sábado, 30 de maio de 2015

GRANDES RESULTADOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Brasília vence os “Meninos da Vila”


Dez dias depois de inaugurar o Estádio de Sobradinho, o Santos voltava a se apresentar no Distrito Federal.
No dia 10 de maio de 1978, a primeira geração dos “Meninos da Vila” chegou a Brasília precisando de uma vitória simples, por qualquer contagem, diante do Brasília, para conseguir a sua classificação antecipada para a próxima etapa do Grupo dos Vencedores do Campeonato Brasileiro, na época chamada de Copa Brasil.

O jogo era válido pelo Grupo C, que já tinha Corinthians e Operário, de Campo Grande (MS) como os únicos classificados matematicamente.
O jogo foi o primeiro de caráter oficial disputado no estádio da cidade-satélite de Taguatinga, o Serejão, e foi, também, a primeira vez que os dois clubes se defrontaram, com a arrecadação atingindo Cr$ 458.402,00 e um público presente de 18.198 espectadores que quase lotou o estádio.
O Santos começou mandando na partida, com o talento de Ailton Lira ganhando a maioria das jogadas no meio de campo, de vez que o Brasília era um time completamente desnorteado, com Ernâni Banana improvisado de centro-avante, mas sempre atrás dos armadores e sem nenhuma objetividade em seus ataques.
Com isso, o Santos dominou a partida e o gol surgiu de uma jogada de contra-ataque muito rápida, aos 25 minutos do 1º tempo. Odair cobrou uma falta para o Brasília, mas jogou a bola exatamente onde havia três jogadores adversários. E da defesa para a chegada à área do Brasília foi tudo muito rápido, com João Paulo cruzando para o centro da área e Reinaldo ganhando de Emerson e tocando para o gol. 
Com 1 x 0 o primeiro tempo foi encerrado, mas antes disso Ailton Lira cometeu a infantilidade de agredir, sem bola, ao zagueiro Newton, que estava caído, e foi expulso pelo árbitro Airton Vieira de Morais, o Sansão.
No segundo tempo era esperado que o Brasília se aproveitasse do fato de contar com um jogador a mais e partisse para cima do adversário. Mas o Santos continuava mandando na partida. Só aos 25 minutos foi que o Brasília conseguiu empurrar o Santos para a defesa e a fixação de Léo entre os zagueiros foi providencial para que aos poucos o gol de empate fosse amadurecendo.
O gol de empate surgiu aos 28 minutos, de uma bola esticada de Péricles para o lateral esquerdo Odair, que vinha sendo a pior figura da partida, com este chutando de primeira, de fora da área, pegando o goleiro Willians adiantado, com a bola entrando no ângulo esquerdo.
O gol fez Odair crescer de produção e com ele todo o Brasília, que daí por diante partiu decisivamente em busca do gol da vitória, que terminou surgindo a quatro minutos do final da partida em uma jogada individual de Ernâni Banana, que também era uma figura apagada na partida.
Banana apanhou uma bola na intermediária e de frente para o gol tirou três da jogada e entregou a bola limpa para o ponteiro esquerdo Lula, que chutou no canto esquerdo para decretar os 2 x 1 definitivos.
Mesmo assim, o Brasília não se contentou com o placar e ainda andou tentando o terceiro gol, fazendo que em menos de vinte minutos o time deixasse de ser apático para fazer levantar toda a torcida presente ao Serejão.

BRASÍLIA 2 x 1 SANTOS 
Data: 10.05.1978 
Local: Serejão, Taguatinga (DF) 
Árbitro: Airton Vieira de Morais (RJ), auxiliado por Cid Marival Fonseca e Arnóbio Passos, ambos de Brasília
Renda: Cr$ 458.402,00 
Público: 18.198 pagantes 
Expulsão: Ailton Lira, do Santos
Gols: Reinaldo, 25; Odair, 73 e Lula, 86
BRASÍLIA: Paulo Victor, Newton, Chavala, Emerson e Odair; Uel (Léo), Péricles e Raimundinho; Zé Carlos (Edmar), Ernâni Banana e Lula. Técnico: Dicão.
SANTOS: Willians, Nelson, Joãozinho, Fernando e Gilberto; Carlos Roberto, Toinzinho e Ailton Lira; Juari, Reinaldo (Nelson Borges) e João Paulo (Bianchi). Técnico: Formiga.


quinta-feira, 28 de maio de 2015

OS TÉCNICOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 1992


BRASÍLIA - 30 jogos

Carlos Alberto do Carmo Reis (Remo): 4 jogos, de 14 a 28 de junho;
Pedro Hugo de Barros: 10 jogos, de 5 de julho a 26 de agosto; e
Heitor de Oliveira: 16 jogos, de 7 de setembro a 15 de novembro.

CEILÂNDIA - 28 jogos

Cláudio Irineu da Silva (Chokito): 4 jogos, de 14 a 28 de junho;
Rubens Ferreira Meireles: 23 jogos, de 4 de julho a 28 de outubro; e
Carlos José Melo Passos: um jogo, no dia 31 de outubro.

GAMA - 28 jogos

Antônio Fabiano Ferreira (Raimundinho): 2 jogos, 14 e 20 de junho;
José Rodrigues da Silva (Pedreira): 3 jogos, de 24 de junho a 5 de julho;
Carlos Alberto do Carmo Reis (Remo): 23 jogos, de 12 de julho a 1º de novembro.

GUARÁ - 28 jogos

Hércules Brito Ruas: 7 jogos, de 14 de junho a 19 de julho;
Roberto Peres: 1 jogo, no dia 26 de julho;
Jonas Francisco dos Santos (Foca): 12 jogos, de 2 de agosto a 30 de setembro; e
Marcelino Carvalho: 8 jogos, de 4 de outubro a 1º de novembro.

PLANALTINA - 28 jogos

Francisco Ubiraci de Oliveira (Bira): 28 jogos, de 14 de junho a 31 de outubro.

SOBRADINHO - 28 jogos

Eli de Oliveira: 19 jogos, de 14 de junho a 26 de setembro;
Manoel Botelho: um jogo, no dia 30 de setembro; e
José de Arimatéia Menezes Bonfim (Matéia): 8 jogos, de 4 de outubro a 1º de novembro.

TAGUATINGA - 32 jogos

Mozair Barbosa: 8 jogos, de 14 de junho a 26 de julho;
Eurípedes Bueno de Morais: 4 jogos, de 2 a 15 de agosto; e
Heitor Mitsuaki Kanegae: 20 jogos, de 22 de agosto a 15 de novembro.

TIRADENTES - 30 jogos

Adelmar Carvalho Cabral (Déo): 20 jogos, de 14 de junho a 23 de setembro; e
Mozair Barbosa: 10 jogos, de 26 de setembro a 31 de outubro.



quarta-feira, 27 de maio de 2015

CAMPEONATO BRASILIENSE DE 1992


CLUBES PARTICIPANTES: 8.
JOGOS REALIZADOS: 116.
GOLS ASSINALADOS: 253.
MÉDIA DE GOLS POR JOGO: 2,18.
MELHOR ATAQUE DO CAMPEONATO: Taguatinga, 62 gols a favor.
PIOR ATAQUE DO CAMPEONATO: Gama, 13 gols a favor.
MELHOR DEFESA DO CAMPEONATO: Taguatinga, 24 gols contra.
PIOR DEFESA DO CAMPEONATO: Tiradentes, 33 gols contra.
MELHOR SALDO DE GOLS: Taguatinga, com 38.
MAIOR NÚMERO DE VITÓRIAS: Taguatinga, com 20.
MENOR NÚMERO DE VITÓRIAS: Gama, com duas.
MENOR NÚMERO DE DERROTAS: Taguatinga, com duas.
MAIOR NÚMERO DE DERROTAS: Ceilândia, com 16.
MELHOR ÍNDICE DE APROVEITAMENTO: Taguatinga, com 78,1%.
MAIOR GOLEADA DO CAMPEONATO: 26.07.1992, Sobradinho 5 x 0 Gama e 04.10.1992, Taguatinga 5 x 0 Ceilândia.
JOGO COM MAIOR NÚMERO DE GOLS MARCADOS: 18.07.1992, Tiradentes 5 x 3 Sobradinho.

ARTILHEIROS

1º - Joãozinho (Taguatinga), 26 gols;
2º - Silva (Sobradinho), 17;
3º - Júlio César (Tiradentes), 11;
4º - Dias (Taguatinga), 10;
5º - Ricardo (Tiradentes), 9;
6º - Marcos (Brasília), 8;
7º - Palhinha (Brasília), Robson (Ceilândia), Serginho (Taguatinga) e Carlinhos (Tiradentes), 7;
8º - Ésio (Brasília) e Gil (Guará), 6;
9º - Filó (Sobradinho), 5;
10º - Josimar (Brasília), Marcelo (Gama), Flávio (Guará), Toninho (Planaltina), Jefferson (Sobradinho) e Lima (Taguatinga), 4;
11º - Edmar e Marcelo França (Brasília), Lula (Ceilândia), Artur e Jânio (Guará), Auro, Carlos Gomes e Joel (Planaltina), Eudes (Sobradinho), Júlio César (Taguatinga) e Aloísio Guerreiro, Ney e Pita (Tiradentes), 3;
12º - Pedro César, Rubens e Sidney (Gama), Dias, Oliveira e Wadi (Guará), Carlinhos e Dida (Planaltina), Paulo Lima, Rogério e Tuta (Taguatinga), Dário, Raildo e Toninho (Tiradentes), 2;
13º - Amorim, Gustavo e Pires (Brasília), Carlinhos, César, Marco Aurélio, Mário, Mário Luís e Vanderley (Ceilândia), Adão, Ismael e Marco Aurélio - contra (Gama), Anderson, Chiquinho, Paulinho, Paulo César e Touro (Guará), Alípio, Claudivan, Dequinha, Freitas e Genilson (Planaltina), Michael, Rildo, Serginho e Zé Nilo (Sobradinho), Djalma Lima, Gomes, Jânio, Márcio, Marco Antônio e Paulão (Taguatinga) e Aquino, Claudinei, Jorge Luís e Tico (Tiradentes), 1 gol cada.

ÁRBITROS QUE MAIS ATUARAM

1º - Luciano Almeida, 10 jogos;
2º - Etevaldo Batista, Jorge Paulo de Oliveira Gomes e Nilton de Castro Souza, 9;
3º - Aldemir da Silva Padilha, 8;
4º - Hermínio Irani Braz Nunes e Lincoln Costa, 7;
5º - Antônio Alves Freire, Brasil Gadelha de Oliveira, Francisco Guerreiro Chaves, Narciso Bastos Portela e Paulo César de Sena, 6;
6º - Luiz Alberto Crespo Cordeiro, Luiz Carlos Tibursky e Raimundo Queiroz, 5;
7º - César Paranhos, 3;
8º - José Ferreira Lima e Manoel da Silva, 2;
9º - Francisco Hilton de Alcântara, Jair Alexandre da Silva, José Henrique Neto, José Oscar Vasconcelos e Júlio César Antunes, 1 jogo cada.

ESTÁDIOS UTILIZADOS

1º - Serejão, 47 jogos;
2º - Mané Garrincha, 20;
3º - Augustinho Lima, 18;
4º - CAVE, 16; e
5º - Adonir Guimarães, 15 jogos.

Total de público em 1992: 15.200

Campeões de 1992
Profissionais: Taguatinga Esporte Clube
Juniores: Clube de Regatas Guará
Juvenis: Planaltina Esporte Clube
Infantil: Associação dos Servidores do Senado Federal - ASSEFE.



terça-feira, 26 de maio de 2015

AS SELEÇÕES DE BRASÍLIA: dois jogos na África



Graças a um convite do Palácio do Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores), pela primeira vez na história uma seleção de futebol do Distrito Federal realizou uma excursão internacional, disputando dois amistosos em países da África, nos dias 1º e 3 de abril de 2008.

Seria apenas uma partida, no dia 1º de abril, em Gaborone, capital de Botswana, como parte das comemorações de posse do novo presidente do País, Ian Khama, mas foi acertado um segundo para o dia 3, em Moçambique, na capital, Maputo.
A ideia inicial dos africanos era jogar com a seleção principal do Brasil, mas o calendário apertado dos comandados de Dunga gerou uma nova possibilidade e o Distrito Federal acabou contemplado.
Todas as despesas foram pagas pelos governos dos dois países.
Na convocação se tentou montar uma equipe competitiva, sem prejudicar os clubes que estavam envolvidos na disputa do campeonato do DF e na Copa do Brasil. O único time sem jogadores convocados foi o Unaí.
No dia 12 de março de 2008, a Comissão Técnica, comandada pelo treinador do Legião, Reinaldo Gueldini, divulgou a lista dos 22 jogadores, adiantando que apenas 18 seguiriam viagem rumo à África. 
A lista dos convocados foi esta: Goleiros: Rafael Córdova (Gama) e Osmair (Dom Pedro II); Laterais: Paulo Ricardo (Legião), Amaral (Dom Pedro II), Kaká (Legião) e Magrão (Brazlândia); Zagueiros: Padovani (Brasiliense), Ozéia (Gama), Rodrigo Mello (Dom Pedro II) e Ícaro (Legião); Volantes: Agenor (Brasiliense), Perivaldo (Legião), Welton (Brazlândia) e Carlos Lima (Ceilândia); Meias: Adrianinho (Brasiliense), Luiz Fernando (Ceilândia), Mazinho Brasília (Dom Pedro II) e Ésley (Gama); Atacantes: Léo Guerreiro (Esportivo), Rodrigo Félix e Rodrigo Paraná (Ceilândia) e Michel (Dom Pedro II).
A Comissão Técnica estava assim formada: Técnico - Reinaldo Gueldini (Legião), Preparador Físico - Roberto Peres Patu (Dom Pedro II), Médico - Fabiano Dutra (Brasiliense) e Massagista - Alessandro Silva Oliveira (Gama).

A delegação
Antes da viagem, quatro jogadores foram cortados: o volante Carlos Lima (machucado), o atacante Rodrigo Paraná (sem a documentação necessária) e Amaral e Magrão, por opção do treinador.
A seleção do DF se apresentou no dia 28 de março, às 16 horas, no estádio Mané Garrincha, quando aconteceu o primeiro treino do grupo: goleada de 7 x 0 sobre o time Sub-17 do CFZ.
No dia 29 de março, depois de quase 20 horas de viagem a delegação brasiliense chegou a Johannesburgo, na África do Sul, de onde seguiu para Gaborone.

Estádio Nacional em Gaborone

No dia 1º de abril, com o Estádio Nacional lotado (capacidade para 20 mil pessoas), a Seleção do DF venceu o selecionado de Botswana (107º no Ranking da FIFA), por 1 x 0, gol de Ésley.
A seleção do DF formou com Osmair, Paulo Ricardo, Ozéia, Padovani e Kaká; Agenor, Perivaldo, Luís Fernando (Rodrigo Félix) e Adrianinho (Welton); Ésley (Mazinho Brasília) e Michel (Léo Guerreiro).

Ésley, artilheiro da 
excursão

No dia 2 de abril a delegação viajou para Maputo, capital de Moçambique, onde faria seu segundo jogo.
Esperava-se um jogo mais difícil contra os Mambas, como são conhecidos os moçambicanos. Isto porque em nove jogos na história, Moçambique perdeu apenas uma vez para Botswana.
Mas não foi isso que aconteceu. A Seleção do DF apresentou-se bem melhor que o adversário, goleando-o por 3 x 0. Ésley, que havia marcado na vitória por 1 x 0 diante de Botswana, fez mais dois, com Michel marcando o outro gol, todos no primeiro tempo.
O time jogou com Rafael Córdova, Paulo Ricardo, Ozéia (Ícaro), Padovani (Rodrigo Mello) e Kaká; Welton, Perivaldo, Agenor e Adrianinho (Mazinho Brasília); Ésley (Rodrigo Félix) e Michel (Léo Guerreiro). 
Após o duelo, os atletas receberam uma premiação da Federação Moçambicana de Futebol pela vitória, entregue por Mário Coluna, maior ídolo do país que jogou a Copa de 1966 na Inglaterra, pela Seleção de Portugal.
A Seleção do DF retornou a Capital Federal no dia 4 de abril.



segunda-feira, 25 de maio de 2015

OS CLUBES DO DF NAS COMPETIÇÕES NACIONAIS: Campeonato Brasileiro da Série D - 2015 - 2ª parte


OS CONFRONTOS

O único confronto do Gama que irá se repetir no Grupo A-6 será contra o Botafogo-SP. Anteriormente, eles já se enfrentaram em quatro oportunidades, jamais pela Série D. E o Gama nunca perdeu para o clube do interior paulista. Foram três vitórias e um empate. No ano (1998) em que o Gama venceu o Campeonato Brasileiro da Série B, no dia 10.12, em Ribeirão Preto, o Gama venceu por 2 x 1. Três dias depois, agora no Bezerrão, empate em 1 x 1. No ano seguinte, com ambos os clubes na Série A, outra vitória do Gama em Ribeirão Preto: 3 x 1. Gama e Botafogo só voltariam a se enfrentar em 2001, ainda pela Série A: no dia 2 de dezembro, no Bezerrão, goleada do Gama por 5 x 0.

Valendo por qualquer série do Campeonato Brasileiro, o Gama nunca enfrentou CRAC, Duque de Caxias e Villa Nova (MG).
Por outro lado, todos eles já enfrentaram outros clubes brasilienses em jogos válidos pelo Campeonato Brasileiro.
Começando pelo CRAC, coincidentemente seus quatro primeiros jogos foram contra o Ceilândia, nos anos de 2004 e 2007, sempre pela Série C. Foram duas vitórias do CRAC, uma do Ceilândia e um empate. Em 2009, pela Série D, o clube de Catalão enfrentou o Brasília em duas oportunidades, ambas apresentando empates. Pela Série D de 2012 o CRAC fez parte de um grupo com Ceilândia e Sobradinho. Foram dois empates contra Ceilândia e Sobradinho, uma derrota para o Ceilândia e uma vitória sobre o Sobradinho.
Já o Duque de Caxias disputou seis jogos contra apenas um clube do Distrito Federal, o Brasiliense. E sempre foram jogos equilibrados. Nos dois primeiros, pela Série B de 2009, dois empates (1 x 1 e 0 x 0). No ano seguinte, 2010, ainda pela Série B, uma vitória para cada lado: 2 x 0 em favor do Brasiliense e 3 x 0 para o Duque de Caxias. Os dois últimos jogos aconteceram em 2012, agora pela Série C, e continuaram equilibrados: 3 x 2 para o Brasiliense e 1 x 0 em favor do Duque de Caxias.
Por último, o Villa Nova, de Nova Lima. Dos adversários do Gama foi o que mais enfrentou clubes do DF pelo Campeonato Brasileiro: um total de 13 jogos. O primeiro deles foi no longínquo 1978, pela Série A. No Mineirão, o Villa Nova goleou o Brasília por 3 x 0. Em 1980, aconteceram dois jogos do Villa Nova contra clubes brasilienses. Novamente no Mineirão, mas pela Série B, o Villa Nova venceu o Guará, por 2 x 0, e no segundo jogo, no Independência, foi derrotado pelo Brasília: 1 x 0.
Passaram-se cinco anos e Villa Nova e Brasília voltaram a se encontrar pela Série A de 1985: no Mineirão e no Mané Garrincha, duas vitórias do Brasília, ambas pelo placar de 2 x 0.
Somente em 1999 o Villa Nova voltaria a enfrentar um clube brasiliense. Na Série C, o Dom Pedro II não foi páreo para o Villa Nova, sendo derrotado nos dois jogos: 4 x 1 e 3 x 1.
Em 2002, novamente pela Série C, foi a vez do Brasiliense não dar chances ao Villa Nova, vencendo os dois jogos: 2 x 1 e 2 x 0.
O “brasiliense” Formosa enfrentou o Villa Nova em 2011, pela Série D, com o resultado de 1 x 0 a favor de cada um dos clubes.
A última vez que o Villa Nova teve como adversário um clube do DF foi no ano passado. O Brasiliense venceu os dois confrontos pela Série D, ambos pelo placar de 2 x 1.
Resumo da ópera: nos 33 jogos envolvendo clubes do DF contra os integrantes do Grupo do Gama em 2015 (Botafogo-SP, CRAC, Duque de Caxias e Villa Nova-MG), aconteceram 16 vitórias de clubes do DF, 10 de fora e sete empates.
Que essa estatística sirva de inspiração para o Gama conseguir uma das duas vagas do Grupo A-6.

domingo, 24 de maio de 2015

OS CLUBES DO DF NAS COMPETIÇÕES NACIONAIS: Campeonato Brasileiro da Série D - 2015 - 1ª parte


A Diretoria de Competições da Confederação Brasileira de Futebol - CBF divulgou no último dia 13 de maio a tabela do Campeonato Brasileiro da Série D 2015, que terá a participação de 40 clubes.

Esses 40 clubes foram definidos de conformidade com critérios técnicos definidos pela CBF, com a seguinte distribuição de vagas por Federações:
a) Federações ranqueadas de 1 a 9 no RNF - Ranking Nacional de Federações de 2015: duas vagas;
b) Federações ranqueadas de 10 a 27 no RNF de 2015: uma vaga.
A atual situação do Ranking Nacional de Federações é a seguinte: 

RANKING NACIONAL DE FEDERAÇÕES - 2015

CF
FEDERAÇÃO
PONTOS
SÃO PAULO
92.821
RIO DE JANEIRO
60.938
MINAS GERAIS
44.864
RIO GRANDE DO SUL
33.936
PARANÁ
32.074
SANTA CATARINA
31.398
GOIÁS
23.175
PERNAMBUCO
21.520
BAHIA
20.031
10º
CEARÁ
16.500
11º
RIO GRANDE DO NORTE
14.832
12º
ALAGOAS
9.277
13º
PARÁ
8.572
14º
MATO GROSSO
7.253
15º
PARAÍBA
5.179
16º
MARANHÃO
4.323
17º
DISTRITO FEDERAL
4.225
18º
AMAZONAS
3.120
19º
ACRE
2.658
20º
SERGIPE
2.113
21º
MATO GROSSO DO SUL
1.944
22º
PIAUÍ
1.827
23º
ESPÍRITO SANTO
1.750
24º
TOCANTINS
1.586
25º
AMAPÁ
1.385
26º
RONDÔNIA
1.221
27º
RORAIMA
1.137

Obs.: revisado e atualizado em 08.12.2014.

As 36 vagas oriundas dos campeonatos estaduais foram assim distribuídas:
a) 2 vagas: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Goiás, Pernambuco e Bahia;
b) 1 vaga: Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Pará, Mato Grosso, Paraíba, Maranhão, Distrito Federal, Amazonas, Acre, Sergipe, Mato Grosso do Sul, Piauí, Espírito Santo, Tocantins, Amapá, Rondônia e Roraima.
Os critérios técnicos de participação dos clubes no Campeonato são os seguintes:
Critério 1: Ter sofrido descenso no Campeonato Brasileiro da Série C de 2014;
Critério 2: Ter obtido a primeira classificação no campeonato estadual, uma vez excluídos os clubes já pertencentes às séries A, B e C;
Critério 3: Ter obtido a segunda classificação no Campeonato estadual, uma vez excluídos os clubes já pertencentes às séries A, B e C; esse critério é restrito às Federações posicionadas de 1 a 9 no RNF.
O campeonato será disputado em cinco fases: na primeira, os clubes formarão oito grupos de cinco equipes cada, de onde classificar-se-ão os dois primeiros colocados para a fase seguinte; daí em diante os clubes enfrentar-se-ão no sistema eliminatório (“mata-mata”) até ser conhecido o campeão.
O único representante do Distrito Federal, o Gama, está no Grupo A-6, juntamente com Botafogo, de Ribeirão Preto (SP), CRAC, de Catalão (GO), Duque de Caxias, de Duque de Caxias (RJ) e Villa Nova, de Nova Lima (MG).
A competição começa dia 12 de julho, com 16 jogos, um deles Gama x Botafogo, de Ribeirão Preto (SP), no Bezerrão.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

FICHA TÉCNICA: Mazinho Brasília


Habilidoso, rápido e determinado, de dribles fáceis e toque de bola refinado, Elvismar Sales de Andrade, o Mazinho ou Mazinho Brasília, nasceu em Sobradinho (DF), no dia 11 de junho de 1975. 
Aos 9 anos começou a encantar os brasilienses atuando pelo Brasília “A” (Núcleo Guará), “B” (Núcleo Sobradinho) e “C” (Núcleo Ceilândia) nos diversos campeonatos promovidos pela ASFI - Associação Serrana de Futebol Infantil.

Seu primeiro título aconteceu no Brasília “B”, quando foi campeão da categoria de petizes em 1988, tornando-se vice-artilheiro com 11 gols.
Três anos depois, 1991, em uma nova categoria, a de juvenis, foi novamente campeão, atuando pelo Brasília “C” e sendo artilheiro da competição com 14 gols.
Antes disso, em janeiro de 1989, havia se sagrado campeão na Ceilândia, jogando pelo Brasília “A”.
Em janeiro de 1993 sagrou-se campeão juvenil invicto pelo time da ASFI, na competição promovida pelo Centro de Desenvolvimento Social de Sobradinho.
Em 1994, ainda como juniores (mas também fazendo parte do quadro profissional do Brasília), saiu pela primeira vez da capital federal. Indicado por “Seu” Marinalvo, atual presidente da ASFI e admirador do seu futebol, foi para o Nacional, de São Paulo. Desenvolvendo o seu melhor futebol ajudou a equipe paulista a ser campeão da Série A-3 de juniores.
Ao final do campeonato, foi passar férias em Brasília e numa pelada machucou o joelho direito. Pela primeira vez amargou um grave contusão. Por conta das complicações dessa contusão, ele ficou em Brasília para cuidar melhor do problema. 
Antes de viajar para São Paulo, disputou três jogos pelo Brasília no campeonato brasiliense de 1994, sendo o primeiro em 8 de maio de 1994, no CAVE, com derrota de 1 x 0 para o Guará.
Depois que se recuperou, ficou com receio de voltar ao Brasília. Foi quando apareceu o treinador Remo e o convidou para jogar pelo Sobradinho, disputando o campeonato brasiliense de 1995. Terminado o certame brasiliense, voltou para o Brasília e disputou o Campeonato Brasileiro da Série "C".
Firmou-se como titular do Brasília em 1996, sendo vice-artilheiro do campeonato (junto com Dandão, do Luziânia) e um dos destaques da competição. Mesmo com o Brasília ficando apenas na nona colocação, Mazinho marcou 13 gols nos 13 jogos que disputou.

Brasília vice-campeão de 1997

No ano seguinte, 1997, ainda jogando pelo Brasília, foi o artilheiro (juntamente com seu companheiro de equipe, Serginho), com 12 gols, e vice-campeão, quando perdeu a final para o Gama.
Foi aí que o treinador Luís Carlos Cruz, que trabalhava no Sobradinho e o acompanhou durante o campeonato de 1997, o indicou para o técnico do União São João, de Araras (SP), Lula Pereira. Mazinho assinou contrato com o clube paulista que naquele ano disputou a primeira divisão do Campeonato Brasileiro.
Chegou a jogar sete partidas como titular, mas problemas internos (havia dois sócios que eram donos do time e que se desentenderam, fazendo com que alguns jogadores saíssem) e Mazinho acabou fazendo um acordo com a equipe e retornou ao futebol brasiliense.
Com o dinheiro que recebeu do acordo com o União São João, comprou um lote em Sobradinho.
Sem ainda ter contrato com clube do DF, em agosto de 1998, aproveitou para fazer uma viagem com um selecionado da ASSEFE até a cidade de Alegre, no Espírito Santo. O time brasiliense venceu o jogo e Mazinho se destacou, fazendo um gol.

No Sergipe: campeão sergipano de 1999

No início de 1999, conheceu Aparecido Gouveia Furquim, um procurador brasiliense que o reaproximou do antigo técnico e amigo Luís Carlos Cruz, que estava dirigindo o Sergipe, de Aracaju (SE) na época.
Ao saber que Mazinho estava sem clube, Cruz pediu a contratação do craque.
Para felicidade de todos, Mazinho sagrou-se campeão sergipano pelo Club Sportivo Sergipe e foi eleito pela imprensa local, por unanimidade, o melhor jogador do campeonato.
Logo depois, ainda em 1999, foi contratado pelo América, de Natal (RN) para disputar o Campeonato Brasileiro da Série B. Em seu primeiro coletivo recebeu elogios de todos e na chance que teve contra a Tuna Luso, do Pará, no dia 15 de agosto de 1999, não decepcionou, salvando a equipe potiguar de um amargo empate de 0 x 0 dentro de casa, com um gol digno de placa no estádio Machadão.
Macabbi Herzliya

No ano de 2000 teve rápidas passagens por três clubes. Inicialmente, esteve no Criciúma (SC). Em seguida (abril) foi para o Naútico (PE) e depois, em julho, foi parar no futebol de Israel. Seu empréstimo (e de mais três jogadores do Brasília) fazia parte da estratégia do Brasília Participações e Promoções Esportivas, através do Gerente André Bossolan, que há oito anos mantinha intercâmbio com clubes de outros países para compra e venda de jogadores. Mazinho jogou no Macabbi Herzliya. Posteriormente, não houve acerto entre as partes.
Em 2001 jogou uma só partida pelo Guará, exatamente contra o Brasília. Em 17 de fevereiro de 2001, desembarcava novamente em Aracaju, desta vez para atuar pelo rival do Sergipe, o Confiança. Teve participação destacada na quebra do jejum de 10 anos sem título do Confiança, sagrando-se campeão sergipano, sendo escolhido para a seleção do campeonato e o segundo meia mais bem votado pela imprensa. Também pelo Confiança, disputou a Copa do Nordeste.
No ano seguinte, 2002, foi para o Ceará, onde não conseguiu manter uma sequência de jogos. Em seguida foi para o Sport Club Corinthians Alagoano, de Maceió (AL), ajudando o clube a garantir vaga na Copa do Brasil de 2003 e classificando-o para as finais do Campeonato Alagoano.

Flamengo, de Teresina: 
campeão piauiense de 2003

Voltou para Brasília, disputou o campeonato brasiliense de 2003 pelo Ceilândia até 1º de março (seu último jogo). Poucos dias depois, ele e Maninho, outro jogador de Brasília, se apresentaram ao Flamengo, de Teresina (PI). No dia 30 de julho de 2003, Mazinho estava em campo ajudando o Flamengo a quebrar um tabu de 14 anos sem título do rubro-negro piauiense. Logo depois do encerramento do campeonato piauiense, voltou para tentar ajudar o Brasília a sair da Segunda Divisão do DF. Não conseguiu: o Brasília perdeu a chance nas semifinais.
Em 2004 esteve no Sobradinho. Ao final do 1º turno, o Sobradinho só tinha dois pontos ganhos. Mazinho ajudou muito o time, arrumando a casa e se recuperando no segundo turno, não deixando o time cair.
A partir de 2005 passou a trabalhar como treinador das categorias de base do Estrela, da ASFI, e também atuando como jogador profissional, ao se transferir para o Dom Pedro II.

Ypiranga, de Pernambuco

No ano seguinte, 2006, uma nova aventura. Foi um dos destaques do Ypiranga, de Santa Cruz do Capibaribe (PE). Essa equipe, treinada por Édson Leivinha, tornou-se a melhor do interior em 92 anos de história do campeonato pernambucano, terminando na terceira colocação, atrás apenas de Sport e Santa Cruz.
Tempos depois, um site chamado “Mala Esportiva” realizou um concurso pela internet para escolher o “Ypiranga dos Sonhos”, quando esse clube completou 70 anos. Na categoria “meio-campo”, Mazinho foi o sétimo colocado, com 65 dos 301 votos. Foi o único de fora do Estado a ser lembrado.
Quando acabou o campeonato pernambucano de 2006, Mazinho recebeu um recado de uma possível negociação de um empresário para a sua ida para o Atlético Mineiro. Deu tudo errado, sendo um dos motivos do seu desinteresse pelo futebol profissional. Fez a reversão para o amadorismo e no mesmo ano de 2006, foi campeão pelo Brasil Esporte Clube e artilheiro do campeonato amador promovido pela Federação Brasiliense de Futebol.


Em 2007, tornou-se bicampeão amador pelo Brasil e artilheiro da competição promovida pela FBF, com 11 gols.
Em 2008, novamente profissional, assinou contrato com o Dom Pedro II. Foi um ano maravilhoso para Mazinho, onde destacou-se ao levar o clube ao vice-campeonato brasiliense, sendo seu capitão, e foi convocado para a Seleção do DF que realizou uma pequena excursão à África. A seleção brasiliense ganhou os dois jogos disputados em Botswana (1 x 0) e Moçambique (3 x 0).
No segundo semestre de 2008, ajudou o CFZ a se sagrar vice-campeão da Terceira Divisão do DF. Não conseguiu o título, mas o principal objetivo (subir para a segunda divisão) foi alcançado.
Em novembro de 2008 fez uma cirurgia no pé direito. A boa notícia é que também começou a receber da Justiça seus direitos sobre a causa contra o Náutico (PE).
Em janeiro de 2009, Mazinho foi o treinador campeão de uma equipe formada por jogadores da ASFI, que usou o nome do Sobradinho para disputar a Copa Sul-Americana em Guararapes-SP. Detalhe: viajaram três equipes, duas juvenis e uma infantil. O “faz de tudo" Mazinho dirigiu uma das vans por quase 900 km, ida e volta.
Logo após a viagem a Guararapes e também de um tratamento do adutor e recuperação da cirurgia, retornou ao Dom Pedro II, onde disputou o campeonato brasiliense e do jogo contra o Botafogo (RJ), pela Copa do Brasil.

Nesse mesmo ano, ia jogar pelo Brazsat, que disputaria a Segunda Divisão do DF, mas teve uma crise de coluna e passou a trabalhar como Auxiliar Técnico de Alex Gomes. Quase colabora com a subida de divisão do Brazsat, que perdeu a chance nas semifinais para o Botafogo-DF.
Também disputou três jogos pela Sociedade Esportiva Planaltina (GO) na Terceira Divisão do Distrito Federal.
Em 2010 não jogou profissionalmente, só amador. Nesse ano e em 2011, Mazinho trabalhou na Administração Regional de Sobradinho, na área de esportes.
Em julho de 2011, disputou a Segunda Divisão do DF, ajudando o Sobradinho a subir, tornando-se vice-campeão, participando de todos os jogos.
Em 2012 passou a ser Auxiliar Técnico da equipe infantil do Sodeso Sobradinhense, que se sagrou campeão infantil invicto do DF.
No Minas Brasília Tênis Clube foi campeão interclubes de Brasília na categoria de veteranos em 2013.
Em 2014, como treinador, levou a APP - Associação Pequenos Passos ao título de campeão infantil do DF.
Fora das quatro linhas foi Presidente da Associação Serrana de Futebol Infantil por mais de dois anos, quando teve que entregar o cargo por causa de uma viagem aos Estados Unidos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Mazinho completa 17 anos de casado no próximo dia 29 de maio, com Luciana F. de Andrade, com quem tem dois filhos: Marina F. de Andrade, de 16 anos, e Henrique F. de Andrade, de 14 anos (que foi campeão pela APP em 2014).
É Cristão Evangélico há mais de 22 anos. Agradece a Deus pela oportunidade de ter jogado futebol.
É muito feliz por ter conhecido muita gente e muitos lugares, sempre fazendo o que ama de coração.
Mazinho tem o Curso Superior de Educação Física (incompleto) e, em 2008, fez o Curso de Treinador Profissional na Unieuro, em Brasília (CREF 006729-P/DF). Já participou do Programa “Touch of Class” em Deerfield Beach, Flórida (EUA), em 2014, e do Las Vegas Highrollers, em Los Angeles (EUA), em 2015.
Lamenta pelo futebol de Brasília, que era para ser diferente, não evolui. Considera a Federação local fraca e os dirigentes responsáveis por más gestões. Falta estrutura e pessoas sérias também.
Acha que o Distrito Federal é um celeiro de craques que merece respeito e investimento.
Está hoje trabalhando com as categorias de base, pois acha que o futebol do DF nada tem de profissional e falta respeito a quem trabalha. Também faltam pessoas que saibam ensinar, ajudar os mais novos no futebol a serem homens de verdade, cidadãos de bem e manter os princípios de Deus e da família.
Tem planos para ir embora do Brasil. Já foi três vezes para os Estados Unidos e fica torcendo para aparecer um trabalho por lá, que abriria as portas para os atletas de Brasília.