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domingo, 25 de dezembro de 2016

# PASSARAM POR AQUI: Joel Santana





Joel Natalino Santana nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 25 de dezembro de 1948.
Nascido e criado no bairro de Olaria, Joel Santana teve uma curta carreira como jogador profissional, iniciada tarde, aos 23 anos. Ele atuava como zagueiro, jogou de 1971 a 1980 e passou por poucos clubes: Vasco da Gama, Olaria e América, de Natal (RN).
Joel era um zagueiro voluntarioso, não tinha muita técnica, mas era muito bom pelo alto, se cuidava muito e era um líder nato.
Participou de uma peneira quando começou a jogar futebol, no Olaria. Naquele tempo não tinha nem chuteira. Jogava descalço. Desta peneira saíram grandes jogadores, dentre eles Miguel e Alfinete.

No Vasco da Gama, conquistou o campeonato carioca de 1970 e o campeonato brasileiro de 1974.
No América, de Natal, foi campeão potiguar em 1977, 1979 e 1980.
Joel decidiu encerrar a carreira de jogador para trabalhar como treinador por ver mais chances no futebol se ocupasse esse cargo. Para isso, Joel graduou-se em Educação Física na Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Logo depois de se formar, Joel voltou para o Rio de Janeiro e foi trabalhar nas categorias de base do Vasco da Gama. Antes, dirigiu uma equipe de estudantes do 1º e 2º graus, com o máximo de 17 anos, no 1º Campeonato Escolar Brasileiro de Futebol, uma promoção da Secretaria de Educação de Estado - SEED/MEC - Ministério da Educação e Cultura, em Brasília, no ano de 1980. Esta foi a primeira experiência de Joel Santana como treinador.

Em 1981, Joel assumiu o seu primeiro clube, o Al Wasl F. C., dos Emirados Árabes, que decidiu apostar no jovem treinador. Joel permaneceu no comando da equipe por cinco anos e conquistou a UAE League nos anos de 1982, 1983 e 1985.
Em 1986 o Vasco da Gama convidou-o para retornar ao Brasil, para treinar a equipe principal do clube. O convite foi aceito e Joel assumiu o seu primeiro clube brasileiro. A passagem não durou tanto quanto o seu primeiro desafio e ao fim de um ano o treinador mudou de ares, mais uma vez seguindo para o mundo árabe, mais precisamente para a Arábia Saudita, onde foi treinar o Al Hilal, onde conquistou o campeonato saudita nos anos de 1988 e 1990.
Três anos depois, Joel retornou ao Brasil. Agora o novo desafio era treinar o América, do Rio de Janeiro. A passagem foi muito curta e no mesmo ano ele voltou à Arábia Saudita.
Mas em 1992, Joel voltou a assumir o Vasco da Gama. Esta segunda passagem rende ao treinador o seu primeiro título, o Campeonato Carioca de 1992, de forma invicta. Devido à conquista, ele é mantido no cargo e no ano seguinte conquista novamente o Campeonato Carioca.

Em 1994 o treinador aceitou um novo desafio e assumiu o Bahia. Uma experiência curta de um ano, mas onde pôde conquistar o campeonato baiano. 
Em 1995 ele voltou ao Rio de Janeiro para treinar o Fluminense. O clube estava desacreditado e com poucas chances de ganhar o Campeonato Carioca. O grande favorito para a conquista era o Flamengo, que havia se reforçado com Romário. Mas contra todas os prognósticos o treinador levou o clube à final da competição contra o Flamengo e num jogo que surpreendeu a todos, o Fluminense sagrou-se campeão carioca rendendo ao treinador o seu terceiro título.

Com o título a diretoria manteve o treinador e reforçou o clube para a disputa do Campeonato Brasileiro. Joel chegou até as semifinais, onde venceu o Santos em casa de goleada, e conseguiu a incrível proeza de ser eliminado no jogo de volta, também sendo goleado.
Com três títulos cariocas, Joel Santana começava a ser visto como um treinador vitorioso no Rio de Janeiro. Em 1996 o Flamengo, que no ano anterior perdeu o título para o Fluminense de Joel, contratou o treinador com o objetivo de conquistar o Campeonato Carioca. O objetivo foi alcançado e de forma invicta o treinador conquistou o seu quarto título.
Em 1997, assumiu o Botafogo, que era o único clube grande do Rio de Janeiro que ainda não tinha treinado e, mais uma vez, ele conquistou o título carioca. O treinador saiu durante o campeonato brasileiro, em virtude de uma grande proposta do Corinthians, onde, entretanto, não ficou por muito tempo. Foi mais uma vez contratado pelo Flamengo por seis meses em 1998. O treinador esteve de volta ao Botafogo em 1999, mas sem grande sucesso.

Joel passou a ser conhecido como o "Rei do Rio" devido às suas passagens vitoriosas e ao seus cinco títulos cariocas. Mas o treinador nunca havia conquistado um título nacional ou internacional.
Em 1999 Joel voltou ao Bahia para uma nova conquista do Campeonato Baiano, título dividido com o Vitória após uma confusão sobre onde seria disputada a segunda partida da final.
Após um desentendimento do presidente do Vasco da Gama, Eurico Miranda, com o treinador do clube, Oswaldo de Oliveira, em 2000, que culminou com a demissão deste, Joel Santana foi contratado para assumir o cargo. Esta passagem foi atípica e assumiu a equipe quando esta já estava na fase final da Copa Mercosul. O treinador seguiu no clube até o final da Copa João Havelange (Campeonato Brasileiro), que o Vasco da Gama venceria numa final disputada contra o São Caetano, no ano de 2001. O treinador assim somou dois títulos inéditos à sua coleção.
Depois de uma passagem rápida pelo Coritiba, ainda em 2001, foi contratado pelo Vitória, de Salvador (BA), onde conquistou dois títulos baianos (2002 e 2003) e um da Copa do Nordeste de 2003.
Joel Santana começou a ser contratado por curtos períodos não com o objetivo de conquistar um título, mas sim de recuperar uma equipe mal classificada.
Voltou ao Fluminense em 2003 e por seis meses esteve no comando da equipe. No ano seguinte treinou o Guarani e o Internacional, ambos por um curto período. No mesmo ano assumiu pela quarta vez o Vasco da Gama, para no ano seguinte ir para o Brasiliense. 

No mesmo ano Joel foi convidado a assumir novamente o Flamengo. O clube encontrava-se em má posição no Campeonato Brasileiro e o objetivo principal era garantir a permanência da equipe na primeira divisão. Joel tinha apenas nove jogos para comandar e atingir o objetivo. Com seis vitórias e três empates, o clube conseguiu se manter na primeira divisão. No fim da competição Joel foi para o Japão, treinar o Vegalta Sendai, que tinha outros objetivos, ser promovido à primeira divisão japonesa. Porém o treinador não conseguiu atingir o objetivo.
Em 2007 Joel foi convidado pelo amigo e dirigente do Fluminense, Branco, para assumir a equipe tricolor. O contrato firmado era de um ano, mas a passagem foi muito curta, dois meses, e após dez jogos o treinador teve o contrato rescindido.
Três meses após a dispensa do Fluminense, Joel voltou a assumir outro clube carioca, o Flamengo. O objetivo era o mesmo de há dois anos, recuperar a equipe em má posição no Campeonato Brasileiro. Desta vez o treinador assumiu a equipe com uma maior margem de manobra, tendo ainda vinte e seis jogos para disputar, e obteve uma recuperação surpreendente, levando o Flamengo da zona de rebaixamento à conquista de uma vaga para a Copa Libertadores da América 2008. E no torneio de sua despedida do clube, levou o Flamengo ao título do campeonato carioca de 2008.
Em sua partida de despedida pelo Flamengo, no entanto, Joel não pôde evitar a derrota por 3 a 0 para o América, do México, no Maracanã, e a consequente eliminação da Taça Libertadores da América de 2008.

Após conquistar mais um título carioca, Joel Santana saiu do Flamengo e foi comandar a seleção da África do Sul, país sede da Copa do Mundo de 2010, por indicação do até então técnico Carlos Alberto Parreira (que, na época, afirmava aposentar-se da carreira de técnico de futebol). O cargo de técnico do Flamengo foi assumido por Caio Junior. A passagem de Joel como treinador de seleção não durou muito: foi demitido em 19 de outubro de 2009, após uma série de derrotas. Apesar disso, teve um ponto alto com a seleção da África do Sul: levou o país à semifinal da Copa das Confederações de 2009.
Em 2010, de volta ao Rio de Janeiro, Joel Santana foi contratado pelo Botafogo, após uma goleada de 6 x 0 sofrida para o Vasco da Gama. O treinador organizou o time, que subiu de rendimento e conquistou, em cima do mesmo Vasco da Gama, a Taça Guanabara. Em seguida, o clube alvinegro conquistou também o returno do campeonato carioca, a Taça Rio, em cima do Flamengo, sagrando-se campeão estadual sem a necessidade de final. Ganhou também o prêmio de melhor técnico do campeonato.
Renovou o contrato em dezembro de 2010, mas em 22 de março de 2011, após derrota para o Vasco da Gama, na Taça Rio, e magoado com as vaias e críticas da torcida, Joel pediu demissão do comando do Botafogo.
Passou a dirigir a equipe do Cruzeiro em 19 de junho. Após alternar bons e maus resultados, a diretoria do Cruzeiro o demitiu em 2 de setembro, depois da derrota por 4 x 2 diante do Figueirense.
Ainda em setembro de 2011, a diretoria do Bahia anunciou que Joel seria o novo técnico do tricolor baiano.
No dia 3 de fevereiro de 2012, após uma rápida negociação, acertou sua volta ao Flamengo. Foi a quinta passagem do treinador no rubro-negro carioca. O Flamengo acabou sendo eliminado ainda na fase de grupos da Libertadores e não conseguiu se classificar para as finais da Taça Rio. Após seis meses de irregularidade e uma série de péssimos resultados, Joel foi demitido do Flamengo em 23 de julho de 2012.

Em 8 de abril de 2013 Joel acertou o seu retorno ao Bahia. Mas, em apenas um mês, em 13 de maio, foi demitido após goleada para o arquirrival Vitória, por 7 x 3 na final do Campeonato Baiano.
Em 6 de setembro de 2014 foi contratado pelo Vasco da Gama. Conseguiu levar a equipe ao terceiro lugar do Campeonato Brasileiro da Série B e ao retorno a Série A de 2015. Neste período, foi submetido a uma cirurgia para a remoção da vesícula biliar, após ser diagnosticado com colecistite aguda (inflamação da vesícula).
Em dezembro de 2016, foi apresentado como novo treinador do Boavista, para treinar o clube no Campeonato Carioca de 2017, após 2 anos sem treinar nenhuma equipe.
Conhecido por orientar seus jogadores sempre com uma prancheta, Joel faz o estilo paizão. Por isso ele é idolatrado e respeitado pelos jogadores. Sobre sua maneira de armar as equipes, Joel é adepto confesso dos fortes esquemas defensivos.

PASSAGEM PELO BRASILIENSE

O técnico Valdyr Espinosa não resistiu à quinta derrota em oito jogos do Brasiliense no Campeonato Brasileiro de 2005, para o Corinthians, por 4 x 2.
Ele chegou a comandar o treino de 20 de junho de 2005, mas, à tarde, quem apareceu para assumir o grupo foi Joel Santana.
Aos 56 anos, ele chegou no carro do presidente do Brasiliense, Luiz Estevão, acompanhado, também, pelo preparador físico Ronaldo Torres. Se apresentou aos jornalistas e depois seguiu para o campo, onde teve uma rápida conversa com o elenco.
O Brasiliense estava em 19º lugar, na zona de rebaixamento, à frente de Figueirense, Atlético Mineiro e Atlético Paranaense, tinha uma das defesas mais vazadas da competição, com 14 gols (em oito jogos) e o segundo pior ataque, ao lado do Fortaleza, com cinco tentos.
A estreia de Joel no comando do Brasiliense foi no dia 25 de junho de 2005, no Rio de Janeiro, contra o Flamengo. O Brasiliense alcançou um grande resultado, ao derrotar o rubro-negro carioca por 4 x 3, e pulou para o 16º lugar, com nove pontos ganhos em nove rodadas.
No jogo seguinte, em 3 de julho, vitória sobre o Atlético Paranaense, por 2 x 1. Sua primeira derrota aconteceu em 9 de julho, em Caxias do Sul, diante do Juventude (2 x 1).
Depois emplacou uma série de cinco jogos sem derrota: 3 x 1 Goiás, 3 x 3 São Paulo, 1 x 1 Botafogo-RJ, 0 x 0 Paysandu e 1 x 1 Coritiba, até perder para o Cruzeiro (2 x 1).
Sem conseguir dar os resultados que o Brasiliense necessitava para sair da zona de rebaixamento, na noite de 22 de outubro de 2005, Joel Santana ligou para Luiz Estevão e entregou o cargo.
Seu último jogo tinha acontecido um dia antes, 21 de outubro de 2005, com derrota dentro de casa para o Goiás, por 2 x 1. Foi substituído por Márcio Bittencourt.
A passagem de Joel Santana no Brasiliense durou 120 dias. Nesse período, ele comandou o time em seis vitórias, oito empates e onze derrotas. Foram 35 gols a favor e 44 contra. Largou o Brasiliense na 22ª e última colocação no campeonato e, portanto, dentro da zona de rebaixamento.

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