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sábado, 14 de janeiro de 2017

VOLTO LOGO!




O responsável pelo blog, José Ricardo Caldas e Almeida, avisa que estará fora de Brasília no período de 14 a 21 de janeiro de 2017.
Assim sendo, nesse intervalo não promoverá atualizações no blog.

ESPECIAL GUARÁ 60 ANOS - 6ª e última parte - Guará de A a Z






A
AILTON LIRA
Exímio cobrador de faltas e meia de muita habilidade, fez grande sucesso no Santos, onde jogou de 1976 a 1979. No começo de 1980, foi para o São Paulo. Atuou ainda pelo Al Nasser/Arábia Saudita, Guarani, União São João, Comercial, Portuguesa Santista, Itumbiara e Guará, onde disputou o Campeonato Brasiliense de 1988, tendo marcado três gols.
B
BEIJOCA
Beijoca foi o maior ídolo da torcida do Bahia, clube em que ganhou seis títulos estaduais. Jogou em vários times do futebol brasileiro, sendo o de maior destaque o Flamengo (RJ). No Guará, jogou de 27 de abril a 10 de agosto de 1988 e de 21 de março a 20 de setembro de 1989, marcando 15 gols.
C
CAVE
Sigla para Centro Administrativo Vivencial e Esportivo, complexo de lazer da cidade do Guará onde se encontra o estádio de futebol e que conta, entre outras estruturas, com um ginásio coberto, um kartódromo, um teatro de arena e a Feira do Guará.
D
DÉO DE CARVALHO
Como jogador, Déo conquistou seis títulos de campeão brasiliense pelo Brasília e Tiradentes. No Guará, tornou-se o treinador que mais vezes dirigiu a equipe, de 1995 a 1998 e 2002 e 2003, sendo campeão brasiliense em 1996.
E
ÉDER ALEIXO
Ponteiro esquerdo de fortíssimo chute, teve destacadas passagens pelo Grêmio e pelo Atlético Mineiro. Foi jogador da Seleção Brasileira. Teve frustrada passagem pelo futebol turco. Também jogou na Internacional-SP, Palmeiras, Santos, Sport Recife, Botafogo, Atlético Paranaense e Cerro Porteño, do Paraguai. No Guará, disputou o campeonato brasiliense de 1996, quando foi campeão, disputando doze jogos e marcando um gol.
F
FRANCISCO LUIZ BESSA LEITE
Advogado, funcionário da Novacap, oriundo de Belo Horizonte, era uma das pessoas mais respeitadas por todos no começo de Brasília. Foi o Presidente do Guará em sua primeira diretoria provisória. É dele uma das primeiras admissões oficializadas pelo então Presidente da Novacap, Engenheiro Israel Pinheiro.
G
GERSON
Gerson Vieira de Freitas foi jogador do Guará nos anos de 1991 a 1993.
H
HERMENITO DOURADO
Membro da Associação dos Procuradores de Autarquias Federais de Brasília, advogado, membro do TJD da Federação Desportiva de Brasília, Presidente do Guará em exercício nos anos de 1965 e 1966, efetivado para o biênio 1967/1968, grande desportista, verdadeiro abnegado, a quem o Guará deve a sua sobrevivência na década de 60.
I
ISRAEL PINHEIRO
Político brasileiro, autoridade responsável pela construção de Brasília e seu primeiro Governador. Em sua homenagem o campo de futebol do Guará ganhou seu nome.
J
JOFRE MOZART PARADA
Um dos mais respeitados engenheiros de minas, geólogo e um dos maiores especialistas em Sismologia do mundo, era Chefe do Departamento de Topografia Urbana (DTU). Foi ele que sugeriu o nome de Guará para o clube, baseando-se no próprio local das reuniões, que era o sítio do Guará, assim referido pela presença, na região, da rara espécie do lobo guará.
K
KEDMO
Disputou 21 jogos pelo campeonato brasiliense de 1995, tendo marcado seis gols.
L
LOBO DA COLINA
O Engenheiro-Chefe Bernardo Sayão, apoiando integralmente a iniciativa da criação do clube, dando logo de pronto autorização para a marcação do campo, disse a todos: "Façam o campo na colina junto ao acampamento, pois o Guará será o "Lobo da Colina". Assim nasceu o pseudônimo.
M
MÚCIO
Jogou no Atlético Mineiro, onde foi cinco vezes campeão estadual, e no Palmeiras, antes de aceitar convite para vir trabalhar em Brasília. Em 1959 foi contratado pela NOVACAP e ao mesmo tempo passou a jogar pelo Guará, onde disputou o campeonato brasiliense de 1959. Transferiu-se para o futebol pernambucano, onde jogou no Santa Cruz e no Náutico. Em 1963 voltou a jogar no Guará e no ano seguinte despediu-se do futebol defendendo a camisa do Cruzeiro, de Brasília. Atuava como zagueiro e como volante.
N
NUNES
O "Artilheiro das Decisões", com impressionante vocação de marcar gols, fez muito sucesso no Flamengo, onde foi campeão brasileiro, sul-americano e mundial. Também jogou na Seleção Brasileira e em vários outros times do futebol brasileiro e do exterior. No Guará, atuou de 8 de março a 7 de junho de 1992.
O
OTÁVIO
Excelente jogador que defendeu as cores do Defelê, Rabello e Guará, onde só passou uma temporada, tendo disputado o campeonato brasiliense de 1967.
P
PRIMEIRA EQUIPE DE JUVENIS
O Guará foi o primeiro clube a se preocupar com sua equipe de juvenis. Em fevereiro de 1961, fez uma convocação a garotos de 14 a 17 anos para comparecerem ao campo do clube, próximo ao Posto da Petrobrás, levando seu material de treinamento, a fim de serem submetidos a um período de experiência. A orientação dos juvenis esteve a cargo de Geraldo de Azevedo.
Q
QUASE CAMPEÃO
Nos anos de 1978 a 1983, o Guará teve uma sequência de seis anos terminando o campeonato brasiliense, ora na terceira colocação, ora na segunda, e por isso passou a ficar conhecido como "o quase campeão". Foram três terceiros lugares de 1978 a 1980 e mais três vice-campeonatos de 1981 a 1983.
R
RODRIGO ALBERGARIA
Primeiro Presidente da Federação Desportiva de Brasília, foi Engenheiro-Chefe das obras do IAPI em Brasília e fazia parte da Comissão de Construção do Estádio e da Sede Náutica do Clube de Regatas Guará.
S
SABARÁ
Considerado um dos melhores jogadores do futebol brasiliense na década de 60, depois de jogar em Anápolis e Uberaba chegou a Brasília em 1958, a convite de Oswaldão, para trabalhar na Novacap e jogar no Guará, por indicação do técnico Rubens Porfírio. Fez parte da equipe que conquistou o primeiro torneio disputado em Brasília, o Torneio Início de 1959. Foi vice-campeão do Distrito Federal defendendo o Guará em 1960, jogou por diversos clubes do DF e na seleção brasiliense.
T
TRICAMPEÃO DE JUNIORES
Tricampeão brasiliense de juniores, de 1990 a 1992, o Guará revelou alguns jogadores de destaque no futebol do DF, tais como os zagueiros Gerson e Avelino, o lateral Viana, o meia Flávio Katioco e os atacantes Renaldo e Anderson Papaléguas.
U
UNIFORME
Para o primeiro jogo do Guará, a ideia era fazer uma camisa rubro-negra. Mas não havia tecido vermelho na praça e não dava tempo para importá-lo de Goiânia. Então, a esposa de um dos diretores pegou um tecido branco e fez as mangas e as golas. Por força das dificuldades que marcavam o início de construção de Brasília, as primeiras camisas do Guará foram nas cores preta e branca, passando, com o tempo, para amarela e preta.
V
VIANA
Lateral-direito que defendeu as cores do Guará por três temporadas, de 1991 a 1993.
W
WALMIR
Ponta de lança que surgiu no Guará, onde jogou nos anos de 1967 e 1968, e atuou também no Rabello e no Serviço Gráfico, além de jogar no futebol canadense. Foi eleito pela crônica esportiva do DF o "Craque do Ano" de 1972.
Z
ZÉ MAURÍCIO
Excelente meio de campo, disputou cinco temporadas com a camisa do Guará, de 1983 a 1986.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

ESPECIAL 60 ANOS DO GUARÁ - 5ª Parte



Personagens e Personalidades do Futebol do Guará

"Seu" Adelino


Adelino Avelino Gonçalves, “Seu Adelino” ou “Seu Dedé”, nasceu em Ipoema, então distrito do município de Itabira, no interior de Minas Gerais, no dia 1º de março de 1922.
Foi o maior exemplo de amor a um clube no Distrito Federal.
Pioneiro da primeira hora de Brasília, tendo aqui chegado em 12 de dezembro de 1956 para participar da grande epopeia da construção da nova Capital brasileira no Planalto Central, fez parte da vida do Guará desde a sua criação, em 9 de janeiro de 1957.
Completou 18 anos na estrada, indo a pé para Belo Horizonte (MG), onde passaria a trabalhar na Mina de Morro Velho.
Fez de tudo um pouco em sua vida. Foi chefe de escoteiro, tocou clarinete e oboé numa fanfarra, alistou-se no Exército, deu baixa como Sargento, e estava quase embarcando para combater na Segunda Guerra Mundial quando esta acabou.
Em Brasília trabalhava no antigo D. A. E. - Departamento de Águas e Esgotos e, quando houve a divisão, foi para a CAESB.
Em 30 de março de 1960, quando o Conselho Federal de Contabilidade decidiu criar o Conselho Regional de Contabilidade de Brasília, Adelino passou a ser um dos conselheiros suplentes, Técnico em Contabilidade que era.
“Seu” Adelino foi um dos poucos que poderia ser chamado de “Professor”. Ele obrigava a todos os atletas que passavam pelo clube a aprender o “Hino do Guará”. Além disso, exigia que eles aprendessem a marchar e a ter disciplina tática enquanto estivessem no clube. Para ele, o jogador só seria completo se soubesse obedecer ordens.
Em 21 de março de 1967, Adelino fez parte da composição da Junta Governativa do Guará, desempenhando as funções de 2º Vice-Presidente. Nessa época, o Guará possuía 250 sócios pioneiros, 371 sócios proprietários, 80 sócios contribuintes e 39 sócios colaboradores.
Sempre buscando colaborar com o futebol brasiliense, em 30 de março de 1968, passou a ser um dos membros do Conselho Deliberativo da Associação Esportiva Cruzeiro do Sul.
Foi um dos “Destaques Esportivos” de 1975, realização do Departamento de Educação Física, Esportes e Recreação – DEFER, do GDF. No Futebol de Campo, os premiados foram: Dirigente: Adelino Avelino Gonçalves e Atleta: José Francisco Solano Junior, o Junior Brasília.
Faleceu no dia 1º de dezembro de 1995, em Palmas (TO), poucos meses antes de poder ver o seu Guará campeão brasiliense. 
A seu pedido, teve o corpo destinado para estudos na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília - UnB.

OSWALDÃO

Oswaldo da Cruz Vieira, o Oswaldão, era natural de Araguari (MG). Antes mesmo de Brasília dar seus primeiros sintomas de vida, com a chegada dos primeiros tratores para devastar o cerrado para que fosse erguida a cidade, aqui estava Oswaldão.
Seu ingresso na Novacap data de 1º de novembro de 1956, na função de Condutor de Topografia do DOAM - Departamento de Organização e Administração Municipal.
Oswaldão fez os primeiros serviços de topografia (demarcação dos lotes e arruamento) da Cidade Livre, hoje Núcleo Bandeirante.
Em 30 de novembro de 1957, participou da reunião de congraçamento dos funcionários da Novacap que comemoraram um ano de trabalho em Brasília. Na ocasião, para marcar o fato, foi elaborado um Diploma que recebeu as assinaturas dos participantes e mais do Presidente Juscelino Kubitschek e dos diretores da Novacap.
Oswaldão plantou a semente do futebol em Brasília, logo conseguindo adeptos para dar mais corpo a sua ideia de fundar um clube de futebol.
Em dezembro de 1956, um grupo de desportistas, após um dia exaustivo de trabalho, reunido em uma simples cabana de lona, comentava sobre os campeonatos de futebol da terra natal de cada um. Cada qual contava uma passagem interessante de seus clubes. Oswaldão, desportista de escol, antigo defensor do Fluminense, de Araguari, do Goiânia e do Atlético Mineiro, contava, com orgulho, suas facetas esportivas e todos o ouviam com atenção.
A essa altura da conversa, surge a ideia da criação de um clube, sendo, nessa ocasião, constituída uma Diretoria provisória, na qual Oswaldão ficou como Vice-Presidente.
Passam-se os dias e, a 9 de janeiro de 1957, no Restaurante dos Engenheiros da Novacap, já agora com os planos feitos pela Diretoria provisória, é realizada a sessão solene de fundação do clube, a qual comparece grande número de adeptos, pois a notícia correu célere pelos acampamentos e, assim, Brasília foi tomada de curiosidade.
Procedida a eleição da diretoria, Oswaldão era o novo Diretor de Esportes do Clube de Regatas Guará.
O Guará realizou o primeiro jogo interestadual muito antes da inauguração de Brasília. Em 14 de setembro de 1958, em seu campo, o Guará foi derrotado pelo Atlético Goianiense, por 1 x 0.
Em 16 de março de 1959, vários desportistas se reuniram na cantina do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários (IAPI), para fundar a Federação Desportiva de Brasília, Oswaldão fazia parte da Mesa Dirigente, além de ser o representante do Clube de Regatas Guará.
Logo após a aprovação dos estatutos da entidade, o Guará, por intermédio de Oswaldão, apresentou seu requerimento de filiação ao qual fez juntada de um exemplar de seus Estatutos, devidamente impressos.
Considerado por muitos como o dirigente mais “matreiro” dos que passaram pelo futebol brasiliense na década de 60, Oswaldão contratava quase que exclusivamente jogadores para o Guará, prometendo-lhes emprego nos recém-criados órgãos do Governo do Distrito Federal.
Quando achou que tinha o time ideal, tratou de correr atrás de um treinador de nome. Em novembro de 1959, Oswaldão entrou em contato com o Coronel Osmar Soares Dutra, solicitando do mesmo que convidasse Augusto da Costa, ex-jogador do Vasco da Gama e Seleção Brasileira, militante da Polícia Especial do Rio de Janeiro, para servir na GEB - Guarda Especial de Brasília. Augusto da Costa então passou a desempenhar suas funções de polícia e técnico de futebol do Guará.
Em 5 de maio de 1960, Oswaldão, tomou posse no cargo de Presidente do Guará, em substituição a Carlindo Cruz. Passou a ser uma espécie de faz de tudo no Guará.
Em 30 de março de 1962, o Clube de Regatas Guará colocou em circulação o primeiro número do “Boletim Informativo do Guará”. Um dos maiores responsáveis por esse acontecimento foi Oswaldão, juntamente com Omar Martins e Carlindo Ribeiro da Cruz, então presidente do clube.
Todo o imenso esforço que Oswaldão fez pelo Guará, nos quase dez anos que militou no futebol brasiliense, rendeu apenas um título ao Guará, o de campeão do Torneio “Prefeito Paulo de Tarso”, em 1961.
Oswaldão morreu na madrugada de 6 de agosto de 1966.

OS CAMPEÕES BRASILIENSES DE 1996



Para chegar ao inédito título, o Guará utilizou 31 jogadores. Nenhum deles disputou os 23 jogos. Os que mais se aproximaram foram Marco Antônio e Éder Antunes (artilheiro da equipe), com 21. Zinha disputou 20 jogos.
No elenco do Guará estava Éder Aleixo, ex-Atlético Mineiro e Seleção Brasileira, que disputou 12 jogos, marcando um gol.
Teve apenas um treinador durante todos os 23 jogos do campeonato, Déo de Carvalho.
Eis o desempenho de cada um desses jogadores:

APELIDO
NOME COMPLETO
P
JD
GM
GS
Cláudio
Cláudio André Pavlik
G
18

12
Pereira
Alceri Furtado Mendonça
G
4

6
Anderson
Anderson Cardoso Oliveira
G
1

1
Zinha
Osias Oliveira Bonfim
Z
20
2

Gilson
Gilson Irmer
Z
19
1

Elson
Elson Costa
Z
19


Márcio Franco
Márcio Franco da Fonseca
Z
16
1

Carlos Eduardo
Carlos Eduardo de Oliveira
Z
12


Nilton
Nilton Alves de Araújo
Z
5


Thiago
Thiago de Macedo e Burgos
Z
4


Alex
Alexandro Carvalho Dultra
Z
3


Claudinelli
Claudinelli Nascimento Araújo
Z
3


Marco Antônio
Marcos Antônio Oliveira da Silva
MC
21


Júlio César
Júlio César Lacerda Vieira
MC
19
3

Rogerinho
Rogério Rodrigues Ribeiro
MC
18
2

Wagner
Wagner Rafael Rodrigues
MC
11
1

Marquinhos Brazlândia
Marcos Antônio Teixeira dos Santos
MC
10


Luiz Fábio
Luiz Fábio Andrade Lopes
MC
10
2

Jefferson Santos
Jefferson Ferreira dos Santos
MC
8


Paulo Lima
Paulo de Lima Barbosa
MC
5


Rodrigo
Rodrigo Rodrigues Ferreira Gomes
MC
2
2

Thompson
Thompson François Leal da Silva
MC
2


Éder Antunes
Éder Antunes Morgado
A
21
9

Raildo
José Raildo Fernandes de Oliveira
A
14


Éder Aleixo
Éder Aleixo de Assis
A
12
1

Missinho
Edmilson do Nascimento Trigueiro
A
10
7

Edi Carlos
Edi Carlos Monteiro dos Santos
A
10
2

Jairo
Jairo França Venanão
A
7
1

Aelson
Aelson Mauro Lopes
A
6
1

Fábio Gaúcho
Fábio Rafael Eidelwein
A
6


Rondinelli
Rondinelli Nascimento de Araújo
A
1



P = posições: G - goleiro, Z - zagueiro, MC - meio de campo e A - atacante

JD = jogos disputados
GM = gols marcados
GS = gols sofridos

OS CAMPEÕES DO TORNEIO CENTRO-OESTE DE 1984

Oito clubes do Distrito Federal e de Goiás disputaram o II Torneio Centro-Oeste no ano de 1984. Do Grupo A fizeram parte Anapolina e Vila Nova, de Goiás, e Guará e Sobradinho, do Distrito Federal. No Grupo B disputaram Anápolis e Atlético, de Goiás, e Brasília e Taguatinga, do Distrito Federal.
O Guará classificou-se em primeiro lugar no Grupo A, com sete pontos ganhos, provenientes de três vitórias e um empate. Assim, qualificou-se para decidir o torneio com o Brasília, vencedor do B.
Disputaram a partida final os seguintes jogadores: Toinho (Augusto), Índio, Luiz Fernando, Carlinhos e Geraldo Galvão; Barão, Raimundinho e Serginho (Zé Maurício); Almir, Cilinho (Nilton) e Bilau (Ciso). Técnico: Ivan Gradim. Também atuaram pelo Guará o goleiro Bocaiúva e o atacante Moura.

CIPRIANO SIQUEIRA FILHO

Cipriano Siqueira Filho nasceu em Uberlândia (MG), em 27 de setembro de 1942. Morava em Uberaba (MG) e de lá veio direto para o Guará, com 17 anos de idade. Chegou em 4 de outubro de 1959.
Assim que completou 18 anos, foi admitido na Novacap, como ajudante de pedreiro, depois pedreiro, em várias obras de criação da capital. Dois anos depois, passou num concurso público do GDF - Governo do Distrito Federal, onde trabalhou até aposentar-se. Foram 22 anos na Administração Regional do Guará, onde aposentou como Chefe de Serviço de Administração da Feira do Guará. Aposentou-se como servidor do GDF em 1990, tendo também trabalhado no antigo Departamento de Água e Esgoto (DAE), que deu origem à CAESB.
Cipriano começou a assistir aos jogos do Guará apenas para acompanhar os amigos que, como ele, haviam deixado sua terra natal para ajudar na construção da nova capital do País. Os jogos eram perto da sua casa, no Núcleo Bandeirante, e por isso iam ao estádio.
Quando o Guará se profissionalizou e incentivado por Almir Vieira, Cipriano “vestiu a camisa”. Foi ajudante, chefe de torcida por muito tempo, diretor, até ser eleito Presidente em 1995.
Em um desses anos, 1982, foi provocada uma grande mágoa em Cipriano. Na decisão do campeonato brasiliense desse ano, entre Guará e Brasília, a festa foi preparada bem cedo e seria regada a muita cerveja. Na maior euforia, o então chefe de torcida Cipriano Siqueira conseguiu levar para o Pelezão 600 torcedores uniformizados. Ele confiava tanto no Guará que não vacilou em encher um cavalete com fogos, para acendê-los ao final da partida, na comemoração do título. O Guará havia feito uma grande campanha e estava com jogadores de alto nível. Logo, nada mais compreensível do que preparar uma grande festa. Mas o futebol pregou mais uma de suas peças e o Brasília venceu.
Cipriano resolveu lançar um desafio, de assumir o clube e dar a ele o tão sonhado título de campeão brasiliense.
Incentivado pelo administrador regional Heleno Carvalho e o ex-administrador Francisco Brandes, Cipriano foi eleito Presidente do clube para a gestão de 1995 a 1997. Juntaram-se a ele nesse desafio torcedores ilustres do Guará como Manoelino Rodrigues, Alcir Alves de Souza e o ex-supervisor do Taguatinga, Eurípedes Bueno. O comando do time foi entregue ao ex-goleiro Déo de Carvalho.
No primeiro ano, o Guará foi eliminado nas semifinais, pelo Brasília, que foi vencido pelo Gama na final.
Mas, em 1996, finalmente veio o título. O time foi montado a partir da base vencedora do Taguatinga, formada pelos zagueiros Gilson e Zinha, os meias Marquinhos, Rogerinho e Júlio César. Como era tradição do clube na época, buscou-se um jogador famoso em fim de carreira, para dar experiência ao time e atrair o torcedor. O escolhido foi Éder Aleixo, ex-Seleção Brasileira, com 37 anos na época.
Éder havia atuado no Cruzeiro no ano anterior e ajudou a trazer para o Guará quatro juniores que haviam estourado a idade.
Cumprido o desafio, Cipriano não quis se reeleger para o triênio 1998/2000, quando o Guará chegou a ser rebaixado para a Segunda Divisão do DF.
Cansou da vida difícil de dirigente de futebol em Brasília. Teve muitas decepções, achou que não valia a pena continuar, citando, principalmente, a falta de apoio que experimentou durante a sua administração. Continuou no Guará como conselheiro.
Cipriano também tentou enveredar-se a deputado distrital em 2010, numa dobradinha com o candidato a deputado federal Izalci Lucas. Decepcionado com os 658 votos e a falta de apoio financeiro que deixou uma dívida de R$ 8 mil na época, não quis mais saber de política, mesmo sendo convidado outras vezes para candidatar-se.
Hoje, Cipriano dedica-se aos cinco filhos, incluindo uma de criação, 15 netos, 4 bisnetos e aos programas sociais de uma igreja evangélica, e colabora com a administração de uma fábrica que produz camarões empanados e distribui para restaurantes de Brasília e que tem na gerência dos negócios seu filho mais velho, Leandro Siqueira.

WANDER ABDALLA

Wander Marques Abdalla nasceu em 20 de maio de 1937, em Conquista, pequeno município localizado na região de Uberaba, no Triângulo Mineiro.
Começou sua carreira no futebol como jogador do Ponte Alta clube que defendeu de 1954 a 1957 e que disputava o campeonato da Liga de Uberaba.
No início do ano de 1958, chegou a fazer testes no América, de Belo Horizonte (MG) e foi para o Bela Vista, de Sete Lagoas (MG).
Em fevereiro de 1959 foi treinar no Goiânia (GO), não ingressando no clube, pois era profissional e para atuar no futebol de Goiás deveria acontecer a reversão de profissional para amador.
Saindo de Goiânia, resolveu se aventurar e tentar a sorte em Brasília, cidade que oferecia muitas oportunidades de emprego, mas onde fixar residência era uma tarefa árdua e exigia abnegação, pois encontrava-se no início de sua construção.
Aqui chegou em junho e já no dia 6 de julho de 1959 era admitido como Escriturário da Novacap.
Logo procurou se inteirar dos locais onde se praticava o futebol. Primeiramente, treinou no Guará, passando logo depois para o Grêmio, sendo campeão da cidade em 1959.
Nos anos de 1960 e 1961, foi bicampeão pelo Defelê. Resolveu mudar de ares e, no biênio 1962/1963 esteve na Associação Esportiva Cruzeiro do Sul.
O início do seu lado de cartola aflorou ainda mais em 1964, quando criou o Milionários, ironicamente formado com jogadores que estavam parados oficialmente, recrutados por Wander; que era treinador e dono do time. Realizava jogos-exibição por todo o DF. Muitos jogadores deste time voltaram à atividade por muitos anos depois.
Abandonou de vez a ideia de ser jogador e, após uma passagem como técnico do Luziânia em 1966, treinou o Defelê em 1970, afastando-se do esporte e passando a se dedicar aos negócios, como empresário do setor de papel, inicialmente trabalhando na Gestetner (1973 a 1976) e, posteriormente, cuidando de sua própria firma, a SP Comercial de Papéis (que funcionou de 1977 a 1985).
Retornou ao futebol em 1976, contratado para supervisionar o Departamento de Futebol Profissional do Grêmio Esportivo Brasiliense, que também voltava a disputar competições oficiais. O Grêmio sagrou-se campeão do Torneio Imprensa, a primeira competição oficial da nova fase do futebol do Distrito Federal.
De 1981 a 1983 foi Vice-Presidente de Futebol do Taguatinga E. C. Sagrou-se campeão brasiliense em 1981.
Deixou o Taguatinga e passou a ser Supervisor do Guará na Taça de Prata de 1983. 
No início de 1984 voltou a ser Diretor de Futebol do Taguatinga. Chegou a ser o treinador da equipe no jogo de abertura do Torneio Seletivo.
Além do seu envolvimento com a administração dos clubes, encontrava tempo para se dedicar a outros eventos em prol do futebol brasiliense, chegando a promover, em dezembro de 1984, juntamente com o preparador físico Marreta, a festa de encerramento das atividades do futebol de Brasília, reunindo uma equipe de ex-jogadores e jogadores do futebol profissional do DF.
Em janeiro de 1985 apresentou proposta de trabalho no sentido de tornar a equipe do Gama novamente competitiva; juntamente com o ortopedista Flory Machado, associou-se ao clube (passando a ser seu Vice-Presidente de Futebol) para implantar uma nova política administrativa no futebol.
Em 1986, foi um dos candidatos à Presidência da Federação Metropolitana de Futebol, concorrendo com mais duas chapas.
Em 1987, retornou ao Taguatinga, tornando-se Vice-Presidente de Futebol. Graças a um trabalho perseverante que foi realizado nos bastidores por Wander Abdalla, o bicampeão mundial Nilton Santos, a “Enciclopédia do Futebol”, tornou-se treinador do Taguatinga no mesmo ano.
Aclamado por unanimidade pelos 21 conselheiros do clube, tornou-se presidente do Clube de Regatas Guará, em 1988, permanecendo à frente do clube até o final de 1991. Conseguiu envolver o quadro de conselheiros, os empresários e a torcida, todos com uma parcela de contribuição que juntas reergueram o Guará. Quando assumiu, encontrou o futebol do clube sem a menor estrutura: não tinha time nem comissão técnica.
Em 1989, convidou outro bicampeão mundial, Djalma Santos, para ser treinador do Guará; promoveu o retorno do artilheiro Beijoca, contratando também Ataliba e Mauro, dois ex-corintianos. O Guará disputou as finais do campeonato brasiliense.
Antes de se afastar novamente do futebol, teve uma rápida passagem pelo Ceilândia.
Wander Abdalla sempre teve como ideal ver o futebol de Brasília competindo em igualdade de condições com os clubes dos grandes centros. Na sua opinião, isso só vai acontecer quando acabar a mentalidade amadorística dos dirigentes, que vem sendo sustentada desde a inauguração de Brasília.
Até hoje permanece vinculado ao futebol, colaborando sempre com sua longa experiência adquirida nos mais de 40 anos dedicados ao futebol de Brasília.