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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

ESTATÍSTICAS DO CAMPEONATO BRASILIENSE DE 1986






CLUBES PARTICIPANTES: 8.
JOGOS REALIZADOS: 69.
GOLS ASSINALADOS: 165.
MÉDIA DE GOLS POR JOGO: 2,4.
MELHOR ATAQUE DO CAMPEONATO: Taguatinga e Brasília, 32 gols a favor.
PIOR ATAQUE DO CAMPEONATO: Guará, 8 gols a favor.
MELHOR DEFESA DO CAMPEONATO: Sobradinho, 14 gols contra.
PIOR DEFESA DO CAMPEONATO: Ceilândia, 27 gols contra.
MELHOR SALDO DE GOLS: Sobradinho, com 29.
MAIOR NÚMERO DE VITÓRIAS: Sobradinho, com 11.
MENOR NÚMERO DE VITÓRIAS: Guará, com 1.
MENOR NÚMERO DE DERROTAS: Sobradinho, com 3.
MAIOR NÚMERO DE DERROTAS: Guará, com 11.
MELHOR ÍNDICE DE APROVEITAMENTO: Sobradinho, com 69,0%.
MAIOR GOLEADA DO CAMPEONATO: 27.04.1986, Taguatinga 6 x 0 Ceilândia.
JOGO COM MAIOR NÚMERO DE GOLS MARCADOS: 02.04.1986, Brasília 6 x 2 Tiradentes.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

AS DECISÕES: CAMPEONATO BRASILIENSE DE 1974



Pioneira, a campeã de 1974

Jaguar, campeão do 1º turno, e Pioneira, vencedor do 2º, decidiram o campeonato brasiliense de 1974, ainda amador, em dois jogos, ambos disputados no Estádio Pelezão.
No primeiro jogo, disputado em 1º de dezembro de 1974, o Pioneira deu importante passo para a conquista do campeonato, ao derrotar o Jaguar por 3 x 0, em jogo assistido por um público apenas regular.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

O 21 DE ABRIL NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: 1970


Capa do livro publicado na véspera da inauguração
de Brasília onde era possível encontrar todas
as atividades que seriam realizadas na cidade

A nova Capital da República, Brasília, foi inaugurada em 21 de abril de 1960. De lá para cá tornou-se uma tradição comemorar essa data com a realização de diversos eventos esportivos. O futebol sempre deu a sua parcela de contribuição.

Aos poucos contaremos fatos ocorridos nessa data e a sua importância na história do futebol brasiliense. Começaremos com o ano de 1970.

“Ao cumprir-se o décimo ano de vida de Brasília, junto-me, pelo pensamento, aos pioneiros humildes que a fizeram com as próprias mãos; aos que vieram depois e a adotaram como terra sua; aos que nela cumprem o seu dever transitório; às crianças que aqui nasceram; ao povo todo enfim que aqui vive e se orgulha desta cidade-capital.”

Esse foi um dos trechos da mensagem lida no rádio e na televisão, ao povo de Brasília, em 21 de abril de 1970, pelo então Presidente da República Emílio Garrastazu Médici.
Para comemorar o 10º aniversário da Capital Federal, a Federação Desportiva de Brasília promoveu uma rodada dupla no dia 21 de abril de 1970, tendo como local o Estádio Pelezão.




Na preliminar, o campeão brasiliense de 1969, o Coenge, e o Tupi, de Juiz de Fora (MG), não mexeram no placar: 0 x 0.
Esses foram os dados técnicos do jogo:

COENGE 0 X 0 TUPI
Árbitro: Mário José da Silva
Coenge: Carlos José, Jaimir, Elias, Mauro e Xixico; Bugue e Divino; Zezé (Agostinho), Zé Carlos, Pelezinho (Pelezão) e Oscar. Técnico: Carlos Morales. 
Tupi: Lumumba, Santana, Murilo, Jair e Danilo; Jailton e Osvaldo (Heleno); Milton (Edinho), Cristóvão (Hércules), Adair e Ninha.



O jogo de fundo reuniu o Grêmio, de Porto Alegre, e o Atlético Mineiro.
Dois dias antes do amistoso em Brasília, o Grêmio havia vencido no Mineirão a equipe do América, de Belo Horizonte, por 2 x 1.
Assim, as equipes viajaram no dia 20 de abril, no mesmo avião, de Belo Horizonte para Brasília. Cada clube recebeu a cota fixa de 15 mil cruzeiros.
O Atlético Mineiro homenageou o Presidente da República oferecendo-lhe um chaveiro de ouro com o escudo do clube.
O jogo foi realizado com os portões abertos e o público foi calculado em mais de 20.000 espectadores, um dos maiores que já compareceu ao Estádio Pelezão.
O jogo foi bem disputado e agradou ao público. Depois de um início de jogo equilibrado, o Grêmio passou a dominar a partida, explorando principalmente as falhas da zaga central atleticana.
Aos 22 minutos do 1º tempo, surgiu o primeiro gol do Grêmio. Depois de uma trama pelo centro do ataque, Volmir chutou forte da esquerda, entrando Flecha na corrida para tocar de primeira para as redes.
O segundo gol do Grêmio aconteceu aos 17 minutos do 2º tempo, num contra-ataque, quando a defesa do Atlético Mineiro cedeu um escanteio. Na cobrança pela direita, Volmir recebeu curto de Flecha e numa jogada muito aplaudida pelo público, driblou seguidamente três adversários, entrou na área e chutou. A bola bateu num zagueiro atleticano e sobrou para João Severiano emendar da marca do pênalti para dentro do gol.
A súmula do jogo foi a seguinte:

GRÊMIO 2 X 0 ATLÉTICO MINEIRO
Árbitro: Armando Marques
Gols: Flecha, 22 e João Severiano, 62
Grêmio: Breno, Espinosa, Ari Ercílio, Beto e Jamir; Jadir e Sérgio Lopes; Flecha (Paíca), João Severiano, Volmir e Loivo. Técnico: Carlos Froner.
Atlético Mineiro: Hélio, Humberto Monteiro, Normandes, Vander e Vantuir; Vanderlei Paiva e Amauri Horta (Humberto Ramos); Vaguinho, Lola, Lacy (Beto) e Tião. Técnico: Telê Santana.

Obs.: Todos os jogadores receberam uma medalha do Presidente da República Emílio Garrastazu Médici. Aos capitães das duas equipes foram entregues as taças comemorativas da partida.


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

JOGOS INUSITADOS: CEUB x SELEÇÃO DE COSTA DO MARFIM





Hoje a seleção de Costa do Marfim é considerada uma das mais fortes da África, bem conceituada no mundo do futebol, disputou as três últimas Copas do Mundo, foi vice-campeã africana em 2006 e 2012 e revelou craques como Yaya Touré ou Didier Drogba.
Mas, nem sempre foi assim. Quarenta anos atrás, a seleção de Costa do Marfim veio ao Brasil para uma série de amistosos com o objetivo de aprender a jogar futebol.

sábado, 22 de novembro de 2014

RETRATO 3 x 4: PEDRO AYUB





NOME COMPLETO: Pedro Ayub Julião Junior
APELIDO: Pedro Ayub
POSIÇÃO: Volante
LOCAL E DATA DE NASCIMENTO
: Itaqui-RS, 15.06.1977

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

CLUBES DE BRASÍLIA: União, de Paracatu (MG)





Após a definitiva implantação do profissionalismo no futebol de Brasília, ocorrida em 1976, a primeira vez que a Federação Brasiliense de Futebol organizou um campeonato de Segunda Divisão foi em 1997. 
A Federação Metropolitana de Futebol foi surpreendida com o pedido de filiação de clubes de outros Estados, que perceberam ser mais viável economicamente disputar o campeonato do DF do que o de seus Estados de origem. A entidade então resolveu autorizar clubes de outras unidades da federação a participaram de suas competições desde que tivessem sede em cidades localizadas a menos de 200 km de Brasília, o popularmente chamado “Entorno de Brasília” (por ficar ao redor da cidade).
Oficialmente reconhecida como Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno, ela foi criada pela Lei Complementar nº 94, de 19 de fevereiro de 1998. É constituída pelo Distrito Federal e de alguns municípios de Goiás e Minas Gerais (sendo 19 de Goiás e 3 de Minas Gerais, totalizando 22), com uma área pouco menor que a Croácia, por exemplo, com uma população de aproximadamente 4 milhões de habitantes.
No campeonato de 1997, clubes de quatro cidades de outros Estados tomaram parte, sendo duas de Goiás (Cristalina e Formosa) e duas de Minas Gerais (Unaí e Paracatu). Desta última o representante foi o União Esporte Clube.

COMO SURGIU O UNIÃO
Com a criação da Liga Paracatuense de Futebol em 1968, os dirigentes da Liga Católica Esporte Clube resolveram mudar o nome do clube. Para tanto, convocaram uma reunião para o dia 1º de maio de 1968, no Cine Santo Antônio. A mudança visava definir melhor a finalidade do clube, que deixaria de ter uma ligação direta com as atividades sociais e religiosas e se tornaria uma associação esportiva.
Na assembléia, presidida por Ruy Costa Ulhoa, após várias propostas apresentadas e discutidas, ficou acertado que os presentes, em comum acordo, deliberavam fundar um clube esportivo sob forma de sociedade por cotas, com estatuto próprio e dentro das normas exigidas pela Federação Mineira de Futebol. 
O nome, UNIÃO ESPORTE CLUBE, foi escolhido pela maioria das pessoas ali presentes, e nasceu da sugestão do sócio Vivaldo Vicente Rocha. 
Em seguida, escolheu-se uma diretoria provisória, que ficou assim constituída:
Presidente: Ruy Costa Ulhoa; 1º Secretário: Diogo Alberto Rocha; 2º Secretário: Silvestre Furtado Assunção; 1º Tesoureiro: Diogo Alberto Rocha; 2º Tesoureiro: José Joaquim Costa; Diretor Social: Benito Klinger Ulhoa; Diretor de Esportes: Manoel Joaquim Pinheiro; Diretor de Patrimônio: Joaquim André Sobrinho e Consultor Jurídico: José Reinaldo Pinheiro.
Passou-se, então, à próxima etapa da concretização do novo clube esportivo: a aquisição do terreno para erguer o estádio.
O terreno do Comércio ficava no atual Bairro das Amoreiras, no local primitivamente chamado de Largo do Tainha.
Frei Norberto não perdeu tempo. Num trabalho de convencimento, conseguiu dos ex-sócios do Comércio a doação do imóvel para a Sociedade São Vicente de Paulo, pois conforme rezavam os estatutos da agremiação, em caso de sua dissolução, os seus bens passariam àquela sociedade beneficente. 
A participação do advogado e professor Antônio Ribeiro foi importante nas medidas necessárias à doação, inclusive por figurar como último presidente do Comércio Esporte Clube. Antônio encarregou-se de transição, colaborando decididamente para que o projeto de doação para a Sociedade São Vicente de Paulo se tornasse uma realidade. 
Cedida a área, iniciou-se a fase áurea da Liga Católica Esporte Clube, no tocante as conquistas no futebol.
Depois que foi fundado, o União passou a disputar as competições promovidas pela liga de Paracatu. Também já disputou o campeonato mineiro da terceira divisão nos anos de 1987 e 1988 e o campeonato mineiro Sub-20 em 2007, 2011 e 2012.

O UNIÃO NO CAMPEONATO BRASILIENSE
A primeira edição do Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão foi disputada em 1997 e contou com a participação de Atlântida, Ceilândia e Taguatinga, representando o Distrito Federal, e União Esporte Clube, de Paracatu (MG), Clube Atlético Cristalinense, de Cristalina (GO), Formosa Futebol Clube, de Formosa (GO) e a Sociedade Esportiva Itapuã, de Unaí (MG).
O campeonato foi disputado em dois turnos, ao final dos quais os quatro primeiros colocados disputariam as semifinais e, os vencedores destas, a final.
O União estreou no dia 27 de abril de 1997, no estádio Frei Norberto, em Paracatu, goleando o Taguatinga por 5 x 0, com dois gols de Oscar e um de Ziel, Geraldo e Renato.
Ao final de doze rodadas, o União ficou em 4º lugar e foi um dos clubes a garantir vaga nas semifinais. Os demais foram Itapuã (1º colocado), Taguatinga (2º) e Atlântida (3º).
No primeiro jogo pelas semifinais, no dia 3 de agosto, atuando em casa o União venceu o Itapuã, por 2 x 1. Uma semana depois, 10 de agosto, foi até Unaí e perdeu a chance de ir para a final, ao ser goleado pelo Itapuã por 4 x 1.
A campanha do União (ficou em 3º lugar na classificação final) em sua única participação em um campeonato promovido pela Federação Brasiliense de Futebol foi a seguinte: 14 jogos, 5 vitórias, 4 empates e 5 derrotas. Marcou 22 gols (segundo melhor ataque) e sofreu 19.
Ziel, do União, foi o artilheiro da Segunda Divisão, ao lado de Muruim, do Itapuã, ambos com 8 gols. Os demais gols do União foram marcados por Oscar (5), Renato (3), Geraldo e Nacib (2), Marcelo e Robson (1).

FREI NORBERTO
O nome do estádio de Paracatu é uma homenagem ao Frei Norberto. Mas, quem foi Frei Norberto?
Frei Norberto Broemink nasceu em 1º de agosto de 1913, em Langeveen, Holanda. Professou na Ordem do Carmo em 1937 e ordenou-se sacerdote em 08-12-1941, na catedral provisória de Santa Efigênia, em São Paulo. Cursou Filosofia e Teologia em nosso instituto do Convento do Carmo em São Paulo.
De 1941 a 1950 viveu na Bahia como pregador de retiros, novenas e missões. Principalmente no médio São Francisco e como promotor de obras de assistência social. Transferiu-se para Paracatu em 1950 lá ficando até 1959. Exerceu as funções de subprior, vigário cooperador, promotor de assistência social aos pobres, tendo construído moderno posto de puericultura, salão de cinema e o campo de esporte da Liga Católica.
Esteve em Contagem de 1962 a 1966 como ecônomo e promotor de aparelhamento do Seminário São José. De 1966 a 1980 trabalhou como pároco em João Pinheiro. Construiu a nova Matriz, 10 capelas rurais e uma Escola Normal.
Em 1980 transferiu-se para o convento da Lapa no Rio de Janeiro.
Era um padre diferente por seu vigor e entusiasmo. Tudo que fazia, fazia-o com muito ardor e muito desgaste emocional. De temperamento agitado, não guardava raiva nem rancor.
Muito ligado ao povo, tendo o dom de se relacionar com jovens para os quais contava suas proezas por este mundo afora. Em Paracatu incentivou o esporte construindo um estádio que hoje traz seu nome.
Seu espírito aventureiro e empreendedor o levou a sempre ler muitos livros de teologia. Discutia qualquer assunto mesmo não sendo entendido, o que fazia de sua personalidade uma riqueza nos recreios da comunidade. Sempre se fez de moderno e de dinâmico, era provocado para estes assuntos pelos confrades e alegrava o ambiente comunitário.
Frei Norberto faleceu no dia 27 de setembro de 2005, depois de completar 92 anos de idade. Foi sepultado no Rio de Janeiro, no Cemitério São João Batista no Rio de Janeiro.


quarta-feira, 19 de novembro de 2014

SÉRIE "AS SELEÇÕES DE BRASÍLIA": GOIÁS RETRIBUIU VISITA



Walter Moreira e Joãozinho, os autores dos gols

Erramos ao afirmar na postagem datada de 7 de novembro de 2014 que o amistoso com o Fluminense, do Rio de Janeiro, foi o terceiro disputado pela Seleção de Brasília em 1961.
Na verdade, esse amistoso foi o quarto.
Antes, no dia 30 de abril de 1961, a seleção de Goiás retribuiu a visita que a Seleção de Brasília fez a Goiânia duas semanas antes, mais precisamente no dia 16 de abril de 1961.
No terceiro amistoso de 1961, a Seleção de Brasília deu o troco na seleção goiana, derrotando-a por 2 x 0.
A ficha técnica do jogo foi a seguinte:

DISTRITO FEDERAL 2 x 0 GOIÁS

Local: Estádio Israel Pinheiro, Brasília (DF)
Renda: Cr$ 75.800,00
Árbitro: João Rodrigues
Gols: Walter Moreira, 22 e Joãozinho, 90
DISTRITO FEDERAL: Gaguinho, Jair, Marianelli, Edson Galba e Loureiro; Calado (Hiroito) e Walter Moreira (Nilo); Ubaldo, Dario, Gesil e Joãozinho.
GOIÁS: Uberaba, Clever, Manduca e Sérgio; Dias e Olacir; Caixeta, Elzevir, Carlinhos, Waltercides e Laércio.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

OS TÉCNICOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Didi de Carvalho



Waldyr de Carvalho, o Didi, nasceu em Lavras (MG), no dia 30 de novembro de 1922.

Começou no futebol defendendo a Associação Olímpica de Lavras e teve uma breve passagem pelo América (RJ), no ano de 1943, o suficiente para conhecer um técnico que marcaria presença em sua carreira de jogador e treinador: Gentil Cardoso.
No América carioca não teve muitas chances para se tornar titular da equipe, eis que o setor defensivo do clube possuía bons jogadores, entre eles um jogador que viria a trabalhar como técnico no futebol brasiliense da década de 60, o argentino Gritta, considerado na época o melhor marcador de Heleno de Freitas.
Uma das poucas vezes que foi titular aconteceu no dia 3 de novembro de 1943, quando o América venceu o São Cristóvão por 3 x 1, em jogo válido pelo Torneio Imprensa.
No final desse ano, acompanhou o América carioca em uma excursão por gramados mineiros. No ano seguinte (1944), transferiu-se para o América, de Belo Horizonte, onde atuou por sete anos, sempre elogiado pela imprensa mineira como jogador disciplinado e padrão de desportividade. 
Também demorou um pouco para se tornar titular no América mineiro. Num amistoso realizado contra o Cruzeiro, em 11 de novembro de 1944, os dois clubes atuaram bastante desfalcados, pois tinham jogadores defendendo a Seleção de Minas Gerais no campeonato brasileiro: o Cruzeiro sem seis titulares e o América sem cinco.

Quando o campeonato foi reiniciado, em dezembro de 1944, Didi assumiu o posto de titular na equipe, não mais perdendo-o.
Em 1945 permaneceu como titular na equipe e o América chegou ao vice-campeonato mineiro.
Na edição de 14.02.1946, do O Diário Esportivo, este jornal realizou uma enquete para se conhecer “o selecionado mineiro da atualidade”.
Relatou o jornal:
“Para a marcação cerrada, Didi. A escolha do center-half da seleção não oferece maiores dificuldades. Quatro são os elementos que se apresentam em condições de preencher o posto: Didi, Fuinha, Tilim e Afonso. Para a tática da marcação cerrada, cremos não haver voz discordante quanto à indicação do “pivô” americano Didi. Duro, duríssimo de ser vencido, quer por cima, quer no jogo rasteiro. Sempre em grande forma física, cavador, de um fôlego extraordinário, Didi assume a ponta dos melhores na posição para o sistema de marcação cerrada”.
Mais adiante o jornal descreve: 
O “SELECIONADO DA ATUALIDADE”
Depois de todas essas ponderações, escolhidos os craks de cada posição, vamos ver como ficou o “scratch” titular do momento no futebol mineiro:
Geraldo II (Cruzeiro), Murilo (Atlético) e Juca (Villa Nova); Vicente (Villa Nova), Didi (América) e Juvenal (Cruzeiro); Lucas (Atlético), Lauro (Siderúrgica), Xavier (Atlético), Ismael (Cruzeiro) e Braguinha (Cruzeiro).
Enquanto esteve no América, de Belo Horizonte, foi convocado e integrou por quatro vezes o selecionado mineiro. 
Sua última participação foi nas semifinais do Campeonato Brasileiro de 1946. No dia 8 de dezembro daquele ano, no Estádio do Pacaembu, a seleção mineira foi derrotada pela Seleção da Guanabara, por 2 x 1, e foi desclassificada da competição. A seleção mineira atuou com Mão de Onça, Bibi e Pescoço; Adelino, Didi e Silva; Lucas, Ismael, Ceci, Paulo Florêncio e Nívio.
O ano de 1948 foi o de consagração de Didi no América. Seu clube conquistou o campeonato mineiro, com apenas duas derrotas nos 18 jogos que disputou, vencendo o Atlético Mineiro na final por 3 x 1. A defesa do América foi a melhor do campeonato, sofrendo apenas 17 gols.

América campeão mineiro de 1948
Em pé: Jorge, Lazaroti, Didi, Tonho, Lusitano e Negrinhão.
Agachados: Hélio, Nadinho, Petrônio, Valsechi e Murilinho.

Também em 1948, o América, com Didi de titular na sua zaga, venceu um torneio quadrangular disputado em Belo Horizonte e que reuniu a superequipe do Vasco da Gama, base da seleção brasileira que disputaria a Copa do Mundo de 1950, o São Paulo e o Atlético Mineiro. Didi formou dupla com Lusitano.
Num de seus últimos jogos no América, em 5 de novembro de 1950, no estádio do Barro Preto, em Belo Horizonte, aconteceu empate de 3 x 3 entre América e Cruzeiro.
Depois do América mineiro, Didi passou pelo Tupã (SP) - onde foi jogador e técnico.

Em outubro de 1953, Didi foi um dos contratados pelo Nacional, de Uberaba, para a disputa do segundo turno do campeonato de Uberaba.
Sua estreia só aconteceu no dia 20 de dezembro de 1953, quando o Nacional venceu o Fluminense, de Araguari, por 3 x 1, em jogo válido pelo torneio do Triângulo Mineiro.
O Nacional, que não vinha bem no citadino, logo passou a atravessar uma ótima fase, com Didi tendo melhorado o seu sistema defensivo e passando a ser considerado um dos melhores centro-médios do sul de Minas.
O Nacional tornou-se vice-campeão do Triângulo Mineiro de 1953. Depois disso, o Nacional foi o campeão amador de Uberaba nos anos de 1954 e 1955.
Em julho de 1954, o treinador Sultan Mattar deixou a direção do Nacional. Enquanto o clube não conseguia um novo técnico, Didi passou a orientar os treinamentos, dando seus primeiros passos como treinador.
Na edição de 18 de agosto de 1954, após vitória do Nacional sobre seu maior rirval, o Uberaba S. C., o jornal Lavoura e Comércio, de Uberaba, disse: “Didi foi uma barreira. Absoluta classe, faz com perfeição o trabalho de cobertura. Está jogando uma enormidade o veterano Didi”.
O treinador do Nacional passou a ser seu ex-companheiro de América carioca, o zagueiro argentino Hector Gritta.
Comentário do “Lavoura e Comércio” de 14 de setembro de 1955: “Didi é outro que está resistindo ao tempo. É como o vinho, quanto mais velho melhor. Didi, a exemplo de Oliveira, atua nos gramados desde 1940. Sempre uma barreira. Nos certames mineiros, pivot do América e depois zagueiro, Didi chegou a figurar no selecionado das Alterosas. Esteve militando no futebol paulista e, certo dia, chegou, viu e venceu no futebol uberabense. É uma “navalha” o craque-barbeiro. Capitão da equipe, mercê suas qualidades de homem e jogador”.
No dia 17 de outubro de 1955, a CBD divulgou um despacho oficial comunicando que concederia o prêmio Belfort Duarte ao jogador Didi. Nota: o prêmio Belfort Duarte era uma homenagem da CBD ao jogador João Evangelista Belfort Duarte, e era oferecido aos jogadores que permanecessem 10 anos sem ser expulso. 
Menos de um mês depois, no dia 8 de novembro de 1955, Didi compareceu ao programa de rádio comandado por Leite Neto para apresentar suas despedidas e ser homenageado pela família nacionalista. Didi sempre foi um exemplo de jogador eficiente e disciplinado e, por estas razões, deixou muitas amizades e saudades.

O novo rumo de Didi seria Ponte Alta, distante 35 km do centro de Uberaba, um distrito mais conhecido por abrigar uma importante fábrica de cimento. O time que Didi iria defender era o Cimento Ponte Alta Sport Club. Didi passou a revezar entre jogador (como capitão da equipe) e treinador do Ponte Alta e a ser funcionário da Fábrica de Cimento. Também continuou inscrito pelo Nacional e ainda disputou alguns jogos pelo campeonato de Uberaba.
Em dezembro de 1955 foi realizada uma enquete para se conhecer a “seleção do ano” e o jogador mais completo do ano. Seis pessoas, sendo cinco cronistas esportivos e um árbitro, elegeram a “seleção do ano” e apontaram o jogador mais completo de 1955.
Os locutores esportivos Farah Zaida e Jorge Zaidan escolheram para craque do ano, Tati e Donaldo, respectivamente. O também locutor Eurípedes Craig votou em Didi, assim justificando seu voto: “Alma do Nacional e dono de um quadro, merece este posto. Didi, pelo que representou ao Nacional, é o craque do ano”.
O goleiro do Uberaba, Vilmondes, recebeu os outros três votos e ganhou a votação.
De 1956 a 1959, às vezes como jogador e outras como treinador, Didi esteve no Ponte Alta.
No dia 1º de maio de 1956, teve lugar um torneio em comemoração ao “Dia do Trabalho”, o Torneio Industriário de Futebol, promovido pelo S. R. F. do SESI, que contou com a participação de seis clubes, dentre eles o Ponte Alta. Sagrou-se campeão o quadro do Ceres F. C., que venceu o Ponte Alta, na disputa de pênaltis, por 3 x 2, depois de 0 x 0 no tempo regulamentar. Didi formou na zaga do Ponte Alta.
Também tomou parte do Torneio Início promovido pela Liga Uberabense de Futebol, sendo eliminado pelo Fabrício.
Nos últimos jogos, principalmente os amistosos disputados contra clubes de Uberaba, Didi atuou mais como treinador do que como jogador do Ponte Alta.
Nos anos de 1958 e 1959, o Ponte Alta continuou prosperando, graças a orientação competente do veterano e admirado Didi. Nesses anos, o Ponte Alta disputou o campeonato amador da cidade de Uberaba, patrocinado pela LUF.

Didi foi um dos primeiros técnicos a vir trabalhar no futebol do Distrito Federal, trazido do interior de Minas Gerais para treinar o Defelê. Chegou à Brasília em julho de 1960, passando a fazer parte do quadro de funcionários do Departamento de Força e Luz - DFL e, a convite de Ciro Machado do Espírito Santo, passou a treinar o Defelê, onde se tornou bicampeão em 1960 e 1961 (também era treinador no ano de 1962 em que o Defelê se sagrou tricampeão, mas saiu antes do encerramento do campeonato).
Também foi o técnico da Seleção do Distrito Federal no Campeonato Brasileiro de Seleções de 1962 e em diversos jogos amistosos.
No dia 14 de dezembro de 1962 aconteceu a saída do treinador Didi, do Defelê. Ainda assim, foi escolhido como “Melhor Treinador” de 1962 pelo Diário Carioca-Brasília.
Assumiu o comando do Rabello a partir de 13 de janeiro de 1963. 
Em 24 de maio de 1964, Edilson Braga assumiu a direção técnica do Rabello, depois que Didi de Carvalho solicitou licença por um período de 30 dias.
Logo depois, Didi retornou ao Defelê e foi escolhido para treinador da Seleção de Brasília em vários amistosos.
Em 1965 foi treinador do Colombo, voltando ao Defelê em 1966. Depois aconteceu um longo recesso, só retornando em 1970, quando passou a ser treinador do Brasília, de Taguatinga, e foi o técnico do Piloto no campeonato brasiliense de 1972.
De 1973 a 1975 foi o treinador do CEUB no campeonato brasiliense de amadores (o time de profissionais disputava o Campeonato Brasileiro no mesmo período).
Treinou o Gama no Campeonato Metropolitano de 1977.
Era pai dos ex-jogadores Péricles e Wander.

sábado, 15 de novembro de 2014

NO DIA DE HOJE O GAMA COMPLETA 39 ANOS DE VIDA





Em homenagem a mais um (o 39º) ano de existência da Sociedade Esportiva do Gama, transcrevemos na íntegra a ata de fundação do clube, ocorrida em 15 de novembro de 1975.


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

terça-feira, 11 de novembro de 2014

JOGOS INUSITADOS: BRASÍLIA x SELEÇÃO PAULISTA DO INTERIOR


Ferreira, autor do único gol do jogo

Preparando-se para o Campeonato Brasileiro, o Brasília realizou um amistoso no dia 7 de setembro de 1977, contra a Seleção Paulista do Interior.
Os jogadores da Seleção Paulista do Interior pertenciam aos seguintes clubes:
América: Zolini (goleiro), Serginho, Nelson Prandi e Luís Fernando;
Comercial: Carlos Hansen, Ziquita, Jader e Gilberto;
Ferroviária: Paulo Sérgio;
Marília: Ademir, Mojica, Ferreira e Nedo;
Noroeste: Didi;
São Bento: João Marcos (goleiro), Toninho e Sérgio Ramos;
XV de Piracicaba: Almeida.

domingo, 9 de novembro de 2014

OS CAMPEÕES BRASILIENSES: 1966





Nos 12 jogos que o Rabello disputou para conquistar o título de campeão brasiliense de profissionais de 1966, utilizou os seguintes jogadores:

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

AS SELEÇÕES DE BRASÍLIA: O PRIMEIRO CLUBE CARIOCA A JOGAR EM BRASÍLIA



O terceiro amistoso da Seleção de Brasília no ano de 1961 era para ser contra o Flamengo, do Rio de Janeiro (RJ), no dia 25 de junho.

No dia 7 de junho de 1961, o técnico Didi de Carvalho, então dirigindo o Planalto, convocou os seguintes jogadores:
RABELLO: Gaguinho, Joãozinho, Nilo, Calado, Dario e Reinaldo
PLANALTO: Jair, Edson Galba, Enes, Issinha, Cardoso, Gesil, Vitinho e Hudson
DEFELÊ: Bimba, Ely, Ramiro, Euclides e Raimundinho
GUARÁ: Walter Moreira, Ubaldo, Remis e Marianelli
GRÊMIO: Reinaldo, Alemão e Pedersoli
ALVORADA: Negão
SOBRADINHO: Hiroito
REAL: Bugue

No dia seguinte, a Federação Desportiva de Brasília recebeu um telex onde era dito que o Flamengo não mais viria a Brasília.
Indignada com a atitude do Flamengo, a diretoria da F. D. B. convocou uma Assembleia Geral para o dia 16 de junho de 1961 e deliberou, por unanimidade, o seguinte:
1. Telegrafar ao Sr. Fadel Fadel, presidente do Clube de Regatas Flamengo, deplorando seu procedimento de não cumprimento do compromisso assumido para a vinda de seu plantel de profissionais a Brasília;
2. Proibir, em represália à desconsideração que tivera para com os desportistas brasilienses, que o C. R. Flamengo se exiba em Brasília com seus filiados em qualquer modalidade de esporte, enquanto for o presidente o Sr. Fadel Fadel;
3. Aprovar moção de solidariedade ao presidente Jardel Noronha de Oliveira em relação ao caso criado pelo C. R. Flamengo, dando publicidade da mesma e comunicando-se às Confederações, Federações e Imprensa em geral.
Serenados os ânimos, no dia 21 de junho de 1961, a Federação Desportiva de Brasília firmou contrato com o Fluminense, também do Rio de Janeiro (RJ), para a vinda do mesmo a fim de disputar um amistoso com a Seleção de Brasília, sob as seguintes bases: Cr$ 150.000,00 de taxa fixa e estadia para 20 pessoas durante três dias.
Os mesmos jogadores convocados para o amistoso contra o Flamengo foram chamados para o jogo contra o Fluminense. Fernandinho, do Guará, e Nobre, do Grêmio, se juntaram a eles, ficando assim a lista de jogadores:
RABELLO: Gaguinho, Joãozinho, Nilo, Calado, Dario e Reinaldo
PLANALTO: Jair, Edson Galba, Enes, Issinha, Cardoso, Gesil, Vitinho e Hudson
DEFELÊ: Bimba, Ely, Ramiro, Euclides e Raimundinho
GUARÁ: Walter Moreira, Ubaldo, Remis, Fernandinho e Marianelli
GRÊMIO: Reinaldo, Alemão, Nobre e Pedersoli
ALVORADA: Negão
SOBRADINHO: Hiroito
REAL: Bugue
Didi de Carvalho continuou como técnico e Herrera, do Guará, como massagista.
Acontece que, poucos dias antes do amistoso acertado para Brasília, a equipe principal do Fluminense (reforçada por Didi, do Botafogo, e Evaristo, do Barcelona), foi convidada para uma apresentação especial na Espanha. O jogo foi realizado em Valencia, Espanha, no dia 1º de julho de 1961, onde o Fluminense venceu o clube local do Valencia por 3 x 2, numa partida em benefício da família do jogador Walter Marciano, que morreu no dia 21 de junho de 1961, num acidente automobilístico na estrada que liga Valencia a Alicante. Na ocasião, um caminhão entrou na contramão e chocou-se contra o veículo conduzido pelo jogador. 
Para honrar o compromisso, o Fluminense mandou para Brasília uma equipe de reservas.
Assim, no dia 2 de julho de 1961, o Fluminense tornou-se o primeiro clube carioca a visitar Brasília após sua inauguração como Capital da República (a Federação Desportiva de Brasília concedeu ao Fluminense o título de Pioneiro).
O resultado final foi um empate de 2 x 2. A Seleção de Brasília chegou a abrir 2 x 0 no marcador, para depois ceder o empate. Eis a ficha técnica do jogo:

SELEÇÃO DE BRASÍLIA 2 x 2 FLUMINENSE (RJ)
Data: 2 de julho de 1961
Local: Estádio Israel Pinheiro
Árbitro: Horácio Teixeira Ramos
Auxiliares: Jorge Cardoso e Joventino de Oliveira
Renda: Cr$ 320.000,00 (aproximadamente)
Gols: Dario, 55; Edson Galba (pênalti), 63; Geraldinho, 66 e Adaury, 85
SELEÇÃO DE BRASÍLIA: Gaguinho, Jair, Edson Galba e Enes; Remis e Bimba (Loureiro); Dario (Nobre), Vitinho, Ely, Fernandinho e Arnaldo.
FLUMINENSE: Márcio (Edson Borracha), Argemiro, Nilton e Nonô; Geraldinho e Ivan (Jair Santana); Sidney (Ferreira), Adaury, Alfredo, Wilson Bauru e Toni.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

A HISTÓRIA DA SEGUNDA DIVISÃO NO DF - Parte 14 (2008)




O 12º Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão, versão 2008, foi disputado em três fases: na primeira, todos os oito inscritos jogaram entre si, em turno único, ou seja, com jogos só de ida. Na Segunda Fase aconteceram as semifinais, que reuniram o 1º colocado na primeira fase contra o 4º colocado e o 2º colocado x 3º colocado, com jogos de ida e volta, sendo o jogo de volta no estádio dos primeiros e segundos colocados, que também jogaram por resultados iguais. 

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

CRAQUES DE ONTEM E DE HOJE: LEÔNIDAS GRILLO






Leônidas Grillo nasceu no dia 24 de agosto de 1939 na cidade de São Lourenço, interior de Minas Gerais.
Começou a jogar bola no juvenil do Esporte Clube São Lourenço, onde chegou até o profissional e participou do jogo contra o Dínamo Bucarest, da Romênia, na derrota de 3 x 2 do time mineiro.

sábado, 1 de novembro de 2014

O QUE ACONTECEU HÁ 50 ANOS (01 a 30.11.1964)





01.11.1964


Dois jogos foram realizados pela última rodada do 1º turno do campeonato brasiliense de 1964, categoria de profissionais.
No Estádio Ciro Machado do Espírito Santo aconteceu o clássico Defelê x Rabello. O placar de 0 x 0 permaneceu até o final. A ficha técnica desse jogo foi a seguinte: