vasco da Gama, de Sobradinho, promover um torneio com a participação de 20 equipes amadoras de cidades do DF. A Campineira foi a campeã, após vencer, na final, nos pênaltis, ao Nacional, da Confederal, após 0 x 0 no tempo normal. O Vasco da Gama foi o terceiro colocado.


Após brilhante campanha (campeão da Primeira Fase, da Fase Classificatória e campeão absoluto da Segunda Etapa), a Campineira sagrou-se campeã de 1977 ao vencer o Vasco da Gama, na decisão do campeonato, por 1 x 0, gol de Toti, ainda no primeiro tempo, ao cobrar uma falta.

A Campineira sagrou-se campeã com Paraíba, Gelson (Ivanilson), Zezão, Sir Peres e Marcos; Baduca, Pintinho (Hugo) e Toti; Dazio (Power), Zé Afonso e Vino (Santos).

FUNDAÇÃO DA A. S. D.

Vários desportistas de Sobradinho se reuniram no dia 18 de maio de 1978, no primeiro andar da Churrascaria Mônica, para estudarem a fundação da liga de esportes daquela cidade-satélite.
O primeiro nome sugerido foi Liga de Esportes de Sobradinho.
Compareceram a esta reunião o major Carlos, do 1º Batalhão da Polícia Militar, Teodoro Freire, da Universidade de Brasília, Elias Santana, Raimundo Ocimar Fernandes de Oliveira (que secretariou a reunião), Otacílio Pereira, Erotildes Fernando da Silva, Raulino Pereira Araújo, Armando Albuquerque Lima, Levi Gomes da Silva e Sebastião Bezerra, o Chileno.
No dia 22 de maio de 1978 foram aprovados os estatutos da nova liga, que passou a se chamar oficialmente Associação Sobradinhense de Desportos - ASD. Também foi escolhida a primeira diretoria, com Raimundo Ocimar Fernandes de Oliveira eleito para Presidente. Agostinho Pereira Ventura, o ex-craque Sabará, foi eleito 1º Secretário, e Wilson Pinto de Oliveira, 1º Tesoureiro.
A partir de 1989, a ASD foi transformada em LADES - Liga das Associações Desportivas de Sobradinho. Foi Presidente da entidade em 1989 Marcelo Ribeiro Alves.
Eis a lista dos vencedores dos 37 campeonatos de futebol amador promovidos pela ASD/LADES:

ANO
CAMPEÃO
1978
TOCANTINS
1979
CASA DO CICLISMO
1980
CAMPINEIRA
1981
CAMPINEIRA
1982
CASA DO CICLISMO
1983
SERRANO
1984
KOSMOS
1985
AMÉRICA
1986
BOTAFOGO
1987
AMÉRICA
1988
AMÉRICA
1989
AMÉRICA
1990
AMÉRICA
1991
POTÉ
1992
AMÉRICA
1993
AMÉRICA
1994
BOTAFOGO
1995
SANTO ANTÔNIO
1996
SANTO ANTÔNIO
1997
SANTO ANTÔNIO
1998
UNIDOS
1999
SANTO ANTÔNIO
2000
SANTO ANTÔNIO
2001
SANTO ANTÔNIO
2002
SANTO ANTÔNIO
2003
SANTO ANTÔNIO
2004
ABARKA
2005
SANTO ANTÔNIO
2006
ASTEKA
2007
SOBRADINHENSE
2008
SANTO ANTÔNIO
2009
KOSMOS
2010
ASTEKA
2011
ASTEKA
2012
ASTEKA
2013
ABARKA
2014
SOBRADINHENSE

RESUMO DOS TÍTULOS


SANTO ANTÔNIO
10
AMÉRICA
7
ASTEKA
4
ABARKA
2
CASA DO CICLISMO
2
CAMPINEIRA
2
SOBRADINHENSE
2
BOTAFOGO
2
KOSMOS
2
UNIDOS
1
TOCANTINS
1
SERRANO
1
POTÉ
1

COPA SOBRADINHO

O segundo torneio em importância promovido pela ASD/LADES é a Copa Sobradinho, cuja primeira edição aconteceu em 1988. No período de 1999 a 2004, a competição não foi disputada.
Tal qual acontece no campeonato, o Santo Antônio também é o maior vencedor, com 4 títulos.

Os vencedores das 21 edições da Copa Sobradinho foram:

ANO
CAMPEÃO
1988
KOSMOS
1989
ATLÂNTIDA
1990
SANTO ANTÔNIO
1991
AMÉRICA
1992
KOSMOS
1993
UNIDOS
1994
POTÉ
1995
SANTO ANTÔNIO
1996
AMÉRICA
1997
UNIÃO SÃO JOÃO
1998
SANTO ANTÔNIO
2005
SANTO ANTÔNIO
2006
DINÂMICA
2007
LEÃO DA SERRA
2008
SOBRADINHENSE
2009
KOSMOS
2010
ASTEKA
2011
ABARKA
2012
ASTEKA
2013
MINAS ESPORTE
2014
EVANGELHO

RESUMO DOS TÍTULOS:

SANTO ANTÔNIO
4
KOSMOS
3
AMÉRICA
2
ASTEKA
2
SOBRADINHENSE
1
POTÉ
1
DINÂMICA
1
EVANGELHO
1
ATLÂNTIDA
1
ABARKA
1
UNIÃO SÃO JOÃO
1
UNIDOS
1
MINAS ESPORTE
1
LEÃO DA SERRA
1

CAMPEONATO AMADOR DA FMF

Em 1978 o Unidos de Sobradinho participou do 1º Campeonato de Futebol Amador promovido pela Federação Metropolitana de Futebol, depois da implantação do profissionalismo no Distrito Federal (em 1976). Vinte equipes tomaram parte. O Unidos de Sobradinho ficou entre as oito melhores colocadas.
Na primeira fase (cujo início aconteceu em 5 de novembro de 1978) as equipes foram divididas em cinco chaves.
O grupo do Unidos de Sobradinho, o D, teve a seguinte classificação final: 1º - Curitiba, 2º - Unidos de Sobradinho, 3º - Milionários e 4º - Bernardo Sayão.
O Unidos de Sobradinho foi retirado do campeonato por não cumprir o parágrafo 11 do artigo 13 do regulamento da competição, que estipulava uma taxa de Cr$ 1.000,00 para os participantes da fase final do campeonato. Mesmo avisado, o representante do clube não compareceu a entidade e o clube foi substituído pelo Milionários, terceiro colocado do Grupo D.

Colaboração: Luiz Gomes.