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domingo, 19 de fevereiro de 2017

# PASSARAM POR AQUI: Ailton Lira



Ailton Lira da Silva nasceu no dia 19 de fevereiro de 1951, em Araras (SP), onde chegou a jogar nos juvenis da S. E. Cruzeiro e também do Comercial F. C., dois clubes de sua cidade natal.
Em 1967 foi para os juvenis da Ponte Preta, de Campinas (SP), clube no qual assinou seu primeiro contrato de profissional com 17 anos e onde permaneceu até 1972. Não conseguiu ser titular absoluto da camisa 10 da Ponte Preta, pois ela pertencia a um outro grande craque do time, Dicá. Ainda assim, fez parte da equipe campeã paulista, invicta, da Segunda Divisão (hoje Série B), em 1969.

Juvenil da Ponte Preta
Não querendo permanecer nessa situação, a solução encontrada foi procurar outra equipe. No final de 1972 teve seu passe negociado com a Caldense (MG), de Poços de Caldas (MG), onde permaneceu até o final do ano de 1975, sendo um dos destaques do time que chegou às finais do Campeonato Mineiro de 1975, ficando com a terceira colocação, atrás apenas da dupla Atlético Mineiro e Cruzeiro.

Caldense
Indicado pelo técnico Zé Duarte, Ailton Lira foi contratado pelo Santos em 1976, juntamente com o zagueiro Neto, ambos vindo da Caldense (MG). A estreia de Ailton Lira com a camisa do Santos aconteceu no dia 15 de agosto de 1976, em Jaú (SP), no amistoso em que seu clube venceu o XV de Jaú, por 2 x 1. Destacou-se logo nas primeiras partidas, com a sua precisão no passe e a técnica apurada para lançamentos longos. Também era um exímio cobrador de faltas. Até hoje é considerado como um dos melhores cobradores de faltas da história do futebol brasileiro. Teve seu futebol comparado ao do grande Gerson, o Canhotinha de Ouro.
Foram 187 jogos pelo Santos, com 37 gols marcados. Em 1978 foi campeão paulista, com a geração dos Meninos da Vila.

No começo de 1980, foi negociado com o São Paulo, atuando apenas por uma temporada no clube da capital. Atuou em 29 partidas e marcou nove gols, tendo conquistado o título paulista desse ano.
Do São Paulo foi parar no Al Nasr, da Arábia Saudita, recomendado pelo técnico Formiga. Em duas temporadas (1980 e 1981), ganhou um título sobre o time de Rivelino, o Al Hilal, e recebeu, sem seguida, o passe livre. 
Retornando ao futebol brasileiro, reencontrou o técnico Zé Duarte quando defendeu o Guarani, de Campinas, ao lado de Jorge Mendonça e Careca, em 1982.
Posteriormente, ainda jogou pelo Guarani - 1982, Comercial, de Ribeirão Preto (SP) - 1983, União São João (SP) - 1983/1985, Portuguesa Santista (SP) - 1984/1986, Itumbiara (GO) - quarto colocado do Campeonato Goiano de 1987 e Guará (DF), em 1988.

Em seguida, iniciou sua trajetória como treinador. Ainda em 1988 foi o técnico da garotada do União São João, do Comercial F. C. e de uma escola de futebol em Limeira. 
Ainda trabalhou no futebol do interior paulista, comandando o time de juniores do Rio Claro. Em Poços de Caldas (MG), ele foi técnico das categorias de base da Caldense e em Passos (MG), foi técnico do Passos Futebol Clube.
Nos últimos dois anos, Ailton Lira foi o treinador da escolinha de futebol do Jardim Marabá, na cidade de Araras (SP), onde, atualmente, tem residência fixa.

Continuou jogando bola por um tempo, defendendo as seleções paulista e brasileira de masters.

Em 2007, Aílton Lira teve sua história publicada no livro “Araras e seus craques do futebol”.


PASSAGEM POR BRASÍLIA

Quando chegou ao Guará, em maio de 1988, o clube havia terminado o 1º turno do campeonato brasiliense na sétima e penúltima posição. 
No final desse mesmo mês, Ailton Lira estrearia no Guará e o levaria ao título do segundo turno.
Fez sua estreia no dia 29 de maio de 1988, no CAVE, na vitória de 3 x 1 sobre o Ceilândia.
O primeiro gol no Guará aconteceu quase dois meses depois, mais precisamente no dia 20 de julho de 1988, também no CAVE, na vitória de 2 x 0 diante do Planaltina.
Diferentemente do 1º turno, o Guará conquistou o segundo, qualificando-se para enfrentar o Taguatinga nas semifinais.
No dia 7 de agosto de 1988, no Serejão, Ailton Lira marcou o único gol da vitória sobre o Taguatinga, garantindo a presença do Guará na final.

Uma semana depois Guará e Tiradentes decidiram o campeonato brasiliense de 1988. Empate de 2 x 2 no tempo regulamentar de jogo. No primeiro tempo da prorrogação, Ailton Lira chegou a marcar o gol que daria o título ao Guará, mas no segundo aconteceu o empate, resultado que deu o título ao Tiradentes por ter melhor campanha. O Guará ficou com o vice-campeonato.
Foram doze jogos pelo Guará, com três gols marcados.
Logo depois voltou para Araras, onde passou a tocar uma loja de peças para caminhões que tinha em sociedade com dois irmãos. Não demorou para dar início à sua carreira de treinador dirigindo as divisões inferiores do União São João, de Araras.
O Tiradentes chegou a tentar a contratação de Ailton Lira para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série C de 19888. No entanto, Ailton Lira respondeu que não queria deixar São Paulo por causa da família e dos amigos.

REGISTRO CURIOSO

A Enciclopédia do Futebol Brasileiro, de Lance, em suas páginas 453 e 454, e vários outros veículos de divulgação afirmam que o estádio “Augustinho Lima”, de Sobradinho (DF), foi inaugurado com o jogo Sobradinho 0 x 3 Santos, e que Ailton Lira teria marcado o primeiro gol do novo estádio, o que não é verdade.
No dia 30 de abril de 1978, Ailton Lira, contundido, nem viajou para Brasília, ficou em Santos. O primeiro gol foi de autoria de Toinzinho, justamente o substituto de Ailton Lira.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

HÁ 50 ANOS NO FUTEBOL BRASILIENSE: mais uma exibição do Flamengo



O Torneio “Hugo Mósca” teve prosseguimento no dia 19 de fevereiro de 1967, quando o outro clube de Brasília, o Rabello, enfrentou o Flamengo, no Estádio de Brasília.
E novamente o Flamengo não encontrou dificuldades para aplicar outra goleada: 5 x 0. 

Antes do início da partida, em solenidade realizada no centro de campo, os jogadores do Rabello receberam das mãos de seus colegas do Flamengo as faixas de bicampeões de Brasília.
A arrecadação somou mais de Cr$ 10 milhões e os organizadores do espetáculo afirmaram que não houve prejuízo.
Apesar de sofrer uma goleada maior, o Rabello mostrou ser bem melhor que o Defelê. O Flamengo soube trancar-se nos vinte minutos iniciais para estudar o adversário e quando percebeu as falhas do Rabello passou a atacar, marcando os gols necessários para construir a goleada.
Apesar do resultado, a defesa do Rabello mostrou qualidade e por algum tempo dominou a linha de ataque rubro-negra.
A primeira oportunidade de gol foi do Rabello, logo aos dois minutos, quando Roberto teve o gol aberto, mas atrapalhou-se com a bola e saiu pela linha de fundo.
O primeiro gol do Flamengo surgiu aos 18 minutos. Depois de uma tabelinha com Paulo Henrique, Fio deu a Paulo Chôco e este trabalhou a bola, lançando novamente a Fio, que fugiu pela ponta, passou pelo lateral-esquerdo Hélio em diagonal e chutou na corrida. A bola, rasteira, entrou no outro canto.
O zagueiro Ditão marcou o segundo do Flamengo, aos 32 minutos, ao escorar um cruzamento de Rodrigues Neto, num escanteio cobrado da esquerda, cabeceando para vencer Zé Walter.

Pouco antes de terminar o 1º tempo, o Flamengo marcou o terceiro gol. A jogada foi iniciada por Paulo Chôco e sobrou para Ademar Pantera, que, inteligentemente, fingiu que ia chutar e abriu as pernas, levando muitos adversários na conversa. A bola sobrou limpa para Rodrigues Neto, que encheu o pé, marcando aos 42 minutos.
Mal havia começado o segundo tempo e o Flamengo, aos quatro minutos, marcava mais um gol, o seu quarto. Após confusão na área do Rabello, Paulo Chôco chutou na trave. Américo entrou pela esquerda, antecipou-se a Osvaldo e tocou a bola para o fundo das redes.
Dois minutos depois desse gol, o goleiro Marco Aurélio fez uma sensacional defesa, num voo acrobático, para defender um chute violento de Arnaldo.
O quinto e último gol do Flamengo saiu aos 22 minutos, após cobrança de pênalti. Ademar Pantera tabelou com Américo e havia driblado Carlão, quando foi derrubado na área. Pênalti marcado e transformado em gol por Osvaldo, que chutou de pé canhoto, à meia altura, no canto direito.
Novamente o árbitro foi Gualter Gomes Portela Filho, do Rio de Janeiro, e as equipes jogaram desta forma: 
Rabello: Zé Walter, Aderbal, Mello, Carlão e Hélio (Serginho); João Dutra (Tião) e Zé Maria; Zezé, Sabará (Sinval), Roberto e Arnaldo (Mendes). Técnico: Morales. 
Flamengo: Marco Aurélio, Leon, Ditão, Jaime e Paulo Henrique (Altair); Carlinhos e Américo (Jarbas); Paulo Chôco, Ademar, Fio (Clair) e Rodrigues Neto (Osvaldo). Técnico: Renganeschi.

Zé Maria, Aderbal, Hélio, Carlão, Mello, Zé Walter e Fuminho;
Zezé, Sabará, Roberto, João Dutra, Arnaldo e Marreta.


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

PLACAR DA RODADA - 15 e 16.02.2017




COPA DO BRASIL

15.02.2017

CEILÂNDIA 1 x 1 ABC (RN)
Local: Abadião, Ceilândia (DF)
Gols: Erivelton (ABC), 27 e Elivelto, 64
Obs.: Ceilândia eliminado.

CAMPEONATO BRASILIENSE
3ª rodada

15.02.2017

LUZIÂNIA 1 x 0 C. A. TAGUATINGA 
Local: Serra do Lago, Luziânia (GO) 
Gol: Rodrigo Barros, 9

REAL 2 x 1 BOSQUE FORMOSA
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Gols: Willian, 38; Raphael Andrade, 51 e Michel Paulista (Bosque Formosa), 71

GAMA 1 x 0 BRASÍLIA 
Local: Bezerrão, Gama (DF) 
Gol: Potita, 21

PARACATU 3 x 1 PARANOÁ 
Local: Frei Norberto, Paracatu (MG) 
Gols: João Lucas, 9; Dim, 67 e 82 e Emerick (Paranoá), 83

16.02.2017

BRASILIENSE 3 x 1 SOBRADINHO 
Local: Abadião, Ceilândia (DF)
Gols: Lucas (Sobradinho), 30; Luquinhas, 74; Aldo, 76 e Luquinhas, 90

CLASSIFICAÇÃO DE MOMENTO

CF
CLUBES
PG
J
V
E
D
GF
GC
SG
Aprov.
GAMA
9
3
3
0
0
5
1
4
100,0%
BRASILIENSE
7
3
2
1
0
5
2
3
77,8%
REAL
7
3
2
1
0
3
1
2
77,8%
PARACATU
5
3
1
2
0
5
3
2
55,6%
LUZIÂNIA
5
3
1
2
0
2
1
1
55,6%
SOBRADINHO
4
3
1
1
1
6
7
-1
44,4%
BRASÍLIA
3
3
1
0
2
5
4
1
33,3%
SANTA MARIA
1
2
0
1
1
1
2
-1
16,7%
C. A. TAGUATINGA
1
3
0
1
2
1
4
-3
11,1%
10º
PARANOÁ
1
3
0
1
2
2
7
-5
11,1%
11º
CEILÂNDIA
0
1
0
0
1
0
1
-1
0,0%
12º
BOSQUE FORMOSA
0
2
0
0
2
1
3
-2
0,0%

JOGOS REALIZADOS
16
GOLS ASSINALADOS
36
MÉDIA DE GOLS/JOGO
2,3