terça-feira, 30 de setembro de 2014

ESTATÍSTICAS DO CAMPEONATO BRASILIENSE DE 1984


CLUBES PARTICIPANTES: 8.
JOGOS REALIZADOS: 123.
GOLS ASSINALADOS: 265.
MÉDIA DE GOLS POR JOGO: 2,15.
MELHOR ATAQUE DO CAMPEONATO: Taguatinga, 57 gols a favor.
PIOR ATAQUE DO CAMPEONATO: Vasco da Gama, 10 gols a favor.
MELHOR DEFESA DO CAMPEONATO: Brasília, 25 gols contra.
PIOR DEFESA DO CAMPEONATO: Vasco da Gama, 51 gols contra.
MELHOR SALDO DE GOLS: Brasília, com 28.
MAIOR NÚMERO DE VITÓRIAS: Taguatinga, com 22.
MENOR NÚMERO DE VITÓRIAS: Vasco da Gama, com 5.
MENOR NÚMERO DE DERROTAS: Brasília, com 6.
MAIOR NÚMERO DE DERROTAS: Vasco da Gama, com 20.
MELHOR ÍNDICE DE APROVEITAMENTO: Taguatinga, com 67,57%.
MAIOR GOLEADA DO CAMPEONATO: 14.10.1984, Brasília 7 x 2 Gama
JOGO COM MAIOR NÚMERO DE GOLS MARCADOS: o mesmo citado anteriormente.


PRINCIPAIS ARTILHEIROS:

1º - Wander (Brasília), 12 gols;
2º - Zé Maurício (Guará) e Roldão (Taguatinga), 11;
3º - César (Sobradinho) e Péricles (Taguatinga), 9;
4º - Júlio César (Brasília) e Joãozinho (Ceilândia), 8;
5º - Kléber (Brasília), Mazinho (Gama), Roberto (Guará) e Serginho (Taguatinga), 7.

GOLEIRO MENOS VAZADO:
Augusto, do Taguatinga: 11 gols em 20 jogos.

ARBITRAGENS:

1º - Clésio José Penoni, 16 jogos;
2º - Edson Resende de Oliveira, 13;
3º - Luiz Vilhena do Nascimento, José Mário Vinhas, Herminio Nunes e Walterley Pereira, 12;
4º - Tolistoi Batista, 8;
5º - Nilton de Castro e Lincoln Costa, 7;
6º - Adélio Soares Nogueira, 6;
7º - Jorge Paulo de Oliveira, 5;
8º - Francisco Portugal e José Cavalcante Ribeiro, 3;
9º - Antônio Farneze, 2; e
10º - Venceslau Vicente, Antônio Barbosa, Epaminondas Lino, Rui Ferreira e Álvaro Hippertt, 1 jogo cada um.

ESTÁDIOS UTILIZADOS:

1º - Serejão (Taguatinga), 28 jogos;
2º - Augustinho Lima (Sobradinho) e CAVE (Guará), 19;
3º - Mané Garrincha (Brasília), 16;
4º - Bezerrão (Gama), 13;
5º - Chapadinha (Brazlândia), 12;
6º - Pelezão (Brasília), 11; e
7º - Abadião (Ceilândia), 5 jogos.

“MELHORES DO ANO”
Obs.: eleitos por cronistas esportivos do DF

Seleção: Ronaldo (Ceilândia), Junior (Taguatinga), Gilvan (Taguatinga), Jonas Foca (Brasília) e Vizotto (Taguatinga); Wellington (Sobradinho), Marco Antônio (Brasília) e Wander (Brasília); Régis (Sobradinho), Joãozinho (Ceilândia) e Marquinhos (Taguatinga).
Técnico: Jorge Medina (Brasília)
Preparador Físico: Altair Siqueira (Sobradinho)
Árbitro: Edson Resende de Oliveira
Presidente de clube: Froylan Pinto (Taguatinga).




sexta-feira, 26 de setembro de 2014

SÉRIE: AS SELEÇÕES DE BRASÍLIA - 1ª parte - a primeira seleção



Da esquerda para a direita: em pé, Gaguinho, Edson Galba, Marianelli, Calado, Loureiro, Jair, Raspinha e Didi (treinador);
Agachados: Herrera (massagista), Ubaldo, Dario, Gesil, Walter Moreira e Joãozinho.

A primeira vez que se convocou jogadores para formar uma seleção de Brasília foi em 1961.
As partidas serviriam de teste para os futuros compromissos do Campeonato Brasileiro que se aproximava (acabou sendo alterado o seu início).

Os treinos eram realizados duas vezes por semana (terças e quintas-feiras), no Estádio Ciro Machado do Espírito Santo, no horário de 16 horas.
O técnico da seleção brasiliense era Didi de Carvalho.
No primeiro treino, em 5 de março de 1961, os reservas venceram os titulares por 4 x 3. Marcaram os gols Gesil, três vezes, e Vitinho para os suplentes e Ely (2) e Joãozinho para os efetivos. Alguns suplentes demonstravam reais condições de figurar no time principal.
Os quadros formaram assim: Titulares - Raspinha, Jair, Leocádio e Enes; Hiroito e Loureiro; Dario, Ely, Edson Galba, Walter Moreira e Joãozinho. Reservas - Gaguinho, Paulo (Luiz Silva), Oswaldo (Marianelli) e Pedrão; Calado e Bimba; Campos, Vitinho, Gesil, Nilo (Pacuzinho) e Raimundinho.
Íris, que viria a ser titular, demorou para comparecer aos treinamentos realizados. A imprensa reclamava a presença de alguns como Euclides e Ramiro, do Defelê, Pedersoli e Lima, do Grêmio. Para alguns, Euclides era o melhor zagueiro da cidade.
A primeira exibição da seleção de Brasília aconteceu em 16 de abril de 1961.
No Estádio Pedro Ludovico, na Avenida Paranaíba, em Goiânia, realizou-se a primeira partida entre os selecionados de Brasília e Goiás, num cotejo amistoso que rendeu 280 mil cruzeiros nas bilheterias e fez o público vibrar em muitos momentos com o bom futebol apresentado. O primeiro tempo terminou empatado em 0 x 0. O resultado final de 1 x 0 (gol de Laércio, aos 31 minutos do 2º tempo) para os goianos foi o resultado lógico do predomínio dos goianos, que sempre se mostraram mais bem preparados e com maior entrosamento que os pupilos de Didi de Carvalho.
A Seleção de Brasília jogou com Gaguinho, Luiz Silva, Edson Galba e Enes; Pacuzinho (Jair) e Bimba; Ubaldo, Ely (Marianelli), Íris, Walter Moreira e Joãozinho (Gesil).
Na equipe de Brasília, Edson Galba despontou como a figura máxima, jogando um futebol primoroso, corrigindo as falhas dos seus companheiros e destruindo boa parte das arrancadas dos adversários.
A Seleção de Goiás alinhou: Campeão, Clever, Manduca e Osmar; Tido e Olacir; Caixeta, Paulinho (Elzevir), Arthur (Fabinho), Lailson (Elson) e Laércio.
O árbitro foi Francisco Ribeiro Franco, da Federação Goiana de Desportos.



quarta-feira, 24 de setembro de 2014

OS MELHORES DO CAMPEONATO BRASILIENSE DE 2003


Igor, o craque do campeonato
Em março de 2003, pelo quinto ano consecutivo, o jornal Correio Braziliense elegeu os melhores do Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão.
Na tradicional votação do jornal, os treinadores dos 12 clubes participantes escolheram os onze melhores do campeonato, com apenas uma condição: não podiam votar em jogadores do próprio clube.
Os técnicos Adelson de Almeida (Ceilândia), Baiano (Unaí), Chaguinha (Guará), Cristiano Baggio (Gama), Da Silva (Brazlândia), Evilânio (Dom Pedro II), Feijão (ARUC), Gerson Andreotti (Brasiliense), Joel (Sobradinho), Mozair Barbosa (Luziânia), Nilson Ramos (Bandeirante) e Reinaldo Gueldini (CFZ) escolheram a seguinte seleção:

Goleiro: Donizeti (Brasiliense), 5 votos;
Lateral-Direito: Patrick (CFZ), 5 votos;
Zagueiros: Nen (Gama), 8 votos e Gerson (Brasiliense), 4 votos;
Lateral-Esquerdo: Rochinha (Gama), 4 votos;
Volantes: Deda (Gama), 5 votos e Kabila (CFZ), 8 votos;
Meias: Wellington Dias (Brasiliense), 5 votos e Rodriguinho (Gama), 3 votos;
Atacantes: Igor (CFZ), 9 votos e Tiano (Brasiliense), 5 votos.
Por outro lado, 15 representantes da crítica especializada (quatro jornais diários, seis emissoras de rádio e a TV Globo) também elegeram o craque do campeonato, a revelação, o melhor treinador e o melhor árbitro.
Foram eles:
CRAQUE DO CAMPEONATO: Igor (CFZ), 11 votos;
REVELAÇÃO: Igor (CFZ), 9 votos;
MELHOR TREINADOR: Reinaldo Gueldini (CFZ), 9 votos; e
MELHOR ÁRBITRO: Sérgio Carvalho, 7 votos.

domingo, 21 de setembro de 2014

AS DECISÕES: 2º TURNO DO CAMPEONATO BRASILIENSE DE 1991


TAGUATINGA 2 x 1 CEILÂNDIA
Data: 03.11.1991
Local: Serejão
Árbitro: Brasil Gadelha de Oliveira
Expulsões: Marquinhos, do Taguatinga, e Careca, do Ceilândia
Gols: Serginho, 8; Carlinhos, 15 e Lora, 65
TAGUATINGA: Cláudio, Bilzão, Zinha, Paulão e César; Marquinhos, Pacheco e Dorival (Júlio César); Tuta (Paulo Lima), Serginho e Carlinhos. Técnico: Adelmar Carvalho Cabral (Déo).
CEILÂNDIA: Sérgio Luiz, Marco Aurélio, Marcelo Jordão, Careca e Lora; Aguinaldo, Da Silva e Noé; Lula, Zé Márcio e Adão. Técnico: Jonas Francisco dos Santos (Foca).

TAGUATINGA 0 x 0 CEILÂNDIA
Data: 10.11.1991
Local: Serejão
Árbitro: Hermínio Irani Braz Nunes
TAGUATINGA: Cláudio, Bilzão, Zinha, Paulão e César; Paulo Lima, Pacheco e Dorival (Júlio César); Tuta (Raildo), Serginho e Carlinhos. Técnico: Adelmar Carvalho Cabral (Déo).
CEILÂNDIA: Sérgio Luiz, Marco Aurélio, Marcelo Jordão, Delei e Lora; Aguinaldo, Da Silva e Noé; Lula, Zé Márcio (Édson) e Adão. Técnico: Jonas Francisco dos Santos (Foca).


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

A HISTÓRIA DA SEGUNDA DIVISÃO NO DF - Parte 13 (2007)


O Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão de 2007 contou com a participação de nove equipes, que jogaram entre si em apenas um turno. Ao final dele, os dois melhores colocados disputaram o título, em jogo único. Diferentemente dos três anos anteriores, quando apenas o campeão subia para a Primeira Divisão, em 2007 os dois clubes melhores colocados garantiram automaticamente a vaga na Primeira Divisão em 2008.
A única novidade foi o Legião, campeão da Terceira Divisão do DF em 2006. De longe o mais badalado participante e maior favorito ao título. Manteve quatro titulares do time campeão do ano anterior e reforçou a base jovem com nomes rodados no futebol do DF, como o zagueiro Moacri, o lateral Rochinha, o volante Zé Ricarte e o meia Marcelinho, todos entre os cinco atletas acima dos 23 anos, como era permitido pelo regulamento. Para comandar sua equipe, o Legião contratou o veterano técnico Reinaldo Gueldini.
O Brazlândia, apesar dos crônicos problemas financeiros, era outro favorito ao título de campeão, contando com um grupo de jogadores rodados, como o meia Maninho e o atacante Chefe, além da experiência do supervisor Eurípedes Bueno.
Quatro clubes resolveram apostar nas parcerias. Pelo quinto ano seguido, o Samambaia se manteve como filial dos juniores do Brasiliense, então tetracampeão da categoria Sub-20. O maior destaque da equipe, treinada por Adelson de Almeida, era o atacante Jóbson.
O Ceilandense foi convertido em filial do Ceilândia, que emprestou a equipe junior, vice-campeã da categoria, com direito a quatro jogadores do time principal e a comissão técnica, comandada pelo treinador Marquinhos Bahia.
Rebaixados em 2006, CFZ e Guará também fizeram parcerias para disputar a competição. Para garantir sua sobrevivência, o CFZ disputou a competição com o time da UPIS, tetracampeã brasileira universitária. Já o Guará fez uma inusitada e conturbada parceria com o Bandeirante, da Terceira Divisão do DF.
O Capital tinha como maiores destaques o experiente treinador Mozair Barbosa e o atacante Giovani, artilheiro da última edição da Segunda Divisão, em 2006, com 10 gols.
O Cruzeiro foi outro clube que resolveu apostar nos jovens valores.
Depois que a bola rolou, apenas dois clubes mantiveram o status de favorito ao título: o Legião, que venceu os oito jogos que disputou, e o Brazlândia, que perdeu apenas o confronto contra o Legião.
Na decisão do campeonato, no dia 28 de outubro de 2007, o Brazlândia deu o troco e venceu o Legião, pelo placar de 4 x 2, e ficou com o título do Campeonato Brasiliense da 2ª Divisão de 2007.
A súmula do jogo decisivo foi a seguinte:

LEGIÃO 2 x 4 BRAZLÂNDIA
Data: 28.10.2007
Local: Estádio Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Renato Acioli
Público: 3.912 pagantes
Renda: R$ 10.570,00
Expulsões: Leandro Lopes e Zé Ricarte, do Legião, e Daniel, do Brazlândia
Gols: Chefe, 8; Thiago Eciene, 38; André Borges (pênalti), 71; Thiago Eciene, 81; Edicarlos, 90+3 e Kim (pênalti), 90+5
LEGIÃO: Leandro Lopes (Perivaldo), Romarinho, Ícaro, Perivaldo e Rochinha; Zé Ricarte, Leiz (Éder), Kim e Marcelinho; Joãozinho (Índio) e Tozin (André Borges). Técnico: Reinaldo Gueldini.
BRAZLÂNDIA: Abraão, Renato, Piu, Thiago Eciene e Augusto; Welton, Gabriel (Liusson), Maninho e Daniel; Aquiles (Bigu) e Chefe. Técnico: Sílvio de Jesus.
A classificação final do campeonato foi a seguinte:

CF
CLUBES
J
V
E
D
GF
GC
SG
PG
BRAZLÂNDIA
9
7
1
1
18
9
9
22
LEGIÃO
9
8
0
1
24
5
19
24
CRUZEIRO
8
3
3
2
12
5
7
12
SAMAMBAIA
8
3
3
2
12
9
3
12
CEILANDENSE
8
3
1
4
8
18
-10
10
GUARÁ
8
2
3
3
7
10
-3
9
CAPITAL
8
2
2
4
10
13
-3
8
CFZ/UPIS
8
1
1
6
7
15
-8
4
RENOVO
8
0
2
6
4
18
-14
2

Os principais artilheiros da competição foram:
1º - Kim (Legião), 7 gols;
2º - Thiago Eciene (Brazlândia), 6;
3º - Welton (Brazlândia) e Jobson (Samambaia), 4; e
4º - Joãozinho e Tozin (Legião) e Thiago Félix (Samambaia), 3 gols.




terça-feira, 16 de setembro de 2014

FICHA TÉCNICA: Ernâni Banana - 2ª parte


Banana no
Brasília
Assinou seu primeiro contrato com o Brasília com a duração de dois anos. Depois de um curto período de adaptação, agora mais experiente, voltou a mostrar o mesmo futebol do tempo do Taguatinga.
No dia 21 de abril de 1977, integrou a Seleção do Distrito Federal que enfrentou o Atlético Mineiro, como parte das festividades do 17º Aniversário de Brasília.
No dia 9 de junho de 1977 sentiu um gostinho de revanche ao marcar o gol do empate no jogo amistoso contra o Vasco da Gama, no Pelezão.

O Brasília venceu o Torneio Imprensa de 1977 e conquistou o bicampeonato do Distrito Federal, com Banana aparecendo bem na campanha, tornando-se o segundo maior artilheiro da equipe, com 10 gols, atrás apenas do seu companheiro de equipe, Julinho, que marcou 15.
No Campeonato Brasileiro, na primeira participação do Brasília, a equipe esteve muito bem na fase classificatória, estreando com uma grande vitória de 2 x 1 sobre o Atlético Paranaense, em Curitiba, em 16 de outubro, com um gol de Banana. Depois de ser apontada com sensação da primeira fase, na segunda o Brasília caiu de produção e não conseguiu fazer frente a adversários de maior categoria, como Internacional, São Paulo e Corinthians.
A revista esportiva Placar, em sua edição nº 391, de 21 de outubro de 1977, trouxe uma página (a 67) inteira sobre o jogador, com a seguinte manchete: “Banana não é mole”.
As atuações do Brasília na fase inicial haviam sido tão boas que na primeira partida da etapa seguinte, no dia 1º de dezembro, alguns observadores vieram ver o time jogar contra o América, do Rio de Janeiro.
Depois de estar em vantagem no placar, o Brasília perdeu por 3 x 2. Banana teve uma atuação muito boa e a diretoria do Brasília chegou a ser procurada depois do jogo, não havendo acordo.
No Campeonato Brasileiro de 1978 aconteceu a mesma coisa. O Brasília foi bem na primeira fase, para em seguida se perder. Na estreia venceu o Operário, de Campo Grande (MS), com dois gols de Edmar. Depois, novas vitórias foram conquistadas, inclusive contra o Santos, no Serejão, e o Brasília se classificou. Aí veio a fase seguinte e novamente o Brasília não conseguiu manter o mesmo ritmo.
Banana sofreu uma contusão quase ao final da competição nacional e só voltou à equipe durante os jogos do campeonato brasiliense.
Novamente outros clubes voltaram a demonstrar interesse na contratação de Banana. Um foi o Londrina, que já havia levado o ponteiro Julinho, e o outro foi o Cruzeiro. Entretanto, as propostas feitas não chegaram a entusiasmar o Brasília, que preferiu ficar com Banana.
Após a contusão, ficou um tempo sem treinar e, quando voltou, custou a readquirir a forma física. Ainda assim, recuperou-se a tempo de colaborar com a conquista do bicampeonato brasiliense de 1978. Os dois maiores jornais do Distrito Federal, Correio Braziliense e Jornal de Brasília, apontaram Banana como um dos melhores do ano, colocando-o na “Seleção do Campeonato”.
Antes do campeonato, de 24 de julho a 15 de agosto de 1978, o Brasília excursionou por cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, realizando boas exibições. Dos dez jogos que disputou, venceu seis, empatou três e perdeu apenas um, o primeiro jogo contra o Votuporanguense. Depois conquistou expressivas vitórias contra o América, de São José do Rio Preto (SP), Catanduvense, Taubaté, Portuguesa Santista e Volta Redonda. Formando ao lado de Péricles no meio-de-campo, Banana voltou a ser um dos destaques da equipe. O América, a Esportiva, de Guaratinguetá, e o Uberaba se interessaram por Banana, mas não deu em nada.
Em 1979, foi novamente convocado para defender a Seleção do Distrito Federal, no dia 22 de abril, no amistoso contra a Seleção de Goiás (1 x 1). Pelo terceiro ano consecutivo, fez parte da relação dos melhores do ano, sendo escolhido para fazer parte da “Seleção do Ano” pelo jornal Correio Braziliense e pela Associação Brasiliense de Cronistas Desportivos - ABCD. O Brasília perdeu o título de campeão de 1979 para o Gama. Banana foi o quarto artilheiro da competição, com seis gols, atrás de Péricles e Fantato, do Gama, e Julinho, do Brasília.
No Campeonato Brasileiro de 1979, que teve o absurdo número de 96 participantes, o Brasília não foi bem. Dos 9 jogos que disputou, venceu apenas três. Banana marcou apenas um gol, contra o Itabuna, no Serejão, no dia 3 de novembro.

Banana no Guarani
Mas suas boas atuações durante quase todo o ano o levaram para o Guarani, de Campinas (SP), em 1980.
Também não teve uma passagem fácil em seu começo no Guarani. O clube campineiro havia reformulado o time campeão brasileiro de 1978, mas o técnico Cláudio Garcia não conseguiu sucesso. Em seu primeiro ano no Guarani teve uma contusão no joelho e ficou parado por um bom tempo. Foi emprestado ao Gama, por cinco meses. No Gama teve outro problema, desta vez na panturrilha, jogando pouco. Só estreou no 2º turno, exatamente contra seu ex-time, o Brasília, no dia 31 de agosto (empate de 0 x 0). Marcou apenas um gol na competição.
Retornou ao Guarani, em 1981. Foi quando começou a se destacar de novo. Não foi titular da equipe do Guarani que foi campeã da Taça de Prata (uma espécie de segunda divisão do Campeonato Brasileiro na época). Ainda assim, numa das semifinais, no dia 7 de março de 1981, contra o Comercial, de Campo Grande (MS), marcou um dos gols da vitória de 2 x 1. Atuou no primeiro jogo da final contra a Anapolina e ficou de fora do segundo jogo.
Fez sua reestreia no dia 25 de abril, no Brinco de Ouro, na vitória de 3 x 1 sobre a Ferroviária, de Araraquara, substituindo Éderson.
Em 6 de maio, entrou em campo como titular da equipe do Guarani e marcou o gol do empate de 1 x 1 com o São José. Desse jogo em diante, quando não foi titular, passou a ser opção para substituir qualquer jogador do meio-de-campo e do ataque. O último jogo que disputou neste campeonato de 1981 foi no dia 11 de novembro, no empate de 0 x 0 com o Corinthians, no Brinco de Ouro.
O Guarani chegou a brigar pelo título do campeonato paulista neste ano de 1981, ficando, ao final, com a terceira colocação.
Banana foi titular em quase todos os jogos que o Guarani disputou pelo Campeonato Brasileiro de 1982, quando foi o terceiro colocado. Marcou apenas dois gols.
Nessa época, Banana e Jorge Mendonça jogavam na mesma posição, o que obrigou o treinador Zé Duarte a escalá-lo como quarto homem do meio-de-campo, voltando pelo lado esquerdo. Aliado a isso o fato de o atacante Careca cair muito pelo setor, Banana aproveitava o espaço deixado pelo centro-avante para também marcar seus gols. Essa movimentação deu certo e o Guarani conseguiu bons resultados.
Foi titular na maioria dos jogos que o Guarani fez pelo Torneio dos Campeões, quando ficou com o vice-campeonato. Marcou um gol contra o Botafogo, no dia 9 de maio, e outro na vitória de 5 x 3 sobre o Vasco da Gama, no dia 25 de maio.
Por último, ainda na condição de titular, disputou o campeonato paulista de 1982, com o Guarani chegando na oitava colocação. Foram poucos gols, o mais importante deles o marcado contra o São Paulo (2 x 2), no Morumbi, em 31 de agosto.
Em 1983, iniciou o ano com o Guarani disputando o Campeonato Brasileiro. Como novidade no regulamento daquele ano, o Guarani teve que garantir sua passagem para a Taça de Ouro, depois de garantir sua classificação na Taça de Prata. No dia 13 de março, no Brinco de Ouro, marcou o gol da vitória de 1 x 0 sobre o Cruzeiro, se fixando na ponta-esquerda. O Guarani, no entanto, não se classificou para as quartas-de-final. No campeonato paulista o Guarani foi muito mal e ficou dois pontos acima do São José, último colocado e rebaixado para a Segunda Divisão. Banana atuou a última vez pela competição no dia 19 de outubro de 1983.
O último jogo de Banana com a camisa do Guarani ocorreu em 21 de novembro de 1984, na vitória de 3 x 0 sobre o Marília, válido pelo campeonato paulista. Seu último gol pelo Guarani foi em 15 de julho de 1984, na vitória de 2 x 1 sobre o Taquaritinga, no Taquarão.
Em 1985, trocado por Gerson Sodré, foi para a Portuguesa de Desportos. O time não foi bem no Campeonato Brasileiro (ficou em décimo e último lugar no Grupo B), mas foi vice-campeão paulista, perdendo o título para o São Paulo. Novamente Banana teve uma contusão no joelho, ficou cerca de três meses parado e quando voltou perdeu a condição de titular, inclusive nas finais contra o São Paulo (nos dias 15 e 22 de dezembro de 1985).

Banana na Ferroviária
Em 1986, foi emprestado para a Ferroviária, de Araraquara, para a disputa do campeonato paulista. Ainda em 1986 disputou o Campeonato Brasileiro atuando pelo Paysandu, de Belém (PA). Em sua estreia, no dia 7 de setembro de 1986, o Paysandu venceu o Grêmio por 1 x 0. Tomou parte de apenas duas partidas das dez que o Paysandu disputou, o que não foi suficiente para evitar o rebaixamento do Paysandu para a Segunda Divisão de 1987.
No ano de 1987, Banana sagrou-se campeão paraense invicto pelo Paysandu. Esteve presente na final contra o Clube do Remo, no dia 30 de agosto de 1987, na vitória de 2 x 1 do Paysandu.
Em outubro de 1987, pelas mãos do supervisor Carlos Romeiro, Banana voltou para o Brasília, para disputar o Campeonato Brasileiro - Módulo Azul (uma espécie de série C). Jogando contra Ponte Preta, Corumbaense e Anapolina, o Brasília não conseguiu passar para a Segunda Fase.
Banana já era dono do seu passe e voltou para Campinas. Teve várias propostas, mas não queria jogar mais em times pequenos, nem ficar longe da família. Se associou a outro jogador em fim de carreira, Almeida, e montaram um empreendimento na área de estacionamento de veículos em Campinas.
Mesmo assim, ainda aceitou o convite do Bom Retiro, de Valinhos, para disputar a Segunda Divisão do Campeonato Paulista em 1988.
Em 1990, parou com a bola. Vendo que sua mulher e seus dois filhos estavam bem adaptados à vida de Campinas, foi ficando na cidade até que resolveu diversificar a atividade comercial em 1992, montando com os irmãos, na Ceilândia, uma pequena empresa no ramo de embalagens.
Hoje, com 59 anos de idade, é um bem sucedido empresário em Taguatinga.