quinta-feira, 31 de agosto de 2017

JOGOS INUSITADOS: Atlético Mineiro 6 x 4 Gama


Renaldo, o carrasco do Gama, fez três gols
O Gama, na lanterna do Campeonato Brasileiro, com apenas 22 pontos em 23 jogos, com um percentual de 97% de possibilidade de ser rebaixado, a apenas duas rodadas do fim da primeira fase.
Seu adversário, o Atlético Mineiro era o sexto colocado, com 37 pontos.

O Atlético Mineiro abriu a contagem aos 14 minutos do primeiro tempo, através de Renaldo.
Cobrando falta, Mancini ampliou para 2 x 0 aos 43 minutos.
No segundo tempo, o Gama descontou logo aos 4 minutos, com Anderson. Dois minutos depois, porém, Pitarelli bateu roupa nos pés de Renaldo, que fez 3 x 1.
Aos 12, o zagueiro Nen voltou a diminuir, mas Romualdo acabou sendo expulso aos 16, ao revidar falta ignorada pela arbitragem.
Mesmo com um jogador a menos, o Gama chegou ao empate, aos 28, com Rodriguinho. A igualdade durou apenas cinco minutos. Com nova falha de Pitarelli, Kim desempatou
Aos 37, Mancini fez 5 x 3 de fora da área. O Gama voltou a encostar aos 41 minutos, em pênalti convertido por Dimba.
O Atlético Mineiro selou o resultado também de pênalti, com Renaldo, aos 48. A marcação da falta inexistente de Pitarelli, aos 43, deu início a uma confusão, com reclamação de todos os lados e invasão da PM em campo. Depois, Jackson foi expulso. O goleiro Pitarelli também levou o cartão vermelho ao empurrar o adversário Paulinho, que saía de campo expulso.
Com esse resultado, o Gama foi rebaixado para a Série B de 2003.

ATLÉTICO MINEIRO 6 x 4 GAMA
Data: 13 de novembro de 2002
Local: Independência, Belo Horizonte (MG)
Árbitro: Romildo Corrêa (SP)
Renda: R$ 76.243,00
Público: 15.783 pagantes
Expulsões: Paulinho, do Atlético Mineiro, e Romualdo, Jackson e Pitarelli, do Gama
ATLÉTICO MINEIRO: Eduardo, Neguete (Ronildo), Nen (Genalvo), Edgar (Eraldo) e Mancini; Hélcio, Cleison, Paulinho e Michel; Kim e Renaldo. Técnico. Geninho.
GAMA: Pitarelli, Paulo Henrique (Wilson Goiano), Nen, Vinícius e Rochinha (Victor); Deda, Anderson, Jackson e Lindomar (Rodriguinho); Romualdo e Dimba. Técnico: Sérgio Alexandre.

Os gols do jogo e a confusão podem ser conferidos abaixo:




quarta-feira, 30 de agosto de 2017

OS TÉCNICOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão - 2002



CLUBES/TÉCNICOS

BOSQUE FORMOSA
Mozair Barbosa

BRASÍLIA
José Adriano Feitosa
José Roberto Buani

CEILANDENSE
Aliomar Enock
Everton Goiano
Sílvio de Jesus

DOM PEDRO II
Evilânio Batista Guedes
Jorgenei Nery da Silva

ITAPUÃ
Osvaldo Pereira da Silva (Metralha)
Wisner Naves Dantas

METROPOLITANA
Eduardo Braz
Francisco das Chagas Sobrinho

S. E. PLANALTINA
Alécio Gomes Vieira
Pedro Ramos Mendes

PLANALTINENSE
Ahlaemyr Pinheiro de Lemos
Ariovaldo Leonardi
Paulo César P. Fonseca
Pedro Pinheiro

SAMAMBAIA
Carlos Alberto de Almeida
Marcos Antônio Silva (Marquinhos Bahia)

SANTA MARIA
Jezimar Marques do Nascimento (Flu)




terça-feira, 29 de agosto de 2017

HÁ 50 ANOS NO FUTEBOL BRASILIENSE: Goleada do Rabello sobre o Goiás


O Rabello conseguiu um espetacular triunfo sobre o Goiás, por 4 x 1, encerrando sua participação na Taça Brasil no dia 27 de agosto de 1967, no Estádio de Brasília (DF).
Marcou dois gols no 1º tempo (Zezé, aos 30 minutos, e Cid, aos 44) e mais dois no 2º (novamente Zezé, aos 33 e Cid aos 36), sofrendo um fruto da cobrança de um pênalti, por intermédio de Cabrita.
O árbitro foi Antônio Botasso, da Federação Goiana de Futebol e a renda foi a menor de todas em Brasília: NCr$ 381,00.
O Rabello venceu com Dico, Didi, Pedro Pradera, Carlão e Serginho; Zé Maria e João Dutra; Zezé, Luizinho, Cid e Sabará.
O Goiás perdeu com Joel, Baltazar, Macalé, Japonês e Dias; Índio e Afonso; Lailson, Ney, Cabrita e Hélio Almeida (Marrom).




segunda-feira, 28 de agosto de 2017

PASSARAM POR AQUI: Luizão


Sérgio Luiz Tolentino de Carvalho, o Luizão, nasceu na antiga enfermaria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRRJ), no dia 27 de agosto de 1951.
Luizão deu seus primeiros passos no gramado como atleta amador nos times da cidade de Seropédica, município da região de Itaguaí, interior do Rio de Janeiro, entre eles Grêmio Esportivo do Km 49 e Seropédica Atlético Clube.
Depois de peregrinar por outros clubes amadores como o Lajes, de Piraí, o Flamengo, de Volta Redonda, e de ser reprovado em um teste para jogar no Campo Grande, Luizão chegou ao Bangu, em 1976. Sua estreia aconteceu no dia 18 de janeiro de 1976, no empate em 1 x 1 com o Madureira.
Virou ídolo da torcida, graças aos seus gols e ao seu carisma. Luizão nunca foi um jogador técnico, ao contrário, valia-se do seu porte físico para ganhar as divididas, mas era eficiente. Atrapalhado, trombador, porém artilheiro. 

Tornou-se campeão e goleador do Torneio da Integração de 1976. Continuou no Bangu nas temporadas de 1977, 1978 e 1979 (quando fez um excelente Campeonato Carioca, marcando sozinho mais da metade dos gols do Bangu).
Luizão ganhou notoriedade nacional num duelo com o Palmeiras, no Parque Antárctica, no dia 6 de abril de 1980, ao marcar dois gols na inacreditável vitória do Bangu por 3 x 2.
Foram 249 jogos com a camisa do Bangu e 69 gols marcados, até 1984, quando aconteceu sua despedida do Bangu no dia 9 de maio de 1984, na vitória de 5 x 2 sobre o Rio Negro, do Amazonas.
Além de jogar no Bangu, Luizão foi um verdadeiro nômade do futebol, jogando no Sport Recife-PE, Santos-SP, Volta Redonda-RJ, Operário-MT, CSA-AL, Olaria-RJ, Itabuna-BA, Campo Grande-RJ, Atlético Júnior, da Colômbia, Ceará-CE, Tupi (onde foi o artilheiro máximo do Campeonato Mineiro - Módulo I, de 1987, com 12 gols) e Sport, ambos de Juiz de Fora, Tiradentes-DF, Esportivo-MG e Mariense-MG, onde encerrou sua carreira em 1992.
Depois que largou o futebol, Luizão passou a trabalhar como professor da escolinha de futebol da Prefeitura de Seropédica, passando a comandar 300 atletas divididos em cinco categorias.

PASSAGEM POR BRASÍLIA

Roberval de Paula, Supervisor, e Jorge Medina, Treinador, do Tiradentes, viram uma reportagem com Luizão na revista Placar e resolveram ir até Juiz de Fora para convencer o artilheiro a se transferir para o Tiradentes, de Brasília.
Com fama de artilheiro, Luizão fez sua estreia na segunda fase, do segundo turno do campeonato brasiliense, no dia 26 de junho de 1988, no CAVE, no empate em 1 x 1 com o Guará. O Tiradentes formou com Déo, Beto Guarapari, Amaral, Beto Fuscão e Ahlá; Touro, Marco Antônio (Gilberto) e Zé Maurício; Moura, Bé (Joel) e Luizão. Técnico: Jorge Medina.
O primeiro gol veio quase um mês depois de sua estreia, mas foram logo três, marcados na vitória de 5 x 2 sobre o Sobradinho no Serejão, em 23 de julho de 1988.
Na decisão do campeonato diante do Guará, no Serejão, no dia 14 de agosto de 1988, o Tiradentes jogava pelo empate (no tempo regulamentar e na prorrogação) para se sagrar campeão brasiliense pela primeira vez em sua história. O Guará saiu na frente com um gol de Beijoca. Faltando um minuto para terminar o primeiro tempo, Luizão marcou o gol de empate. No segundo tempo, Zé Maurício colocou o Tiradentes em vantagem, mas Eusébio empatou para o Guará. No primeiro tempo da prorrogação, Ailton Lira colocou o Guará à frente do marcador. No segundo tempo da prorrogação, Luizão marcou o gol de empate, resultado que deu o título de campeão brasiliense ao Tiradentes.
Foram apenas nove jogos de Luizão pelo Tiradentes, com seis gols marcados.
O time que se sagrou campeão brasiliense foi o seguinte: Déo, Beto Guarapari, Kidão, Beto Fuscão e Gilberto; Touro (Ricardo), Bé e Zé Maurício; Moura, Luizão e Pedrinho (Marco Antônio). Técnico: Roberto Ruben Delgado.

Fonte: Almanaque do Bangu



domingo, 27 de agosto de 2017

FICHA TÉCNICA: Zé Mulambo


José Carlos do Nascimento, popularmente conhecido entre os boleiros por Zé Mulambo, nasceu em Sobradinho (DF), em 27 de agosto de 1968.
Foi um jogador técnico, de grande habilidade, que partia para cima do marcador e driblava com facilidade.
Não sabe dizer como surgiu esse apelido, mas acredita que foi na época que era moleque em Sobradinho.
Sua carreira começou no Planaltina Esporte Clube, quando ele ainda tinha 14 anos. Foi subindo de categoria até 1987, quando assinou contrato de profissional com o Planaltina.
Ganhava salário mínimo e para se manter foi obrigado a trabalhar como auxiliar de entrega na Gazeta Mercantil.
Sua estreia no time profissional do Planaltina aconteceu em 1º de fevereiro de 1987, no Mané Garrincha, na derrota de 3 x 1 para o Brasília. O Planaltina formou com Rogério, Laércio, Remo, Giovanni e Gilberto; Olety, Helder e Carlinhos; Chico, Roberto e Zé Mulambo (Cosme). Técnico: José Olinto Ferreira (Zé do Norte). Foram dez dos 21 jogos disputados pelo Planaltina, o que não impediu o clube de ser o último colocado.
Depois disso, teve passagem pelo Matsubara, de Cambará (PR), e também no Luziânia, quando este ainda disputava os campeonatos goianos Intermediário e da Segunda Divisão.
No Luziânia
Antes da estreia nessas competições, o Luziânia realizou uma partida amistosa no estádio do CAVE, contra o Guará, no dia 11 de fevereiro de 1992, com empate de 0 x 0. Foi a primeira partida de Zé Mulambo com a camisa do Luziânia. Logo depois, no dia 16 de fevereiro de 1992 marcou o seu primeiro gol novo clube, no amistoso que terminou empatado em 2 x 2 com o Atlético Goianiense e que serviu para a inauguração do estádio do Centro Esportivo do Setor Leste, em Luziânia.
No final desse ano, mais precisamente em 13 de dezembro de 1992, Zé Mulambo fez parte da equipe do Luziânia que venceu o Botafogo, do Rio de Janeiro, por 1 x 0, no amistoso que inaugurou o Serra do Lago, em Luziânia.
Também defendeu o Luziânia na primeira divisão do Campeonato Goiano, em 1993, e posteriormente transferiu-se para o Brasília, onde estreou no dia 14 de julho de 1993, no Mané Garrincha, no empate em 1 x 1 com o Taguatinga. O Brasília formou assim: Gildo, Claudinho, Junior, Binha e Freitas; Rildo, Wando (Alano), Zé Mulambo (Rondinelli) e Edmar; Marquinhos e Filó. Técnico: Bugue. Foram 14 jogos no Brasília e um gol.
Sua carreira no futebol do Distrito Federal prosseguiu da seguinte maneira:
No Planaltina, o "dono da bola"  (foto de Nonato Borges)

ANO
CLUBE
JD
GM
1994
PLANALTINA
4
1
1995
PLANALTINA
15
0
1996
PLANALTINA
7
1
1997
LUZIÂNIA
12
1
1998
PLANALTINA
14
2

Em 2003, o Sobradinho pretendia esquecer o desempenho ruim do ano anterior. Para isso, o presidente Manoelzinho resolveu apostar na montagem de um time barato, com muitos juniores e jogadores recém-profissionalizados. A maior parte dos jogadores (oito) era do time amador do Santo Antônio, de Sobradinho, que venceu a Copa Peladão no segundo semestre de 2002. Dentre eles, o maior destaque, Zé Mulambo, com 32 anos, e que estava afastado há três anos dos campos do Distrito Federal, pois havia conseguido emprego como fiscal da Viação Santo Antônio, empresa que mantinha esse time de futebol amador, com dez títulos de campeão de Sobradinho no período de 1995 a 2008.
Nesse ano, o Sobradinho foi um vexame total e ficou na 12ª e última colocação, chegando a sofrer 41 gols nos onze jogos que disputou. Foram nove jogos de Zé Mulambo no Sobradinho, sem marcar gols.
A última vez que entrou em campo não foi nada agradável para Zé Mulambo. No dia 19 de fevereiro de 2003, no Augustinho Lima, na derrota de 4 x 2 para a ARUC, foi expulso de campo pelo árbitro José de Caldas Souza.




sábado, 26 de agosto de 2017

CLASSIFICAÇÕES FINAIS: Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão - 1967


Com um clube a menos em relação aos participantes de 1966 (o Pederneiras paralisou suas atividades), o Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 1967, ainda sob o regime profissional, teve seis equipes a disputá-lo: Colombo, Cruzeiro do Sul, Defelê, Flamengo (de Taguatinga), Guará e Rabello.
O campeonato foi disputado em dois turnos, com jogos de ida e volta, ao final dos quais o clube que somasse o maior número de pontos seria declarado campeão. E este foi o Rabello, que chegaria ao tetracampeonato brasiliense de forma invicta.
A classificação final do Campeonato Brasiliense da Primeira Divisão de 1967 foi a seguinte:

CF
CLUBES
PG
J
V
E
D
GF
GC
SG
Aprov.
RABELLO
18
10
8
2
0
28
8
20
90,0%
CRUZEIRO DO SUL
13
10
5
3
2
19
17
2
65,0%
DEFELÊ
10
10
4
2
4
12
15
-3
50,0%
COLOMBO
10
10
3
4
3
13
17
-4
50,0%
FLAMENGO
5
10
0
5
5
9
18
-9
25,0%
GUARÁ
4
10
1
2
7
11
17
-6
20,0%