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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

POR ONDE ANDA JUSSIÊ?





O blog acaba de contratar o investigador particular “Faro Fino” com a finalidade de identificar o paradeiro de jogadores, treinadores e dirigentes que já passaram pelo futebol brasiliense, em todos os tempos.
E como funcionará essa nova seção? 
A primeira parte da “investigação” será fornecida pelo blog, que colocará na postagem todas as informações que possui sobre o “investigado”.
Depois das dicas que o blog fornecer, será a vez do trabalho de investigação do Faro Fino, que não será outro senão a colaboração dos amigos e parentes do investigado, que acrescentarão novidades nos comentários ou mesmo encaminhando uma mensagem via e-mail (jrca1957@gmail.com).
Com base nessas colaborações, Faro Fino apresentará seu relatório final!
Tentaremos realizar “investigações” semanais e contamos com a colaboração de todos os nossos leitores.
Estamos iniciando essa nova seção com o jogador JUSSIÊ!

JUSSIÊ

Jussiê No Seara, o Jussiê, nasceu em Barreiras (BA), em 10 de agosto de 1963.
Começou nas categorias de base do Brasília Esporte Clube, sagrando-se bicampeão brasiliense de juniores nos anos de 1980 e 1981.
No final do ano de 1980, foi convocado pela primeira vez para a seleção brasiliense de juniores, que disputou o III Campeonato Brasileiro de Seleções, em Goiânia (GO).
Novamente em dezembro de 1981 foi um dos jogadores convocados pelo técnico Ercy Rosa para defender a Seleção de juniores do Distrito Federal no IV Campeonato Brasileiro da categoria. Pelo segundo ano consecutivo, o DF não se classificou para a fase seguinte.
Também em 1981 disputou um bom campeonato brasiliense de profissionais pelo Brasília Esporte Clube, que levou o Jornal de Brasília a colocá-lo na seleção do ano, elegendo-o como o melhor ponteiro direito da competição.
As boas atuações de Jussiê o levaram a ser convocado para a Seleção Brasileira Sub-18 que, em janeiro de 1982, em Moscou, disputou o Torneio Valentin A. Granatkin (ex-vice-presidente da FIFA). A seleção brasileira ficou com o vice-campeonato, atrás apenas da Seleção A da União Soviética (as demais seleções foram Alemanha Ocidental, Bulgária, Itália e a Seleção B da União Soviética). Jornalistas de vários países se mostraram impressionados, principalmente com Giovani, o maior destaque dessa seleção, e com Jussiê, devido aos seus dribles.
Antes do término do torneio, ainda em janeiro de 1982, o Vasco da Gama contratou Jussiê.
Depois do torneio em Moscou, Jussiê se apresentou ao técnico Antônio Lopes, que o convocou para juntar-se logo ao grupo de profissionais, apesar de ter idade de juvenil.
Mas Jussiê enfrentava um problema físico muito sério, que só foi sanado com uma operação um tanto ou quanto difícil, feita pelo médico Clóvis Munhoz, e que consistiu em colocar a rótula no lugar que lhe cabe no joelho. Antes, Jussiê não suportava jogar durante muito tempo e por isso não foi convocado para defender a seleção de juniores que disputou o Sul-Americano da categoria no Uruguai, um ano antes.
Recuperado da cirurgia no joelho, Jussiê pôde fazer sua estreia no time titular do Vasco da Gama em 9 de fevereiro de 1983, no Torneio Internacional Feira do Sol, contra o Estudiantes, de Mérida (Venezuela), com vitória do clube brasileiro pelo placar de 3 x 0.
Jussiê passou a ser titular da posição pelo que apresentou nos jogos na Venezuela, barrando Pedrinho Gaúcho, cotado para ocupar a posição.
O primeiro gol de Jussiê pelo Vasco da Gama só viria a acontecer em 19 de maio de 1983, no amistoso contra o Grêmio, em Porto Alegre (RS), na vitória de 2 x 1.
Jussiê defendeu o Vasco da Gama por dois anos, disputando 47 jogos (20 em 1983 e 27 em 1984) e marcando seis gols.
Em 1984, foi para o Internacional, de Porto Alegre, logo após o clube gaúcho representar a Seleção Brasileira na Olimpíada de Los Angeles (EUA). Depois de fazer apenas um treino, Jussiê foi escalado para o Gre-Nal que decidiu o primeiro turno do Gauchão e marcou um dos gols que definiu o placar de 2 x 0 para o Internacional, no dia 23 de setembro de 1984. Ao final do campeonato, após 12 jogos e três gols marcados, pôde comemorar o título de campeão gaúcho desse ano.
Seu último jogo com a camisa do Internacional aconteceu em 14 de maio de 1986, no Estádio Beira Rio, na vitória de 2 x 0 sobre o Pelotas.
Transferiu-se para o Santo André, de São Paulo, clube que defendeu no campeonato paulista de 1986, estreando no dia 6 de julho de 1986, no empate de 0 x 0 com o São Bento. Suas boas atuações chamaram a atenção do Santos, que o contratou, por empréstimo, como reforço para o Campeonato Brasileiro do mesmo ano. Estreou no Santos em 14 de setembro, em Salvador (BA), na derrota de 3 x 0 para o Bahia, entrando no segundo tempo. O primeiro gol veio em 25 de setembro, na vitória de 3 x 0 sobre o Operário, de Várzea Grande (MT).
Na Vila Belmiro, Jussiê não viveu um bom momento, não conseguindo firmar-se como titular, deixando o clube ao final do campeonato brasileiro de 1986. 
Retornou ao Santo André, por onde disputou poucos jogos pelo Campeonato Paulista de 1987.
No dia 4 de fevereiro de 1988 fez sua estreia no Criciúma, de Santa Catarina, na vitória de 2 x 0 sobre a Chapecoense, marcando um gol. Seu último jogo no clube catarinense foi em 17 de julho de 1988, também com vitória de 2 x 0 sobre o Marcílio Dias. Foram 30 jogos pelo Criciúma, quando marcou quatro gols.
Logo depois foi para Portugal, onde defenderia o Clube de Futebol União da Madeira, que disputava a Segunda Divisão de Portugal. 
No dia 15 de maio de 1989, Jussiê entrou para a história desse clube português, ao ajudá-lo a subir pela primeira vez para a Primeira Divisão.
Na temporada 1990/1991, atuou pelo Varzim Sport Club, da Segunda Divisão portuguesa, onde disputou 32 jogos e marcou oito gols.
O último clube que defendeu foi o Futebol Clube Paços de Ferreira, também de Portugal, onde disputou duas temporadas: 1991/1992 e 1992/1993. Foram 62 jogos no total, marcando 17 gols.
Encerrou a carreira aos 30 anos de idade, em 1993.




Nosso investigador particular encontrou algumas fotos de Jussiê circulando pela internet, as quais estão sendo divulgadas com o objetivo de facilitar uma possível identificação!!!


União da Madeira

Paços de Ferreira

Paços de Ferreira

Figurinha do Campeonato Português

Paços de Ferreira

Jogador de futebol de botão


segunda-feira, 28 de setembro de 2015

BATE BOLA COM JONHES



Nosso entrevistado da vez é o ex-atacante Jonhes, que está aniversariando no dia de hoje. Atualmente no Japão, Jonhes falou um pouco de sua carreira como jogador e agora como treinador.


Para começar, diga o seu nome completo.
Jonhes Elias Pinto dos Santos.

Qual o local e a data de seu nascimento? 
Goiânia (GO), 28 de setembro de 1979, mas vim para Brasília com dois anos de idade.

Onde e quando começou a jogar futebol? 
Em uma escolinha de futebol na Vargem Bonita, próximo do Núcleo Bandeirante, quando eu tinha uns dez anos de idade.

Quem foi seu primeiro treinador? Quem mais o incentivou a continuar na carreira de jogador de futebol?
Meu primeiro treinador foi o Walter, morador da Vargem Bonita mesmo. Meu pai sempre quis que eu jogasse, mas as dificuldades sempre foram grandes, então, minha tia Margarida, que tinha melhor condição financeira, me ajudava com o pagamento de passagem e mensalidade.

Conte um pouco de sua trajetória no futebol, citando os clubes e os anos em que jogou.
Depois dessa escolinha na Vargem Bonita, fui para o infantil do Guará, com o folclórico treinador "Véi Adelino". Joguei no infantil e depois juvenil pela ASCON - Associação dos Servidores do CNPq. Após esse período, tive que sair do clube para começar a trabalhar, passando a jogar somente no futebol amador. 
Sempre me destacava nos campeonatos e o time que eu jogava resolveu participar da Segunda Divisão profissional do DF de 2001, com o nome de Armagedon Metropolitana. Fiz um bom campeonato, fui vice-artilheiro e me levaram para o Paraguai, onde eu deveria jogar no Deportivo Luqueño. Fiquei lá por cerca de um mês, mas o empresário que me levou disse que não houve acerto e retornamos.
Voltando à Brasília, fui para o CFZ, onde o treinador era Reinaldo Gueldini, em seu primeiro ano em Brasília. Fomos campeões invictos em 2002. Tive poucas oportunidades, pois o time tinha muitos bons atacantes como Tiano, Schwenck e Rodrigão, entre outros. A partir daí, comecei, como todo jogador de Brasília com poucas opções de mercado e calendário, a pular de clube em clube no DF. 
Joguei no Bandeirante em 2003, ano em que também ajudei a UPIS, de Brasília, a vencer o Campeonato Brasileiro de Futebol Universitário, em Vila Velha-ES, tornando-me artilheiro da competição, com seis gols em seis jogos. No final do ano, fui eleito “Revelação” do campeonato brasiliense de 2003 em votação feita pelo Correio Braziliense.
Tive um maior destaque no Ceilândia, onde fiquei por três anos (2004 a 2006, sendo vice-campeão em 2005 e artilheiro do campeonato de 2006). Ainda em 2005, disputei a Série B do Campeonato Brasileiro pelo Gama, onde fiz minha estreia no dia 23 de abril e saí de campo com uma fratura no tornozelo direito. Retornei em 15 de julho de 2005. Logo depois, fui emprestado ao Treze, de Campina Grande (PB) para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série C. Marquei o gol da vitória de 1 x 0 sobre o ABC, de Natal (RN), com a cabeça enfaixada depois de receber 15 pontos; a classificação para as quartas-de-final veio através do desempate na cobrança de pênaltis, quando eu cobrei o último e decisivo. 
Nota: mais detalhes sobre esse jogo podem ser conferidos no link abaixo:


Disputei o campeonato brasiliense de 2007 pelo Brasiliense, quando conquistamos o título. Fiz uma boa Série B no mesmo ano (ainda pelo Brasiliense) e fui para a Coréia do Sul (onde joguei no Pohang Steelers, na temporada 2007/2008), China (Tianjin Teda FC - 2008/2009) e Romênia (Unirea FC Auba Iulia, em 2009). Voltei ao Brasil para jogar no Fortaleza, no início de 2010.
No link abaixo, um gol de Jonhes, defendendo o Fortaleza, sobre o Boca Juniors, da Argentina, em 2010.


Outro gol de Jonhes pelo Fortaleza, desta vez contra o Tigres, pela Copa do Brasil de 2010, pode ser conferido no link abaixo:


Em julho de 2010, retornei à Brasília, depois que fui contratado pelo Gama para disputar a Série C do Campeonato Brasileiro. 
Ainda joguei no CFZ em 2011, no Sobradinho em 2012 (Primeira Divisão) e Brasília (Segunda Divisão, ajudando o clube a subir para a Primeira) e 45 minutos no Brazlândia, em 2013. Com alguns problemas físicos e pessoais, parei de jogar em 2012.

Quais os títulos que conquistou no futebol, tanto em Brasília quanto fora dela? 
Campeão brasiliense em 2002, pelo CFZ, e em 2007, pelo Brasiliense. 
Campeão em 2007 da K-League (campeonato nacional da Coréia do Sul), pelo Pohang Steelers.
Campeão cearense de 2010, pelo Fortaleza.

Onde e quando encerrou a carreira de jogador? 
Considero que parei de jogar em novembro de 2012 quando ajudamos o Brasília a subir para a Primeira Divisão. Depois disso cheguei a jogar 45 minutos pelo Brazlândia, em 2013, a pedido do meu amigo Marcos Soares, que era treinador na ocasião, mas não pude continuar.

Depois que encerrou a carreira de jogador, exerceu alguma atividade relacionada ao futebol, tais como treinador, dirigente de clube, árbitro de futebol, massagista, preparador físico etc.? 
Mesmo quando ainda jogava no início da carreira eu já fazia Educação Física na Faculdade Católica e treinava a escolinha de futsal do colégio La Salle e do Águas Claras F. C. e isso despertou o interesse de ser treinador. Após parar de jogar, fui convidado pelo Gauchinho, que era o técnico do Brasília na época, para ser seu auxiliar. Aceitei e logo chegamos à final do campeonato de 2013, onde tivemos a honra de inaugurar o novo Estádio Nacional Mané Garrincha, perdendo a final, mas foi ótimo para o clube, com todos os objetivos alcançados. Fiquei até 2014 e já com o Marcos Soares saímos invictos. Por situações próprias do futebol, logo apareceu a oportunidade de ir para o Brasiliense e lá fiquei como auxiliar e depois como treinador principal.
Após minha saída do Brasiliense, procurei aperfeiçoamento no Curso de Formação de Treinadores promovido pela CBF na Granja Comary, no Rio de Janeiro, e desde agosto encontro-me no Japão, na cidade de Higashikawa, onde estou trabalhando como orientador esportivo, mais conhecido como Sports Exchange Advisor (SEA).
Fui o único profissional do Brasil a ter a oportunidade de trabalhar em instituições esportivas e secretarias de esportes regionais na disseminação do futebol, uma enorme chance de abrir portas no futebol asiático. Essa atividade, que terá a duração de um ano, com possibilidade de renovação, surgiu depois que fui indicado pela Assessoria Internacional do Governo Federal para a Embaixada do Japão. Após a indicação, passei por um processo seletivo, sendo o único brasileiro a figurar no projeto da prefeitura da cidade japonesa.
Irei comandar atividades nas escolas e universidades e poderei realizar diversas funções envolvendo o futebol, tais como: assistência a atividades esportivas realizadas pelo contratante, assistência ao treinamento esportivo de atletas locais promissores, assistência ao treinamento esportivo de escolares ou membros da comunidade local, assistência e participação no planejamento dos eventos esportivos realizados pelas organizações competentes, além de outras funções determinadas pelo contratante.
Antes de ir para o Japão, procurei investir no aprimoramento e na busca de novos horizontes para a minha carreira de treinador, realizando estágio no Bayern Munich, em outubro de 2013, e um curso na Juventus Soccer School International, em outubro de 2014.
Completando meu currículo, graduei-me em Educação Física pela Faculdade Albert Einstein, do DF, e fiz Pós-Graduação em Futebol e Futsal pela mesma Albert Einstein.

Qual sua opinião sobre o futebol de Brasília, sabidamente um futebol que não é valorizado pela imprensa brasileira? 
O futebol de Brasília sofre com o aspecto cultural da cidade, que respira política e economia. Em Brasília seu filho nasce e você fala para ele que tem que estudar para passar num concurso público, enquanto nas demais cidades o grande sonho dos pais e filhos é serem jogadores. Apesar disso temos muita gente apaixonada pelo esporte e que sonha em viver apenas dele. Temos excelentes jogadores, assim como em outros centros, apenas não são explorados e nem trabalhados. Tivemos grandes jogadores de nível nacional e internacional que saíram daqui. Muitos ninguém conhece e nem mesmo sabem como fizeram para conseguir, pois as notícias de Brasília não são interessantes para o resto do País. Precisamos voltar a ter clubes nas séries A e B do Campeonato Brasileiro, para termos o respeito nacional. Isso não tem como comprar, você conquista com planejamento e muito trabalho em conjunto.

O que o futebol de Brasília tem de fazer para se tornar um dos melhores do Brasil?
É triste para nós que somos filhos desse futebol, ver essa situação. Infelizmente não vejo melhoras a curto prazo, pois precisamos de planejamento em todos os setores. Penso que temos que parar de procurar culpados, os clubes apontam a federação, mas também não se preocupam em profissionalizar. Os dirigentes, na sua grande maioria, não são qualificados para tal função. Na federação, da mesma forma, faltam profissionais com qualificação e certificação. Hoje temos uma nova safra de treinadores vindo por aí, muito boa, pessoas que estão hoje a frente dos clubes e dos dirigentes em se tratando de busca de qualificação e conhecimento, exemplo: Marcos Soares, Túlio Lustosa, Gabriel Magalhães, Rafael Toledo, Jair, Luiz Carlos, eu é claro, entre outros, já antigos e bons treinadores. Os atletas também tem sua parcela de culpa, precisam ser mais profissionais em todos os sentidos da palavra. A imprensa, por sua vez, tem papel fundamental nesse processo, não só em apontar falhas, como mostrar nossas virtudes também, valorizando mais nosso produto. Assim, a imprensa de fora de Brasília vai reproduzir esse reflexo.

Você acredita que a inauguração do novo Mané Garrincha trará evolução ao futebol brasiliense? 
Antes da inauguração até cheguei a pensar, mas agora vejo que não somou nada, pelo contrário, gerou foi mais transtornos, pois os clubes não têm condições de abrigarem seus jogos lá e nem o governo e nem a federação dão algum tipo de subsídio. É como você ter uma Ferrari e não ter dinheiro para colocar gasolina, e ainda tem que emprestá-la para quem tem dinheiro andar, mas ela é sua (risos).

Você considera que os grandes jogadores do futebol de Brasília tem categoria suficiente para atuar em qualquer clube do Brasil? 
Nós temos alguns jogadores que chegaram a jogar em grandes clubes ou em grandes competições e outros que tem condições sim para isso, mas devido à falta de estrutura, oportunidade e às vezes necessidade financeira, ficam pelo meio do caminho e acabam no futebol amador.

Se você fosse formar a Seleção Brasiliense de Todos os Tempos, quais seriam os onze jogadores que formariam a equipe titular e os onze que seriam reservas imediatos?
Essa é difícil, pois não tenho boa memória. Vou falar de alguns mais recentes e adotando o critério de participação no Campeonato Brasiliense:
Goleiros: Ronaldo Aranha e Donizete
Laterais Direito: Paulo Henrique e Patrik
Laterais Esquerdo: Augusto e Kaká
Zagueiros: Nem, Jairo, Gerson e Padovani
Volantes: Coquinho, Deda, Pituca e Agenor 
Meias: Rodriguinho, Iranildo, Allann Delon e Maninho 
Atacantes: Cassius, Joãozinho e Jonhes.

Quais foram os três melhores treinadores do futebol de Brasília com quem você pôde trabalhar? 
Reinaldo Gueldini, Mauro Fernandes e Roberto Fernandes.

E os três melhores dirigentes? 
Ricardo Freitas, Paulo Henrique e Vilson de Sá.

Dá para se falar que existem grandes rivalidades no futebol de Brasília? 
No passado existiu muito mais, agora a maior ainda é Brasiliense x Gama 

Você tem aquele jogo que considera inesquecível? 
A gente sempre tem vários jogos inesquecíveis, mas vou citar um, não tão importante, mas foi marcante na minha vida. Bandeirante e Sobradinho, jogo de abertura do Campeonato Brasiliense de 2003, no dia 19 de janeiro, no Rorizão. Eu estava no banco de reservas do Bandeirante. Estávamos perdendo de 3 x 0. Com uns 20 minutos do segundo tempo, o treinador Nilson Ramos me chamou. Quando esperava a bola parar, para entrar em campo, tomamos o quarto gol. Meu primeiro toque na bola foi para dar o reinício do jogo. Logo em seguida eu fiz dois gols, dei um passe para Mário Zan marcar o outro aos 45 minutos do 2º tempo e nos acréscimos, marquei mais um gol, empatando o jogo. Foi incrível, muito raro acontecer isso e na ocasião o goleiro do Sobradinho era o Tobias.

Esqueça um pouco a modéstia e fale de suas características dentro de campo. 
Eu não tenho vaidade nenhuma em falar de minhas características. Eu sempre fui um jogador limitado tecnicamente, mas sempre tive muita coragem e personalidade para jogar. Sabia das minhas limitações, então procurava explorar o que tinha de melhor, que era o bom porte físico e um excelente cabeceio. 

Quem era o seu ídolo no futebol? Teve oportunidade de estar em um campo de futebol ao lado dele? 
Toda criança tem vários ídolos, mas na época que começava a entender mais do futebol, o Túlio Maravilha estava no Botafogo e meu pai era botafoguense doente. Então, até pela posição de goleador, passei a admirá-lo. Tempos depois, em 2003, estava eu disputando artilharia do campeonato de Brasília com ele, eu no Bandeirante e Túlio no Brasiliense. Por sinal, fiz somente um gol a menos que ele nesse campeonato: 7 x 8 (risos).

ACERVO ICONOGRÁFICO

No Ceilândia

No Brasiliense

No Pohang Steelers

No Pohang Steelers, com Andrezinho


No Tianjin Teda, da China

No Fortaleza

Fortaleza campeão

No CFZ

No Sobradinho

No Brasília

Treinador no Brasiliense


Curso na CBF

Na CBF, com Pedrinho

Na CBF, com Sangaletti e David

Estágio no Bayern Munich, com Pep Guardiola

Na Juventus School




domingo, 27 de setembro de 2015

A SELEÇÃO BRASILIENSE DE TODOS OS TEMPOS


Na opinião de Antônio Lírio Farneze




Antônio Lírio Farneze, ou simplesmente Farneze, nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 26 de março de 1938. Quem teve oportunidade de vê-lo atuando na década de 60 o considera um dos melhores jogadores do futebol brasiliense. Atuou no futebol de Brasília de 1960 a 1972, tanto na posição de quarto-zagueiro quanto na de volante.
Solicitado a formar sua Seleção Brasiliense de Todos os Tempos, esta seria a formação de Farneze: 
Gonçalinho, Aderbal ou Didi, Mello, Bimba e Wilson Godinho; 
Zé Maria, João Dutra e Beto Pretti; 
Sabará, Invasão e Raimundinho.
O craque desse time, na sua opinião, seria Gonçalinho.
O melhor técnico com quem trabalhou foi Didi de Carvalho.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

BATE BOLA COM MANINHO



Para começar, diga o seu nome completo e, caso tenha algum apelido, como surgiu esse apelido?
Meu nome completo é Willian Jesus Vieira. O apelido que me acompanhou por toda minha vida, Maninho, surgiu por conta de um tratamento comum entre irmãos das famílias do Nordeste, região onde nasci.

Qual o local e a data de seu nascimento? 
Nasci em Teresina (PI), no dia 1º de agosto de 1976. 

Como você veio parar na Capital Federal? 
Minha mãe resolveu mudar para Brasília com o objetivo de conseguir trabalho. Eu estava com cinco para seis anos de idade e a acompanhei. 

Quando começou a jogar futebol? 
Meus primeiros jogos de futebol foram na QNP 15, na Ceilândia Norte, onde moro até hoje. Nessa quadra eram promovidos muitos campeonatos para a garotada (10/12 anos) e eu passei a jogar em vários times, todos montados pelos próprios meninos, que tingiam suas camisas com as cores do time que passariam a defender. Comecei a jogar na Udinese, passei para a Atalanta, fui para o Flamenguinho, Planalto (da Expansão), Estrelinha e Juventude, esse último um dos maiores times do futebol amador da Ceilândia. 

Quem foi seu primeiro treinador? Quem mais o incentivou a continuar na carreira de jogador de futebol? 
Meu primeiro treinador no futebol amador foi Lindomar, do Juventude. Já entre os profissionais, no Gama, Filinto Holanda foi meu primeiro treinador. 
A pessoa que mais me incentivou foi Rone, que jogou no Tiradentes. Sempre me incentivou, chamando em várias oportunidades para formar no time dele, coisa que qualquer garoto da época ficando aguardando ansiosamente. Chegou a me ajudar a comprar tênis para dar meus primeiros chutes e para que eu continuasse no futebol. 

Conte um pouco de sua trajetória no futebol, citando os clubes e os anos em que jogou. 
Foram muitos clubes nesses mais de vinte anos de carreira. 
Comecei nos juniores do Gama, em 1994, quando assinei meu primeiro contrato como profissional. Pelo Gama disputei a Copa São Paulo de Futebol Junior de 1995. No jogo do dia 8 de janeiro, quando perdemos para o Palmeiras, por 1 x 0, fui o destaque do jogo e despertei o interesse de alguns clubes como o Guarani, de Campinas (SP), Juventude (RS) e Fluminense (RJ). Ainda em 1995, fui emprestado ao Guarani, onde, além de participar da equipe de juniores, cheguei a fazer parte do banco de reservas em alguns jogos do time profissional, o que foi muito bom para mim, porque recebi muitos conselhos dos atletas, como o Amoroso, por exemplo. Disputei a Copa São Paulo da categoria de 1996, chegando a marcar o gol da vitória de 1 x 0 sobre o XV de Piracicaba, no dia 10 de janeiro de 1996. Logo depois, no dia 1º de fevereiro de 1996, no empate de 2 x 2 diante do União São João, fiz minha estreia no time principal do Guarani, entrando no lugar de Da Silva. Minha boa atuação fez com que o técnico Sérgio Ramírez garantisse minha presença como titular da equipe no jogo seguinte, no dia 4, contra o Juventus. Ainda disputei vários jogos pelo campeonato paulista de 1996, quase sempre começando no banco de reservas e substituindo um companheiro. 

Gama - 1997

Ainda em 1996, retornei ao Gama, para disputar o Campeonato Brasileiro da Série B, reestreando no dia 18 de agosto, contra o Atlético Goianiense (0 x 0).
Fui tetracampeão brasiliense pelo Gama, de 1997 a 1999 e 2001, além de conquistar o Campeonato Brasileiro da Série B de 1998. Não fui pentacampeão brasiliense, pois em 2000 fui emprestado ao Paysandu, de Belém (PA) - sete meses, onde fiz parte do time campeão paraense desse ano, e à Anapolina-GO - quatro meses.
No final de 2001, abri um processo contra o Gama por atraso de salários e não-pagamento de 13º Salário e Férias. Depois disso, joguei por esses clubes: 

Ceilândia - 2002

2002 - Ceilândia-DF / Anápolis-GO / CFZ-DF (Campeonato Brasileiro da Série C)
2003 - CFZ-DF (campeonato brasiliense e Copa do Brasil) / Brasília-DF (Segunda Divisão)
2004 - CFZ-DF / Flamengo-PI 
2005 - Estava no Paranoá-DF, quando sofri uma contusão muito séria. No dia 22 de janeiro de 2006, voltei a jogar bola defendendo as cores do CFZ, depois de um ano e sete meses de recuperação de cirurgia no joelho. 
2006 - CFZ-DF / Ceilandense-DF 

Ceilândia - 2007

2007 - Esportivo Guará-DF / Ceilândia-DF (Campeonato Brasileiro da Série C) / Brazlândia-DF (campeão brasiliense da Segunda Divisão)

Brazlândia - 2007

2008 - Dom Pedro II-DF / Brasília-DF (Segunda Divisão do DF) / Holanda-AM (Campeonato Brasileiro da Série C)
2009 - Dom Pedro II-DF / Brasiliense-DF (Campeonato Brasileiro da Série B)
2010 - Atlético Ceilandense-DF / Brazlândia-DF 
2011 - Botafogo-DF / Sobradinho-DF 
2012 - Brazlândia-DF 
2013 - Botafogo-DF / Piauí-PI 
2015 - Cruzeiro-DF 

Quando e onde você encerrou a carreira de jogador? 
Eu tinha parado com a bola em 2013, atuando pelo Piauí, quando o time perdeu a semifinal do campeonato piauiense para o River. Fiquei parado todo o ano de 2014. Em 2015, recebi convite do técnico Risada para disputar quatro partidas pelo Cruzeiro, do Distrito Federal. Minha última partida foi no dia 14 de março de 2015, no Abadião, no empate de 1 x 1 contra o Ceilândia. 

Projeto "Maninho Gol"

Depois que encerrou a carreira de jogador, exerceu alguma atividade relacionada ao futebol, tais como treinador, dirigente de clube, árbitro de futebol, massagista, preparador físico etc.?
Já cheguei a ser treinador da equipe de juniores do Gama. A partir de 2013, passei a trabalhar com dois projetos sociais na QNP 15, na Ceilândia Norte: o Maninho Gol, em conjunto com o GBA - Grupo Boas Ações, e o Gueto Unido, uma parceria com o pessoal do skate da Ceilândia.

Qual sua opinião sobre o futebol de Brasília, sabidamente um futebol que não é valorizado pela imprensa brasileira? 
Hoje em dia o futebol de Brasília é uma vergonha! Ele não é profissional, podemos dizer que é semiamador. A Federação local é uma bagunça, já faz muito tempo que deixou de ser organizada. Até 2009, com os clubes do DF na Série B do Campeonato Brasileiro, o futebol brasiliense tinha visibilidade, credibilidade. A essência do futebol, o atleta, faz muito tempo que não é valorizada, há muito tempo foi perdida. 

O que o futebol de Brasília tem de fazer para se tornar um dos melhores do Brasil? 
1º Os clubes tem que honrar seus compromissos com seus atletas; 2º Melhorar estrutura dos clubes; 3º Diminuir cobrança aos jogadores: oferecem muito pouco e exigem muito e 4º Retirar os jogadores das mãos dos empresários e políticos que se envolvem com o futebol brasiliense. 

Você acredita que a reinauguração do Mané Garrincha trará evolução ao futebol brasiliense? 
A verdade é que afundou mais ainda! O ideal seria que o dinheiro arrecadado no Mané Garrincha pudesse ser convertido para os clubes, os jogadores e a própria Federação. Não é isso que vem acontecendo depois da reinauguração do estádio. 

Você considera que os grandes jogadores do futebol de Brasília tem categoria suficiente para atuar em qualquer clube do Brasil?
Pelos valores que já passaram pelo futebol de Brasília e que brilharam ou brilham no futebol nacional e internacional, tais como Dimba, Renaldo, Warley ou Amoroso, está mais do que provado que nós temos grandes jogadores e que podem ou poderão atuar por qualquer grande time do Brasil e do exterior. 

Se você fosse formar a seleção brasiliense de todos os tempos, quais seriam os onze jogadores que formariam a equipe titular e os onze que seriam reservas imediatos? 
A titular seria formada com Marcelo Cruz, Chaguinha, Marcelo Magu, Emerson e Rafinha; Kabila, Ésio e Pacheco; Carlinhos, Romualdo e Anderson. 
Os onze reservas seriam: Nasser, Márcio Franco, Trajano, Jairo e Nescau; Didão, Gilmarzinho e Rogerinho; Mazinho Brasília, Dimba e Rogerinho Papel. 

Quais foram os três melhores treinadores do futebol de Brasília com quem você pôde trabalhar? 
Filinto Holanda, Orlando Lelé e Vagner Benazzi. 

E os três melhores dirigentes? 
Edvan Aires, Bilzão e Ricardo Freitas. 

Dá para se falar que existem grandes rivalidades no futebol de Brasília? 
Antigamente havia. Eu era garoto ainda, quando já ouvia falar da rivalidade Brasília x Gama. Cheguei a acompanhar uma grande rivalidade entre Taguatinga e Gama. Hoje em dia, por mais que digam que existe rivalidade entre Gama e Brasiliense, eu não acredito nisso. O Brasiliense tem apenas 15 anos de vida! 

Você tem aquele jogo que considera inesquecível? 
Botafogo-Sobradinho 1 x 1 Gama, no dia 13 de julho de 1997, no Augustinho Lima, pelas semifinais do Campeonato Brasiliense daquele ano. Um torcedor entrou em campo para me dizer que eu quase não marcava gols. Eu disse para ele que atuando de meia, não era de marcar muitos gols, mas que, naquele dia, iria marcar um gol diferente. Antes dos dez minutos do 1º tempo, sobra uma bola para mim, dentro do círculo do meio-de-campo. Acertei um chutaço e a bola foi cair dentro do gol. Um dia depois, o Globo Esporte passou a escolher o gol mais bonito da rodada (quase sempre selecionado do Campeonato Brasileiro em andamento), chamando de “Gol de Ouro” e o primeiro gol a ser escolhido foi o meu. Esse gol foi lembrado por alguns jornalistas como “o gol que Pelé não marcou”. Depois que mostraram o gol na Globo, dei muitas entrevistas, até para TVs da Venezuela e da Bolívia. Fiquei um pouco mais conhecido no futebol do DF graças a esse gol. 

Esse gol pode ser conferido no link abaixo: 



Esqueça um pouco a modéstia e fale de suas características dentro de campo. 
Fui um jogador versátil, que chegava à frente para apoiar e marcar gols. Minha maior preocupação sempre era dar assistência aos atacantes para que eles fizessem os gols. O engraçado é que eu sempre tive facilidade em dar passe longo e não era bom nos passes curtos. Tinha facilidade em bater com os dois pés e uma boa visão de jogo. Habilidade nos dribles em velocidade. Apesar dos meus 1,68 m de altura, tinha excelente impulsão.

Quem era o seu ídolo no futebol? Teve oportunidade de estar em um campo de futebol ao lado dele? 
Era o Marcelinho Carioca. Até que no jogo em que o Corinthians venceu o Gama por 4 x 2, em nossa estreia no Campeonato Brasileiro da Série A, no dia 24 de julho de 1999, no Mané Garrincha, essa admiração acabou. Entrei no segundo tempo e fui um dos escolhidos para o exame anti-doping (os outros foram Adriano Cacareco, pelo Gama, Augusto e Marcelinho Carioca, pelo Corinthians). Vocês não imaginam a minha felicidade em saber que estaria lado a lado com ele! Mas podem imaginar a frustração quando fui cumprimentá-lo e ele me tratou de forma fria, como se eu não existisse, mal apertou minha mão. A admiração que eu tinha, passou a ser uma tremenda frustração! 

O que tem a dizer sobre o documentário “Fora de Campo”. 
Em 2009, por não ter medo de falar a verdade, alguém me procurou para falar sobre a realidade do futebol no Distrito Federal. 
No documentário de 52 minutos, do diretor Adirley Queirós, foram mostradas várias situações negativas ocorridas no futebol do DF. Eu fui um dos entrevistados e aproveitei para mostrar para todo mundo a dura realidade do futebol brasiliense. 



Para encerrar, quais são suas últimas palavras.
Em toda minha carreira, não fui jogador de futebol, fui atleta profissional. Não chegava atrasado aos meus compromissos, executando os meus deveres sempre com muita disciplina.
E para encerrar, uma frase de Augusto Cury: “Um bom líder não é aquele que lidera, mas aquele que estimula a fazer escolhas”


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

JOGOS INUSITADOS: GUANABARA x HENRIETTE


O campeonato brasiliense de 1967 sofreu uma série de paralisações em consequência dos processos em julgamento no Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Desportiva de Brasília.
Para não ficarem inativos por muito tempo, vários clubes do Distrito Federal acertaram a realização de amistosos no período de paralisação.
Até aqueles que não disputavam mais o campeonato brasiliense de profissionais aproveitaram-se dessa trégua.
Foi o caso da Associação Atlética Guanabara, que tinha disputado pela última vez um jogo pelo campeonato brasiliense (de amadores) no ano de 1965. Mesmo encontrando-se inativo, recebeu o Henriette, que era campeão da Liga de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.
Eis os dados desse jogo:

GUANABARA 7 x 4 HENRIETTE
Data: 1º de outubro de 1967
Local: Ciro Machado do Espírito Santo
Árbitro: Ivan Campos
Renda: NCr$ 150,00
Gols: Paulinho (4), Léo (2) e Juracy (pênalti) para o Guanabara e Tutuca (2), Malhado e Arley para o Henriette
Guanabara: Pena, Murilo, Sabará, Veran e Juracy; Bolinha e Dazinho (Alcenir); Terêncio (Jura), Wilson (Junior), Paulinho e Léo.
Henriette: Miltinho, Alcir, Roberto, Maninho e Augusto; Jorge (Tadeu) e Marcelino (Manuel); Tutuca, Malhado, Arley e Roberto.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

TÉCNICOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Samuel Lopes


Samuel Lopes foi jogador do Bangu entre 1939 e 1941 e chegou a ser também árbitro de futebol. O seu primeiro clube como treinador foi o Campo Grande, do Rio de Janeiro, em 1959.
Era professor diplomado pela Escola Nacional de Educação Física e técnico de futebol desde 1959, sendo, nessa época, auxiliar do grande treinador Zezé Moreira no Fluminense. Dirigiu em seguida o Taubaté (SP), Itaú (MG), Madureira (RJ), indo em 1963 para o Ceará S.C., onde conquistaria o título de campeão cearense. 
Em 1964 foi para o Paraguai, ser técnico do Olimpia, retornando em seguida para o Ceará S.C., sendo vice-campeão em 1965. Por último, dirigiu o Formiga, de Minas Gerais, clube da Divisão Extra.
No dia 23 de fevereiro de 1967, o Rabello contratou o técnico Samuel Lopes para dirigir a sua equipe de profissionais. O contrato de Samuel Lopes com o Rabello foi o maior registrado no futebol brasiliense até então.
Sua estreia à frente do Rabello aconteceu no empate em 1 x 1 com o Atlético Goianiense, no dia 19 de março de 1967.
No dia 14 de abril, Samuel Lopes viajou com a delegação do Rabello rumo a Belém (PA), onde começaria sua excursão por gramados do Norte e Nordeste do Brasil. Foi a primeira excursão de um clube brasiliense ao norte do Brasil.
Com a finalidade de arrecadar fundos para dar continuidade às obras de acabamento do Estádio Nacional de Brasília, a Federação Desportiva de Brasília convidou o Santos para um amistoso no dia 25 de maio de 1967. Foi uma grande festa em Brasília, com o estádio lotado. O técnico da seleção brasiliense foi Samuel Lopes.
No dia 18 de junho de 1967, Juvenal Francisco Dias assinou contrato para ser o novo técnico do Rabello, em substituição a Samuel Lopes, que deixou o clube dois dias antes sem dizer os motivos que o levaram a tomar tal decisão.