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terça-feira, 31 de março de 2015

O FUTEBOL NAS CIDADES SATÉLITES - 2º CAPÍTULO: Ceilândia - 5ª e última parte: Futebol Amador - Anos 70 e 80


O futebol amador praticado na Ceilândia sempre foi considerado como um dos mais fortes do Distrito Federal.
Antes mesmo de ser criada uma liga que se preocupasse em organizar as competições de futebol amador em Ceilândia, alguns clubes que viriam a ter sede nessa cidade disputavam o campeonato da liga de futebol amador de Taguatinga, a UET - União dos Esportes de Taguatinga.

segunda-feira, 30 de março de 2015

O FUTEBOL NAS CIDADES SATÉLITES - 2º CAPÍTULO - Ceilândia - 4ª parte - Categorias de Base e o Estádio Abadião


CATEGORIAS DE BASE

O futebol sempre teve grande importância para o desenvolvimento social de Ceilândia. Para uma população com poucas opções de lazer, jogar bola, principalmente nas categorias de base, além de proporcionar lazer, ajuda a retirar a criançada das ruas.

Mesmo com todos os problemas enfrentados, a esses meninos é dada toda a assistência possível para o pleno desenvolvimento de suas potencialidades e, apesar das dificuldades encontradas os atletas perseguem seus objetivos e tentam superar qualquer obstáculo.
Em alguns casos é proporcionado aos atletas das categorias de base uma boa estrutura no seu departamento no futebol. Temos trabalhos sérios na Ceilândia, que leva em consideração a descoberta de novos talentos, priorizando o desenvolvimento individual e coletivo do atleta. Desta forma podem acompanhar o crescimento e o sucesso de alguns atletas oriundos das categorias de base.

domingo, 29 de março de 2015

sábado, 28 de março de 2015

O FUTEBOL NAS CIDADES SATÉLITES - 2º CAPÍTULO - Ceilândia - 2ª parte: Ceilândia E. C.






No segundo dia de homenagens aos 44 anos de vida da cidade de Ceilândia, estamos postando um pequeno histórico do Ceilândia Esporte Clube, uma das equipes da cidade que disputa o campeonato brasiliense de profissionais.

sexta-feira, 27 de março de 2015

O FUTEBOL NAS CIDADES SATÉLITES - 2º CAPÍTULO - Ceilândia - 1ª parte: A cidade


A partir de hoje e nos próximos quatro dias, a cidade satélite homenageada pelo blog será Ceilândia, pois ela está comemorando 44 anos de existência neste dia 27 de março.
Nessa primeira parte, contaremos um pouco da história da Ceilândia. Na segunda e terceira passaremos a mostrar o futebol profissional da cidade, ao falar da história dos dois clubes desta categoria: Ceilândia e Ceilandense. O Estádio Abadião e as categorias de base serão os temas da quarta parte. Já a quinta será dedicada ao futebol amador da Ceilândia, considerado um dos mais fortes do Distrito Federal.

quarta-feira, 25 de março de 2015

ENCERRADA A 1ª FASE DO CAMPEONATO BRASILIENSE DE 2015



Com a realização de cinco jogos, foi encerrada na tarde de hoje a Primeira Fase do Campeonato Brasiliense de 2015.
Os oito clubes classificados para as quartas-de-final foram, pela ordem: Brasília (1º), Gama (2º), Brasiliense (3º), Ceilândia (4º), Luziânia (5º), Sobradinho (6º), Formosa (7º) e Paracatu (8º).
Sem conseguir vencer um jogo sequer nos dez que disputou, o Ceilandense foi rebaixado para a Segunda Divisão de 2016.
Nos 55 jogos realizados, foram assinalados 121 gols, perfazendo a média de 2,2 gols por jogo.

segunda-feira, 23 de março de 2015

JOGOS INUSITADOS: O 1º CLÁSSICO CRUZEIRO x ATLÉTICO MINEIRO FORA DE MINAS GERAIS




Como parte dos festejos de inauguração da TV Nacional de Brasília, o grande clássico do futebol mineiro foi disputado pela primeira vez fora do Estado no dia 16 de junho de 1960. A promoção foi de Adelchi Ziller, muito amigo de Juscelino Kubitscheck e que dias depois tomaria posse como Presidente da Federação Desportiva de Brasília. Estiveram presentes as seguintes autoridades: Senador Cunha Melo, Prefeito Israel Pinheiro, João Havelange, Geraldo Starling, Canor Simões e Geraldo Carneiro.

sábado, 21 de março de 2015

O 21 DE ABRIL NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: 1992



Líder do Campeonato Brasileiro até então, o Vasco da Gama se apresentou com as suas principais estrelas no amistoso disputado no dia 21 de abril de 1992, como parte das festividades de comemoração do 32º aniversário de Brasília. O adversário do clube carioca foi a Seleção do Distrito Federal.
Foram convocados pelo técnico Carlos Alberto do Carmo Reis (Remo) os seguintes jogadores:

Goleiros – Marco Antônio (Guará) e Cláudio (Taguatinga);
Laterais – Chaguinha (Tiradentes) e Chiquinho (Guará);
Zagueiros – Zinha, Régis e Jânio (todos do Taguatinga);
Meio-de-campo – Josimar e Artur (Guará), Marco Antônio, Ézio e Paulo Lima (Taguatinga) e Renato (Tiradentes);
Atacantes – Gil e Nunes (Guará) e Joãozinho e Serginho (Taguatinga).
O jogo foi realizado no Estádio Mané Garrincha.
O marcador foi movimentado pela Seleção do DF aos 38 minutos do primeiro tempo, quando Ézio cruzou para Nunes marcar. O primeiro tempo terminou com o placar de 1 x 0. Aos 16 minutos do 2º tempo, Flávio cruzou da esquerda, a defesa brasiliense ficou parada e Bismarck cabeceou para empatar. Dois minutos depois, foi a vez de Edmundo marcar e virar o jogo para o Vasco da Gama. Toda a defesa da Seleção do DF parou, Edmundo recebeu um lançamento e encobriu o goleiro. Aos 26, foi a vez da defesa vascaína parar. Marco Antônio cobrou falta, da direita, e Artur cabeceou, igualando o marcador, mais uma vez. Finalmente, aos 33, Luís Carlos Winck cobrou falta, pela direita, houve bate-rebate dentro da área da seleção, do que se aproveitou Bismarck, para fechar o placar em Vasco da Gama 3 x 2 Seleção do DF.
A Seleção do DF atuou com Marco Antônio (Cláudio), Chaguinha, Jânio (Régis), Zinha e Chiquinho; Paulo Lima, Josimar (Renato), Ézio (Marco Antônio) e Artur (Gil); Serginho e Nunes. Técnico: Remo.
Vasco da Gama: Régis (Carlos Germano), Luiz Carlos Winck, Jorge Luís, Sidney (Tinho) e Eduardo; Luizinho, Flávio (Édson Souza) e Macula; Bismarck, Edmundo e Bebeto (Sorato). Técnico: Nelsinho.
Antes do jogo, a torcida organizada Vascandango prestou uma homenagem a Roberto Dinamite.

quinta-feira, 19 de março de 2015

terça-feira, 17 de março de 2015

CAMPEONATO BRASILIENSE DE 1990



CLUBES PARTICIPANTES: 8.
JOGOS REALIZADOS: 60.
GOLS ASSINALADOS: 114.
MÉDIA DE GOLS POR JOGO: 1,90.
MELHOR ATAQUE DO CAMPEONATO: Gama, 29 gols a favor.
PIOR ATAQUE DO CAMPEONATO: Planaltina, 5 gols a favor.
MELHOR DEFESA DO CAMPEONATO: Gama, 9 gols contra em 18 jogos (média de 0,5 por jogo).

domingo, 15 de março de 2015

CRAQUES DE ONTEM E DE HOJE: MARCO ANTÔNIO PEREIRA


Marco Antônio no CEUB em 1973

Marco Antônio Pereira nasceu a 26 de abril de 1955, em Araguari (MG), cidade onde começou a jogar futebol entre os juvenis do Fluminense local.
Com 16 anos de idade transferiu-se para Brasília, com a finalidade de procurar emprego. Quando estava no 3º ano científico e antes de prestar vestibular, passou a trabalhar como datilógrafo no Centro de Ensino Unificado de Brasília - CEUB, exatamente numa época em que esta faculdade estava formando um time para disputar o campeonato brasiliense de futebol amador (o que acabou acontecendo em fevereiro de 1971). Passou a trabalhar na faculdade e, depois do expediente, ia treinar no time de futebol.

sábado, 14 de março de 2015

SÉRIE “AS SELEÇÕES DE BRASÍLIA”: A PRIMEIRA VEZ EM UMA COMPETIÇÃO NACIONAL - 1962 - 3ª e última parte




Vencida a primeira etapa, o escrete do Distrito Federal passou a ter como próximo adversário o selecionado de Goiás, mais categorizado, mais tarimbado e que todos sabiam ser bem mais difícil de ser eliminado.

O jogo número 1 entre o selecionado do DF e de Goiás aconteceu no feriado de 15 de novembro de 1962.
O selecionado brasiliense não repetiu sua boa atuação no último jogo e foi derrotado, dentro de seus domínios, pelo placar de 1 x 0, com um gol marcado logo no começo do jogo.

DISTRITO FEDERAL 0 x 1 GOIÁS
Data: 15 de novembro de 1962
Local: Estádio “Israel Pinheiro”, Brasília (DF)
Árbitro: Urias Crescente Alves Junior (GO), auxiliado por Jorge Cardoso e Josué Costa Araújo, de Brasília (DF).
Gol: Lailson, 3
DISTRITO FEDERAL: Gonçalinho, Aderbal, Oswaldo (Edilson Braga), Bimba e Enes; João e Matarazzo; Baiano, Joãozinho, Ely e Arnaldo.
GOIÁS: Campeão, Pedro Peres e Osmar, Clévio, Olacir e Tido; Sete Léguas, Fabinho, Lailson, Artur e Orestes.

A segunda partida entre goianos e brasilienses foi em Goiânia (GO) no dia 18 de novembro de 1962.
No estádio Pedro Ludovico, a seleção do DF foi derrotada pelo selecionado local, sendo eliminado do Campeonato Brasileiro, pelo placar de 2 x 0, tentos marcados na etapa derradeira.
Muito embora o quadro vencedor não tivesse atuação segura, jogou o suficiente para vencer com categoria ao quadro de Brasília, que demonstrou não ter condições de disputar um campeonato de tal envergadura.
Tecnicamente, os jogadores de Goiás estiveram em plano muito superior aos do Distrito Federal.

GOIÁS 2 x 0 DISTRITO FEDERAL
Data: 18 de novembro de 1962
Local: Estádio Pedro Ludovico, Goiânia (GO)
Árbitro: Lourandyr Gomes Castro, da Federação Desportiva de Brasília
Renda: Cr$ 605.000,00
Expulsão: Tido, de Goiás
Gols: Orestes, 63 e Artur, 88
GOIÁS: Campeão, Clévio e Pedro Peres; Paulinho, Tido e Osmar; Olacir, Fabinho, Sete Léguas, Artur, Laílson e Orestes.
DISTRITO FEDERAL: Gonçalinho, Aderbal, Edilson Braga, Bimba e Enes; João e Joãozinho; Baiano, Cid, Ely e Arnaldo (Raimundinho).

sexta-feira, 13 de março de 2015

SÉRIE “AS SELEÇÕES DE BRASÍLIA”: A PRIMEIRA VEZ EM UMA COMPETIÇÃO NACIONAL - 1962 - 2ª parte


Ely marcou o gol que classificou o selecionado
brasiliense para a segunda fase

O SEGUNDO JOGO


Embora vencendo o primeiro jogo contra Mato Grosso, o selecionado brasiliense não chegou a convencer. Falhas, algumas gritantes, foram observadas na seleção de Brasília. Justiça se deve fazer, contudo, aos elementos encarregados do preparo da equipe, pois o tempo foi verdadeiramente curto para um maior entrosamento dos jogadores.
A delegação brasiliense, composta de 26 pessoas, embarcou na manhã do dia 7 de novembro de 1962, em avião especialmente cedido pela Força Aérea Brasileira - FAB, com destino a capital de Mato Grosso, Cuiabá.
Chefiada pelo presidente da FDB, Ademar Gomes Moreira, a delegação ainda foi integrada por Hélio Almeida (Vice-Presidente), José Carlos Botelho (Tesoureiro), Antônio Cidade (jornalista do DC-Brasília), Aliatar Pinto de Andrade (Diretor de Futebol), Paulo Linhares (Comissão Técnica), Didi de Carvalho (Técnico), Pavio (Preparador Físico), Léo (massagista e roupeiro) e os seguintes jogadores: Gonçalinho, Matil, Aderbal, Bimba, Edilson Braga, Oswaldo, Enes, João, Matarazzo, Alaor Capella, João Dutra, Ramiro, Tião I, Cid, Ely, Raimundinho e Tião II.
Ás 21:30 horas do mesmo dia 7 de novembro, a seleção de Brasília voltou a enfrentar o selecionado do Mato Grosso, no Estádio Presidente Dutra, que recebeu ótimo público, proporcionando uma renda que superou a casa de meio milhão de cruzeiros, constituindo-se em recorde absoluto para competições esportivas no Estado do Mato Grosso.
Por motivo de contusão, Arnaldo foi substituído por Raimundinho.
A seleção de Brasília demonstrou estar totalmente desambientada aos jogos noturnos e ainda tiveram, contra si, o cansaço da viagem realizada no mesmo dia do jogo, fatores que foram primordiais na fraca atuação do selecionado brasiliense.
Embora atuando em seus próprios domínios, a seleção de Mato Grosso também não jogou bem, jogando o suficiente para ganhar a partida com um gol solitário, marcado por Tachi, aos 30 minutos do 1º tempo. 
Sob a arbitragem de Uir Castilho, do Mato Grosso, as equipes atuaram assim: 
MATO GROSSO: Airton, Pelé, Sílvio, Ronaldo e Virgílio; Arionor e Garrafinha; Bira (Ilmar), Tachi, Magalhães e Everaldo.
DISTRITO FEDERAL: Gonçalinho, Aderbal, Oswaldo, Bimba e Enes; João e João Dutra; Ramiro, Cid, Ely e Raimundinho (Alaor Capela).
Na seleção de Brasília, os melhores jogadores foram Oswaldo e Aderbal no sistema defensivo, enquanto Ramiro foi melhor entre os atacantes.

O TERCEIRO JOGO

Como aconteceu vitória do selecionado do Mato Grosso, fez-se necessário um novo encontro entre as duas seleções, conforme previsto no regulamento da competição e que foi disputado na tarde de domingo, no mesmo estádio Presidente Dutra, em Cuiabá, no dia 11 de novembro de 1962.
Enquanto aguardava a hora do jogo, o selecionado brasiliense realizou um treino no dia 9, seguido de dois toques, e um ligeiro apronto no dia seguinte, no estádio Presidente Dutra.
No dia do jogo, 11 de novembro de 1962, novamente o estádio Presidente Dutra estava superlotado. Os termômetros acusavam a temperatura de 38 graus.
Animados por sua enorme torcida, os matogrossenses lançaram-se rapidamente ao ataque, levando constante perigo à meta de Gonçalinho que, com arrojadas intervenções, tinha de se desdobrar para não ver seu arco ser vazado.
A segunda etapa foi mais equilibrada, embora o domínio territorial continuasse pertencendo ao selecionado do Mato Grosso. O 0 x 0 permaneceu até o final do segundo tempo.
Estabelecia o regulamento da CBD para os campeonatos nacionais se o jogo terminasse empatado seria necessária a realização de uma prorrogação, dividida em dois tempos de 15 minutos cada; ao final dessa prorrogação, persistindo o empate, a decisão seria através da cobrança de penalidades máximas até que se conheça o vencedor.
Evidenciando certo cansaço e um pouco já sem forças, o time local deixou-se envolver pelas boas tramas da ofensiva brasiliense que não teve dificuldades em abrir a contagem logo aos dois minutos da prorrogação, depois de uma bela triangulação entre João, João Dutra e Cid, proporcionando a Ely, completamente desmarcado dentro da área, chutar forte e colocado sem chance de defesa para o bom goleiro Airton. Daí em diante, o selecionado brasiliense tomou as rédeas da partida, dando uma bela exibição de futebol na prorrogação.
A arrecadação somou a importância de Cr$ 725.890,00, constituindo-se em novo recorde na história do futebol matogrossense.
O árbitro da Federação Paulista de Futebol, Romeu Nosela Filho, dirigiu o encontro. As duas seleções formaram assim: MATO GROSSO: Airton, Pelé, Dunga, Garrafinha e Virgílio; Arionor e Sílvio; Bira, Tachi, Magalhães e Everaldo. DISTRITO FEDERAL: Gonçalinho (Matil), Aderbal, Oswaldo, Bimba e Enes; João e João Dutra; Ramiro, Cid, Ely e Raimundinho (Matarazzo).

Após essa vitória, o selecionado brasiliense qualificou-se para enfrentar a seleção de Goiás, o que passaremos a acompanhar na 3ª parte dessa matéria.

quinta-feira, 12 de março de 2015

SÉRIE “AS SELEÇÕES DE BRASÍLIA”: A PRIMEIRA VEZ EM UMA COMPETIÇÃO NACIONAL - 1962 - 1ª parte





Passada a Copa do Mundo de 1962, a Confederação Brasileira de Desportos - CBD voltou a realizar o Campeonato Brasileiro de Seleções, competição que havia sido promovida pela última vez em 1959.
Recebido o convite, a Federação Desportiva de Brasília - FDB, através do seu Presidente, Ademar Gomes Moreira, e seu Diretor de Futebol, Aliatar Pinto de Andrade, passaram a estudar os prós e os contras da participação da Seleção de Brasília nessa competição.

Debateram entre eles o assunto e mantiveram entendimentos com os diversos clubes filiados a respeito da possibilidade de Brasília se fazer representar no Campeonato Brasileiro.

Concluíram que não seria de bom alvitre a participação de Brasília, em virtude, principalmente, de Estados situados numa região onde se praticava um futebol ainda inexpressivo e, consequentemente, sem possibilidades de favorecer financeiramente a FDB. Justificaram que Brasília teria, por exemplo, que começar jogando contra Mato Grosso e, se conseguisse a classificação, jogaria com Goiás. Eram dois Estados onde o futebol não havia se desenvolvido muito e, como Brasília também, estavam em formação, claramente os resultados financeiros não seriam nada proveitosos.
Logo depois, no dia 26 de outubro de 1962, aconteceu outra assembleia, onde a FDB esclareceu que, de acordo com determinação da CBD, era obrigatória a participação de suas filiadas no Campeonato Brasileiro. Os debates em torno do assunto foram acalorados, com opiniões diversas, mas devido à obrigatoriedade de participação, ficou decidido que Brasília estaria presente nessa competição nacional.
Imediatamente foram discutidos os problemas decorrentes da presença da Seleção de Brasília no campeonato.
O assunto inicial foi a verba para essa participação, tendo o Diretor de Futebol apontado para 200 mil cruzeiros as despesas iniciais, montante que a entidade não possuía. Num belo gesto, os clubes se cotizaram e iniciaram a campanha para cobrir as despesas. Foi em seguida nomeada uma Comissão para tratar do assunto, integrada por Carlindo Cruz e Rui Rossas do Nascimento.
Também nessa assembleia, Aliatar de Andrade convocou o técnico Didi de Carvalho para dirigir a seleção brasiliense e esboçou uma possível lista dos convocados.
Em boletim extra publicado na manhã do dia 27 de outubro de 1962, a FDB deu a conhecer a seguinte lista de convocados para a composição de seu selecionado:

GOLEIROS: Gonçalinho (Presidência), Matil (Defelê), Walmir (Defelê) e Marcos (Rabello);
ZAGUEIROS: Aderbal (Guará), Edilson Braga (Cruzeiro), Enes (Rabello) e João (Nacional);
MÉDIOS: Bimba (Rabello), Sir Peres (Guará) e Matarazzo (Defelê);
ATACANTES: Arnaldo (Rabello), João Dutra (Rabello), Ely (Defelê), Alaor Capella (Rabello), Cid (Colombo), Tião I (Colombo), Tião II (Colombo), Zezito (Guará), Zezito (Nacional) e Ramiro (Defelê).

A Comissão Técnica era formada por Aliatar Pinto de Andrade, Waldyr de Carvalho e Paulo Linhares (presidente do Rabello). O preparador físico foi Walter Machado da Costa e o massagista Leonardo Ferreira.
Logo após a convocação começaram a surgir os primeiros desentendimentos, o maior deles o local para o primeiro jogo entre as seleções de Brasília e do Mato Grosso. 
A principal praça de esportes do DF pertencia ao Grêmio Brasiliense, que negou a sua cessão, numa represália por não ter sido convocado nenhum jogador do seu quadro.
A Comissão Técnica definiu que seriam realizados quatro treinos a partir do dia 30 de outubro, data do primeiro. Todos os ensaios tiveram como local o campo do Defelê. O segundo treino foi realizado no dia 1º de novembro de 1962, tal qual o primeiro, contou com a presença de grande número de torcedores.
No terceiro treino coletivo, realizado no dia 2 de novembro, a equipe considerada titular apresentou-se com Gonçalino, Aderbal, Edilson Braga, Bimba e Enes; João e João Dutra; Ramiro, Cid, Ely e Arnaldo.
A seleção do Mato Grosso era formada por jogadores da cidade de Corumbá, que recentemente havia ganhado o torneio do Estado. A delegação visitante se hospedou no Hotel Imperial.

O 1º JOGO

Às 16 horas do dia 4 de novembro de 1962 a bola rolou para as seleções de Brasília e do Mato Grosso. A seleção brasiliense apresentava-se melhor nos primeiros minutos e não demorou para marcar o primeiro gol, logo aos 10 minutos de jogo, através de Cid, numa cabeçada espetacular, depois de um escanteio cobrado por João Dutra e escorado, também de cabeça, por Ely.
Não demorou para a produção da seleção brasiliense diminuir, passando as ações a ficarem equilibradas. O time adversário começou a se movimentar melhor em campo, com algumas pontadas fulminantes, obrigando o goleiro Gonçalinho a fazer algumas boas defesas. Aos 38 minutos do primeiro tempo, o central Edilson Braga cometeu pênalti. Lara, com forte tiro, venceu a Gonçalinho, empatando o jogo. 
Ramiro foi o autor do gol da vitória, nos últimos vinte minutos do segundo tempo, após excelente jogada, onde sua velocidade e tirocínio do lance, fizeram com que chegasse antes do goleiro e mandasse a bola para a rede.
A súmula do jogo foi essa:

DISTRITO FEDERAL 2 x 1 MATO GROSSO
DATA: 4 de novembro de 1962
LOCAL: Estádio Israel Pinheiro, Brasília (DF)
ÁRBITRO: Lourandyr de Castro Gomes (DF)
Renda: CR$ 185.000,00
GOLS: Cid e Ramiro para o Distrito Federal e Lara para o Mato Grosso.
DISTRITO FEDERAL: Gonçalinho, Aderbal, Edilson Braga, Bimba e Enes; João e Joãozinho; Ramiro, Cid, Ely e Arnaldo (Zezito).
MATO GROSSO: Airton, Pelé, Sílvio, Dunga e Virgílio; Ariomar e Garrafinha; Bira, Dario, Tachinha e Lara.

terça-feira, 10 de março de 2015

A EXCURSÃO DO BRASÍLIA EM 1978 - 2ª parte



O Brasília retornou ao interior paulista para enfrentar seguidamente três equipes do Vale do Paraíba. No dia 9 de agosto, no Estádio Martins Pereira, em São José dos Campos (SP), teve como adversário o São José E. C. Foi um jogo muito equilibrado e o placar de 0 x 0 demonstrou bem isso. O São José atuou com essa formação: Paulo César, Aluísio, Hélio, Tito e Bororó; Julião, Dão e Nelsinho; Jorge Vinícius (Zé Luiz), Zé Roberto e Chiquinho. Técnico: Muca. O Brasília jogou com Jonas, Ferreti, Jonas Foca, Emerson (Luís Carlos) e Odair; Paulinho, Ernâni Banana e Péricles; Zezinho Maranhão, Albeneir e Nei (Edmar). Técnico: Cláudio Garcia.

segunda-feira, 9 de março de 2015

A EXCURSÃO DO BRASÍLIA EM 1978 - 1ª parte



A equipe do Brasília Esporte Clube embarcou no dia 23 de julho de 1978, pela manhã, com destino a Votuporanga, cidade paulista onde disputaria no dia 24 de julho o primeiro amistoso de uma série que realizou pelo interior de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Essa excursão teve por objetivo preparar a equipe para o campeonato brasiliense de 1978, quando o Brasília estaria buscando a conquista do tricampeonato.

sexta-feira, 6 de março de 2015

OS CLUBES DO DF NAS COMPETIÇÕES NACIONAIS: O GAMA NO CAMPEONATO BRASILEIRO DA SÉRIE B DE 2005



O Campeonato Brasileiro da Série B de 2005 teve a participação de 22 equipes. O Gama foi o representante do futebol do Distrito Federal. 
Na Primeira Fase, os clubes jogaram entre si, em turno único. Os oito melhores colocados classificavam-se para a outra fase. O Gama não conseguiu passar de fase, ao obter a 13ª colocação no geral.

quinta-feira, 5 de março de 2015

GRANDES RESULTADOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: UMA GOLEADA DO GAMA SOBRE O FUTURO CAMPEÃO BRASILEIRO





No dia em que o jogo foi realizado, 18 de novembro de 2001, não passava de mais uma partida válida pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A. De um lado, o Gama, que lutava desesperadamente para se afastar da zona de rebaixamento. Tinha 27 pontos ganhos e ocupava a 21ª posição (28 clubes disputaram o campeonato). Do outro, o Atlético Paranaense, que tinha 47 pontos, ocupava a segunda colocação e era uma das cinco equipes com vaga garantida na fase seguinte, as quartas-de-final.

segunda-feira, 2 de março de 2015

domingo, 1 de março de 2015

O QUE ACONTECEU HÁ 50 ANOS (01 a 31.03.1965)


07.03.1965


Em amistoso realizado no Estádio Vasco Viana de Andrade, o Grêmio venceu o 1º de Maio por 3 x 0. Os gols foram marcados nesta ordem: Nobre, 2; Bugue, 13 e Paulinho, 29. O Grêmio formou com Law, Milton, Arlindo, Walter e Chagas; Edson Galdino e Fino; Nobre, Bugue, Paulinho e Hélio. O 1º de Maio foi derrotado com Tarzan, Miranda, Firmo, Neto e Airton; China e Cascorel; Goiano, Índio, Baiano e Antônio.