quinta-feira, 30 de novembro de 2017

OS PIONEIROS: Eluff


Eluff Gadia nasceu no dia 26 de setembro de 1936, na cidade de Nova Veneza de Goiás. Filho de José Jorge Gadia e Nádma José Issi, filhos de libaneses, em 1945 Eluff mudou-se com a família para Anápolis (GO).
Como curiosidade, registramos: Eluff serviu o Exército na cidade de Ipameri (GO). Era indisciplinado e só não foi expulso do Exército por que jogava no time dos oficiais!
Em 15 de novembro de 1952 foi fundado o Ipiranga Atlético Clube, agremiação onde Eluff começou a jogar futebol.
Em 1958, foi parar em Ribeirão Preto (SP), passando a jogar em times amadores da cidade. O São Paulo demonstrou interesse em contratá-lo, mas Eluff não aceitou a proposta, preferindo ir para Brasília, onde ingressou no quadro de funcionários da NOVACAP, passando a fazer parte da equipe do Departamento Jurídico - DJ, admitido como Oficial de Administração em 4 de março de 1960.
Meses antes, para não ficar afastado do futebol, firmou compromisso com o Grêmio Esportivo Brasiliense, clube que havia sido fundado em 26 de março de 1959, e que resolveu reforçar seu elenco trazendo muitos elementos do futebol de Anápolis, como, por exemplo, Ralph, Eluff e também o seu técnico, Rubens Porfírio da Paz.
O campeonato brasiliense de 1959 teve início no dia 31 de maio e foi disputado por 19 equipes que, na primeira fase, foram divididas em duas zonas: Sul e Norte. O Grêmio de Eluff fez parte da Zona Sul. Conforme estabelecido no regulamento, os clubes jogariam dentro de suas respectivas zonas, em turno e returno, com os vencedores decidindo, numa série “melhor-de-três”, o título de campeão da cidade.
O favorito para a conquista do título da Zona Sul e também do campeonato era o Guará. Grêmio e Guará lideraram, lado a lado, o campeonato da Zona Sul até a última rodada, disputada no dia 25 de outubro de 1959, quando, para surpresa de todos, aconteceu empate entre as equipes do Guará e da EBE, pela contagem de 2 x 2. Com isso, o Guará somou mais um ponto perdido (totalizando quatro), deixando que o Grêmio alcançasse o título de campeão da Zona Sul.
Passou, então, a decidir o campeonato com o Esporte Clube Planalto, já qualificado como campeão da Zona Norte, numa série “melhor de quatro pontos”.
As partidas foram truncadas, acidentadas, com muitas expulsões, mas também tiveram desenrolar empolgante, graças ao espírito de luta com que se apresentaram os 22 elementos em campo.
Ipiranga, de Anápolis
Na primeira, no dia 8 de novembro, em seu campo, o Grêmio venceu por 4 x 2, formando com Bosco, Amauri e Hugo; José, Alemãozinho e Ralph; Carlinhos, Nilo, Jair, Eluff e Roberto.
Na segunda, uma semana depois, empate em 3 x 3. Na última, em 22 de novembro, um gol de Carlinhos, aos 26 minutos do 2º tempo, deu a vitória de 1 x 0 e o primeiro título de campeão do futebol brasiliense ao Grêmio.
Cabe registrar que um dos primeiros jogos do Defelê, fundado em 1º de janeiro de 1960, foi contra o time da EBE, perdendo de 5 x 0.
Poucos dias depois, na revanche, reforçada por Eluff, o Defelê devolveu a goleada ao time da EBE, vencendo por 6 x 1.
Em 1960, Eluff se transferiu para o Clube de Regatas Guará. O Guará era o clube de maior atividade em Brasília no ano de sua inauguração. Estava sempre buscando novas contratações para reforçar seu elenco e não demorou para convidar Eluff para defendê-lo.
Constantemente estava realizando amistosos ou visitando outras cidades.
A estreia de Eluff no Guará aconteceu mesmo antes da inauguração de Brasília (21 de abril de 1960). No dia 27 de março de 1960, no Estádio Israel Pinheiro, aconteceu o amistoso interestadual envolvendo Guará e Araguari Atlético Clube, que chegou com a fama de pentacampeão do Triângulo Mineiro. O Araguari venceu o jogo por 3 x 1. O Guará formou com Redola, Silas e Tostão; Homero, Severo e Múcio; Belchior, Luisinho, Fernandinho (Mauro), Eluff e Brasil. Treinador: Augusto da Costa.
Ataque do Guará em 1961: Paulo Reis, Severo,
Fernandinho, Eluff e Sabará
Logo depois, outro amistoso, no dia 1º de maio de 1960, o primeiro jogo de futebol após a inauguração de Brasília. O Guará, contando com Eluff, venceu o time da Construtora Ribeiro por 3 x 2, formando com Bosco, Manoelito, Tostão e Luizinho; Múcio e Severo; Zé Siqueira, Fernando, Íris, Eluff e Valter (Mário). Treinador: Augusto da Costa.
Duas semanas depois, em outro amistoso, o Guará empatou em 1 x 1 com o Vila Nova, de Goiânia, que assim se tornou a primeira equipe de fora a atuar em Brasília.
No dia 22 de maio de 1960, em mais um amistoso contra a equipe do Ribeiro, com vitória de 3 x 1, Eluff marcaria o seu primeiro gol com a camisa do Guará.
Teve atuação destacada na grande vitória do futebol brasiliense com a goleada aplicada pelo Guará ao time do Goiás, no campo do Guará, em 12 de junho de 1960: 6 x 0.
O Guará formou com Redola, Tostão (Humberto ou Aldemar) e Clemente (Jorge); Pedrinho, Severo e Múcio; Carlinhos (Amálio), Fernandinho, Íris, Eluff e Maia.
Cartaz de amistoso em Anápolis:
Eluff, o mestre
No amistoso contra o Fluminense, de Araguari, no feriado de 7 de setembro de 1960 (derrota de 1 x 0), o jornal Correio Braziliense atribuiu notas aos jogadores das duas equipes. Após uma destacada atuação no meio de campo do Guará, a Eluff coube uma nota oito, a segunda da equipe; a primeira, nota nove, coube ao goleiro Redola.
De forma oficial, Eluff estrearia no dia 27 de novembro de 1960, em jogo válido pelo campeonato brasiliense desse ano, na goleada de 7 x 0 sobre o Alvorada. O Guará atuou com essa formação: Édson, Clemente, Tostão e Enes; Remis e Bimba; Paulo Reis, Severo, Fernandinho, Eluff e Sabará. Técnico: Rubens Porfírio.
O Guará ficou com o segundo lugar nesse campeonato. Eluff marcou apenas um gol, no dia 4 de dezembro de 1960, na derrota para o Planalto, por 3 x 2.
No começo do ano de 1961, Eluff resolveu se transferir para o Planalto e por este clube disputou o Torneio “Prefeito Paulo de Tarso”, realizado de 26 de fevereiro a 26 de março com seis equipes (os cinco primeiros colocados de 1960 e o Sobradinho, campeão da Segunda Divisão de 1960). Por ironia, o Guará ficaria com o título de campeão desse torneio.
Seu primeiro jogo com a camisa do Planalto aconteceu em 5 de março de 1961, na derrota de 3 x 1 diante do Grêmio. Assim formou o Planalto: Raspinha, Jair e Edson Galba; Loureiro, Nilo e Edvino (Mariano); Beto (Eluff), Leônidas, Viola, Carrara e Cardoso.
Uma semana depois, na vitória de 4 x 2 sobre o Sobradinho, Eluff marcaria seu único gol na competição.
Antes, porém, do início do campeonato brasiliense de 1960, Eluff retornaria ao Guará.
Com ele na equipe, o Guará foi vice-campeão do Torneio Início realizado no dia 9 de julho de 1961, no Estádio “Israel Pinheiro”, do Guará. Oito clubes participaram.
O Guará venceu o Sobradinho, por 1 x 0, empatou em 0 x 0 e venceu nos pênaltis ao Grêmio e na final, diante do Nacional, aconteceu empate em 2 x 2, tornando necessária a realização de uma prorrogação, quando o Nacional venceu por 1 x 0. Eluff foi expulso de campo nesse jogo.
Jogadores de Guará e Botafogo-RJ
Pouco tempo depois, em 17 de setembro de 1961, Eluff fez parte da equipe do Guará que foi impiedosamente goleada pelo Botafogo, pelo placar de 6 x 0.
No campeonato brasiliense, o Guará ficaria com a terceira colocação, atrás de Defelê (campeão) e Rabello. Eluff voltaria a marcar apenas um gol na competição, no dia 13 de agosto de 1961, no empate de 3 x 3 com o Defelê.
Em 1962, Eluff continuou registrado como atleta do Guará, que chegou apenas em quarto lugar na competição que só foi encerrada em fevereiro de 1963.
O ano de 1963 foi o último de Eluff no futebol brasiliense. O Guará já não demonstrava a mesma força de antes, ficando em oitavo lugar na classificação final do campeonato brasiliense, disputado por nove equipes.
Édson Galba e Eluff
Eluff marcaria apenas um gol na competição, no dia 2 de junho de 1963, no empate em 2 x 2 com o Guanabara.
Seu último jogo aconteceu no dia 29 de setembro de 1963, no estádio Vasco Viana de Andrade, na derrota para o Cruzeiro (que seria campeão brasiliense desse ano), por 4 x 0. O Guará formou com Vladimilson, Mabinho, Eliseu, Sir Peres e Tati; Pelé e Baianinho; Zeca, Múcio, Eluff e Márcio.
Pouco antes de se começar a falar em profissionalismo no futebol brasiliense (que aconteceria em 1964), Eluff abandonou o futebol e passou a se dedicar exclusivamente ao seu emprego na NOVACAP.
Por curiosidade, registramos que Eluff, assim como também vários jogadores do Guará, também disputava os jogos do campeonato brasiliense de futebol de salão, prática comum na época do amadorismo.
Eluff faleceu no dia 12 de novembro de 2001.

Colaboração: Marcus Vinícius Gadia.








quarta-feira, 29 de novembro de 2017

COMISSÕES TÉCNICAS DOS CLUBES QUE PARTICIPARAM DO CAMPEONATO BRASILIENSE DA SEGUNDA DIVISÃO DE 2011


Robertinho
LEGIÃO

GERENTE DE FUTEBOL: Emanoel Teixeira da Silva
TÉCNICO: Roberto Oliveira Gonçalves do Carmo (Robertinho)
PREPARADOR FÍSICO: Wagner do N. Silva
MASSAGISTA: Júlio César B. de Sousa

BOLAMENSE

TÉCNICO: Alexandre Matos, Antônio Teixeira e Paulo Roberto Junges (Gauchinho)
PREPARADOR FÍSICO: Fabrício Pinheiro Alves
AUXILIAR TÉCNICO: Israel R. Schimdt
TREINADOR DE GOLEIROS: Enio Tavares Oliveira
MASSAGISTA: André Targino e Júlio César A. dos Santos

Lucca Baggio
BANDEIRANTE

TÉCNICO: Lucca Baggio e Edmilson Marçal Passos
PREPARADOR FÍSICO: Gabriel A. Sousa
MASSAGISTA: Francisco Alves Pereira

BRAZLÂNDIA

SUPERVISOR: Ricaom Ruthes
TÉCNICO: Sílvio de Jesus Silva
PREPARADOR FÍSICO: Marcos Fábio Oliveira Lima
MASSAGISTA: Elias Pereira dos Santos

Binha
CRUZEIRO

TÉCNICO: Roberto Perez Patu, Luiz Carlos dos Santos Souza e Clodevaldo Pinto de Souza (Binha)
AUXILIAR TÉCNICO: Ivani Alves Oliveira
PREPARADOR FÍSICO: Paulo Sérgio Munuera
TREINADOR DE GOLEIROS: Marco A. Cardoso
FISIOTERAPEUTA: Igor Parada Romariz
MASSAGISTA: Francisco Valdery da Silva


CAPITAL

SUPERVISOR: Luís de Oliveira
TÉCNICO: Mozair Barbosa e Reinaldo Gueldini
PREPARADOR FÍSICO: Venâncio Soares
MÉDICO: André Carrara Ribeiro
MASSAGISTA: José Flávio

Marcelo Gigoski
SAMAMBAIA

GERENTE DE FUTEBOL: Carlos Félix e Silva
TÉCNICO: Marcelo Gigoski
PREPARADOR FÍSICO: Christian Botelho Ramos
TREINADOR DE GOLEIROS: Gracinaldo Martins dos Santos
FISIOTERAPEUTA: Claudir Antônio Carneiro Junior
MASSAGISTA: Oscar Ferreira Santana

DOM PEDRO II

SUPERVISOR: Pedro Masseno Ferreira
TÉCNICO: José Lopes de Oliveira (Risada)
PREPARADOR FÍSICO: Robson Garcia Leal
TREINADOR DE GOLEIROS: Adalberto de S. Barros Junior
MÉDICO: Estevam Guimarães
FISIOTERAPEUTA: Carlos Magno
MASSAGISTA: Hélio Rodrigues Viana

Cleiton Mineiro
UNAÍ

DIRETOR: Cleonildo G. da Costa
TÉCNICO: Adenilton Soares e Cleiton Aparecido da Silva Dias (Cleiton Mineiro)
PREPARADOR FÍSICO: Carlos Eduardo Cosmi
TREINADOR DE GOLEIROS: Eder E. dos Santos
MASSAGISTA: Geraldo E. Silva

GUARÁ

DIRETOR ADMINISTRATIVO: Manoelino Rodrigues de Sousa
SUPERVISOR: Régis Carvalho
TÉCNICO: Marcos Aurélio Alves da Silva (Marquinhos Carioca) e Pedro Hugo Barros
PREPARADOR FÍSICO: Pedro Hugo Barros
TREINADOR DE GOLEIROS: Marcão
MÉDICO: Carlos Magno M. de Paiva
MASSAGISTA: Sebastião Guedes Monteiro

Genilson Duarte
S. E. PLANALTINA

TÉCNICO: Luiz Carlos Afonso Ferreira e Genilson Alves Du
AUXILIAR TÉCNICO: William Jhonatan Silva Vasconcelos
PREPARADOR FÍSICO: José Carlos de Oliveira
MÉDICO: Hilton Nepomuceno
MASSAGISTA: Carlos Alberto Ferreira dos Anjos

LUZIÂNIA

TÉCNICO: Evilásio de Almeida Peba
PREPARADOR FÍSICO: Antônio Carlos de Lima
MÉDICO: Inácio Haroldo D'Abadia
MASSAGISTA: Sílvio dos Santos César

PARANOÁ

SUPERVISOR: Francisco Alves Costa Filho
TÉCNICO: Jair Pereira e Wilson Moreira
PREPARADOR FÍSICO: Márcio Wagner
MASSAGISTA: Ubirajara Correia de Souza

Ricardo Freitas
SANTA MARIA

GERENTE DE FUTEBOL: José Ribamar Leandro Lacerda
TÉCNICO: José Ricardo Alves de Freitas
AUXILIAR TÉCNICO: Jhon Kleber Bernardo de Araújo
PREPARADOR FÍSICO: Ricardo Dantas Gomes
TREINADOR DE GOLEIROS: Giovane Messias Tomé
MASSAGISTA: Gilvan Rodrigues de Sousa

SOBRADINHO

SUPERVISOR: Fernando Alexandre J. da Silva
TÉCNICO: Reinaldo Gueldini e Jezimar Marques do Nascimento (Flu)
PREPARADOR FÍSICO: Fernando Julião Darcilio
MÉDICO: Willian Roberto Pereira
FISIOTERAPEUTA: Rafael Pereira C. da Cruz
MASSAGISTA: Bruno Cezario Lessa



terça-feira, 28 de novembro de 2017

O PRIMEIRO JOGO INTERESTADUAL DO BRASÍLIA


O goleiro Bim, aqui com Dirceu Lopes
Em seu primeiro jogo interestadual, realizado no dia 28 de novembro de 1975, no estádio do Centro Desportivo Presidente Médici, o Brasília Esporte Clube venceu o Fluminense, de Araguari (MG), por 3 x 1.
O Fluminense começou o jogo muito entusiasmado e logo aos dois minutos de jogo, abriu o marcador, por intermédio de Gil.
Ainda no primeiro tempo, o Brasília virou o jogo, com dois gols de Lenilson, aos 10 e aos 43 minutos.
Aos 29 minutos do segundo tempo, Nei definiu o marcador em favor do Brasília, após tabelar com Lenilson, dominar a dois zagueiros e chutar no canto direito de Bim, consolidando a vitória do Brasília.
Édson Rezende de Oliveira foi o árbitro e as equipes formaram assim:
BRASÍLIA: Norberto, Terezo (Vilmar), Pedro Pradera, Odair e Juanito; Ercy, Raimundinho e Osmar; Humberto, Lenilson (Mineirinho) e Nei.
FLUMINENSE: Bim, J. Alves, Carlos Alberto, Marrom e Jackson; Tininho e Hamilton; Gil, Marquinhos, Campos e Nenê.
Detalhe negativo: não havia gandulas em campo e os goleiros tiveram que realizar um trabalho extraordinário.



segunda-feira, 27 de novembro de 2017

AS DECISÕES: Torneio Antônio Carlos Barbosa - 1962


Ceninho não pôde evitar
a derrota do Cruzeiro
A decisão do torneio “Antônio Carlos Barbosa” aconteceu no dia 3 de junho de 1962, no Estádio Israel Pinheiro, do Guará.

Na preliminar, às 13:45 horas, decidindo o terceiro lugar, o Guanabara marcou 2 x 1 sobre o Alvorada. Farneze fez 1 x 0 para o Guanabara no primeiro tempo. No segundo, Fuzo voltou a marcar para o Guanabara e Joãozinho assinalou o tento do Alvorada.
Sob a direção do árbitro Lourandyr de Castro Gomes, as equipes formaram assim: Guanabara - Agildo (João), Toninho, Santana (Zeca) e Zenildo; Joãozinho e Farneze; Nelício, Lula, Walfredo, Paulo Reis e Barbosa (Fuzo). Alvorada - Portilho, Ibê, Juvenil e Cremonês; Dias e Pel; Edmundo, Zezito, Jasson, Nelson e Joãozinho.

No jogo principal, a Presidência sagrou-se campeã do torneio ao vencer o Cruzeiro do Sul por 3 x 1.
A partida apresentou duas fases distintas e, talvez por isso, tenha agradado aos torcedores presentes. Os primeiros 45 minutos favoreceu francamente ao Cruzeiro e na etapa derradeira houve total modificação no comando das ações que passaram a pertencer ao time da Presidência.
A primeira impressão deixada pelas equipes é de que o Cruzeiro não encontraria dificuldade em alcançar a vitória. As ações lhe pertenciam inteiramente e o quadro da Presidência se viu forçado a recuar para tentar conter o ímpeto do adversário, que perdeu um sem número de oportunidades.
Inesperadamente, entretanto, mas em consequência do avanço desmedido do quadro do Cruzeiro, que atacava em bloco, num contra-ataque a Presidência abriu a contagem aos dez minutos, através de Brasil.
O Cruzeiro, diga-se de passagem, não se impressionou e logo depois conseguiu a chance do empate, através de um pênalti marcado a seu favor, desperdiçado por Ceninho, que chutou para fora. Mas, o mesmo Ceninho redimiu-se aos 30 minutos, decretando a igualdade no marcador, com um belo tento. Com o placar em 1 x 1, terminou a primeira fase.
O panorama mudou completamente aos dez minutos do segundo tempo, quando Anchieta assinalou o segundo gol da Presidência, em novo descuido da retaguarda cruzeirense. A partir desse instante, o Cruzeiro começou a perturbar-se e o time da Presidência a crescer em campo. E então sucedeu aquilo que o Cruzeiro não soube fazer, tornar-se objetivo, traduzinho a superioridade territorial e técnica em tentos. Foi o que fez a Presidência. Aproveitou o desacerto do adversário e procurou marcar. E, aos 22 minutos, Luizinho, num lençol sobre o goleiro Zé Maria, assinalou o terceiro gol que selou a sorte da partida. Daí por diante, o Cruzeiro não teve mais como recuperar-se, aproveitando-se a Presidência para, em pontadas perigosas, colocar o arco do adversário em constante risco, chegando, inclusive, a marcar o quarto gol, anulado pelo árbitro, não se sabe bem por que razão. Resultado final: 3 x 1 em favor da campeã A. E. Presidência.
O árbitro do encontro foi Moacyr Siqueira e as equipes formaram assim: 
Presidência - Gonçalinho, Medalha, Arnaldo e Negrito; Brum e Bezerra; Azulinho (Luizinho), Brasil, Anchieta, Múcio e Tabali (Alemão). 
Cruzeiro - Zé Maria, Jair, Parola e Pedrinho; Edilson Braga e Morales; Beto (Machado), Ceará, Ceninho, Beto Pretti e Raimundinho.


domingo, 26 de novembro de 2017

HÁ 50 ANOS NO FUTEBOL BRASILIENSE: Cruzeiro vence torneio no Gama


Nos dias 26 de novembro e 3 de dezembro de 1967, Coenge Futebol Clube e Associação Atlética e Cultural Mariana, ambos da cidade-satélite do Gama, promoveram um torneio quadrangular que contou ainda com as presenças de Rabello (representado por sua equipe de juvenis) e Cruzeiro do Sul (com um time misto), clubes profissionais do Distrito Federal.
Os jogos foram realizados no campo da A. A. Cultural Mariana.
Na primeira rodada, no dia 26 de novembro, às 14 horas, o Cruzeiro do Sul venceu a A. A. Cultural Mariana por 2 x 1. No outro jogo, iniciado às 16 horas, Coenge e Rabello empataram em 1 x 1 (nos pênaltis, vitória do Coenge por 3 x 2).
Na decisão do torneio, no dia 3 de dezembro, o 3º lugar ficou com o Rabello ao vencer a Cultural Mariana por 3 x 2.
Na final o Cruzeiro venceu o Coenge por 4 x 3 e sagrou-se campeão.



sábado, 25 de novembro de 2017

OS CAMPEÕES: Gama - 1990


Mesmo contando com um elenco reduzido (utilizou apenas 20 jogadores), o Gama conquistou em 1990 o seu segundo título de campeão brasiliense (o primeiro foi em 1979).
Foram 18 jogos, com dez vitórias, sete empates e apenas uma derrota.
Marcou 29 gols e sofreu nove.
Cinco jogadores (Chaguinha, Toinzé, Augusto, Vicente e Evandro Chaveirinho) estiveram presentes nas 18 partidas disputadas pelo Gama no campeonato.
Orlando Pereira, o Lelé, foi o técnico do Gama em 17 jogos. Somente em um, foi substituído interinamente pelo ex-goleiro Hélio Alcântara.
Eis a performance desses vinte jogadores:

P
APELIDO
NOME COMPLETO
JD
GM
GS
G
Nasser
Nasser Dantas Kahlil
13
5
G
Chicão
Francisco Xavier Barbará
5
4
Z
Chaguinha
Francisco das Chagas Lima de Oliveira
18
Z
Toinzé
Antônio José Sousa dos Santos
18
1
Z
Claudinho
Luiz Cláudio Mendonça Gonzaga
17
1
Z
Zinha
Osias Oliveira Bonfim
17
Z
Hélio
Hélio José Carreira
3
MC
Augusto
Augusto Pedro de Souza
18
6
MC
Vicente
Vicente Paulo da Silva
18
2
MC
Zé Nilo
José Nilo do Nascimento
17
1
MC
Filó
Filomeno Barbosa Dias
15
2
MC
Artur
Artur Neto Campos da Silva
9
2
MC
Julião
José Marcos Julião
6
MC
Michael
Michael José Bastos
2
0
A
Evandro Chaveirinho
Evandro Gama do Nascimento Alexandre
18
9
A
Zoca
José Maurício de Souza Antunes
16
2
A
Amarildo
Amarildo de Vasconcelos Barros
8
1
A
Beijoca
Jorge Augusto Ferreira Aragão
8
1
A
Formiga
José Maria do Carmo
4
1
A
Eudes
Eudes Gonçalves Martins
1

P = posições: G - goleiro, Z - zagueiro, MC - meio de campo e A - atacante
JD = jogos disputados
GM = gols marcados
GS = gols sofridos