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sexta-feira, 29 de junho de 2012

SOBRADINHO, O ÍBIS DO DF

Todos conhecem a fama que o clube pernambucano Íbis tem de ser o pior do mundo!
No ano de 1961, no segundo campeonato oficial da Federação Desportiva de Brasília, a campanha do Sobradinho foi de fazer inveja ao Íbis!
No dia 16 de julho de 1961, fez sua estréia no campeonato sofrendo a primeira goleada: 5 x 1 a favor do Guará. O jogo foi realizado no Estádio Israel Pinheiro, do Guará. O árbitro foi Joventino A. de Oliveira. Pelé marcou para o Sobradinho e Léo (3) e Severo (2) para o Guará.
Na segunda rodada, no dia 23 de julho de 1961, a “surra” foi pior ainda: Alvorada 9 x 1 Sobradinho. O local foi o Estádio Ciro Machado do Espírito Santo e Antônio Alves Mattos foi o árbitro. Élcio (2), Jason (2), Mexicano (2), Moacir, Nelson e Chico marcaram os gols do Alvorada e Ceará o do Sobradinho.
Brinca-se com a frase “nada está tão ruim que não possa piorar”! E foi isso que aconteceu no dia 30 de julho de 1961, na terceira rodada do campeonato: Rabello 12 x 0 Sobradinho. No Estádio Paulo Linhares e sob a arbitragem de Jorge Cardoso, Nilo (5 vezes), Arnaldo (3), Carioca (2), Joãozinho e Roberto assinalaram os gols do Rabello.
Na quarta rodada, realizada no dia 13 de agosto de 1961, outra grandiosa goleada: Planalto 9 x 1 Sobradinho. O local do “atropelamento” foi o Estádio Duílio Costa. O árbitro foi Moacir Siqueira e os gols foram marcados por Brasil (5), Lima (2) e Azulinho (2) para o Planalto e Valmir para o Sobradinho.
Depois desses desastres, o Sobradinho solicitou à Federação para não mais disputar os jogos restantes, em virtude da crise financeira que atravessava.
Resumo do desastre: quatro jogos, 3 gols a favor e 35 contra (quase média de 9 gols contra por jogo).

segunda-feira, 25 de junho de 2012

CAMPEONATO BRASILIENSE DE 1972

A equipe campeã da A. A. Serviço Gráfico


PARTICIPANTES:
ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA SERVIÇO GRÁFICO (Brasília)
ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA SERVIÇO SOCIAL (Brasília)
ASSOCIAÇÃO ESPORTIVA CARIOCA (Brasília)
CEUB ESPORTE CLUBE (Brasília)
CLUBE ATLÉTICO COLOMBO (Núcleo Bandeirante)
GRÊMIO ESPORTIVO BRASILIENSE (Núcleo Bandeirante)
PILOTO ATLÉTICO CLUBE (Brasília)

1º TURNO

SERVIÇO SOCIAL 4 x 1 PILOTO
Data: 19.08.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Adélio Nogueira
Gols: Merlo (2), Manoel e Pereira / Célio

GRÊMIO 2 x 0 CARIOCA
Data: 20.08.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Djalma Neves
Gols: Orlando e Marcos

SERVIÇO GRÁFICO 0 x 0 CEUB
Data: 20.08.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Carlos Ferreira do Amaral

SERVIÇO GRÁFICO 1 x 0 GRÊMIO
Data: 26.08.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Alaor Ribeiro
Gols: Tião

PILOTO 1 x 0 CEUB
Data: 27.08.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Cacírio Marinho
Gols: Tião

COLOMBO 1 x 0 SERVIÇO SOCIAL
Data: 27.08.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Mário José da Silva
Gols: Roque

CEUB 4 x 2 GRÊMIO
Data: 02.09.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Aníbal Blanch
Gols: Marco Antônio (2), Valter e Carlos Alberto / Batista e Arnaldo

COLOMBO 2 x 0 PILOTO
Data: 03.09.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Aristeu Teixeira Santana
Gols: Roque e Joãozinho

SERVIÇO GRÁFICO 2 x 1 COLOMBO
Data: 09.09.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Jorge Aloise
Gols: Marcos e Celino / Jorge

CEUB 3 x 1 CARIOCA
Data: 09.09.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Oswaldo dos Santos
Gols: Rogério Macedo, Marco Antônio e Paulinho / Ivan

GRÊMIO 1 x 1 PILOTO
Data: 09.09.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Carlos Ferreira do Amaral
Gols: Batista / Tião

SERVIÇO SOCIAL 1 x 0 GRÊMIO
Data: 16.09.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Amphilóphio Pereira da Silva
Gols: Merlo

COLOMBO 2 x 0 CARIOCA
Data: 16.09.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Adélio Nogueira
Gols: ???

SERVIÇO GRÁFICO 1 x 1 PILOTO
Data: 17.09.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Alaor Ribeiro
Gols: Dazinho / Melinho (contra)

CARIOCA 2 x 2 SERVIÇO GRÁFICO
Data: 23.09.1972
Local: Pelezão
Árbitro: José Francisco de Souza
Gols: Chenco e Joãozinho / Carlos Gomes e Celino

CEUB 0 x 0 SERVIÇO SOCIAL
Data: 23.09.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Ranulfo José Soares

GRÊMIO 1 x 1 COLOMBO
Data: 24.09.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Mário José da Silva
Gols: Osvaldinho / Roque

PILOTO 2 x 1 CARIOCA
Data: 30.09.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Oswaldo dos Santos
Gols: Péricles (2) / Chenco

SERVIÇO GRÁFICO 4 x 0 SERVIÇO SOCIAL
Data: 30.09.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Cacírio Marinho
Gols: Celino (2), Walmir e Marcos

CEUB 2 x 1 COLOMBO
Data: 01.10.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Ranulfo José Soares
Gols: Carlos Alberto e Paulinho / Zé Carlos

SERVIÇO SOCIAL 1 x 0 CARIOCA
Data: 07.10.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Manoel Tablas Portela
Gols: Zinho

CLASSIFICAÇÃO DO 1º TURNO

CF
CLUBES
J
V
E
D
GF
GC
SG
PG
SERVIÇO GRÁFICO
6
3
3
0
10
4
6
9
CEUB
6
3
2
1
9
5
4
8
COLOMBO
6
3
1
2
8
5
3
7
SERVIÇO SOCIAL
6
3
1
2
6
6
0
7
PILOTO
6
2
2
2
6
9
-3
6
GRÊMIO
6
1
2
3
6
8
-2
4
CARIOCA
6
0
1
5
4
12
-8
1


2º TURNO

CEUB 1 x 0 SERVIÇO GRÁFICO
Data: 14.10.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Cacírio Marinho
Gols: Noel

PILOTO 3 x 1 SERVIÇO SOCIAL
Data: 14.10.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Amphilóphio Pereira da Silva
Gols: Péricles, Paiva e Valdecy / Oscar

GRÊMIO 4 x 2 CARIOCA
Data: 15.10.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Aristeu Teixeira Santana
Gols: Eduardo (2), Marcos e Raimundo (contra) / Chenco e Edson

SERVIÇO GRÁFICO 7 x 0 GRÊMIO
Data: 21.10.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Alaor Ribeiro
Gols: Celino (4), Walmir, Arthur e Marcos

COLOMBO 2 x 0 SERVIÇO SOCIAL
Data: 21.10.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Cacírio Marinho
Gols: Joãozinho (2)

CEUB 2 x 0 PILOTO
Data: 22.10.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Aristeu Teixeira Santana
Gols: Marco Antônio (2)

CARIOCA 6 x 2 SERVIÇO SOCIAL
Data: 28.10.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Carlos Ferreira do Amaral
Gols: Edson (2), Baltazar (2), Raimundo e Joãozinho / Ari e Oscar

COLOMBO 3 x 2 PILOTO
Data: 28.10.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Manoel Tablas Portela
Gols: Cid, Joãozinho e Miguel / Valdecy e Péricles

CEUB 1 x 0 GRÊMIO
Data: 29.10.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Oswaldo dos Santos
Gols: Carlos Alberto

COLOMBO 1 x 1 SERVIÇO GRÁFICO
Data: 04.11.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Cacírio Marinho
Gols: Eraldo (contra) / Melinho

PILOTO 0 x 0 GRÊMIO
Data: 04.11.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Alaor Ribeiro

CEUB 3 x 1 CARIOCA
Data: 05.11.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Aníbal Blanch
Gols: Carlos Alberto, Marco Antônio e Rogério Macedo / Chenco

SERVIÇO SOCIAL 3 x 3 GRÊMIO
Data: 11.11.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Oswaldo dos Santos
Gols: Ari (2) e Valmir / Eduardo (2) e Batista

PILOTO 2 x 1 SERVIÇO GRÁFICO
Data: 11.11.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Cacírio Marinho
Gols: Zequinha e Manoelzinho / Tião

COLOMBO 1 x 1 CARIOCA
Data: 12.11.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Carlos Ferreira do Amaral
Gols: Pedro Léo / Newton

SERVIÇO GRÁFICO 1 x 1 CARIOCA
Data: 18.11.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Manoel Tablas Portela
Gols: Marcos / Newton

CEUB 2 x 0 SERVIÇO SOCIAL
Data: 18.11.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Alaor Ribeiro
Gols: Marco Antônio e Zacarias (contra)

COLOMBO 4 x 2 GRÊMIO
Data: 19.11.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Jorge Aloise
Gols: Gonçalves (3) e Cid / Marcos e Rio Grande

PILOTO 0 x 0 CARIOCA
Data: 25.11.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Ranulfo José Soares

SERVIÇO SOCIAL 0 x 0 SERVIÇO GRÁFICO
Data: 25.11.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Amphilóphio Pereira da Silva

CEUB 1 x 1 COLOMBO
Data: 26.11.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Alaor Ribeiro
Gols: Vanderlei (contra) / Sérgio (contra)

CLASSIFICAÇÃO DO 2º TURNO

CF
CLUBES
J
V
E
D
GF
GC
SG
PG
CEUB
6
5
1
0
10
2
8
11
COLOMBO
6
3
3
0
12
7
5
9
PILOTO
6
2
2
2
7
7
0
6
SERVIÇO GRÁFICO
6
1
3
2
10
5
5
5
CARIOCA
6
1
3
2
11
11
0
5
GRÊMIO
6
1
2
3
9
17
-8
4
SERVIÇO SOCIAL
6
0
2
4
6
16
-10
2


DECISÃO DO CAMPEONATO

CEUB 3 x 0 SERVIÇO GRÁFICO
Data: 02.12.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Adélio Nogueira
Gols: Dinarte (2) e Marco Antônio

SERVIÇO GRÁFICO 3 x 0 CEUB
Data: 09.12.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Jorge Aloise
Gols: Walmir (2) e Carlos Gomes

SERVIÇO GRÁFICO 0 x 0 CEUB
Data: 16.12.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Edson Benítez

SERVIÇO GRÁFICO 2 x 1 CEUB
Data: 21.12.1972
Local: Pelezão
Árbitro: Adélio Nogueira
Gols: Jairo Bueno e Arthur / Rogério Macedo

SERVIÇO GRÁFICO 0 x 0 CEUB
Data: 19.09.1973
Local: Pelezão
Árbitro: Cid Marival

Notas:
1. Após o primeiro jogo da decisão, o Serviço Gráfico entrou com um recurso na Federação Metropolitana de Futebol solicitando os pontos do jogo, baseando-se no fato de que o atleta Marco Antônio, do Ceub, não tinha condições de jogo. Foi constatado que o jogador tinha vínculo com o Fluminense, de Araguari (MG), o que o impossibilitava de participar do campeonato do DF sem a devida transferência.
2. O Ceub deu o troco, entrando com um recurso contra a utilização pelo Serviço Gráfico dos jogadores Vavá e Carlos Gomes que, segundo o clube universitário, estariam filiados a Federação Fluminense de Futebol.
3. O TJD da Federação Desportiva de Brasília anulou as partidas realizadas em 2 e 9 de dezembro de 1972, mantendo, entretanto, os resultados das partidas realizadas em 16 de dezembro e 21 de dezembro.
4. A FMF recebeu o Ofício nº 2.336, de 02.03.1973, da CBD, comunicando que aplicou aos atletas Marco Antônio Pereira (inscrito pela Federação Mineira de Futebol), Lourival Ribeiro de Carvalho Filho (Vavá) e Carlos Gomes (inscritos pela Federação Fluminense de Desportos), a penalidade de suspensão de 90 dias para cada um, a partir de 7 de fevereiro de 1973.
5. Para a última partida da série decisiva, somente puderam participar os atletas que tinham condições legais até a data da realização dos encontros anteriores. A situação era: Serviço Gráfico, 3 pontos ganhos e Ceub, 1.

sábado, 23 de junho de 2012

OS CAMPEONATOS DAS CATEGORIAS DE BASE EM 1972

No dia 11 de junho de 1972 teve início os campeonatos das duas categorias de base do futebol brasiliense.
No campeonato infanto-juvenil, 10 clubes participaram: Central, Dínamo, Guará, Bahia, URT, Planalto, Defelê, Colégio Dom Bosco, Real Esporte Sobradinho e A. A. 408 Sul. No Guará, destacavam-se o goleiro Adelmar Carvalho Cabral, o Déo, e o meio-de-campo Uel Pinto Ribeiro, o Uel.
Já o campeonato infantil reuniu:
Grupo A – Torino, Ação Social do Planalto, Dínamo, Cruzeiro Novo E. C., Real Esporte Sobradinho, Minas Brasília Tênis Clube e União Recreativa de Taguatinga – URT.
Grupo B – Colégio Dom Bosco, Clube dos Sargentos e Subtenentes do Exército, Paranoá, Império de Brasília F. C., Guará e Colégio da Asa Norte.

CLASSIFICAÇÃO FINAL

Categoria Infanto-Juvenil:

1º Central, 2º Defelê, 3º Guará, 4º Real, 5º Dínamo, 6º Bahia, 7º Minas Brasília, 8º URT, 9º Dom Bosco, 10º Planalto e 11º 408 Sul.

Categoria Infantil:

Campeão: Dínamo, Vice-Campeão: URT, 3º Guará, 4º Colégio da Asa Norte, 5º Império de Brasília, 6º Cruzeiro Novo, 7º Colégio Dom Bosco, 8º Ação Social do Planalto, 9º Torino, Real e CSSEx e 12º Paranoá.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

DESTAQUES DO ANO DE 1965


SELEÇÃO DO ANO

Zé Walter (Rabello), Aderbal (Guará), Gegê (Rabello), Sir Peres (Colombo) e J. Pereira (Rabello); João Dutra (Colombo) e Beto Pretti (Rabello); Zezé (Rabello), Otávio (Defelê), Baiano (Colombo) e Zoca (Rabello).
Craque do Ano: Zezé (Rabello)

MELHOR ÁRBITRO

1º Carlos Ferreira do Amaral e
2º Idélcio Gomes de Almeida.

MELHOR PRESIDENTE DE CLUBE

Norberto Teixeira (Nonô), do Colombo.

Fonte: Correio Braziliense

quinta-feira, 21 de junho de 2012

TORNEIO “PREFEITO IVO DE MAGALHÃES”


Participantes:
1º DE MAIO ESPORTE CLUBE
RABELLO FUTEBOL CLUBE
CLUBE ATLÉTICO COLOMBO
LUZIÂNIA ESPORTE CLUBE

08.03.1964
1º DE MAIO 1 x 1 RABELLO
Local: Israel Pinheiro
Árbitro: Carlos Ferreira do Amaral
Gols: Azulinho / Djalma

15.03.1964
COLOMBO 2 x 1 LUZIÂNIA
Local: Israel Pinheiro
Árbitro: Aristeu Santana
Gols: Tião I e Tião II / Invasão

22.03.1964
RABELLO 3 x 2 COLOMBO
Local: Paulo Linhares
Árbitro: Eduíno Edmundo Lima
Gols: Ceninho (2) e Calado / Baiano e Sabino
Expulsões: Sabará (Rabello) e Tião I e Natalício (Colombo)

29.03.1964
1º DE MAIO 0 x 1 LUZIÂNIA
Local: Israel Pinheiro
Árbitro: Nero Dias Nogueira
Gol: Bubu

12.04.1964
COLOMBO 1 x 1 1º DE MAIO
Local: Aristóteles Góes
Árbitro: Emílio dos Santos Vieira
Gols: João Dutra / Cascorel

RABELLO 3 x 1 LUZIÂNIA
Local: Paulo Linhares
Árbitro: Nero Dias Nogueira
Gols: Beto Pretti (2) e Djalma / Invasão

CAMPEÃO: RABELLO.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

TORNEIO INÍCIO DA PRIMEIRA DIVISÃO DE AMADORES - 1964


Taça “General Luiz de Toledo” (Presidente de Honra do Central Clube Nacional)
Data: 10 de maio de 1964
Local: Estádio “Aristóteles Góes”.

JOGOS

Grêmio 0 x 0 Cruzeiro do Sul (nos pênaltis, vitória do Grêmio, por 3 x 1)
Guanabara 1 x 0 Pederneiras
Dínamo 2 x 0 Vila Matias
Nacional 3 x 0 Grêmio
Dínamo 0 x 0 Guanabara (nos pênaltis: Dínamo 2 x 1)
Final: Nacional 3 x 0 Dínamo, no tempo normal.

Campeão: Nacional
Vice-campeão: Dínamo

domingo, 17 de junho de 2012

CRAQUES DE ONTEM E DE HOJE: MANOEL FERREIRA





Manoel Ferreira Filho nasceu em 8 de outubro de 1960.
Desde cedo teve que enfrentar a resistência da própria família para conseguir jogar futebol. Todos diziam que o futebol de Brasília não tinha futuro e que ele deveria se concentrar mais nos estudos.
Mesmo com a família se mudando para Taguatinga, Manoel Ferreira resolveu apostar em sua carreira de jogador, sempre arrumando um jeito de ir treinar.
Com 15 anos, o técnico Jaime dos Santos logo percebeu que
a sua habilidade anunciava uma carreira de sucesso no futebol e o levou para o time que ele dirigia, o Clube Atlético Planalto, também do Gama. Naquela época, trabalhava no Supermercado Pão de Açúcar até às 13 horas, pois tinha que ajudar no aluguel da casa. Chegava ao treino atrasado todo dia. Em compensação, ficava até às 19 horas.
Depois que o Planalto foi desativado, passou para os juvenis da Sociedade Esportiva do Gama, juntamente com Jaime dos Santos. Foi Jaime dos Santos que o tirou da ponta-direita, onde ele rendia muito pouco, e o ensinou a jogar no meio-de-campo.
Teve seu esforço compensado e com menos de 18 anos se tornou profissional. No dia 3 de setembro de 1977, fez seu primeiro jogo no time principal do Gama, no estádio Presidente Médici, no empate de 0 x 0 com o Taguatinga, válido pelo campeonato daquele ano. Foi titular da Seleção Brasiliense no 1º Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais Sub-20, disputado entre o final de 1978 e o começo de 1979.
Participou das primeiras conquistas do Gama, sagrando-se bicampeão do Torneio Incentivo (1977/1978) e campeão brasiliense de 1979.
Foi cogitada a sua transferência para o Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, conforme matéria publicada no Correio Braziliense de 12 de setembro de 1978.
A transferência não se concretizou e Manoel Ferreira ficou em Brasília onde consolidou o seu nome e a sua técnica no futebol candango.

Em 15 de novembro de 1979, no Bezerrão, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro, o Gama jogou contra o Flamengo, do Rio de Janeiro e, apesar do placar adverso (2 x 1), Manoel Ferreira teve atuação destacada, inclusive marcando o gol do time alviverde. O jornal Correio Braziliense ao enaltecer as qualidades de Manoel Ferreira publicou no dia 17.11.1979 a seguinte manchete: “Manoel Ferreira fez inveja a Zico e manteve Rondinelli à distância”.
Foi titular da Seleção do Distrito Federal que enfrentou e venceu a Seleção de Goiás pelo Torneio Centro-Oeste de Seleções de 1980, torneio patrocinado pela CBF. Marcou um dos gols no primeiro jogo, em 21 de abril.
No dia 1º de maio integrou a Seleção do DF que venceu, em Brasília, a Seleção Brasileira de Novos, por 1 x 0. Esta seleção venceu o Torneio Internacional de Toulon no mesmo ano.
Mesmo perdendo o título para o Brasília em 1980, Manoel Ferreira foi escolhido pela Editoria de Esportes do Correio Braziliense para fazer parte dos “Melhores de 1980” e fez parte da “Seleção do Ano” do Jornal de Brasília.
Em 1981, ajudou o Gama a ser campeão do Torneio Centro-Oeste e do Torneio “Rádio Planalto”, Troféu “Correio Braziliense”, vencendo o Brasília na final.
Após anos de sucesso no Gama, Manoel Ferreira transferiu-se para o Tiradentes em 1983.
De 1984 a 1987 defendeu o Brasília, onde conquistou dois títulos de campeão brasiliense: em 1984 e em 1987.
Em 1986, ajudou a equipe do Brasília a vencer o Torneio Seletivo à Divisão de Acesso ao Campeonato Brasileiro de 1987.
Entre 1988 e 1991, Manoel Ferreira fez breve incursão por outras unidades da federação. Defendeu, inicialmente, o time de Fernandópolis, da segunda divisão paulista, em 1988. Em 1989, disputou quatro jogos pelo Guará, vencedor do 1º turno do campeonato brasiliense daquele ano. Depois, esteve na primeira divisão do futebol goiano onde jogou pela Anapolina, nos anos de 1989 e 1990. Ainda em 1990 teve uma rápida passagem pelo Sobradinho. Voltou ao interior paulista e jogou pelo Marília, em 1991. Neste mesmo ano, foi para o América, de Belo Horizonte, que disputava a primeira divisão do campeonato mineiro.
Em 1992 voltou ao DF e conquistou o seu último título como jogador profissional pelo Taguatinga Esporte Clube.
Encerrou a sua carreira de jogador aos 33 anos de idade, em 1993, jogando pelo Brasília.
Atualmente, Manoel Ferreira é professor em escolinha de futebol e treinador de um time feminino.
Em 2010, foi lançado o DVD "Manoel Ferreira, Prata da Casa, Bola de Ouro" em sua homenagem.

Fontes: Correio Braziliense e Memorial Gamense.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

O DESFILE DOS VELHOS CRAQUES


No dia 28 de setembro de 1966, no Estádio Nacional de Brasília (posteriormente, Pelezão), foi realizado um amistoso que serviu para matar a saudade dos velhos craques do futebol carioca.
Naquele dia, o Rabello enfrentou uma seleção de veteranos do futebol do Rio de Janeiro.
E os “velhinhos” não fizeram feio, vencendo o jogo pelo placar de 2 x 1.
Eis a ficha técnica do amistoso:
RABELLO 1 x 2 SELEÇÃO DE VETERANOS DO RIO DE JANEIRO
Data: 28 de setembro de 1966
Local: Estádio Nacional de Brasília
Árbitro: Rubens Pacheco
Gols: Walmir para o Rabello e Nilton Santos e Décio Esteves para a seleção carioca.
RABELLO: Zé Walter, Aderbal, Melo, Pelé e Didi; João Dutra (Zé Maria) e Beto Pretti; Zezé, Invasão, Roberto (Walmir) e Arnaldo (Reinaldo).
SELEÇÃO DE VETERANOS: Barbosa, Jair Santana, Roberto Copolilo, Jansen e Nilton Santos; Zizinho (Paulinho) e Décio Esteves; Telê, Ademir Menezes, Nilton e Djair.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

AS DECISÕES: O JOGO QUE DECIDIU O CAMPEONATO DE PROFISSIONAIS DE 1965


GUARÁ 0 x 2 RABELLO
Data: 28 de novembro de 1965
Local: Estádio Israel Pinheiro, Guará.
Árbitro: Idélcio Gomes de Almeida.
Renda: CR$ 454.000,00.
Gols: J. Pereira e Ceninho.
Expulsão: Ceninho.
RABELLO: Zé Walter, Pedrinho, Gegê, Mello e J. Pereira; Zé Maria e Jair; Zezé, Invasão, Ceninho e Zoca.
GUARÁ: Gaguinho, Aderbal, Ivan, Betão e Sanchez; Silva e Heitor; Alaor, Brandão, Parada e Lúcio.

Obs.: o Rabello sagrou-se campeão.

terça-feira, 12 de junho de 2012

CLUBES DE BRASÍLIA: C. F. R. ALVORADA


Em 1960, a ENACO - Engenharia, Arquitetura e Construção Ltda. era uma construtora com sede no Edifício Ceará, Projeção 8, Sala 1.105 e que tinha como Presidente Valnor de Aguiar.
Como desportista que era, Valnor criou um clube de futebol para disputar torneios contra times de outras construtoras da cidade que começava a crescer. Assim, surgiu o ENACO Esporte Clube.
Sua primeira oportunidade foi o Torneio “Danton Jobim”, em homenagem ao DC-Brasília e aos jornalistas brasileiros, competição disputada por 12 empresas de construção ou ligadas a elas.
O ENACO ficou na Chave B, juntamente com Expansão, Rabello e Nacional.
Os jogos foram realizados nos dias 3, 10 e 17 de julho de 1960. No primeiro jogo, venceu o Expansão por 4 x 2. No dia 10, passou pelo Nacional, por 3 x 1. No terceiro e último jogo, apesar da derrota de 4 x 3 para o Rabello, ficou com a vaga de primeiro lugar do grupo, classificando-se para o triangular final.
Perdeu os dois jogos, para Ribeiro e Planalto, ficando com o terceiro lugar.
Com os bons resultados colhidos, Valnor de Aguiar resolveu criar, em 29 de julho de 1960, o Clube de Futebol e Regatas Alvorada, nascido da fusão dos clubes ENACO e Brasília Palace.
No mesmo dia, entregou ofício solicitando filiação à Federação Desportiva de Brasília. Valnor de Aguiar foi seu primeiro Presidente e Arisberto José Gaspar de Oliveira o representante do clube junto a FDB.
Conforme constava dos seus estatutos, as cores do clube eram vermelha, branca e preta.
A estréia do novo clube aconteceu no amistoso de 28 de agosto de 1960, com derrota para o Consispa, por 5 x 3.
Uma semana depois, em 4 de setembro de 1960, participou de sua primeira competição oficial, o Torneio Início (que levou o nome de Taça "Governador Roberto Silveira"). Além do Alvorada, solicitaram inscrição outros 15 clubes.
Os jogos foram realizados no Estádio Israel Pinheiro, do Guará.
No sorteio, o Alvorada não deu muita sorte, cabendo enfrentar no sétimo jogo do dia, a forte equipe do Rabello (que viria a ser campeão do torneio). Perdeu por 1 x 0.
Por decisão da Assembléia Geral realizada no dia 14 de setembro de 1960 e em virtude do elevado número de clubes inscritos (16), a Federação Desportiva de Brasília resolveu fazer um torneio para determinar as oito equipes que disputariam o campeonato da Primeira Divisão e as oito que comporiam a Segunda.
Os 16 clubes foram divididos em 4 grupos. O Alvorada ficou no Grupo D, com jogos no campo do Rabello, juntamente com Nacional, Rabello e Real.
Na primeira rodada do torneio classificatório, no dia 18 de setembro de 1960, empatou em 1 x 1 com o Real.
Na segunda, em 25.09.1960, perdeu para o Nacional por 1 x 0 e, na terceira, em 09.10.1960, foi goleado pelo Rabello, por 5 x 2. Ficou em último lugar do grupo.
Quando todos já achavam que iriam disputar a Segunda Divisão, em 13 de outubro de 1960, a A. E. Edilson Mota (um dos qualificados para disputar a Primeira Divisão) encaminhou ofício a F.D.B. comunicando a sua extinção.
Para preencher a vaga na Primeira Divisão, a FDB promoveu um torneio eliminatório entre os clubes da Segunda, iniciado em 30 de outubro de 1960.
O primeiro adversário do Alvorada foi o Sobradinho, no campo do Grêmio. Aconteceu empate em 2 x 2, resultado que tornou obrigatória a realização de uma nova partida entre ambos.
Esse jogo aconteceu no dia 6 de novembro de 1960 e o Alvorada venceu por 2 x 1, passando para a fase seguinte, quando enfrentou e venceu, no dia 13 de novembro, ao Guanabara. Com essa vitória, decidiria a vaga para a Primeira Divisão com o Defelê.
Foi aí que aconteceu outro fato que mudaria toda a história. Outro clube qualificado para a Primeira Divisão, o Consispa, resolveu desfiliar-se.
Em virtude dessa desfiliação, a Federação então resolveu não mais realizar a partida entre Defelê e Alvorada, prevista para 20 de novembro de 1960, elevando a ambos para a Primeira Divisão.
A estréia na Primeira Divisão não foi nada agradável: no dia 27 de novembro de 1960, sofreu um tremenda goleada de 7 x 0 diante do Guará. Era o prenúncio de que o clube não estava preparado para encarar esse desafio. Outras goleadas vieram e o Alvorada ficou com a sexta colocação, com duas vitórias e cinco derrotas. Marcou doze gols e sofreu 32. Atrás do Alvorada ainda ficaram Nacional e Pederneiras.
Eis alguns jogadores que defenderam o Alvorada em 1960: Goleiro: Zequinha; Defensores: Zózimo, Rodrigues, Lindcelso, Tininho e Orlando; Atacantes: Zeca, Lazinho, Erivan, Bolacha, Zezinho, Dondão e Carioca.
No torneio de aspirantes, o Alvorada foi o último colocado.
Em 1961, as coisas não melhoraram para o lado do Alvorada.
No Torneio Início disputado no dia 9 de julho de 1961, no Estádio “Israel Pinheiro”, do Guará, foi desclassificado pelo Nacional.
No campeonato, ficou em 7º lugar, só não ficando com a última colocação por que o Sobradinho resolveu não disputar o campeonato até o seu final. Nos 13 jogos que disputou, venceu apenas um, empatou três e perdeu nove. Marcou 17 gols e sofreu 33.
O goleiro Pena, os defensores Ibê, Roberto, Fontenelle, Venino, Loureiro e Zeca e os atacantes Cícero, Sílvio, Gilberto, Jason, Valquir, Chico, Élcio, Luizinho e Zé Carlos foram alguns dos jogadores que vestiram a camisa do Alvorada em 1961.
Em 1962, nos dias 30 de maio e 3 de junho, promoveu o Torneio “Antônio Carlos Barbosa”, quadrangular que ainda reuniu Presidência, Guanabara e Cruzeiro do Sul. Foi uma festa sem a menor graça para o Alvorada, que perdeu o primeiro jogo para o Cruzeiro do Sul por 6 x 1 e o segundo para o Guanabara (2 x 1).
Recuperou-se uma semana depois (10 de junho), quando foi realizado o Torneio Início, no Estádio “Ciro Machado do Espírito Santo”. Venceu por 1 x 0 o Presidência; depois ficou no 0 x 0 com o Grêmio, conquistando a vitória nos pênaltis (2 x 1). Na final, contra o Guanabara, no tempo normal de jogo empate em 2 x 2; na decisão por pênaltis, vitória do Guanabara por 6 x 5.
O Campeonato da Primeira Divisão de 1962 foi dividido em duas zonas: Norte e Sul. O Alvorada pertencia a Zona Norte, com Nacional, Rabello, Defelê e Guanabara.
Disputou os quatro jogos do 1º turno e perdeu todos. Antes de ser iniciado o segundo turno, o Alvorada encaminhou ofício à Federação Desportiva de Brasília solicitando dispensa do restante do campeonato, no que foi atendido.
Voltou em 1963, novamente realizando uma boa campanha no Torneio Início realizado em 12 de maio, no campo do Grêmio, Estádio “Vasco Viana de Andrade”. Venceu o Nacional (1 x 0) e empatou com o Colombo (0 x 0), perdendo a chance de passar para a final nos pênaltis: 3 x 2 a favor do Colombo.
No campeonato de 1963, disputado por nove equipes, novamente ficou em último lugar. Disputou 16 jogos e só venceu um, empatando quatro e perdendo onze. Marcou apenas nove gols e sofreu 38.
Com isso, foi obrigado a disputar, nos dias 27 de outubro e 3 de novembro, uma melhor-de-três contra o Dínamo (campeão da Segunda Divisão), para ver quem ficaria com a vaga na Primeira Divisão em 1964. Foi a única vez que aconteceu esse tipo de disputa.
No dia 27 de outubro, vitória do Alvorada, por 1 x 0, gol de Azulinho, cobrando pênalti.
No dia 3 de novembro, goleada do Alvorada para cima do Dínamo, por 4 x 1 Dínamo, gols de Moacir (2) e Morato (2) para o Alvorada e Baiano para o Dínamo.
Com esses resultados, o Alvorada permaneceu na Primeira Divisão.
Jogaram mais vezes durante o ano: Goleiros - Toninho e Roberto; Defensores - Ibê, Brun, Veludo, Marujo, Cardoso, Cremonês, Josias e Tomazinho; Atacantes - Batista, Hélcio, Azulinho, Moacir, Zeca, Almir, Baiano, Morato, Delém, Dias, Terêncio e Alemão.
Em 25 de fevereiro de 1964 ocorreu a Assembléia Geral que aprovou a reforma nos estatutos da Federação. As categorias passaram a ser: Divisão de Futebol Profissional, Primeira Divisão de Futebol Amador, Segunda Divisão de Futebol Amador, Departamento Autônomo e Divisão de Juvenis.
O Alvorada não se inscreveu em nenhuma delas.
Em 5 de dezembro de 1965, o Alvorada foi desfiliado da Federação Desportiva de Brasília.
Em 30 de julho de 1967, aconteceu reunião para se conhecer a nova diretoria do clube, que ficou assim composta: Presidente – Valnor de Aguiar; Vice-Presidente Social – João Monteiro; Vice-Presidente Esportivo – José Medeiros Teixeira e Vice-Presidente Financeiro – Moacyr Antônio Machado da Silva.
Somente em 1968, o Alvorada resolveu filiar-se novamente a FDB, na categoria de amadores. Como não houve campeonato amador nesse ano, o clube ficou sem atividades.
Em 1969, tendo em vista a necessidade de movimentar o futebol de Brasília, a Federação Desportiva de Brasília resolveu instituir um torneio oficial, ao qual poderiam concorrer todos os clubes filiados, quer profissionais, amador ou componentes do Departamento Autônomo, todos em igualdade de condições, havendo partidas de amadores com profissionais. Inscreveram-se 24 equipes.
Assim foi o retorno do Alvorada às competições oficiais. Mas, em relação às más campanhas anteriores, nada mudou. Integrando o Grupo A, com onze equipes, o Alvorada foi, de novo, o ultimo colocado. Nos dez jogos que disputou, venceu apenas um e sofreu oito derrotas. Marcou apenas cinco gols e sofreu 27. Um retorno nada agradável!
Não disputou nenhuma competição no ano de 1970 e, em 22 de junho de 1971, aconteceu a Assembléia Geral que aprovou a sua desfiliação definitiva.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

ESTATÍSTICA DO CAMPEONATO BRASILIENSE DE 1965 (Amadores)


Também no ano de 1965, a Federação Desportiva de Brasília promoveu dois campeonatos oficiais, sendo um de clubes amadores e o outro de profissionais.
Primeiramente, estamos apresentando o levantamento estatístico do campeonato de amadores.

CLUBES PARTICIPANTES: 5.
JOGOS REALIZADOS: 20.
GOLS ASSINALADOS: 67.
MÉDIA DE GOLS POR JOGO: 3,4.
MELHOR ATAQUE DO CAMPEONATO: Pederneiras, com 23 gols a favor.
PIOR ATAQUE DO CAMPEONATO: Cruzeiro do Sul, 4 gols a favor.
MELHOR DEFESA DO CAMPEONATO: Pederneiras, com 6 gols contra.
PIOR DEFESA DO CAMPEONATO: Cruzeiro do Sul, 21 gols contra.
MELHOR SALDO DE GOLS: Pederneiras, 17.
MAIOR NÚMERO DE VITÓRIAS: Pederneiras, com 6.
MENOR NÚMERO DE VITÓRIAS: 1º de Maio, 0.
MENOR NÚMERO DE DERROTAS: Pederneiras, 0.
MAIOR NÚMERO DE DERROTAS: Vila Matias e Cruzeiro do Sul, ambos com 6.
MELHOR ÍNDICE DE APROVEITAMENTO: Pederneiras, com 87,5%.
MAIOR GOLEADA DO CAMPEONATO: 01.08.1965 – Pederneiras 5 x 1 Cruzeiro do Sul.
JOGO COM MAIOR NÚMERO DE GOLS MARCADOS: 08.08.1965 – Guanabara 4 x 3 Grêmio.
VENCEDOR DA TAÇA EFICIÊNCIA: Guanabara.
VENCEDOR DA TAÇA DISCIPLINA: Pederneiras.

ARTILHEIROS:

1º - Zezito (Pederneiras), 10 gols;
2º - Zeca (Pederneiras), 6;
3º - Isaías (Grêmio), 5;
4º - Paulo Afonso e Lula (Guanabara), 4;
5º - Eraldo (Pederneiras), Nelício e Azulinho (Guanabara), 3;
6º - Doca (Pederneiras), Crispim, Paulinho, Edson Galdino e Joãozinho (Grêmio), Magno, Macedinho e Belini (Vila Matias), 2;
7º - Maracanã e Firmo (Pederneiras), Cauby, Zé Raimundo e Nilson (Guanabara), Francisco, Bugue e Walter (Grêmio), Jaime (Vila Matias) e Walmir, Saulzinho, Mosquito e Barbosinha (Cruzeiro do Sul), 1.

ÁRBITROS QUE MAIS ATUARAM:

1º - Nilzo de Sá, 3 vezes;
2º - Gésio Lopes da Silva, Leon Kurc, Djalma Neves e Idélcio Gomes de Almeida, 2;
3º - Rubens Pacheco, Carlos Alberto de Andrade, Geraldo Delfino, Wilson Francini, Pedrelino Roque, José Francisco de Souza, José Mattos Sobrinho, Amphilóphio Pereira da Silva e João da Silva, 1 vez cada.

ESTÁDIOS UTILIZADOS:

1º - Aristóteles Góes e Vasco Viana de Andrade, 10 jogos cada.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

FALECEU O JORNALISTA JORGE MARTINS



Na noite da última terça-feira, 29 de maio de 2012, o jornalista Jorge Manoel Martins Ferreira, o Jorge Martins, faleceu, vítima de uma pneumonia. Ele estava internado na UTI do Hospital Brasília, onde também vinha lutando contra um câncer.
Jorge Martins era carioca, botafoguense, pioneiro de Brasília e presidente da Associação Brasiliense de Cronistas Desportivos-ABCD, além de ser fundador, ao lado do saudoso jornalista Nilson Nelson, da Associação Brasileira de Cronistas Esportivos-Abrace.
Foi integrante de diversos jornais, dentre eles: Diário Carioca, Diário de Notícias, Jornal de Brasília e editor de esportes do Diário de Brasília, Última Hora/DF, Correio do Brasil, Correio Braziliense, Revista Gol e repórter da Revista Placar e Jornal dos Sports, além de ter apresentado nas TVs do Distrito Federal programas esportivos na TV Capital (Camera 8) por 9 anos e, ainda, no "Brasília Urgente” (2 anos). Nos jornais Diário de Brasília e Correio do Brasil, também foi editor-geral.
Atualmente era integrante da equipe de esportes da Rádio Clube do Brasil (Brasília), colunista do BSB Agora, Jornal Polícia nas Ruas, revista Fatos e também participava do Programa Fibra Esportes, da Rádio Fibra de Brasília. 
Num trabalho em conjunto com os amigos e colegas Roberto Cavalcante, Manoel Barroso e Lúcio Leal, foi quem sugeriu ao então Governador do Distrito Federal, Elmo Serejo Farias, o nome do maior ponta-direita que o mundo conheceu para o maior estádio da Capital Federal, o Mané Garrincha.
Bacharel em Direito pela Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas do Rio de Janeiro, foi ainda jogador do infanto-juvenil do Botafogo e, em 1964, com colegas do extinto Tribunal Federal de Recursos – TFR, fundou o Esporte Clube Carioca, filiado à Federação Desportiva de Brasília e no qual também jogou por 3 anos.
Chegou a assumir a Presidência da Federação Metropolitana de Futebol em 1990, quando seu titular, Wagner Marques, estava licenciado.
O corpo de Jorge Martins foi velado e enterrado na tarde do dia 30 de maio de 2012, no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília (DF).