quinta-feira, 28 de agosto de 2014

A HISTÓRIA DA SEGUNDA DIVISÃO NO DF - Parte 12 (2006)


O Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão de 2006 foi disputado em turno único, com os nove clubes participantes jogando entre si, todos contra todos, com jogos só ida, num total de nove rodadas, ao final das quais a equipe que obtivesse o maior número de pontos ganhos seria declarada campeã.
Apenas o campeão subiria para a Primeira Divisão de 2007. Por outro lado, os quatro últimos colocados cairiam para a Terceira Divisão em 2007.
O campeonato teve início no dia 2 de setembro de 2006. Decorridas cinco rodadas, Samambaia (que contava com os juniores e a estrutura do Brasiliense) e Esportivo se destacavam, ambos invictos. O primeiro, com cinco vitórias e o segundo com três vitórias e dois empates. Quatro pontos separavam os dois. Um pouco atrás, o Ceilandense.
Veio a sexta rodada e com ela uma surpresa: o Samambaia foi goleado pelo Ceilandense, por 3 x 0. O Esportivo, que venceu o Brazlândia por 2 x 1, aproveitou para diminuir a diferença para apenas um ponto (15 x 14). O Ceilandense também aproximou-se da dupla, chegando aos 12 pontos.
Na sétima rodada, com o Samambaia folgando, o Esportivo passou à liderança após aplicar uma tremenda goleada de 7 x 0 no Santa Maria, alcançando os 17 pontos. Outra goleada, do Ceilandense sobre o Bandeirante (5 x 0), fez com que o tricolor da Ceilândia chegasse ao segundo lugar, com o mesmo número de pontos ganhos do Samambaia (15) e com saldo de gols muito superior ao concorrente (16 x 6).
A oitava rodada, com todos os jogos disputados no dia 21 de outubro de 2006, foi a oportunidade de Ceilandense e Samambaia ultrapassarem o Esportivo, que folgou naquele dia. Às duras penas, o Samambaia venceu o rebaixado Sobradinho por 1 x 0. O Ceilandense deu adeus ao título ao ser surpreendido pelo Renovo, em pleno Abadião, na Ceilândia, sendo derrotado por 3 x 1.
Quis o destino que a decisão ocorresse na última rodada, no dia 28 de outubro de 2006, envolvendo o primeiro colocado até então, o Samambaia, com 18 pontos ganhos, e o segundo, o Esportivo, com 17. Ou seja, o Samambaia jogava pelo empate para ficar com o título e o direito de jogar na Primeira Divisão em 2007.
Registre-se que a grande final foi entre dois times com ótimas campanhas, que merecidamente disputavam o título.
E o título para o Clube Esportivo Guará veio com muita angústia e sofrimento.
No começo do jogo, o Esportivo apresentou maior volume de jogo e chegou a desperdiçar duas chances de marcar o primeiro gol.
Aos 21 minutos, parecia que o título ficaria com o Samambaia, depois que Walmer inaugurou o placar, cobrando uma falta. O primeiro tempo terminou com o 1 x 0 a favor do Samambaia, resultado que, se mantido, lhe daria o título de campeão.
No segundo tempo, o clima de guerra tomou conta do Estádio do CAVE. Expressões tensas dominavam jogadores, dirigentes e torcedores do Esportivo.
Com apenas um minuto de jogo, Marcelinho acertou um belo chute de fora da área e quase empatou o jogo: a bola carimbou o travessão.
Aos 13 minutos, a situação ficou ainda pior para o Esportivo, depois que o árbitro Sandro Ricci expulsou o volante e capitão Bira, depois que este cometeu falta no grande círculo sobre Vitor.
Mesmo com um jogador a menos, o Esportivo conseguiu o empate aos 30 minutos, depois que Nilmar fez jogada individual pela direita e cruzou. O zagueiro Isaac interceptou com a mão, dentro da área. O árbitro, em cima do lance, marcou o indiscutível pênalti. Na cobrança, o artilheiro Giovani marcou seu décimo gol no campeonato.
Nove minutos depois do empate, foi o Samambaia que quase marcou, depois que Geraldo roubou uma bola no meio de campo e ligou um contra-ataque com Jóbson (então com 18 anos e que depois seria incorporado ao Brasiliense e brilharia no Botafogo). O atacante avançou até a entrada da área, desperdiçando a chance ao chutar em cima do goleiro Welder.
Aos 45, outra chance dos visitantes, com Geraldo recebendo cruzamento da esquerda e chutando para boa defesa de Welder.
Aos 49 minutos, ou seja, com quatro minutos de acréscimos, aconteceu o último e decisivo lance do jogo. Falta pela direita a favor do Esportivo. Todos os 22 jogadores dentro da área do Samambaia. O lateral Nilmar cobrou e o goleiro Welder, no melhor estilo elemento surpresa, subiu muito mais que os zagueiros e fez o gol do título do Esportivo.
Além do título, o Esportivo terminou com a defesa menos vazada e o artilheiro da competição, Giovani, com 10 gols. Aliás, esta foi a terceira vez que Giovani sagrou-se artilheiro da Segunda Divisão. Antes havia marcado mais gols em 2001, pelo Luziânia, e em 2004, pelo Santa Maria.

SÚMULA DA DECISÃO DO CAMPEONATO

ESPORTIVO 2 x 1 SAMAMBAIA
Data: 28 de outubro de 2006
Local: Estádio do CAVE, no Guará
Árbitro: Sandro Meira Ricci
Expulsão: Bira, do Esportivo
Gols: Walmer, 21; Giovani (pênalti), 75 e Welder, 90+4
ESPORTIVO: Welder, Nilmar, Miguel, Natan e Rafinha; Bira, Bruno (Diego), Leiz (Haroldinho) e Marcelinho; Bispo (Rafael) e Giovani. Técnico: Mozair Barbosa.
SAMAMBAIA: Márcio, Gustavo (Iury), Wesley, Isaac e Magrão; Hugo, Valmir, Walmer e Geraldo; Diego (Moisés) e Victor (Jóbson). Técnico: Reinaldo Gueldini.

CLASSIFICAÇÃO FINAL

CF
CLUBES
J
V
E
D
GF
GC
SG
PG
ESPORTIVO
8
6
2
0
19
6
13
20
SAMAMBAIA
8
6
0
2
14
8
6
18
RENOVO
8
5
2
1
15
10
5
17
CEILANDENSE
8
5
0
3
22
9
13
15
CRUZEIRO
8
4
0
4
18
15
3
12
BRAZLÂNDIA
8
3
1
4
13
15
-2
10
SOBRADINHO
8
1
2
5
6
12
-6
5
BANDEIRANTE
8
1
1
6
7
19
-12
4
SANTA MARIA
8
1
0
7
7
27
-20
3



sábado, 23 de agosto de 2014

A HISTÓRIA DA SEGUNDA DIVISÃO NO DF - Parte 11 (2005)



Por conta da criação de uma Terceira Divisão em 2006, o Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão de 2005 sofreu um enxugamento: apenas oito clubes disputaram a competição desse ano.
Na primeira fase, de 11 de setembro a 19 de outubro de 2005, em turno único, os oito concorrentes disputaram classificação para as semifinais. O último colocado foi rebaixado para a Terceira Divisão em 2006. Por conta ainda do enxugamento, apenas o campeão seria promovido para a Primeira Divisão em 2006.
Entre os participantes, a única novidade era o Capital, oriundo do amador Maringá, que disputou a Segunda Divisão em 2004, e que fazia sua estreia em competições oficiais da Federação Brasiliense de Futebol.
A classificação da Primeira Fase foi a seguinte:

CF
CLUBES
J
V
E
D
GF
GC
SG
PG
CAPITAL
7
4
2
1
19
8
11
14
CEILANDENSE
7
3
3
1
8
5
3
12
ESPORTIVO
7
3
3
1
7
5
2
12
BRAZLÂNDIA
7
3
3
1
14
13
1
12
RENOVO
7
2
3
2
7
9
-2
9
CRUZEIRO
7
2
2
3
11
11
0
8
SAMAMBAIA
7
0
3
4
3
8
-5
3
ARUC
7
0
3
4
4
14
-10
3

SEMIFINAIS

O Capital, com a melhor campanha no geral, e o Ceilandense, segunda melhor campanha, tinham a vantagem de jogar por dois empates para chegar à final do campeonato.
No dia 22 de outubro foram realizados os jogos de ida das semifinais. No Chapadinha, o Brazlândia foi surpreendido pelo visitante Capital, que venceu por 2 x 1. Agenor e André Borges marcaram para o Capital e Elinei descontou para o Brazlândia. Na outra semifinal, no CAVE, com um gol de Michel o Esportivo venceu o Ceilandense por 1 x 0.
Os jogos de volta aconteceram nos dias 29 de outubro e 1º de novembro. No Mané Garrincha, de virada, o Ceilandense venceu o Esportivo por 4 x 2 e garantiu vaga na final da Segunda Divisão. Marcinho abriu o marcador no 1º tempo. Aos três minutos do segundo, Edicarlos empatou. Aos 11, a expulsão de Leandro, do Esportivo, animou o rival, que passou a pressionar. Aos 25, Everson fez o gol da virada. Em seguida, Joãozinho ampliou. Aos 32, de pênalti, Aldo Ramon descontou. Mas, aos 43 minutos, Amaral decretou o placar final de 4 x 2.
O outro jogo da semifinal, Capital x Brazlândia, seria realizado no dia 30 de outubro, mas foi adiado em função do confronto entre Brasiliense e Botafogo, pela Série A. Assim, no dia 1º de novembro, as equipes entraram em campo e não houve vencedor: 2 x 2. Diego e André Santos marcaram para o Capital, enquanto Nilson e Cleber assinalaram os gols do Brazlândia.

FINAL

Graças ao retrospecto superior nas semifinais (uma vitória e um empate contra o Brazlândia), o Capital garantiu a vantagem de atuar por dois empates na final.
A única derrota do Capital no campeonato foi exatamente no único confronto direto, por 2 x 1, na primeira fase.
O Ceilandense estava longe da elite brasiliense desde 1999, quando amargou o rebaixamento.
Na primeira partida da decisão do campeonato, pela manhã, o Ceilandense levou a melhor ao vencer por 1 x 0. Foi um jogo fraco, com apenas 60 torcedores pagantes. O atacante Joãozinho fez o único gol do jogo aos 41 minutos do primeiro tempo, em pênalti sofrido por ele mesmo, em carrinho do zagueiro Edinho.
A súmula do jogo foi a seguinte:

CEILANDENSE 1 x 0 CAPITAL
Data: 5 de novembro de 2005
Local: Estádio Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Mauro Martins
Público: 60 pagantes
Gol: Joãozinho, 41
CEILANDENSE: Welder, Ricardo, Célio, Boaventura e Carlos Eduardo; Zé Ricarte, Iron, Kleuton e Chefe; Edicarlos (Rafael) e Joãozinho. Técnico: Marquinhos Bahia.
CAPITAL: Marlon, Edinho (Juninho), Thiago, Adriano e Rafael (Alessandro); Agenor, André Santos, Nilmar e André Borges (Augusto); Elton e Diego. Técnico: José Lopes de Oliveira (Risada).

Uma semana depois, o Capital devolveu o placar de 1 x 0 e alcançou o feito inédito de sagrar-se campeão em sua estreia na Segunda Divisão.

CAPITAL 1 x 0 CEILANDENSE
Data: 12 de novembro de 2005
Local: Estádio Mané Garrincha, Brasília (DF)
Árbitro: Sérgio Santos
Renda: R$ 896,00
Público: 184 pagantes
Gol: André Santos, 43
CAPITAL: Marlon, Welton (Jiló), Thiago, Adriano e Bruno de Jesus; Agenor, Nilmar, Diego (Edinho) e Rafael; André Santos e Augusto (André Borges). Técnico: José Lopes de Oliveira (Risada).
CEILANDENSE: Welder, Amaral, Kleuton, Neto e Carlos Eduardo; Zé Ricarte (Betinho), Everson (Oberdan), Iron e Chefe (Bruno Medina); Edicarlos e Joãozinho. Técnico: Marquinhos Bahia.

A classificação final do Campeonato Brasiliense da Segunda Divisão de 2005 ficou assim:

CF
CLUBES
J
V
E
D
GF
GC
SG
PG
CAPITAL
11
6
3
2
24
12
12
21
CEILANDENSE
11
5
3
3
13
9
4
18
ESPORTIVO
9
4
3
2
10
9
1
15
BRAZLÂNDIA
9
3
4
2
17
17
0
13
RENOVO
7
2
3
2
7
9
-2
9
CRUZEIRO
7
2
2
3
11
11
0
8
SAMAMBAIA
7
0
3
4
3
8
-5
3
ARUC
7
0
3
4
4
14
-10
3

REGISTROS
O técnico do Capital, José Lopes de Oliveira, o Risada, conquistou seu terceiro título na Segunda Divisão do DF. Antes, havia sido campeão em 2001, com o Brasília, e em 2004, com o Paranoá, além de também ajudar a ARUC a subir em 2000.

O veterano Joãozinho (João Jerônimo Moura), do Cruzeiro, foi o artilheiro da competição, com 8 gols.

O campeonato foi totalmente deficitário, com a ridícula média de apenas 46 pagantes por jogo.