terça-feira, 29 de dezembro de 2015

BATE BOLA COM O TREINADOR FILINTO HOLANDA




Para começar nosso bate papo, diga seu nome completo e qual o local e a data de seu nascimento?
Meu nome completo é Filinto Antônio Teixeira Holanda, sendo mais conhecido por Filinto Holanda. Nasci em Pacoti (CE), no dia 22 de outubro de 1961.

Quando você começou a jogar futebol?
Comecei em 1979, na Escolinha do Fortaleza. Depois passei para a base do Ceará, chegando ao time profissional.

Quem foi seu primeiro treinador? Quem mais o incentivou a continuar a carreira de jogador de futebol?
Meu primeiro técnico foi Jurandir Branco, que trabalhou nas categorias de base do Fortaleza por muitos anos e faleceu neste ano de 2015. Meu maior incentivador foi meu pai, José Moacir Holanda.

Conte um pouco de sua trajetória no futebol, citando os clubes e os anos em que jogou.
Como disse antes, comecei na Escolinha do Fortaleza, em 1979, e depois passei para o Ceará, chegando ao profissionalismo no ano de 1980. De 1982 a 1984, passei por três clubes cearenses: 1982, no Guarany, de Sobral, 1983, no América, de Fortaleza, e 1984, no Calouros do Ar, também de Fortaleza. Em 1985 tive minha primeira experiência fora do Ceará, quando joguei na Esportiva, de Guaxupé, interior de Minas Gerais. Dali passei para o Goianésia, no interior de Goiás, no ano de 1986. Retornei ao Ceará em 1987, para jogar no Guarani, de Juazeiro do Norte. Em 1988, fui jogar no Clube Desportivo Cova da Piedade, equipe que disputava a Segunda Divisão do futebol de Portugal. No ano seguinte, transferi-me para o Clube Desportivo de Cinfães, da Terceira Divisão de Portugal. Retornei ao Brasil em 1990, para jogar no São Luiz Futebol Clube, de São Luís de Montes Belos (GO). Nesse mesmo ano, nesse mesmo clube, iniciei minha carreira de treinador.

E como treinador de futebol, como foi sua extensa carreira?
Tendo iniciado minha carreira de treinador no São Luiz F. C., fiquei nesse clube no período de 1990 a 1992, na Segunda Divisão de Goiás. Nesse último ano, fui para o Caldas Esporte Clube, de Caldas Novas (GO), onde fui treinador em 1992 e Supervisor Técnico nos anos de 1993 e 1994. Ainda em 1994, passei a ser o treinador da Anapolina, de Anápolis (GO). Em 1995, estive no CRAC, de Catalão (GO) e depois no Santa Helena E. C., de Santa Helena de Goiás (GO). Voltei ao Caldas em 1996, onde fui treinador nesse ano e Diretor Técnico em 1997. Neste ano conheci o técnico Luiz Felipe Scolari na pré-temporada que o Palmeiras fez em Caldas Novas e aprendi bastante. Ainda em 1997 fui para o futebol brasiliense, onde conquistei o título do campeonato do Distrito Federal pelo Gama. Retornei ao futebol goiano em 1998, para o Caldas, onde conquistei o acesso à Primeira Divisão, sendo escolhido o melhor treinador da temporada. Passei um longo período no Caldas E. C., de 1998 a 2001. Neste último ano, ainda encontrei um tempo para ser treinador do Minaçu Esporte Clube, também de Goiás. Continuei no futebol goiano por mais algumas temporadas, trabalhando na coordenação das categorias de base do Caldas de 2002 a 2006.
Em 2007 treinei o Trindade, de Goiás, e o Esportivo Guará (DF), no Campeonato Brasileiro da Série C, permanecendo até 2008, quando treinei o Goianésia-GO e depois fui para o Votoraty, de São Paulo. Ainda em 2008 fui convidado para treinar o ASK Ternitz, clube de futebol da Áustria, onde tive a oportunidade de trabalhar fora do Brasil, enfrentando seleções, como a da Bósnia e Eslovênia e clubes do futebol árabe. Permaneci na Áustria até 2009.
Retornei ao futebol brasileiro e tive uma sequência de cinco times cearenses: Guarany, de Sobral (de onde saí sem perder uma partida sequer; com praticamente o mesmo elenco, o Guarany chegou ao título de campeão brasileiro da Série D), Horizonte (de 15.12.2010 a 12.02.2011); Ferroviário (de 12.02.2011 a 09.04.2011); Crato (de 01.11.2011 a 08.02.2012) e Tiradentes (de 08.02 a 05.12.2012).
Depois dessa sequência, fui treinador pela primeira vez de um time do Rio Grande do Norte, o Baraúnas, de 05.12.2012 a 01.06.2013. Voltei ao futebol cearense novamente, treinei o Itapipoca - que subiu para a Primeira Divisão cearense -, mas não fiquei até o final do campeonato, transferindo-me para o Tiradentes, onde estive de 01.11.2013 a 30.01.2014. Voltei ao futebol goiano, fui treinador do Mineiros e, em fevereiro de 2015, deixei o Novo Horizonte, de Goiás, e acertei com o Moto Clube, de São Luís (MA), onde estive de março a novembro de 2015.

Quais os títulos que conquistou como jogador de futebol?
Foram poucos. Fui campeão nas categorias de base do Ceará e no Desportivo Cinfães na Terceira Divisão de Portugal.

E como treinador de futebol?
Campeão da Divisão Intermediária de Goiás, em 1992, no Caldas E. C. Campeão brasiliense de 1997, pelo Gama. Campeão da 1ª Copa Unimed - Taça “Fares Lopes”, em 2010, pelo Horizonte, do Ceará, garantindo vaga ao clube na Copa do Brasil de 2010. Ainda no Horizonte, nos tornamos Campeão do Interior cearense em 2010.

Cite alguns dos seus feitos.
Fui o primeiro técnico a vencer o Goiás Esporte Clube no estádio da Serrinha. Depois passei a ser o único técnico a vencer três vezes o Goiás, no mesmo local, uma pelo Trindade (em março de 2007) e duas pelo Caldas (1996 e 2000). Escolhido melhor técnico do interior de Goiás em 2000, pelo Caldas Esporte Clube. Melhor técnico cearense em 2010, pelo Horizonte.

Além da função de treinador, exerceu alguma outra atividade relacionada ao futebol?
Já fui Supervisor Técnico do Unibol, de Pernambuco, e no Votoraty, agremiação esportiva da cidade de Votorantim, no interior de São Paulo, e Presidente do Caldas Esporte Clube, de 2001 a 2004.

Como você veio parar no Gama?
Quem me levou para o Gama foi o supervisor Edvan Aires. Num jogo entre Caldas, clube que eu dirigia, e o Gama, na época treinado por Joel Martins, pelo Campeonato Brasileiro da Série C, Joel gostou muito do trabalho desenvolvido por mim à frente do time goiano. Quando o Edvan consultou sobre quem poderia trazer para ser o treinador do Gama, Joel me indicou. O Edvan, então; achou que eu poderia dar um jeito no Gama e me contratou.

E deu certo?
No dia em que fui apresentado ao presidente do Gama, Wagner Marques, ele me perguntou o que eu tinha ido fazer lá no Gama (risos), já que o time estava mal na competição local. Ainda no escritório dele, falei de imediato: “vim para ser campeão!” Ele riu. Todas as terças-feiras eu, ele e o Edvan Aires almoçávamos juntos, para falarmos do jogo de domingo passado. Passamos a vencer um jogo atrás do outro e ele sempre me perguntava a mesma coisa e eu sempre respondia “vim para ser campeão”. Acabamos sendo campeões!

Gostaria de voltar ao Gama?
Gostaria muito de voltar ao Gama, onde fiz boas amizades. Quando o Gama esteve em Caldas Novas, ajeitei tudo para eles. Já tive oportunidade de voltar, mas não deu certo.

No pouco tempo em que você esteve no futebol do DF, destacaria o trabalho de algum colega em Brasília?
Mirandinha, no Sobradinho

Qual sua opinião sobre o futebol de Brasília, sabidamente um futebol que não é valorizado pela imprensa brasileira?
Acho que o futebol de Brasília tem tudo para crescer, só falta se organizar de um modo mais profissional.

Você considera que os grandes jogadores do futebol de Brasília tem categoria suficiente para atuar em qualquer clube do Brasil?
O futebol do DF tem atletas de muita qualidade técnica, fato que já foi comprovado quando o Gama fez um grande trabalho nas suas categorias de base nos anos 90.

Dá para se falar que existem grandes rivalidades no futebol de Brasília?
Não acho que tenha grandes rivalidades no futebol do DF.

Quais foram os três melhores dirigentes com quem você trabalhou?
Considerando apenas o futebol do DF, Wagner Marques e Edvan Aires. Fora do DF, Fábio Gonzaga, do Caldas, e Paulo Vagner, no Horizonte-CE.

Deixando de lado a modéstia, fale de suas características como treinador.
Minha filosofia de trabalho sempre foi “venho para dividir; dividir as experiências adquiridas no mundo do futebol”. Procuro aplicar tudo o que aprendi nos clubes por onde já passei. Gosto de ouvir, de escutar os atletas e as pessoas envolvidas no ambiente de trabalho.
Minha experiência no futebol do exterior foi muito importante, pois treinar clubes de outros países sempre traz novas experiências, vivenciando novas culturas e comportamentos.
Sempre fui um profissional dedicado, buscando realizar um grande trabalho, motivado a crescer na carreira.
Sou uma pessoa de fácil relacionamento. Fiz grandes amigos no futebol como Alberto Damasceno, Jurandir Branco, Louralber Monteiro, Anacleto Pires, Júlio Abreu, Paulo Wagner, os Torquatos em Sobral e outros por onde passei. 

Quando era jogador, quem era o seu ídolo no futebol? Teve oportunidade de estar em um campo de futebol ao lado dele?
Na época de jogador meu ídolo era Dario “Peito de Aço”, mas não tive oportunidade de jogar com ele ou contra ele.

E como treinador, quem você mais admirava?
Moésio Gomes, do Fortaleza, mas também não tive oportunidade de tê-lo como adversário.


ACERVO ICONOGRÁFICO


















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