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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

HÁ 50 ANOS NO FUTEBOL BRASILIENSE: Excursão do E. C. Bahia ao Distrito Federal - 1ª parte



Entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro de 1966, o Esporte Clube Bahia, de Salvador (BA), esteve atuando por gramados brasilienses, quando enfrentou três clubes locais.

Pequeno público compareceu ao Estádio de Brasília (que, mais tarde, viria a se chamar Pelezão) para prestigiar a primeira apresentação do tricolor baiano, no dia 31 de agosto de 1966.
Depois de um primeiro tempo equilibrado, quando o Bahia perdeu as melhores chances de marcar, o Pederneiras voltou mais disposto no segundo e acabou vencendo o jogo por 1 x 0.
O gol foi marcado por Moisés, aos 9 minutos do 2º tempo.
O árbitro do jogo foi Idélcio Gomes de Almeida e a renda chegou aos Cr$ 2.900.000,00.
As equipes formaram assim:
PEDERNEIRAS: Chico, Marinho (Tarcísio), Farneze, Juarez e Bolinha; Firmo e Tião; Deca, Zezito, Moisés e Lima.
BAHIA: Jair, Virgílio, Henrique (Tiago), Ivan (Ailton) e Florisvaldo; Enaldo (Ivan II) e Aurelino; Biriba, Edinho (Valfredo), Nona e Delorme (Bronzeado). Técnico: Pinguela.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

# PASSARAM POR AQUI: Souza (Ferrugem)



Elierce Barbosa de Souza, mais conhecido como Souza, nasceu no dia 8 de março de 1988, em Posse, cidade goiana de 35 mil habitantes a 321 km de Brasília.
Souza começou sua carreira no futebol do Distrito Federal, ainda com o apelido de Ferrugem. Em 2007, teve uma passagem pelo Ceilandense, na Segunda Divisão do DF. Sua estreia aconteceu no dia 25 de agosto de 2007, na derrota do Ceilandense para o Capital, por 1 x 0, no Abadião. Seu primeiro gol só veio muito tempo depois, no dia 10 de outubro de 2007, na vitória de 2 x 0 sobre o Renovo. Foi também sua última partida com a camisa do Ceilandense.
Apesar do Ceilandense ter terminado o campeonato na quinta colocação, o futebol de Souza chamou a atenção do Brasília, que o contratou para disputar o campeonato brasiliense da Terceira Divisão no mesmo ano.
Mesmo perdendo a final para o Santa Maria, no dia 2 de dezembro de 2007, o Brasília garantiu uma vaga na Segunda Divisão de 2008.
Mas também foi um período em que Souza enfrentou diversas dificuldades, como conviver com a fome, sem receber salários, chegando algumas vezes a ir para o treino sem tomar o café da manhã, por não ter o que comer. Pensou em deixar o sonho de ser jogador de lado, e por uma época o fez. Deixou o futebol de lado e voltou para Posse, sua cidade natal, para trabalhar como servente de pedreiro.
Foi aí que surgiu o convite do Dom Pedro II para Souza disputar o campeonato brasiliense da Primeira Divisão de 2008. Seu primeiro jogo com a camisa do Dom Pedro II foi em 27 de janeiro de 2008, na Metropolitana, na derrota de 2 x 1 para o Brasiliense. No total, foram doze jogos e um gol marcado, o suficiente para Souza se destacar e ser apontado por muitos como o melhor volante do campeonato brasiliense daquele ano.
Souza chegou a ser anunciado como reforço do Gama para a Série B do Campeonato Brasileiro de 2008. Treinou no clube por apenas um dia. Desapareceu do clube e decidiu assinar com o Palmeiras, de São Paulo. Ficou um tempo no Palmeiras B e foi emprestado à Ponte Preta e São Caetano.

Pouco tempo depois, Souza foi promovido por Wanderley Luxemburgo ao time principal do Palmeiras, para suprir a falta de volantes no plantel principal, quando Edmilson e Sandro Silva se machucaram. Ganhou a primeira chance como titular simplesmente em um jogo da Taça Libertadores, fora de casa, na vitória palmeirense sobre o Colo-Colo por 1 x 0, no dia 29 de abril de 2009, em Santiago (Chile). E se saiu bem. Depois, Luxemburgo foi embora, Muricy Ramalho chegou e o volante se firmou na equipe principal mostrando qualidades.
Elogios do técnico Muricy: “A movimentação dele é bastante dinâmica. Além de marcar muito, ele sai para o jogo. E apesar de ser jovem tem uma estrutura aeróbica muito forte”, comentou o treinador.
Em dezembro de 2011, o Palmeiras acertou seu empréstimo ao Náutico, de Recife (PE), até o fim de 2012. Souza caiu nas graças da torcida com gols e passes importantes, tendo se tornado um jogador chave no esquema do time que disputou o Campeonato Brasileiro de 2012. Fez parte da Seleção do Campeonato Pernambucano de 2012.
Retornou ao Palmeiras para a temporada de 2013. Em junho desse mesmo ano, foi emprestado ao Cruzeiro, que cedeu o jogador Ananias ao Palmeiras.
Ajudou o Cruzeiro a se sagrar campeão brasileiro de 2013, atuando em alguns jogos e marcando dois gols, e campeão mineiro de 2014.
Em junho de 2014 acertou com o Santos um empréstimo de um ano, para a disputa do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil.
Em janeiro de 2015, acertou sua ida para o Bahia, por empréstimo, para a disputa dessa temporada. Foi fundamental na boa campanha do Bahia no primeiro semestre, com a conquista do campeonato baiano e o vice-campeonato da Copa do Nordeste. Caiu de rendimento no meio da temporada e terminou a Série B do Campeonato Brasileiro no banco de reservas. Ao todo, Souza disputou 50 jogos e marcou dez gols defendendo o Bahia. 
No dia 12 de abril de 2015 marcou, pela primeira vez em sua carreira, três gols no jogo contra o Sport Recife, que garantiu o time baiano na final da Copa do Nordeste, sendo esses seus primeiros gols com a camisa do Bahia. Fez parte da “seleção da Copa do Nordeste” e do Campeonato Baiano de 2015.


Após ser devolvido para o Cruzeiro, Souza foi novamente emprestado, desta vez para o Cerezo Osaka, da Segunda Divisão do Japão, para onde embarcou em 10 de janeiro de 2016 e se encontra até hoje.
Totalmente adaptado ao futebol japonês, Souza tem se destacado nas partidas que já fez, dando bons passes para os companheiros e também fazendo gols. No dia 3 de abril, Souza anotou os dois gols da vitória da sua equipe sobre o JEF United Chiba. Após 20 jogos, o Cerezo Osaka era o segundo colocado na tábua de classificação, com 40 pontos ganhos, dois a menos que o líder Consadole Sapporo.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

HÁ 40 ANOS NO FUTEBOL BRASILIENSE: Inauguração parcial do Serejão


Localizado na cidade de Taguatinga e com o nome oficial de “Elmo Serejo Farias” (homenagem ao governador do Distrito Federal no período de 1974 a 1979), o estádio Serejão teve sua inauguração parcial no dia 29 de agosto de 1976, quando o Taguatinga venceu o Vila Nova, de Goiânia (GO), por 1 x 0, gol olímpico de Dinarte, aos 42 minutos do segundo tempo.
O Taguatinga atuou com Carlos José, Mundinho, Edair, Mauro e Chico; Nelson, Elmo e Maurício; Bira (Zé Vieira), Ruy e Dinarte. O árbitro da partida foi Adélio Nogueira.
As obras para a conclusão do estádio passaram, então, a um ritmo bastante lento e, somente em 23 de abril de 1978 é que a cidade de Taguatinga pôde festejar a entrega do seu primeiro grande estádio.

domingo, 28 de agosto de 2016

OS PRESIDENTES: Cipriano Siqueira Filho



Cipriano Siqueira Filho nasceu em Uberlândia (MG), em 27 de setembro de 1942. Morava em Uberaba (MG) e de lá veio direto para o Guará, com 17 anos de idade. Chegou em 4 de outubro de 1959. Seu pai e seu tio moravam na beira do córrego próximo à Candangolândia, onde funcionava antigamente a bica d’água que abastecia todos os caminhões que trabalhavam nas obras de construção de Brasília.
Assim que completou 18 anos, foi admitido na Novacap, como ajudante de pedreiro, depois pedreiro, em várias obras de criação da capital. Dois anos depois, passou num concurso público do GDF-Governo do Distrito Federal, onde trabalhou até aposentar-se.
Trabalhou três anos na Administração Regional de Taguatinga e quando o administrador desta veio para o Guará, Cipriano veio com ele. Foram 22 anos na Administração Regional do Guará, onde aposentou como Chefe de Serviço de Administração da Feira do Guará, por seis anos. Aposentou-se como servidor do GDF em 1990, tendo também trabalhado no antigo Departamento de Água e Esgoto (DAE), que deu origem à CAESB.
Cipriano começou a assistir aos jogos do Guará apenas para acompanhar os amigos que, como ele, haviam deixado sua terra natal para ajudar na construção da nova capital do País. Os jogos eram perto da sua casa, no Núcleo Bandeirante, e por isso iam ao estádio.
Quando o Guará se profissionalizou e incentivado por Almir Vieira, Cipriano “vestiu a camisa”. Foi ajudante, chefe de torcida por muito tempo, diretor, até ser eleito Presidente em 1995.
Antes, de 1989 a 1994, o Guará havia sido vice-campeão quatro vezes, ao perder o título em finais para Brasília, Gama, Tiradentes e Taguatinga.
Em um desses anos, 1982, foi provocada uma grande mágoa em Cipriano. Na decisão do campeonato brasiliense desse ano, entre Guará e Brasília, a festa foi preparada bem cedo e seria regada a muita cerveja. Na maior euforia, o então chefe de torcida Cipriano Siqueira conseguiu levar para o Pelezão 600 torcedores uniformizados. Ele confiava tanto no Guará que não vacilou em encher um cavalete com fogos, para acendê-los ao final da partida, na comemoração do título. O Guará havia feito uma grande campanha e estava com jogadores de alto nível. Logo, nada mais compreensível do que preparar uma grande festa. Mas o futebol pregou mais uma de suas peças e o Brasília venceu.
Cipriano resolveu lançar um desafio, de assumir o clube e dar a ele o tão sonhado título de campeão brasiliense.

Incentivado pelo administrador regional Heleno Carvalho, o ex-administrador Francisco Brandes, foi eleito Presidente do clube para a gestão de 1995 a 1997. Juntaram-se a ele no desafio torcedores ilustres do Guará como Manoelino Rodrigues, Alcir Alves de Souza e o ex-supervisor do Taguatinga, Eurípedes Bueno.
O comando do time foi entregue ao ex-goleiro Déo de Carvalho.
No primeiro ano, o Guará foi eliminado nas semifinais, pelo Brasília, que foi vencido pelo Gama na final.
Mas, em 1996, finalmente veio o título. O time foi montado a partir da base vencedora do Taguatinga, formada pelos zagueiros Gilson e Zinha, os meias Marquinhos, Rogerinho e Júlio César. Como era tradição do clube na época, buscou-se um jogador famoso em fim de carreira, para dar experiência ao time e atrair o torcedor. O escolhido foi Éder Aleixo, ex-Seleção Brasileira, com 37 anos na época.
Éder havia atuado no Cruzeiro no ano anterior e ajudou a trazer para o Guará quatro juniores que haviam estourado a idade.
Cumprido o desafio, Cipriano não quis se reeleger para o triênio 1998/2000, quando o Guará chegou a ser rebaixado para a Segunda Divisão do DF.


Cansou da vida difícil de dirigente de futebol em Brasília. Teve muitas decepções, achou que não valia a pena continuar, citando, principalmente, a falta de apoio que experimentou durante a sua administração. Continuou no Guará como conselheiro.
Cipriano também tentou enveredar-se a deputado distrital em 2010, numa dobradinha com o candidato a deputado federal Izalci Lucas. Decepcionado com os 658 votos e a falta de apoio financeiro que deixou uma dívida de R$ 8 mil na época, não quis mais saber de política, mesmo sendo convidado outras vezes para candidatar-se.
Hoje, Cipriano dedica-se aos cinco filhos, incluindo uma de criação, 15 netos, 4 bisnetos e aos programas sociais de uma igreja evangélica.
Em 1991, Cipriano montou uma fábrica na QE 40, que produz camarões empanados e distribui para restaurantes de Brasília. Atualmente, a gerência dos negócios é feita pelo seu filho mais velho, Leandro Siqueira.

sábado, 27 de agosto de 2016

Torneio “Prefeitura do Distrito Federal” - Taça "Embaixador Sette Câmara" - 1962


DEFELÊ 3 x 2 GUANABARA
Data: 11.03.1962
Local: Estádio Israel Pinheiro
Árbitro: Josué Costa Araújo
Renda: CR$ 23.000,00
Expulsões: Ely, do Defelê, e Farneze, do Guanabara
Gols: Fino e Invasão (2) para o Defelê e Lula (2) para o Guanabara

RABELLO 3 x 0 PLANALTO
Data: 15.03.1962
Local: Estádio Aristóteles Góes
Árbitro: Jorge Cardoso
Renda: Cr$ 13.500,00
Gols: 1º tempo - França e Ely; 2º tempo - França

GUARÁ 2 x 2 NACIONAL
Data: 18.03.1962
Local: Estádio Paulo Linhares
Árbitro: Moacir Siqueira. 
Renda: CR$ 22.000,00. 
Expulsões: Múcio, do Guará, e Beto Pretti, do Nacional
Gols: Alberto (contra) e Orlando para o Guará; Zezito e Morales para o Nacional

RABELLO 1 x 0 GUANABARA
Data: 18.03.1962
Local: Estádio Israel Pinheiro
Árbitro: Nilzo de Sá
Gol: Léo (pênalti), 27

DEFELÊ 2 x 0 PLANALTO
Data: 25.03.1962
Local: Estádio Aristóteles Góes
Árbitro: Jorge Cardoso
Expulsão: Alonso Capella, do Defelê
Gols: Ely, 74 e Ramiro, 77

RABELLO 2 x 0 NACIONAL
Data: 25.03.1962
Local: Estádio Israel Pinheiro
Árbitro: Josué Costa Araújo 
Renda: CR$ 35.000,00
Expulsão: Alberto (Nacional)
Gols: Alaor Capela, 48 e Nicotina, 61

GUARÁ 2 x 1 GUANABARA
Data: 01.04.1962
Local: Estádio Aristóteles Góes
Árbitro: Josué Costa Araújo
Gols: Haroldo, 28; Antônio (Guanabara), 85 e Orlando, 89
Obs.: partida realizada somente até os 17 minutos do primeiro tempo, sendo interrompida devido a chuva. A complementação do jogo ocorreu em 4 de abril de 1962.

NACIONAL 3 x 2 PLANALTO
Data: 01.04.1962
Local: Estádio Israel Pinheiro
Árbitro: Moacyr Siqueira
Expulsões: Hudson, do Planalto, e Alberto, do Nacional
Gols: Naelson, 12; 2º tempo - Ferreira, ???; Ubaldo, 74 e 79 (Planalto) e Beto Pretti, ???

RABELLO 3 x 0 GUARÁ
Data: 08.04.1962
Estádio Aristóteles Góes
Árbitro: Josué Costa Araújo
Expulsão: Múcio (Guará)
Gols: Joãozinho (2) e Arnaldo, todos no 2º tempo

GUANABARA 0 x 0 NACIONAL
Data: 08.04.1962
Local: Estádio Israel Pinheiro
Árbitro: Moacyr Siqueira
Renda: CR$ 10.700,00

GUARÁ WO x 0 PLANALTO
Data: 15.04.1962
Local: Estádio Aristóteles Góes.

DEFELÊ 4 x 0 NACIONAL
Data: 15.04.1962
Local: Estádio Israel Pinheiro
Árbitro: Nilzo de Sá
Gols: Zé Paulo (2), Invasão e Reinaldo
Expulsões: Nivaldo, do Nacional, e Matarazzo, do Defelê

GUANABARA WO x 0 PLANALTO
Data: 29.04.1962
Local: Estádio Paulo Linhares
Árbitro: Moacyr Siqueira

DEFELÊ 1 x 0 GUARÁ
Data: 06.05.1962
Local: Estádio Aristóteles Góes
Árbitro: Moacyr Siqueira
Gol: Ely
Obs.: Jogo terminado aos 35 minutos do 1º tempo quando Beto, do Guará, foi expulso e todo o time deixou o campo em solidariedade ao jogador.

RABELLO 5 x 0 DEFELÊ
Data: 20.05.1962
Local: Estádio Aristóteles Góes
Árbitro: Josué Costa Araújo
Renda: CR$ 48.600,00
Gols: Gavião (contra), Nicotina, Joãozinho Capela e Léo

CLASSIFICAÇÃO FINAL

CF
CLUBES
J
V
E
D
GF
GC
SG
PG
RABELLO
5
5
0
0
13
1
12
10
DEFELÊ
5
4
0
1
10
7
3
8
GUARÁ
5
1
2
2
6
7
-1
4
NACIONAL
5
1
2
2
5
10
-5
4
GUANABARA
5
0
2
3
3
6
-3
2
PLANALTO
5
0
2
3
3
9
-6
2

JOGOS REALIZADOS = 15
GOLS MARCADOS = 40
MÉDIA DE GOLS POR JOGO = 2,67.

PRINCIPAIS ARTILHEIROS:
1º - Léo e Joãozinho (Rabello), 3 gols;
2º - Ubaldo (Planalto), França (Rabello), Lula (Guanabara), Fino (Defelê) e Orlando (Guará), 2.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

O FUTEBOL NAS CIDADES SATÉLITES: Ceilândia - 2004


Dezesseis equipes disputaram o Campeonato de Futebol Amador da Ceilândia em 2004, promovido pela LECIC - Liga Esportiva das Categorias Independentes de Ceilândia, a saber: Águia Real, Aliança, Apollo 4, Copacabana, Criciúma, ECON, Estrela, Grenal, Guariroba, Juventus, Londrina, Madureira, Real Sociedade, 7 Norte, Setor O e Vasco da Gama.
Na Primeira Fase foram divididos em dois grupos (A e B), dos quais os seis melhores colocados classificavam-se para a Segunda.
ECON (invicto e com 100% de aproveitamento) e Apollo 4 foram os times com melhor campanha da Primeira Fase e passaram a ser os cabeças-de-chave dos grupos C e D, que foram assim formados:
Chave C: ECON, Real, Grenal, Guariroba, Aliança e Madureira
Chave D: Apollo 4, Copacabana, Estrela, Setor O, Juventus e Londrina.
A última rodada da Segunda Fase, disputada no dia 27 de junho, serviu para definir os classificados para a próxima etapa e também para por um fim na invencibilidade do ECON, que perdeu para o Real por 2 x 1.
Os times que conquistaram as vagas na Terceira Fase foram ECON, Copacabana, Real, Apollo 4, Aliança, Estrela, Guariroba e Juventus.
No dia 11 de julho foram conhecidos os finalistas do campeonato, após a realização das semifinais, que tiveram os seguintes resultados: Real 1 x 1 Copacabana e ECON 1 x 1 Apollo 4. Real e ECON tinham a vantagem do empate e após esses resultados qualificaram-se para decidirem o campeonato de futebol amador da Ceilândia.
O ECON-Esporte Clube O Norte sagrou-se campeão e o Real ficou com a segunda colocação.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

AS DECISÕES: Torneio da Prefeitura do Distrito Federal - Taça “Embaixador Sette Câmara” - 1962




O Torneio da Prefeitura do Distrito Federal, Taça "Embaixador Sette Câmara", foi disputado de 11 de março a 20 de maio de 1962 e contou com a participação de seis equipes: Defelê, Guanabara, Guará, Nacional, Planalto e Rabello.

Dentre as resoluções tomadas pelas associações participantes, algumas chamavam a atenção: 1. Permitir que tomem parte do torneio atletas em experiência, apenas com registro provisório e exame médico; 2. Fixar a inclusão de atletas para experiência até a terceira rodada; 3. Não permitir a inclusão de novos atletas após a terceira rodada; 4. Permitir três substituições por jogo, inclusive o goleiro; 5. Aprovar o campo neutro para todas as partidas e 6. Aprovar duas partidas por domingo, sendo uma na Asa Sul e a outra na Asa Norte.

O Rabello sagrou-se campeão do Torneio da Prefeitura do Distrito Federal, Taça "Embaixador Sette Câmara", ao aplicar uma goleada em seu maior rival, o Defelê, por 5 x 0. O jogo foi realizado no dia 20 de maio de 1962, no Estádio Aristóteles Góes e teve como árbitro Josué Costa Araújo. A renda foi de CR$ 48.600,00. 
O resultado foi surpreendente. As torcidas esperavam rendimento excepcional dos seus conjuntos. Havia quase certeza de um grande jogo, considerando não só a posição dos dois conjuntos até então (as duas equipes estavam em igualdade de condições na tábua de classificação, sem pontos perdidos), como também os valores individuais que cada um possuía em suas linhas, prevendo-se um jogo sem favoritismo para qualquer dos lados.

Alaor Capella
Os gols foram marcados por Gavião (contra), Nicotina, Joãozinho Léo e Alaor Capella. O Rabello jogou com Gaguinho, Délio e Leocádio; Calado, Bimba e Enes; Nicotina, Alaor Capella, Léo, Joãozinho (Alaor) e Arnaldo. O Defelê com Matil, Zé Paulo (Humberto) e Gavião; Oswaldo (Wilson), Matarazzo e Sérgio (Invasão); Ramiro, Ely, Leônidas, Fino e Raimundinho.

O Rabello terminou o torneio com o melhor ataque da competição (14 gols), com a melhor defesa (sem sofrer gols) e ainda teve os dois artilheiros da competição, Léo e Joãozinho, ambos com três gols cada um. Os demais gols foram marcados por França, Alaor Capella e Nicotina, dois cada um, e Arnaldo, um. 

Além disso, o Rabello foi a única equipe a não ter um jogador expulso de campo.