sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

A SELEÇÃO BRASILIENSE DE TODOS OS TEMPOS


Na opinião de Luís Carlos “Calica”



Luís Carlos Teixeira de Moraes, o Luís Carlos, também conhecido pelo apelido de Calica, foi um dos melhores zagueiros do futebol brasiliense na década de 70, sagrando-se tricampeão (1976 a 1978) brasiliense defendendo o Brasília. Além disso, defendeu a Seleção Brasileira de Juniores no Sul-Americano de 1977 e depois foi para o Cruzeiro, de Belo Horizonte no início da década de 80. Posteriormente, atuou por Taubaté (SP), Vitória (BA), Guará (DF) e Paysandu (PA). Depois do futebol, trabalhou na Federação Brasiliense de Futebol.

Perguntado sobre qual seria a sua SELEÇÃO BRASILIENSE DE TODOS OS TEMPOS, Luís Carlos escolheu duas equipes, assim formadas:

Seleção “A”: Paulo Victor, Luisinho, Jonas Foca, Luís Carlos e Odair; Alencar, Raimundinho e Ernâni Banana; Julinho, Edmar e Nei.

Seleção “B”: Déo, Ricardo Freitas, Mário, Zinha e Zé Mário; Uel, Moreirinha e Robério Bay; Vilmar, Fantato e Wando.

Os melhores treinadores com quem teve a oportunidade de trabalhar foram Ayrton Nogueira, Cláudio Garcia e Bugue.

José da Silva Neto, Wander Abdalla e Froylan Pinto foram os melhores dirigentes do futebol brasiliense, na opinião de Luís Carlos.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

CAMPEONATO BRASILIENSE DE 1988




CLUBES PARTICIPANTES: 8.
JOGOS REALIZADOS: 115.
GOLS ASSINALADOS: 231.
MÉDIA DE GOLS POR JOGO: 2,01.
MELHOR ATAQUE DO CAMPEONATO: Guará, 45 gols a favor.
PIOR ATAQUE DO CAMPEONATO: Sobradinho, 14 gols a favor.
MELHOR DEFESA DO CAMPEONATO: Taguatinga, 17 gols contra.
PIOR DEFESA DO CAMPEONATO: Sobradinho, 49 gols contra.
MELHOR SALDO DE GOLS: Tiradentes, com 17.
MAIOR NÚMERO DE VITÓRIAS: Tiradentes, com 13.
MENOR NÚMERO DE VITÓRIAS: Sobradinho, com 2.
MENOR NÚMERO DE DERROTAS: Taguatinga, com 3.
MAIOR NÚMERO DE DERROTAS: Sobradinho, com 18.
MELHOR ÍNDICE DE APROVEITAMENTO: Taguatinga, com 65,5%.
MAIOR GOLEADA DO CAMPEONATO: 06.04.1988, Guará 5 x 1 Sobradinho.
JOGOS COM MAIOR NÚMERO DE GOLS MARCADOS: 10.07.1988, Guará 5 x 2 Sobradinho e 23.07.1988, Tiradentes 5 x 2 Sobradinho.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O 21 DE ABRIL NA HISTÓRIA DO FUTEBOL BRASILIENSE: 1983



Jairzinho jogou pelo Tiradentes

Para comemorar mais um aniversário da cidade de Brasília (o 23º), a Federação Metropolitana de Futebol promoveu no ano de 1983 um quadrangular interestadual, denominado “Torneio 21 de Abril” (Taça “Governador José Ornellas), e que contou com as participações de Gama, Taguatinga e Tiradentes, de Brasília, e do Botafogo, do Rio de Janeiro.
Uma das atrações do torneio foi a participação do tricampeão mundial Jair Ventura Filho, o Jairzinho, jogando com a camisa do Tiradentes.

domingo, 25 de janeiro de 2015

OS MELHORES DO FUTEBOL BRASILIENSE EM 1990


Evandro Chaveirinho
No dia 7 de dezembro de 1990, no auditório do Conjunto Cultural da Caixa Econômica Federal, no Setor Bancário Sul, aconteceu a entrega do Troféu “ABCD” aos melhores de 32 modalidades esportivas praticadas em Brasília no ano de 1990.
No futebol, os indicados por mais de 40 jornalistas esportivos de Brasília (jornal, rádio e televisão) foram: Augusto e Evandro, do Gama, Bilzão, do Taguatinga, Marco Antônio e Rogerinho, do Guará, e Gerson e Gilmar, do Brasília.
Os três finalistas foram Bilzão, Gilmar e Evandro.
Evandro “Chaveirinho” ficou com o troféu de melhor atleta do futebol, enquanto Bilzão e Gilmar receberam medalhas.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

OS CLUBES DO DF NAS COMPETIÇÕES NACIONAIS: O Brasília no Campeonato Brasileiro de 1983 - 2ª parte



TERCEIRA FASE

Dezesseis clubes (sendo doze eliminados da Primeira Fase da Taça de Ouro, os oito quintos colocados: Moto Clube, Joinville, Galícia, Fortaleza, Mixto, Rio Branco-ES, Brasília e Treze, e os perdedores dos quatro jogos da “repescagem”: Paysandu, CSA, Juventus e Ferroviário-CE, mais os segundos colocados dos quatro grupos da Segunda Fase da Taça de Prata: Central, Guarany-CE, Itumbiara e Londrina) passaram, então, a disputar a Terceira Fase da Taça de Prata, com jogos de ida e volta, com os vencedores se classificando para disputar as quartas-de-final do campeonato.
O adversário do Brasília, quinto colocado do Grupo G da Primeira Fase da Taça de Ouro, foi o Treze, de Campina Grande (PB), quinto colocado do Grupo H desta mesma fase. O Brasília perdeu na cidade paraibana por 3 x 2 e fez 3 x 0 no jogo de volta, classificando-se por ter melhor saldo de gols que seu adversário.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

OS CLUBES DO DF NAS COMPETIÇÕES NACIONAIS: O Brasília no Campeonato Brasileiro de 1983 - 1ª parte


O Campeonato Brasileiro de 1983 foi dividido em duas competições: a Taça de Ouro ou Série A ou Primeira Divisão e a Taça de Prata ou Série B ou Segunda Divisão.

O Brasília foi o representante do Distrito Federal na Taça de Ouro, competição que contou em sua primeira fase com 40 clubes, divididos em oito grupos com cinco equipes cada um.

Jogaram dentro dos seus grupos em ida e volta. Para a Segunda Fase da Taça de Ouro classificaram-se os três primeiros de cada chave (totalizando 24 clubes), mais os vencedores dos jogos da repescagem, realizada pelos quartos colocados de cada grupo, além de quatro times vindos da Taça de Prata (primeiros colocados nos quatro grupos da Primeira Fase): Americano (RJ), Botafogo (SP), Guarani (SP) e Uberaba (MG).

O Brasília começou sua participação na Taça de Ouro, passando, posteriormente, para a Taça de Prata.
Em sua estreia na Taça de Ouro, o Brasília enfrentou o Botafogo, do Rio de Janeiro, no Estádio Pelezão.
Veloz e com personalidade, o Brasília iniciou o jogo atacando e já aos 10 minutos vencia por 1 x 0, gol de Zé Carlos. O Botafogo tentou a reação em jogadas de contra-ataque e teve a chance dois minutos depois: Té foi derrubado na área, o árbitro marcou o pênalti que Édson cobrou na trave. Aos 21 minutos a chance foi do Brasília: novo pênalti que Zé Carlos bateu e Paulo Sérgio defendeu.
Mesmo jogando mal, o Botafogo empatou aos 29 minutos, através do zagueiro Abel, de cabeça. Um resultado injusto que o segundo tempo desfez: o Brasília marcou o seu segundo gol aos 15 minutos, com Bife aproveitando uma dupla falha de Gaúcho e Abel, e chegou aos 3 x 1 aos 37 minutos com novo gol de Bife. O Botafogo conseguiu diminuir dois minutos depois, em bela jogada individual de Té, mas não teve forças para chegar ao empate.

BRASÍLIA 3 x 2 BOTAFOGO-RJ
Data: 23 de janeiro de 1983
Local: Pelezão, Brasília (DF)
Árbitro: Emídio Marques de Mesquita (SP)
Renda: Cr$ 6.186.400,00
Público: 13.776 pagantes
Gols: Zé Carlos, 10; Abel, 29; Bife, 60 e 82 e Té, 84
BRASÍLIA: Déo, Ricardo, Kidão, Jonas Foca e Zu; Wilson Bispo, Marco Antônio e Zé Maurício (Aluísio); Lino, Bife e Zé Carlos (Kleber). Técnico: Bugue.
BOTAFOGO: Paulo Sérgio, Josimar, Abel, Gaúcho e Gilmar; Serginho, Alemão e Jérson; Geraldo (Chicão), Té e Édson (Luisinho). Técnico: Zé Mário.

Depois da boa estreia, o Brasília partiu para dois jogos no sul do País. No primeiro, em Curitiba, contra o Colorado, o Brasília armou uma retranca, resistindo ao sufoco do Colorado até os 25 minutos do segundo tempo. Depois, sofreu dois gols e perdeu o jogo por 2 x 0. Este mesmo resultado aconteceu três dias depois, em Porto Alegre, contra o Internacional, em jogo muito parecido com o de Curitiba. O Brasília segurou o 0 x 0 no primeiro tempo para sofrer dois gols no segundo.

COLORADO 2 x 0 BRASÍLIA
Data: 26 de janeiro de 1983
Local: Durival de Brito, Curitiba (PR)
Árbitro: Paulo Celso Bandeira (BA)
Renda: Cr$ 2.037.600,00
Público: 4.487 pagantes
Expulsão: Bife, do Brasília
Gols: Nilton, 71 e Aladim, 85
COLORADO: Zico, Jorge, Paulo Marcos (André), Caxias e Chico Fraga; Nilton, Marinho e César (Freitas); Roldão, Jones e Aladim. Técnico: Urubatão Calvo Nunes.
BRASÍLIA: Déo, Ricardo, Kidão, Jonas Foca e Zu; Wilson Bispo, Marco Antônio e Zé Maurício (Aluísio); Lino, Bife e Zé Carlos. Técnico: Bugue.

INTERNACIONAL 2 x 0 BRASÍLIA
Data: 29 de janeiro de 1983
Local: Beira-Rio, Porto Alegre (RS)
Árbitro: Afonso Vítor de Oliveira (PR)
Renda: Cr$ 3.309.300,00
Público: 7.124 pagantes
Gols: Roberto, 63 e Geraldão, 65
INTERNACIONAL: Benítez, Edevaldo, Mauro Pastor, Mauro Galvão e Bereta; Ademir, Sílvio (Renê) e Ruben Paz; Paulo César (Roberto), Geraldão e Silvinho. Técnico: Ernesto Guedes.
BRASÍLIA: Déo, Ricardo, Kidão, Jonas Foca e Zu; Wilson Bispo, Kleber (Aluísio) e Marco Antônio; Mardone, Wander e Zé Carlos. Técnico: Bugue.

De volta a Capital Federal, o Brasília enfrentou a surpreendente Ferroviária, de Araraquara, que havia vencido suas três partidas anteriores contra Botafogo (1 x 0), Colorado (2 x 0) e Internacional (2 x 0). Mesmo perdendo o goleador Bife ainda no primeiro tempo, atingido com maldade pelo zagueiro Pinheirense, o Brasília jogou melhor que a Ferroviária, obrigando o goleiro do time paulista (Abelha) a brilhar com defesas portentosas. O marcador permaneceu 0 x 0 até o final do jogo.

BRASÍLIA 0 x 0 FERROVIÁRIA
Data: 5 de fevereiro de 1983
Local: Pelezão, Brasília (DF)
Árbitro: Carlos Alberto Valente (ES)
Renda: Cr$ 1.766.900,00
Público: 3.743 pagantes
Expulsão: Zilinho, da Ferroviária
BRASÍLIA: Déo, Ricardo, Kidão, Jonas Foca e Nilton; Paulo Sérgio, Marco Antônio e Wander; Lino (Zu), Bife (Larry) e Zé Carlos. Técnico: Bugue.
FERROVIÁRIA: Abelha, Marinho Paranaense, Vica, Pinheirense e Zé Rubens; Junior, Douglas Onça e Zé Roberto (Jorginho); Claudinho (Zilinho), Marcão e Bozó. Técnico: Sebastião Lapola.

O Brasília faria, a seguir, mais dois jogos em casa (ambos no CAVE), e caso conseguisse bons resultados voltaria a ter chances de classificação para a fase seguinte da Taça de Ouro. Mas não foi isso que aconteceu! Perdeu para o Internacional e empatou com o Colorado, mantendo-se fora da zona de classificação.

BRASÍLIA 1 x 2 INTERNACIONAL
Data: 9 de fevereiro de 1983
Local: CAVE, Guará (DF)
Árbitro: Saul Mendes (BA)
Renda: Cr$ 2.000.050,00
Público: 5.146 pagantes
Gols: Ruben Paz, 6 e 62 e Jonas Foca, 88
BRASÍLIA: Déo, Ricardo, Kidão, Jonas Foca e Nilton; Paulo Sérgio, Zu e Wander; Márcio (Mardone), Larry (Santos) e Zé Carlos. Técnico: Bugue.
INTERNACIONAL: Benítez, Edevaldo, Mauro Pastor, Mauro Galvão e Bereta; Borracha, Ademir e Ruben Paz; Sílvio (Roberto), Geraldão e Silvinho (Pedro Verdum). Técnico: Ernesto Guedes.

BRASÍLIA 0 x 0 COLORADO
Data: 23 de fevereiro de 1983
Local: CAVE, Guará (DF)
Árbitro: Jerônimo Alves (GO)
Renda: Cr$ 2.250.000,00
Público: 5.562 pagantes
BRASÍLIA: Déo, Ricardo, Kidão, Jonas Foca e Nilton; Paulo Sérgio, Márcio (Santos) e Wander; Zu, Larry (Kleber) e Zé Carlos. Técnico: Bugue.
COLORADO: Zico, Jorge (Ari), André, Caxias e Chico Fraga; Nilton, Freitas e Marinho; Roldão (Jaiminho), Jones e Aladim. Técnico: Urubatão Calvo Nunes.

Chegou então o jogo contra o Botafogo, ambos com apenas três pontos ganhos e lutando por uma vaga na repescagem, quase sem chances de classificação entre os três primeiros colocados do grupo. A imprensa chegou a noticiar que era o jogo do ruim contra o pior! Em um jogo de baixíssima qualidade técnica, o Botafogo conseguiu uma vitória fácil diante do Brasília. O jogo só serviu para mudar a posição de ambos no grupo. Com a vitória, o Botafogo passou a ter um ponto a mais que o Brasília, decretando a desclassificação do colorado brasiliense para a sequência da Taça de Ouro.

BOTAFOGO-RJ 3 x 0 BRASÍLIA
Data: 26 de fevereiro de 1983
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Alvimar Gaspar dos Reis (MG)
Renda: Cr$ 2.167.000,00
Público: 5.060 pagantes
Expulsão: Paulo Sérgio, do Brasília, e Jérson, do Botafogo
Gols: Té, 6, 63 e 83
BOTAFOGO: Paulo Sérgio, Paulo Verdum, Abel, Cristiano e Josimar; Alemão, Ataíde e Jérson; Geraldo, Té (Chicão) e Édson (Serginho). Técnico: Zé Mário.
BRASÍLIA: Déo, Ricardo, Kidão, Jonas Foca e Nilton; Paulo Sérgio, Zu e Wander (Wilson Bispo); Márcio, Larry e Zé Carlos. Técnico: Bugue.

Já sem chances de classificação, o Brasília foi até a cidade de Araraquara, enfrentar a Ferroviária. Apesar do Brasília ter sido muito combativo, a Ferroviária foi melhor e o resultado final foi justo, premiando o clube paulista com o primeiro lugar no grupo.

FERROVIÁRIA 3 x 1 BRASÍLIA
Data: 6 de março de 1983
Local: Fonte Luminosa, Araraquara (SP)
Árbitro: Marcus Vinícius dos Santos (SP)
Renda: Cr$ 2.043.800,00
Público: 4.467 pagantes
Gols: Santos, 23; Claudinho, 26; Bozó, 73 e Marcão, 87
FERROVIÁRIA: Abelha, Marinho Paranaense, Vica, Arouca (Fernando) e Zé Rubens; Junior, Douglas Onça (Zilinho) e Zé Roberto; Claudinho, Marcão e Bozó. Técnico: Sebastião Lapola.
BRASÍLIA: Déo, Ricardo, Kidão, Iranil e Zu; Marco Antônio, Santos e Kleber; Mardone (Bolão), Wander e Zé Carlos. Técnico: Bugue.

CLASSIFICAÇÃO FINAL DO GRUPO G

CF
CLUBES
J
V
E
D
GF
GC
SG
PG
FERROVIÁRIA
8
5
2
1
10
4
6
12
COLORADO
8
4
2
2
9
4
5
10
INTERNACIONAL
8
3
2
3
6
6
0
8
BOTAFOGO-RJ
8
2
2
4
7
9
-2
6
BRASÍLIA
8
1
2
5
5
14
-9
4

Obs.: Com esses resultados, o Brasília foi um dos clubes eliminados da Taça de Ouro (juntamente com mais onze clubes), passando a disputar a Taça de Prata a partir da Terceira Fase.




segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

GRANDES RESULTADOS DO FUTEBOL BRASILIENSE: Sequência do Gama contra três gigantes do futebol brasileiro



 


A sequência aconteceu em uma semana de setembro de 1999, em jogos válidos pelo Campeonato Brasileiro da Série A daquele ano.

O primeiro desses gigantes a ser surpreendido foi o Internacional, de Porto Alegre. Os quase dez mil torcedores que compareceram ao Beira-Rio no dia 19 de setembro de 1999 estavam certos de que o Internacional somaria tranquilamente mais três pontos e aliviaria um pouco a “dor de cabeça” depois da derrota para o maior rival, o Grêmio, na rodada anterior.
O triunfo do Gama foi ainda mais expressivo porque foi dentro do Beira-Rio, onde o Internacional era quase imbatível e a pressão sempre foi muito grande.
O Gama chegou a Porto Alegre ocupando a 20ª posição na classificação geral do campeonato, dentro, portanto, da zona de rebaixamento. Tinha apenas oito pontos ganhos em dez jogos. O Internacional também não estava bem naquele momento, não conseguindo ficar entre os dez primeiros colocados do campeonato.
O domínio foi amplo do Internacional, que pressionou bastante, principalmente no primeiro tempo, com jogadas do lateral paraguaio Enciso, pela direita. Mas falhou nas finalizações. Foram pelo menos cinco boas chances de marcar gol.
O Gama, mesmo bastante recuado, era perigoso nos contra-ataques e nos chutes potentes de Kabila.
No segundo tempo, Cláudio Duarte tirou Kabila, colocando em seu lugar Romualdo. No Internacional entrou Anderson, ex-Gama.
No segundo tempo, sob vaias, o Internacional atuava muito mal. Para se aproveitar da situação, o técnico Cláudio Duarte tirou Sorato e colocou Mazinho Loyola. Quatro minutos depois de entrar, Mazinho Loyol fez a jogada que definiu a partida. Subiu em velocidade pela direita e cruzou para Alexandre Gaúcho, na área. Enciso interceptou a bola, de cabeça, mas acabou marcando contra.
Daí para frente foi segurar o resultado. O Internacional deixou o campo sob fortes vaias e o Gama com mais três pontos.

INTERNACIONAL 0 x 1 GAMA
Data: 19 de setembro de 1999
Local: Beira-Rio, Porto Alegre (RS)
Árbitro: Edilson Pereira de Carvalho (SP)
Renda: R$ 60.916,00
Público: 8.621 pagantes
Gol: Enciso (contra), 74
INTERNACIONAL: João Gabriel, Enciso, Lúcio, Régis e Gustavo (Zezinho); Leandro Guerreiro, Dunga, Claiton e Hurtado; Fabiano (Anderson) e Celso. Técnico: Valmir Louruz.
GAMA: Marcelo Cruz, Paulo Henrique, Gerson, Jairo e Rochinha; Deda, Caçapa, Lindomar, Kabila (Romualdo) e Alexandre Gaúcho (Cléber Lima); Sorato (Mazinho Loyola). Técnico: Cláudio Duarte.

Depois de vencer o Internacional, em Porto Alegre, a tabela do campeonato brasileiro de 1999 programava para três dias depois o Gama enfrentar outro clube gaúcho, o Grêmio, desta vez em Brasília.
O fato de jogar em casa não significava muita coisa, pois nos cinco jogos que realizou em casa o Gama foi derrotado em três deles (Corinthians, Guarani e Cruzeiro), tendo empatado as outras duas (Santos e Flamengo).
Quando o Gama estava melhor no jogo, foi o Grêmio que abriu o marcador. Ronaldinho Gaúcho lançou Agnaldo na grande área. O chute saiu forte, o goleiro Marcelo Cruz espalmou e, no rebote, Cleisson completou para o gol.
Aos 43 minutos, o atacante Agnaldo foi expulso, depois de cometer uma falta por trás no lateral Rochinha.
No intervalo, o técnico Cláudio Duarte fez duas alterações: tirou o volante Caçapa e o atacante Mazinho Loyola, entrando Romualdo e Finazzi. E, novamente, deu sorte nas substituições.
De dois cruzamentos efetuados por Juari, saíram os dois gols da virada do Gama, ambos marcados de cabeça por Finazzi.

GAMA 2 x 1 GRÊMIO
Data: 22 de setembro de 1999
Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Héber Roberto Lopes (PR)
Renda e público: não divulgados
Expulsões: Agnaldo e Ronaldo Alves, ambos do Grêmio
Gols: Cleisson, 29 e Finazzi, 61 e 80
GAMA: Marcelo Cruz, Paulo Henrique, Nen, Jairo e Rochinha; Deda, Caçapa (Romualdo), Lindomar e Juari; Mazinho Loyola (Finazzi) e Sorato. Técnico: Cláudio Duarte.
GRÊMIO: Danrlei, Itaqui, Ronaldo Alves, Scheidt (Éder) e Roger; Fabinho (Macedo), Luiz Carlos Goiano, Cleisson e Ronaldinho Gaúcho; Zé Alcino (Capitão) e Agnaldo. Técnico: Celso Roth.

Mais três dias e o Gama estaria enfrentando outro gigante do futebol brasileiro. Mais uma vez fora de casa, o gigantesco Morumbi, mais uma vez contra o favoritíssimo São Paulo.
Mas o Gama não se intimidou com a imponência do Morumbi, nem com o favoritismo do São Paulo. Com um envolvente toque de bola e contra-ataques mortais, o Gama venceu por 2 x 1.
Com boas atuações do volante Caçapa, firme no desarme, e dos meias Lindomar e Alexandre Gaúcho, o Gama dominou o primeiro tempo. Logo aos seis minutos, Alexandre Gaúcho marcou o primeiro gol do Gama, depois de receber passe de Paulo Henrique. Quatro minutos depois, numa bobeada da defesa do Gama, Anderson empatou para o São Paulo, resultado que persistiu no restante da primeira etapa.
No segundo tempo, o São Paulo não conseguia evoluir e poucas chances criou. O Gama, bem fechado na defesa e seguro no meio de campo, esperava pela oportunidade de contragolpe. E ele aconteceu aos 26 minutos, quando Lindomar fez boa jogada pela direita e da linha de fundo cruzou para Romualdo tocar para as redes.
O São Paulo passou a pressionar de todas as formas, em busca do empate. No entanto, esbarrou na sólida retranca do Gama e nas boas defesas de Marcelo Cruz. Resultado final: vitória do Gama por 2 x 1.

SÃO PAULO 1 x 2 GAMA
Data: 25 de setembro de 1999
Local: Morumbi, São Paulo (SP)
Árbitro: Wallace Nascimento (ES)
Renda e público: não divulgados
Gols: Alexandre Gaúcho, 6; Anderson, 10 e Romualdo, 71
SÃO PAULO: Rogério Ceni, Anderson, Wilson, Márcio Santos e Fábio Aurélio; Jorginho (Sandro Hiroshi), Carlos Miguel, Raí (Alexandre) e Souza (Fabiano); França e Marcelinho Paraíba. Técnico: Paulo César Carpegiani.
GAMA: Marcelo Cruz, Paulo Henrique, Gerson, Jairo e Rochinha; Deda, Caçapa, Lindomar e Alexandre Gaúcho (Finazzi); Juari (Nen) e Sorato (Romualdo).
Técnico: Cláudio Duarte.

sábado, 17 de janeiro de 2015

OS ARTILHEIROS: CAMPEONATO BRASILIENSE DE 1998




1º - Marquinhos Bahia (Ceilandense), 15 gols;
2º - Romualdo (Gama), 12;
3º - Marquinhos (Gama), 7;
4º - Paulo Henrique (Gama), Alysson (Guará) e Zé da Estrada (Itapuã), 6;
5º - Duílio e Jairo (Dom Pedro II), Gil (Guará) e Joãozinho (Taguatinga), 5;
6º - Serginho (Brasília), Neto (Ceilandense), Carlos Roberto (Dom Pedro II), Adriano e Paulo Sérgio (Gama), Luiz Cláudio (Guará) e Sandro (Luziânia), 4;
7º - Edmar e Marcelinho (Brasília), Gugu (Dom Pedro II), Ludo (Gama), Jefferson (Guará), Luciano (Planaltina), Edinho e Ivo (Sobradinho) e Carlos Eduardo e Raildo (Taguatinga), 3;
8º - Cilas, Creison e Gino (Brasília), Júlio César e Tob (Ceilandense), Flávio (Dom Pedro II), Ésio e Maninho (Gama), Avelino e Rodrigo (Guará), João Batista, Robinho e Saulo (Itapuã), Baiano e Júlio César (Luziânia), Luiz Carlos, Roberto, Washington e Zé Carlos (Planaltina), Alex Alves e Betinho (Sobradinho) e Jânio e Tadeu (Taguatinga), 2;
9º - Alan, Binha, Cassius, Jardel, Régis (contra), Ronaldo e Wender (Brasília), Alexandre, Biro, Célio, Jânio (contra), Marco Antônio, Moreno e Pereira (Ceilandense), Luizinho e Thiago (Dom Pedro II), Branco, Jairo, Paulo César, Robertinho, Rochinha e Santos (Gama), Cabeia, Dedé, Elson, Paulinho, Romero e Ronaldo (Guará), Eduardo, Lindomar, Magno, Rogerinho, Valdez, Vilmar e Zé Roberto (Itapuã), Edmerson, Kanu, Marcelinho, Miram e Serginho (Luziânia), Almir, Chico, Cristian, Fábio, Genilson, Márcio, Marcos e Marquinhos Bala (Planaltina), Alex Souza, Isaac, Jerônimo, Serginho e Wilson (Sobradinho), Adriano, Bira, Fredson, Márcio Franco, Ricardo, Rogerinho, Rogério, Tita e Wilton (Taguatinga), 1 gol cada.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

SÉRIE “AS SELEÇÕES DE BRASÍLIA”: EMPATE NO AMISTOSO EM GOIÂNIA


Alaor Capella marcou o gol de empate no final do jogo

No dia 25 de setembro de 1962 foram convocados 16 jogadores de clubes brasilienses para o amistoso que a Seleção de Brasília disputaria em Goiânia, no Estádio Pedro Ludovico, no dia 29 do mesmo mês. Foram chamados os seguintes jogadores:

Rabello: Enes, Nicotina, Alaor Capella e Bimba;
Presidência: Gonçalinho;
Defelê: Sabará;
Guará: Chicão, Aderbal, Sir Peres, Clemente e Raimundinho;
Nacional: Zezito;
Grêmio: Remis;
Cruzeiro do Sul: Morales, Ceninho e Raimundinho.

Levando-se em consideração a premência de tempo, foi determinado pela Comissão Organizadora da seleção a realização de apenas um ensaio coletivo, programado para o dia 27 de setembro, no campo do Guará.
Enfrentando o quadro de aspirantes do Guará, o selecionado brasiliense não teve dificuldades para chegar à vitória pelo placar de 5 x 0, com gols de Alaor Capella (2), Ceninho (2) e Nicotina. Atuou como treinador da equipe Alan Guerra, diretor de futebol do Guará. O ensaio foi arbitrado por Aliatar Pinto de Andrade, diretor de futebol da Federação Desportiva de Brasília. A seleção brasiliense treinou com Gonçalinho, Aderbal (Clemente), Bimba, Sir Peres e Enes; Morales (Remis) e Zezito (Sabará); Nicotina, Alaor Capella, Ceninho e Raimundinho, do Guará (Raimundinho, do Cruzeiro).

O embarque da delegação brasiliense para Goiânia aconteceu no sábado, mesmo dia do jogo, às primeiras horas da manhã, em ônibus especial, com o retorno acontecendo no período noturno. A chefia da delegação coube, cumulativamente, a Alan Guerra e a Aliatar Pinto de Andrade.

O jogo, realizado no dia 29 de setembro de 1962, foi presenciado pelo Governador Mauro Borges, teve público regular e serviu para inaugurar as novas instalações do Estádio Pedro Ludovico, inaugurado em 1941 e que, antes da existência do Serra Dourada, foi a principal praça de esportes de Goiânia.
O primeiro tempo terminou sem abertura de contagem, sendo que o principal lance dessa fase foi um chute de Sete Léguas na trave.
Todos os quatro gols do amistoso foram marcados na etapa complementar, quando as duas equipes cresceram de produção, com ligeira supremacia da seleção de Goiás.
A contagem foi aberta pela seleção de Goiás, aos 3 minutos, com um tento de Canhoto. Aos 11 minutos, Raimundinho empatou com um chute forte e colocado do bico da área. Aos 17, Goiás consignava o segundo tento, depois de uma bobeada da seleção brasiliense, através de Lailson. Somente aos 43 minutos do segundo tempo é que Alaor Capella conseguiu marcar o gol de empate da seleção brasiliense. Resultado final: empate em 2 x 2.
Arbitrou o jogo com boa atuação Josué da Costa Araújo, da Federação Desportiva de Brasília.
As equipes formaram assim:
GOIÁS: Agildo, Cléber e Sérgio; Fabinho, Olacir e Osmar; Agostinho (Paulinho), Sete Léguas, Lailson, Artur e Canhoto (Laerte).
DISTRITO FEDERAL: Gonçalinho, Aderbal e Bimba; Morales, Sir Peres e Enes (Clemente); Nicotina, Alaor Capella, Ceninho, Zezito e Raimundinho, do Guará.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

COMO FOI A PARTICIPAÇÃO DOS CLUBES BRASILIENSES NA COPINHA 2015



Gama, campeão brasiliense de 2014, e Unaí/Paracatu, vice-campeão, foram os representantes do Distrito Federal na 46ª edição da Copa São Paulo de Futebol Junior, maior torneio da categoria de base no Brasil.

A competição, iniciada no dia 3 de janeiro de 2015, reuniu, em sua primeira fase, 104 equipes de todo o Brasil.

domingo, 11 de janeiro de 2015

JOGOS INUSITADOS: GAMA x KASHIMA ANTLERS





No dia 12 de fevereiro de 1995, o Kashima Antlers, do Japão, tornou-se a primeira equipe estrangeira a jogar no estádio do Bezerrão, no Gama.
O jogo reuniu Gama e Kashima Antlers. O Gama era o campeão do Distrito Federal de 1994 e o Kashima Antlers o terceiro colocado do campeonato japonês. Ambas as equipes vinham de vitórias em amistosos realizados em Goiânia (GO): o Gama derrotou o Atlético Goianiense por 3 x 0, enquanto o Kashima Antlers fez 2 x 0 no Goiás.
Pelo Kashima Antlers as atrações eram os tetracampeões Jorginho e Leonardo (que não jogou por encontrar-se machucado), o meio-campo Carlos Alberto Santos, ex-Botafogo e capitão da equipe e o técnico Edu Coimbra.
O Kashima Antlers não deu a menor chance ao Gama, vencendo-o de goleada: 4 x 1. Com 25 minutos de jogo, já estava 2 x 0 a favor do clube japonês.
A súmula desse jogo apresentou os seguintes dados:

GAMA 1 x 4 KASHIMA ANTLERS
Data: 12.02.1995
Local: Bezerrão, Gama (DF)
Árbitro: Luciano Almeida
Público: aproximadamente 9.000 pessoas
Gols: Jorginho, 23; Carlos Alberto Santos, 25 e 76; Flávio, 84 e Masuda, 89
GAMA: Gildo (Edvaldo), Chaguinha, Gerson (Maninho), Márcio Araújo e Assis (Paulo Henrique); Oliveira (Jairo), Pacheco (Cristiano), Flávio e Gilmar (Rochinha); Romualdo e Marcelo França (Lino). Técnico: Jorge Medina.
KASHIMA ANTLERS: Furukawa, Jorginho, Ohno, Okuno e Gaya; Honda, Carlos Alberto Santos, Masuda e Ishi; Manaka e Hashimoto (Koga). Técnico: Edu Coimbra.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

O GUARÁ COMEMORA HOJE 58 ANOS DE VIDA!


No dia de hoje, o Clube de Regatas Guará está completando 58 anos de vida.
Prestamos nossa homenagem ao pioneiro do futebol brasiliense, contando um pouco do que aconteceu naqueles dias de 1956 e 1957.
Ao contrário dos que muitos pensam o Guará não surgiu na cidade-satélite do mesmo nome. A cidade-satélite do Guará somente foi inaugurada em 21 de abril de 1969.
Muito antes disso, em dezembro de 1956, ainda nos primórdios de Brasília, um grupo de pioneiros, dentre eles Carlindo Ribeiro da Cruz, Francisco Luís Bessa Leite, Oswaldo Cruz Vieira, Edson Porto, Omar Martins Dias e Levy do Amaral, após um dia exaustivo de trabalho, reunidos em uma simples cabana de lona nas proximidades do velho barracão da Novacap, comentava sobre os campeonatos de futebol da terra natal de cada um. Cada qual contava uma passagem interessante de seus clubes. O saudoso Oswaldão, antigo defensor do Fluminense, de Araguari, do Goiânia e do Atlético Mineiro, contava, com orgulho, suas facetas esportivas e todos o ouviam com atenção.
Em certo momento da conversa, surgiu a ideia da criação de um clube, sendo, nessa ocasião, constituída uma diretoria provisória composta dos senhores Francisco Luiz de Bessa Leite (Presidente), Oswaldo Cruz Vieira (Vice-Presidente), Jean Pierre Curri (1º Secretário), Lauro França (2º Secretário), Levy do Amaral (1º Tesoureiro) e Edson Porto (Diretor de Esportes), e um Conselho Deliberativo, tendo como membros Carlindo Ribeiro da Cruz (presidente), Geraldo Claro da Silva, José Amador Cordeiro, José de Lourdes Brandão e outros, que combinaram uma outra reunião para elaboração dos estatutos, eleição da Diretoria definitiva e oficialização do clube.
Em 11 de dezembro de 1956, uma terça-feira, aconteceu a inauguração do restaurante do SAPS - Serviço de Alimentação da Previdência Social, construído em tempo recorde por Francisco Manoel Brandão.
E foi nesse mesmo restaurante que, em um domingo de dezembro de 1956, após o almoço, nas improvisadas mesas do também improvisado SAPS, depois de várias discussões e votações, surgiu o primeiro clube de futebol do Distrito Federal, lavrando-se, em um pequeno pedaço de papel de uma caderneta de “ponto” dos operários, a primeira ata.
Alguns nomes foram sugeridos: Novo Brasil, Brasília e Nacional. O engenheiro chefe da Novacap, Bernardo Sayão, sugeriu o de Vera Cruz. Jofre Mozart Parada, engenheiro da Novacap, sugeriu o nome do próprio local das reuniões, que era o sítio do Guará, assim chamado por conter o Córrego do Guará, assim referido, por sua vez, pela presença, na região, da rara espécie do lobo guará.
Firmou-se, então, o nome, que ficou sendo, inicialmente, Esporte Clube Guará.
Passaram-se os dias e, a 9 de janeiro de 1957, no mesmo restaurante da SAPS, já agora com os planos feitos pela Diretoria provisória, foi realizada a sessão solene de fundação do clube, a qual compareceu grande número de adeptos, pois a notícia da criação do Guará correu célere pelos acampamentos e, assim, Brasília foi tomada de curiosidade.
Aberta a sessão, foi feita uma explanação sobre os objetivos da criação do clube e, logo após, sob os aplausos gerais, foi procedida a eleição da Diretoria e Conselho Deliberativo que, sob aclamação, ficou assim constituída: Presidente - Carlindo Ribeiro da Cruz; Secretário - Inácio de Lima Ferreira; Diretor de Esportes - Oswaldo Cruz Vieira; Diretor Administrativo - Lauro França Duarte de Oliveira e Diretor Financeiro - Geraldo Claro da Silva.
Quanto às cores, da fusão de ideias e preferências daqueles pioneiros e de outros simpatizantes de clubes do Rio de Janeiro e de São Paulo, saiu a decisão para o vermelho e preto.
Para o primeiro jogo do Guará a ideia era fazer uma camisa com essas cores. Mas não havia tecido vermelho na praça e não dava tempo para importá-lo de Goiânia. Então, a esposa de um dos diretores pegou um tecido branco e fez as mangas e as golas. Por força das dificuldades que marcavam o início de construção de Brasília, as primeiras camisas do Guará foram preto e branco.
Dias depois, já com o E. C. Guará, devidamente uniformizado, realizava seu primeiro jogo contra um clube formado na Empresa de Construções Gerais, do Gama, pois com a sua criação, os empregados das companhias construtoras iniciaram movimento no mesmo sentido e, dia a dia, iam nascendo vários clubes. Algumas fontes afirmam que o Guará venceu por 2 x 0.
Esses clubes, sem nenhuma ordem, disputavam, nos poucos dias de folga que na época lhes eram concedidos, umas partidas amistosas, pois em Brasília se trabalhava dia e noite sem parar.
Passados os primeiros dias de euforia e já com o clube em pleno desenvolvimento, Oswaldão anteviu a necessidade de ampliá-lo com outras modalidades de esporte. Dessa forma, objetivando um terreno à beira do lago, propôs a mudança do nome de Esporte Clube para Clube de Regatas, a qual, submetida a apreciação da Diretoria e Conselho, foi aprovada, passando, então, para Clube de Regatas Guará.
Então, Lauro França dos Santos desenhou a camisa e o escudo (a cara de um lobo com as iniciais C R G em volta), sendo que este foi aprimorado pelo Tenente Agenor Rodrigues, da Base Aérea, que introduziu posteriormente a bola e a âncora.
Apoiada a ideia, foi iniciada a campanha financeira da qual foram encarregados Carlindo e Geraldo, que andaram de barraca em barraca, catando os minguados cruzeiros de velhos candangos.
Em homenagem ao Presidente da Novacap, Israel Pinheiro, foi dado seu nome ao futuro estádio do novo clube, cuja construção teve início logo após autorização de Bernardo Sayão.
O campo de futebol ficava em frente ao restaurante do SAPS, no mesmo local onde hoje se encontra o posto da Petrobrás. Aproveitou-se a construção de um campo de aviação provisório que foi logo abandonado pela rapidez com que foi construído o aeroporto definitivo.
Ainda em janeiro de 1957, realizou outro jogo, em Planaltina, perdendo de 5 x 0. Logo depois desse jogo, aconteceu um desentendimento entre os membros da diretoria provisória que, nesse mesmo dia, foi dissolvida, ficando à frente do clube Oswaldo Cruz Vieira.