quinta-feira, 31 de julho de 2025

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: decisão do Campeonato do Guará - 2004




Há 21 anos, a Liga de Futebol Amador do Guará - LIFAG encerrava a 24ª edição do Campeonato Amador dessa cidade-satélite.
O Maringá (foto) consagrou-se campeão.

Depois de disputada a fase classificatória, os oito melhores clubes da Primeira Fase formaram dois novos grupos na Segunda. Madureira, Maringá, Sport e Unimed formaram um, enquanto Asa Branca, Brasil, Esparta e Manchester o outro.
Na abertura da Segunda Fase, ocorrida em 27 de junho, os resultados foram os seguintes: Unimed 2 x 1 Madureira, Maringá 1 x 0 Sport, Asa Branca 1 x 1 Manchester e Brasil 2 x 1 Esparta.

A segunda rodada da Segunda Fase foi realizada no dia 4 de julho de 2004, apresentando esses resultados: Unimed 1 x 0 Sport, Maringá 4 x 0 Madureira, Asa Branca 0 x 1 Esparta e Brasil 1 x 0 Manchester.
Os semifinalistas foram conhecidos no dia 11 de julho de 2004, após a realização da terceira rodada da Segunda Fase, cujos resultados foram os seguintes: Esparta 2 x 1 Manchester, Unimed 2 x 1 Maringá e Brasil 4 x 0 Asa Branca.
Assim, foram definidos os cruzamentos das semifinais: Esparta x Unimed e Maringá x Brasil.
As semifinais foram realizadas no dia 25 de julho de 2004. 
Em um dos jogos, Brasil e Maringá empataram em 1 x 1, resultado que favoreceu o Maringá e deu-lhe a vaga na final.

Na outra partida, o Esparta fez um jogo emocionante com o Unimed. O time teve um jogador expulso aos 30 minutos do primeiro tempo e terminou essa fase perdendo por 1 x 0. A equipe voltou para o segundo tempo com muita garra e conseguiu virar o placar para 3 x 1. Nos últimos nove anos, o Esparta esteve em seis finais.

Na final, disputada no dia 31 de julho de 2004, o Maringá jogava pelo empate na prorrogação, mas decidiu a partida no tempo normal, ao derrotar o Esparta por 1 x 0.

Os campeões foram: Cledson, Avelino, Edinho, Adílio, Clécio, Luciano, Jiló, Siri, Alex, Maurício e Tomaz. No banco de reservas: Draco, Robertão, Carlinhos, Cacá, Éder, Raçudo, Dirson e Carlos Márcio. O técnico foi Chaguinha e o Auxiliar-Técnico Marreco.

quarta-feira, 30 de julho de 2025

OS CLUBES DO DF: C. F. R. Alvorada


Em 1960, a ENACO - Engenharia, Arquitetura e Construção Ltda. era uma construtora com sede no Edifício Ceará, Projeção 8, Sala 1.105 e que tinha como Presidente Valnor de Aguiar.
Como desportista que era, Valnor criou um clube de futebol para disputar torneios contra times de outras construtoras da cidade que começava a crescer. Assim, surgiu o ENACO Esporte Clube.
Sua primeira oportunidade foi o Torneio “Danton Jobim”, em homenagem ao DC-Brasília e aos jornalistas brasileiros, competição disputada por 12 empresas de construção ou ligadas a elas.
O ENACO ficou na Chave B, juntamente com Expansão, Rabello e Nacional.
Os jogos foram realizados nos dias 3, 10 e 17 de julho de 1960. No primeiro jogo, venceu o Expansão por 4 x 2. No dia 10, passou pelo Nacional, por 3 x 1. No terceiro e último jogo, apesar da derrota de 4 x 3 para o Rabello, ficou com a vaga de primeiro lugar do grupo, classificando-se para o triangular final.
Perdeu os dois jogos, para Ribeiro e Planalto, ficando com o terceiro lugar.
Com os bons resultados colhidos, Valnor de Aguiar resolveu criar, em 29 de julho de 1960, o Clube de Futebol e Regatas Alvorada, nascido da fusão dos clubes ENACO e Brasília Palace.
No mesmo dia, entregou ofício solicitando filiação à Federação Desportiva de Brasília. Valnor de Aguiar foi seu primeiro Presidente e Arisberto José Gaspar de Oliveira o representante do clube junto a FDB.
Conforme constava dos seus estatutos, as cores do clube eram vermelha, branca e preta.
A estreia do novo clube aconteceu no amistoso de 28 de agosto de 1960, com derrota para o Consispa, por 5 x 3.
Uma semana depois, em 4 de setembro de 1960, participou de sua primeira competição oficial, o Torneio Início (que levou o nome de Taça "Governador Roberto Silveira"). Além do Alvorada, solicitaram inscrição outros 15 clubes.
Os jogos foram realizados no Estádio Israel Pinheiro, do Guará.
No sorteio, o Alvorada não deu muita sorte, cabendo enfrentar no sétimo jogo do dia, a forte equipe do Rabello (que viria a ser campeão do torneio). Perdeu por 1 x 0.
Por decisão da Assembleia Geral realizada no dia 14 de setembro de 1960 e em virtude do elevado número de clubes inscritos (16), a Federação Desportiva de Brasília resolveu fazer um torneio para determinar as oito equipes que disputariam o campeonato da Primeira Divisão e as oito que comporiam a Segunda.
Os 16 clubes foram divididos em 4 grupos. O Alvorada ficou no Grupo D, com jogos no campo do Rabello, juntamente com Nacional, Rabello e Real.
Na primeira rodada do torneio classificatório, no dia 18 de setembro de 1960, empatou em 1 x 1 com o Real.
Na segunda, em 25.09.1960, perdeu para o Nacional por 1 x 0 e, na terceira, em 09.10.1960, foi goleado pelo Rabello, por 5 x 2. Ficou em último lugar do grupo.
Quando todos já achavam que iriam disputar a Segunda Divisão, em 13 de outubro de 1960, a A. E. Edilson Mota (um dos qualificados para disputar a Primeira Divisão) encaminhou ofício a F.D.B. comunicando a sua extinção.
Para preencher a vaga na Primeira Divisão, a FDB promoveu um torneio eliminatório entre os clubes da Segunda, iniciado em 30 de outubro de 1960.
O primeiro adversário do Alvorada foi o Sobradinho, no campo do Grêmio. Aconteceu empate em 2 x 2, resultado que tornou obrigatória a realização de uma nova partida entre ambos.
Esse jogo aconteceu no dia 6 de novembro de 1960 e o Alvorada venceu por 2 x 1, passando para a fase seguinte, quando enfrentou e venceu, no dia 13 de novembro, ao Guanabara. Com essa vitória, decidiria a vaga para a Primeira Divisão com o Defelê.
Foi aí que aconteceu outro fato que mudaria toda a história. Outro clube qualificado para a Primeira Divisão, o Consispa, resolveu desfiliar-se.
Em virtude dessa desfiliação, a Federação então resolveu não mais realizar a partida entre Defelê e Alvorada, prevista para 20 de novembro de 1960, elevando a ambos para a Primeira Divisão.
A estreia na Primeira Divisão não foi nada agradável: no dia 27 de novembro de 1960, sofreu uma tremenda goleada de 7 x 0 diante do Guará. Era o prenúncio de que o clube não estava preparado para encarar esse desafio. Outras goleadas vieram e o Alvorada ficou com a sexta colocação, com duas vitórias e cinco derrotas. Marcou doze gols e sofreu 32. Atrás do Alvorada ainda ficaram Nacional e Pederneiras.
Eis alguns jogadores que defenderam o Alvorada em 1960: Goleiro: Zequinha; Defensores: Zózimo, Rodrigues, Lindcelso, Tininho e Orlando; Atacantes: Zeca, Lazinho, Erivan, Bolacha, Zezinho, Dondão e Carioca.
No torneio de aspirantes, o Alvorada foi o último colocado.
Em 1961, as coisas não melhoraram para o lado do Alvorada.
No Torneio Início disputado no dia 9 de julho de 1961, no Estádio “Israel Pinheiro”, do Guará, foi desclassificado pelo Nacional.
No campeonato, ficou em 7º lugar, só não ficando com a última colocação por que o Sobradinho resolveu não disputar o campeonato até o seu final. Nos 13 jogos que disputou, venceu apenas um, empatou três e perdeu nove. Marcou 17 gols e sofreu 33.
O goleiro Pena, os defensores Ibê, Roberto, Fontenelle, Venino, Loureiro e Zeca e os atacantes Cícero, Sílvio, Gilberto, Jason, Valquir, Chico, Élcio, Luizinho e Zé Carlos foram alguns dos jogadores que vestiram a camisa do Alvorada em 1961.
Em 1962, nos dias 30 de maio e 3 de junho, promoveu o Torneio “Antônio Carlos Barbosa”, quadrangular que ainda reuniu Presidência, Guanabara e Cruzeiro do Sul. Foi uma festa sem a menor graça para o Alvorada, que perdeu o primeiro jogo para o Cruzeiro do Sul por 6 x 1 e o segundo para o Guanabara (2 x 1).
Recuperou-se uma semana depois (10 de junho), quando foi realizado o Torneio Início, no Estádio “Ciro Machado do Espírito Santo”. Venceu por 1 x 0 o Presidência; depois ficou no 0 x 0 com o Grêmio, conquistando a vitória nos pênaltis (2 x 1). Na final, contra o Guanabara, no tempo normal de jogo empate em 2 x 2; na decisão por pênaltis, vitória do Guanabara por 6 x 5.
O Campeonato da Primeira Divisão de 1962 foi dividido em duas zonas: Norte e Sul. O Alvorada pertencia a Zona Norte, com Nacional, Rabello, Defelê e Guanabara.
Disputou os quatro jogos do 1º turno e perdeu todos. Antes de ser iniciado o segundo turno, o Alvorada encaminhou ofício à Federação Desportiva de Brasília solicitando dispensa do restante do campeonato, no que foi atendido.
Voltou em 1963, novamente realizando uma boa campanha no Torneio Início realizado em 12 de maio, no campo do Grêmio, Estádio “Vasco Viana de Andrade”. Venceu o Nacional (1 x 0) e empatou com o Colombo (0 x 0), perdendo a chance de passar para a final nos pênaltis: 3 x 2 a favor do Colombo.
No campeonato de 1963, disputado por nove equipes, novamente ficou em último lugar. Disputou 16 jogos e só venceu um, empatando quatro e perdendo onze. Marcou apenas nove gols e sofreu 38.
Com isso, foi obrigado a disputar, nos dias 27 de outubro e 3 de novembro, uma melhor-de-três contra o Dínamo (campeão da Segunda Divisão), para ver quem ficaria com a vaga na Primeira Divisão em 1964. Foi a única vez que aconteceu esse tipo de disputa.
No dia 27 de outubro, vitória do Alvorada, por 1 x 0, gol de Azulinho, cobrando pênalti.
No dia 3 de novembro, goleada do Alvorada para cima do Dínamo, por 4 x 1 Dínamo, gols de Moacir (2) e Morato (2) para o Alvorada e Baiano para o Dínamo.
Com esses resultados, o Alvorada permaneceu na Primeira Divisão.
Jogaram mais vezes durante o ano: Goleiros - Toninho e Roberto; Defensores - Ibê, Brun, Veludo, Marujo, Cardoso, Cremonês, Josias e Tomazinho; Atacantes - Batista, Hélcio, Azulinho, Moacir, Zeca, Almir, Baiano, Morato, Delém, Dias, Terêncio e Alemão.
Em 25 de fevereiro de 1964 ocorreu a Assembleia Geral que aprovou a reforma nos estatutos da Federação. As categorias passaram a ser: Divisão de Futebol Profissional, Primeira Divisão de Futebol Amador, Segunda Divisão de Futebol Amador, Departamento Autônomo e Divisão de Juvenis.
O Alvorada não se inscreveu em nenhuma delas.
Em 5 de dezembro de 1965, o Alvorada foi desfiliado da Federação Desportiva de Brasília.
Em 30 de julho de 1967, aconteceu reunião para se conhecer a nova diretoria do clube, que ficou assim composta: Presidente – Valnor de Aguiar; Vice-Presidente Social – João Monteiro; Vice-Presidente Esportivo – José Medeiros Teixeira e Vice-Presidente Financeiro – Moacyr Antônio Machado da Silva.
Somente em 1968, o Alvorada resolveu filiar-se novamente a FDB, na categoria de amadores. Como não houve campeonato amador nesse ano, o clube ficou sem atividades.
Em 1969, tendo em vista a necessidade de movimentar o futebol de Brasília, a Federação Desportiva de Brasília resolveu instituir um torneio oficial, ao qual poderiam concorrer todos os clubes filiados, quer profissionais, amador ou componentes do Departamento Autônomo, todos em igualdade de condições, havendo partidas de amadores com profissionais. Inscreveram-se 24 equipes.
Assim foi o retorno do Alvorada às competições oficiais. Mas, em relação às más campanhas anteriores, nada mudou. Integrando o Grupo A, com onze equipes, o Alvorada foi, de novo, o último colocado. Nos dez jogos que disputou, venceu apenas um e sofreu oito derrotas. Marcou apenas cinco gols e sofreu 27. Um retorno nada agradável!
Não disputou nenhuma competição no ano de 1970 e, em 22 de junho de 1971, aconteceu a Assembleia Geral que aprovou a sua desfiliação definitiva.


domingo, 27 de julho de 2025

O FUTEBOL DO DF NA COPA DO BRASIL - 1989



A COPA DO BRASIL

O primeiro troféu
A Copa do Brasil é a segunda competição de futebol mais importante do Brasil. Sua primeira edição foi disputada no período de 19 de julho a 2 de setembro de 1989, quando 32 clubes buscaram o título de campeão, que ficou com o Grêmio, de Porto Alegre (RS).
É realizada nos moldes semelhantes aos de competições europeias como a Copa da Inglaterra, Copa do Rei (da Espanha) ou Copa da Escócia, entre outras.
A disputa acontece no sistema “mata-mata” em todo o torneio, ou seja, clubes divididos em chaves de dois, decidindo em dois jogos, cada jogo com um deles como mandante. Aquele que conseguir mais pontos ou tiver melhor saldo de gols ou ainda vencer a disputa por pênaltis passa para a fase seguinte, onde o sistema se repete até a final.
A partir de 1995 foi estabelecido que nas duas primeiras fases se o time visitante vencesse por diferença maior ou igual a três gols no jogo de ida, estaria classificado para a fase seguinte. No ano seguinte, essa diferença passou a ser de dois gols, critério que permanece até os dias de hoje.
Desde 1989 o torneio sempre contou com a participação de clubes do Distrito Federal.

No dia 19 de julho de 1989, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, o Tiradentes se tornou a primeira equipe do futebol brasiliense a disputar um jogo válido pela Copa do Brasil. O adversário foi o Atlético Goianiense, de Goiânia (GO), campeão goiano de 1988. O Tiradentes venceu por 1 x 0.
O Tiradentes era comandado pelo veterano zagueiro Beto Fuscão e pelo folclórico treinador Dario, o Dadá Maravilha.
No Atlético, o maior destaque era Valdeir “The Flash”, que mais tarde se transferiria para o Botafogo, do Rio de Janeiro.

TIRADENTES 1 x 0 ATLÉTICO GOIANIENSE
Data: 19 de julho de 1989
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Márcio Rezende de Freitas (MG)
Renda: NCz$ 1.641,00
Público: 395 pagantes
Gol: Moura, 72
TIRADENTES: Déo, Beto Guarapari, Aquino, Beto Fuscão (Kidão) e Ahlá (Ronaldo); Eron, Touro, Wander e Bé; Moura e Régis. Técnico: Dadá Maravilha.
ATLÉTICO GOIANIENSE: Leonetti, Eugênio, Jatobá, Ferreira e Junior (Ticão); Marçal, Júlio César (Gilson Batata), Mauro Madureira e Jérson; Fernando Almeida e Valdeir. Técnico: Paulo Neli.

Classificou-se para a Segunda Fase ao empatar com o mesmo adversário, três dias depois, no Estádio Serra Dourada.

ATLÉTICO GOIANIENSE 0 x 0 TIRADENTES
Data: 22 de julho de 1989
Local: Serra Dourada, Goiânia (GO)
Árbitro: Nacor Benedito Arouche (MA)
Renda: NCz$ 3.607,00
Público: 823 pagantes
Expulsões: Jatobá, do Atlético Goianiense, e Touro, do Tiradentes.
ATLÉTICO GOIANIENSE Leonetti, Eugênio, Ferreira, Jatobá e Ramón; Ticão, Júlio César, Mauro Madureira e Jérson; Fernando Almeida (Marçal) e Valdeir (Gilson Batata). Técnico: Paulo Neli.
TIRADENTES Déo, Beto Guarapari, Kidão, Aquino e Ahlá; Eron, Touro, Wander (Djalma Lima) e Moura; Bé e Régis (Ronaldo). Técnico: Dadá Maravilha.

Na segunda fase, o Tiradentes enfrentou o Corinthians paulista.
O primeiro jogo seria realizado no dia 26 de julho, à noite, no Estádio do Canindé. Devido à chuva que caiu em São Paulo durante todo o dia, o jogo foi adiado, transferido para o dia 27 de julho, à tarde (16 horas), no Estádio do Pacaembu.
No primeiro tempo, os jogadores do Corinthians cometeram constantes erros, redundando em contra-ataques do Tiradentes que, para a sorte da torcida corinthiana, sempre foram mal aproveitados. O placar ficou em 0 x 0.
Com o gol de Neto, logo aos seis minutos do segundo tempo, a situação mudou. O Corinthians passou a jogar nos contra-ataques, anulando o adversário. O Tiradentes só teve uma chance de gol no segundo tempo, através de Moura, que chutou cruzado pela direita e Ronaldo colocou para escanteio.
Resultado final: Corinthians 5 x 0 Tiradentes.

CORINTHIANS 5 x 0 TIRADENTES
Data: 27 de julho de 1989
Local: Pacaembu, São Paulo (SP)
Árbitro: César Zanfrancheschi (GO)
Renda: NCz$ 67.345,00
Público: 11.489 pagantes
Gols: Neto, 51; Mauro, 56; Marcos Roberto, 75; Eduardo Lobinho, 87 e Neto, 90
CORINTHIANS Ronaldo, Wilson Mano, Pinella, Marcelo Djian e Dênys (Ari Bazão); Márcio, Eduardo Lobinho, Neto e Fabinho; Mauro e Viola (Marcos Roberto). Técnico: Palhinha.
TIRADENTES Déo, Beto Guarapari, Kidão, Aquino e Ahlá (Ronaldo); Eron (Gilberto), Wander, Djalma Lima e Moura; Bé e Régis. Técnico: Dadá Maravilha.

A goleada no jogo anterior deu ao Corinthians a oportunidade de poder esperar pelo adversário em seu campo. Essa foi a tática armada pelo técnico Palhinha durante todo o jogo.
Foi através de contra-ataques que o Corinthians criou sua única chance de gol na primeira etapa, através de Mauro, que Déo defendeu.
O Tiradentes passou a pressionar. Marcou a saída de bola corinthiana, mas esbarrou na falta de criatividade de seus jogadores. Mesmo criando as melhores jogadas, o Tiradentes pecou na armação e finalização.
O gol saiu aos 14 minutos do segundo tempo, através do lateral Beto Guarapari, cobrando falta.

TIRADENTES 1 x 0 CORINTHIANS
Data: 29 de julho de 1989
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Júlio César Cosenza (RJ)
Gol: Beto Guarapari, 57
TIRADENTES Déo, Beto Guarapari, Aquino, Kidão e Eron; Djalma Lima, Wander, Touro e Moura; Régis e Bé. Técnico: Dadá Maravilha.
CORINTHIANS Ronaldo, Wilson Mano, Pinella, Marcelo Djian e Ari Bazão; Márcio, Neto, Eduardo Lobinho e Fabinho; Viola (Marcos Roberto) e Mauro (Nenê). Técnico: Palhinha.

O gol de Beto Guarapari pode ser conferido no seguinte link:
https://www.youtube.com/watch?v=lQBMIcaC9yA

REGISTROS

Participaram da primeira Copa do Brasil 32 clubes: 22 campeões estaduais e os vice-campeões dos dez Estados com melhor média de público em seus campeonatos (Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo).
Os Estados do Acre, Amapá, Rondônia e Roraima não tiveram representantes na primeira Copa do Brasil.

O Tiradentes foi indicado representante do DF por ter sido campeão brasiliense de 1988. O campeonato de 1989 só foi encerrado no dia 27 de agosto. O Tiradentes não venceu nenhum dos três turnos realizados nesse ano, ficando de fora inclusive do quadrangular final que apontaria o campeão brasiliense de 1989 (que reuniu, além dos três vencedores de turno: Guará, Taguatinga e Ceilândia, campeões do 1º, 2º e 3º turnos, respectivamente), o Sobradinho, qualificado como o clube que obteve o maior número de pontos ganhos somados os três turnos.

Mesmo não tendo ficado entre os quatro primeiros colocados em 1989, o Tiradentes teve o artilheiro do campeonato (Moura, com 14 gols) e o goleiro menos vazado (Déo), que sofreu 14 gols nos 23 jogos que disputou.

Todos os jogos das cinco fases da Copa do Brasil foram disputados no sistema de ida e volta. O campeão garantiu vaga na Taça Libertadores de 1990.

Foram disputados 62 jogos e assinalados 138 gols (média de 2,2 por jogo).

CLASSIFICAÇÃO FINAL DO TIRADENTES

Seguindo os critérios de desempate da Copa do Brasil, o Tiradentes ficaria com a nona classificação, com esta campanha:

J
V
E
D
GF
GC
SG
PG
% Aprov.
4
2
1
1
2
5
-3
5
62,50%



sábado, 26 de julho de 2025

OS CLUBES DO DF: Nacional


O Central Clube Nacional de Brasília assim denominado em homenagem à Companhia Construtora Nacional S. A. (empresa que construiu a Câmara dos Deputados e o Senado Federal), em cujo seio nasceu a inspiração de sua fundação, foi organizado em 26 de julho de 1958, em Brasília (DF).
Seu principal uniforme era camisa branca com faixa transversal verde, calção branco e meias brancas. Também usava camisa toda verde e calções brancos e meias verdes.
O Nacional foi um dos clubes fundadores, em 16 de março de 1959, da Federação Desportiva de Brasília. Nessa reunião foi representado por Edmundo Prado e Gabriel da Costa Filho.
Sobre este último, todos que o conheceram diziam que nas páginas da história do futebol de Brasília deveria figurar obrigatoriamente seu nome. Desde o advento da Nova Capital, Gabriel da Costa Filho sempre trabalhou intensa e proficuamente pelo esporte candango. No Nacional todos o conheciam apenas e simplesmente como Sr. Costa. O Sr. Costa viria a falecer pouco tempo depois, em 3 de novembro de 1961.
A partir de 31 de maio de 1959, o Nacional passou a participar do primeiro campeonato de futebol, promovido pela nova Federação, antes mesmo da inauguração de Brasília (que só aconteceria em 21 de abril de 1960). Os clubes foram divididos em Zona Sul e Zona Norte. O Nacional integrou a Zona Norte, com mais nove clubes. Com o decorrer dos jogos muitos clubes desistiram de continuar na competição. Foi o caso do Nacional, que se retirou bem antes do final das duas zonas.
Retornou no dia 8 de maio de 1960, em amistoso realizado no Israel Pinheiro, quando foi derrotado pelo poderoso Guará, por 3 x 2. Marcaram os gols do Nacional Moisés e Joãozinho.
A partir de 12 de junho de 1960, o Nacional tomou parte do Troféu “Israel Pinheiro” (por iniciativa do presidente da Construtora Ribeiro Ltda., Cesar Ribeiro), que foi disputado pelas companhias construtoras de Brasília.
Em sua estreia, aplicou 6 x 2 num time misto da Rabello.
Uma semana depois, 19 de junho, venceu a Pacheco Fernandes Dantas por 3 x 1, com dois gols de Negrinho e um de Zezito. Formou o Nacional com Russo, Silva e Coelho; Sabará, Lourinho e Sá; Dario, Negrinho, Zezito, Negrão e Joãozinho.
Com esse resultado, classificou-se para enfrentar, na final, o time da ECRA, no dia 26 de junho de 1960. O placar final (Nacional 2 x 1 ECRA), deu o título ao Nacional. Os gols do Nacional foram marcados por Sabará e Zezito. Sabará foi o melhor jogador em campo, desequilibrando a partida em favor do Nacional. O técnico do Nacional era Gabriel Costa Filho. O General Luís Toledo era presidente da Companhia Construtora Nacional e presidente de honra do clube.
Uma semana depois, passou a participar do Troféu “Danton Jobim”, em homenagem ao DC-Brasília e aos jornalistas brasileiros. Os jogos seriam nos dias 3, 10 e 17 de julho de 1960.
O Nacional fez parte da Chave B, junto com a ENACO, Expansão e Rabello.
No primeiro jogo, nova vitória sobre o Rabello, por 2 x 1. No dia 10 de julho, foi derrotado pela ENACO (3 x 1) e no dia 17 empatou com o Expansão (3 x 3). Não conseguiu classificar-se para a fase final do torneio.
Para manter-se em atividade, passou a disputar amistosos. Num deles, em 28 de agosto de 1960, venceu o Pederneiras, por 2 x 1.
Esse mesmo Pederneiras viria a desclassificar o Nacional do Torneio Início, realizado no dia 4 de setembro de 1960. O Torneio Início reuniu 16 equipes. No sexto jogo do dia, o Pederneiras marcou 2 x 0 sobre o Nacional.
Em virtude do elevado número de clubes inscritos (16), a Federação Desportiva de Brasília resolveu fazer um torneio em turno único para determinar as oito equipes que disputariam o campeonato da Primeira Divisão e as oito que comporiam a Segunda.
Os 16 clubes foram divididos em 4 grupos. Os clubes com campos em condições de jogo foram cabeças-de-chave. O Nacional fez parte do Grupo D (com jogos no campo do Rabello), juntamente com Alvorada, Rabello e Real.
Seriam consideradas automaticamente pertencentes à Primeira Divisão as equipes que se classificassem em 1º e 2º lugares das séries. Os que se classificarem em terceiros e quartos seriam considerados da Segunda Divisão.
Estreou no dia 18 de setembro de 1960, contra o dono da casa, o Rabello. Resultado final: 0 x 0.
Na segunda rodada, no dia 25 de setembro de 1960, venceu o Alvorada por 1 x 0, gol de Valmir, cobrando pênalti.
Na terceira e última rodada do torneio classificatório, realizada no dia 9 de outubro de 1960, tomou um susto: perdeu para o Real, por 2 x 1. A sorte é que o adversário tinha um saldo de gols pior que o seu e não conseguiu classificação. Ambos terminaram com três pontos ganhos. Esse resultado garantiu o Nacional na Primeira Divisão do Campeonato Brasiliense de 1960.
A estreia no campeonato aconteceu no dia 27 de novembro de 1960, no campo do Planalto. Empatou em 3 x 3 com o dono da casa. Os gols do Nacional foram marcados nessa ordem: Zezito (no 1º tempo) e Zezito e Fuso, no 2º.
Depois vieram cinco derrotas seguidas, quatro delas por goleada, e uma vitória de 5 x 1 sobre o Pederneiras, resultados que deram o sétimo e penúltimo lugar ao Nacional. Foram sete jogos, com uma vitória, um empate e cinco derrotas. Marcou 13 gols e sofreu 26.
Alguns jogadores que defenderam o Nacional nesse campeonato foram: Goleiros: Roberto e Gato; Defensores: Jaime, Ernâni, Aldovandro, Chesman, Orlando, Walmir e Saldanha; Atacantes: Jair, Fuso, Negrão, Gilson, Zezito, Joãozinho e Tarcísio.
O artilheiro do Nacional no campeonato foi Zezito, com 4 gols.
Em 23 de fevereiro de 1961, o ex-jogador do Botafogo e da Seleção Brasileira, Juvenal (Juvenal Francisco Dias) assinou contrato como técnico do Nacional.
O Nacional sagrou-se campeão do Torneio Início, disputado no dia 9 de julho de 1961, no Estádio “Israel Pinheiro”, do Guará. O torneio teve oito participantes.
Para chegar ao título, venceu o Alvorada e Defelê, nos pênaltis e, na decisão do torneio, empatou, no tempo normal de jogo, com o Guará em 2 x 2. Na prorrogação, o Nacional venceu por 1 x 0 e ficou com o título de campeão.
Veio o Campeonato e o Nacional melhorou um pouco a sua participação, ficando na quinta posição, após essa campanha: 13 jogos, 5 vitórias, 3 empates e 5 derrotas; 14 gols a favor e 15 contra; total de pontos ganhos: 13. Seu principal artilheiro, pelo segundo ano consecutivo, foi Zezito, com 7 gols.
No dia 1º de outubro de 1961, na derrota de 2 x 0 para o Guará, aconteceu a inauguração do Estádio Aristóteles Góes, do Nacional. Léo, do Guará, marcou o primeiro gol do novo estádio. Aristóteles Góes foi um dos diretores da Construtora Nacional, que muito fez pelo clube e pelos esportes de Brasília.
Nesse estádio, no dia 21 de janeiro de 1962 aconteceu uma promoção das mais elogiáveis e com o objetivo dos mais nobres: dois jogos amistosos em benefício das vítimas da catástrofe ocorrida em uma casa de espetáculos, o “Grand Circo Norte-Americano”, na cidade de Niterói (RJ), no dia 17 de dezembro de 1961. Na preliminar, o Nacional fez 4 x 0 na Seleção da Aeronáutica, com gols de Ferreira, no 1º tempo, e Beto, três vezes.
A primeira competição de 1962 foi o Torneio da Prefeitura do Distrito Federal, Taça "Embaixador Sette Câmara", disputada por seis clubes. O Nacional ficou em quarto lugar, à frente de Guanabara e Planalto. Nos cinco jogos que disputou, obteve apenas uma vitória, empatando dois jogos e perdendo outros dois.
Com jogos de 20 minutos de duração, com dois tempos de 10 minutos cada, foi realizado no dia 10 de junho de 1962 o Torneio Início, com os jogos disputados no Estádio “Ciro Machado do Espírito Santo”. No terceiro jogo, aconteceu empate em 0 x 0 entre Guanabara e Nacional (nos pênaltis, Guanabara 3 x 1).
O Campeonato da Primeira Divisão de 1962 dividiu-se em duas zonas: Norte e Sul. O Nacional fez parte da Zona Norte, juntamente com Rabello, Defelê, Guanabara e Alvorada.
Na classificação final, o Nacional ficou com a sexta posição, à frente de Presidência, Guanabara, Cruzeiro e Alvorada. Venceu seis jogos, empatou três e perdeu oito. Marcou 22 gols e sofreu 27.
Pelo terceiro ano consecutivo, Zezito foi o artilheiro do Nacional, desta vez com cinco gols.
Entre os juvenis, o Nacional foi o vice-campeão, dois pontos atrás do Cruzeiro, o campeão.
O Nacional passou a ter jogadores de destaque, fato comprovado pelas diversas enquetes realizadas pelos jornais de Brasília.
Na Seleção da Zona Norte escolhida pela crônica esportiva, três jogadores do Nacional faziam parte do onze ideal: Pamplona, Logodô e Zezito.
O DC-Brasília colocou entre os melhores do futebol brasiliense em 1962 os seguintes jogadores do Nacional: o lateral-direito Alberto, o lateral-esquerdo Ferreira, o médio-volante João, o centro-avante Zezito e o ponteiro-esquerdo Nivaldo.
Apesar de, mais uma vez, ter sido desclassificado de forma rápida do Torneio Início realizado em 12 de maio de 1963, no campo do Grêmio (derrota para o Alvorada, por 1 x 0), o Nacional conseguiu reunir bons jogadores em seu elenco para o campeonato de 1963.
Prova disso foi sua melhor colocação em campeonatos brasilienses, conseguida em 1963, quando chegou na segunda colocação, junto com o Rabello, com 23 pontos ganhos. O critério menor número de vitórias definiu sua colocação final em terceiro lugar. Nove equipes disputaram o campeonato.
Zezito ficou na terceira colocação entre os artilheiros, com 7 gols marcados.
Defenderam o Nacional: Goleiro - Chico; Defensores - Alberto, Elias, Eufrásio, Logodô, João, Valdir e Ferreira; Atacantes - Manoel, Nilson, Naelson, Toinho, Zezito, Zezão, Xixico, Martelo e Aldo.
No campeonato de juvenis, o Nacional ficou com o vice-campeonato, um ponto apenas atrás do campeão Rabello.
No ano de 1964 teve início a separação dos clubes nas categorias de amadores e de profissionais. O Nacional resolveu continuar disputando as competições oficiais entre os amadores.
No dia 10 de maio de 1964 aconteceu o Torneio Início da Primeira Divisão de Amadores, disputado no Estádio “Aristóteles Góes”, cujo troféu levou o nome de Taça “General Luiz de Toledo” (Presidente de Honra do Central Clube Nacional).
Disputaram o torneio Grêmio, Cruzeiro, Guanabara, Nacional, Pederneiras, Dínamo e Vila Matias.
Após vencer o Grêmio por 3 x 0 e o Dínamo, pelo mesmo marcador, na decisão do torneio, o Nacional ficou com o título de campeão do Torneio Início.
No dia 9 de junho de 1964, o Nacional disputou seu primeiro jogo interestadual, aproveitando-se de uma excursão que o Vila Nova, de Nova Lima (MG) fez a Brasília. Perdeu para o clube mineiro por 2 x 1. Zezito marcou o gol do Nacional, que formou com Chico, Alberto, Eufrásio, Logodô e Ferreira; João e Toninho; Edvaldo (Zinho), Genival, Zezito e Carlinhos.
No campeonato de 1964, faltou pouco para o Nacional conquistar seu primeiro título de campeão brasiliense. Ficou com a terceira colocação, um ponto atrás do campeão Guanabara e com os mesmos dezessete pontos ganhos do Dínamo, o vice-campeão. Perdeu no critério maior número de gols marcados. Nos doze jogos que disputou, venceu sete, empatou três e perdeu dois.
Finalmente Zezito foi artilheiro do campeonato, ao lado de Lula, do Guanabara, ambos com 8 gols.
Em 21 de julho de 1965 ocorreu eleição da nova diretoria do Central Clube Nacional, que ficou assim composta: Presidente - Américo Stival; Vice-Presidente - Vicente Valadares da Silva; 1º Secretário - Francisco Fabiano Portela; 2º Secretário - Olavo Silveira Medeiros; 1º Tesoureiro - Antônio Marques da Silva e 2º Tesoureiro - Sáudio Peixoto. A diretoria anterior, eleita em 15 de janeiro, foi destituída por uma Interventoria.
Neste ano de 1965, o Nacional não disputou o campeonato de amadores.
Voltou a disputar competições oficiais em 1966. No dia 26 de junho de 1966 o Torneio Início da Divisão de Amadores. No segundo jogo do dia, foi derrotado pelo Cruzeiro, por 2 x 1.
A partir de 10 de julho de 1966, o campeonato de clubes amadores, contra quatro adversários: Cruzeiro, Grêmio, Guanabara e Vila Matias. Os dois últimos foram campeão e vice-campeão, respectivamente. O Nacional ficou com a quarta posição.
Seu último jogo aconteceu em 24 de setembro de 1966, no Estádio Vasco Viana de Andrade, contra o Vila Matias. Desconhecemos o resultado.
Foi a última notícia que encontramos do Nacional. Com o final das obras da Construtora Nacional em Brasília e a consequente retirada de apoio ao clube, o Nacional foi desativado.



sexta-feira, 25 de julho de 2025

FICHA TÉCNICA: Elivelto


NOME COMPLETO: Elivelto Lucas da Silva
APELIDO/NOME DE GUERRA: Elivelto
POSIÇÃO: Lateral-Esquerdo
DATA DE NASCIMENTO: 25 de julho de 1991
LOCAL: Lagoa Grande-MG
INSC CBF: 296.062


CARREIRA NO FUTEBOL DO DF:

ANO

COMPETIÇÃO

CLUBES

JD

GM

2008

CAMPEONATO BRASILEIRO 2D

GAMA

2

2009

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

GAMA

2

2010

CAMPEONATO BRASILEIRO 3D

GAMA

7

1

2011

CAMPEONATO BRASILEIRO 3D

BRASILIENSE

8

2011

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

GAMA

21

3

2012

CAMPEONATO BRASILEIRO 3D

BRASILIENSE

10

3

2012

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

BRASILIENSE

9

2

2012

COPA DO BRASIL

BRASILIENSE

1

2013

CAMPEONATO BRASILEIRO 3D

BRASILIENSE

3

2013

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

BRASILIENSE

9

2014

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

BRASILIENSE

2

2014

CAMPEONATO BRASILIENSE 2D

SAMAMBAIA

2014

COPA DO BRASIL

BRASILIENSE

1

2015

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

BRASILIENSE

4

2016

CAMPEONATO BRASILEIRO 4D

CEILÂNDIA

5

2016

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

BRASILIENSE

6

2017

CAMPEONATO BRASILEIRO 4D

CEILÂNDIA

9

2017

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

CEILÂNDIA

17

1

2017

COPA DO BRASIL

CEILÂNDIA

1

1

2017

COPA VERDE

CEILÂNDIA

4

1

2018

CAMPEONATO BRASILEIRO 4D

CEILÂNDIA

2018

CAMPEONATO BRASILIENSE 1D

CEILÂNDIA

11

4

2018

COPA DO BRASIL

CEILÂNDIA

1

2018

COPA VERDE

CEILÂNDIA

1


OUTROS CLUBES:
Itumbiara-GO - 2015
Goianésia-GO - 2015

TÍTULOS NO FUTEBOL DO DF:

Campeão brasiliense da Primeira Divisão - 2013 (Brasiliense)
Campeão brasiliense da Segunda Divisão - 2014 (Samambaia).