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terça-feira, 25 de outubro de 2016

CRAQUES DE ONTEM E DE HOJE: Toni




Antônio José Gomes de Matos, o Toni, nasceu em Sobradinho (DF), no dia 25 de outubro de 1965.
Desde muito cedo, sua grande paixão foi a bola. Em 1973, aos oito anos de idade, já jogava na equipe “chupetinha” do Imperial, da ASFI - Associação Serrana de Futebol Infantil, de Sobradinho.
Dois dias antes de completar 18 anos, Toni foi lançado na equipe principal do Sobradinho pelo técnico Pedro Pradera. Foi no dia 23 de outubro de 1983, no Bezerrão, quando o Sobradinho empatou em 0 x 0 com o Gama e ele ocupou o lugar de Puruca, maior contratação do Sobradinho para o campeonato brasiliense desse ano. Jogaria somente mais uma partida válida pelo certame brasiliense desse ano.
No começo de 1984, mais precisamente em fevereiro desse ano, fazia parte da equipe do Sobradinho que disputou a Fase Regional do Torneio Seletivo para a Taça CBF. A vaga ficou com a equipe do Tiradentes.
Segundo o informativo “Leão da Serra”, de agosto de 1986, logo depois Toni resolveu deixar a cidade de Sobradinho, indo em busca de novos horizontes. Seguiu para o Estado de São Paulo, onde passou a jogar no Mirassol, equipe que disputava a Terceira Divisão do Campeonato Paulista. Lá ele marcou o seu primeiro gol numa equipe profissional.

Em maio de 1985, Toni retornou ao plantel do Sobradinho Esporte Clube. Neste mesmo ano consagrou-se campeão brasiliense. Nos 25 jogos disputados, marcou 17 gols e tornou-se artilheiro do campeonato. Recebeu várias homenagens. Concorreu ao prêmio de “Melhores da ABCD - Associação Brasiliense de Cronistas Desportivos”, junto com Arthur e Jamil (Sobradinho), Kleber e Nei (Brasília) e Marquinhos (Taguatinga). Seu companheiro de clube, Arthur, ficou com o troféu. Além disso foi considerado a revelação daquele campeonato.
Sagrou-se bicampeão brasiliense em 1986, tendo disputado vinte jogos e marcado cinco gols.

Marcou outros cinco gols no Campeonato Brasileiro de 1986, competição em que o Sobradinho não teve grandes atuações, mas que Toni conseguiu algum destaque.
No começo de 1987, transferiu-se para o Botafogo, do Rio de Janeiro.
Quando chegou ao Botafogo, o clube acabara de contratar o uruguaio De Lima e também tinha Fernando Macaé disputando a titularidade.
Seu primeiro jogo no Botafogo aconteceu em 15 de fevereiro de 1987, na derrota de 2 x 0 para o Goytacaz, em Campos, pelo campeonato carioca. Toni substituiu o meia Mário Mimi e atuou durante 31 minutos. Passou a revezar a camisa 9 com De Lima, mas não marcou gol nesse campeonato carioca. 
Logo depois veio o Campeonato Brasileiro de 1987, quando marcou o seu primeiro e único gol com a camisa do Botafogo na competição. Foi no dia 18 de outubro, em Curitiba, no empate de 1 x 1 com o Coritiba.
Toni fez seu último jogo pelo Botafogo no dia 8 de dezembro de 1987, quando enfrentou o Ascoli, da Itália, no último amistoso da excursão que o clube carioca fez à Ásia e Europa.
Também seria uma das últimas partidas do técnico Zé Carlos no comando do Botafogo. Quando foi acertada a transferência do técnico para o Guarani, de Campinas, este recomendou Toni ao alviverde campineiro.
O centro-avante Toni foi vendido ao Guarani, de Campinas, por Cz$ 5 milhões, no começo de 1988.
Também não deu muita sorte quando chegou ao Guarani, que acabara de se tornar vice-campeão da Copa União de 1987 e tinha como centro-avante titular nada mais nada menos que Evair, além de outros jogadores do quilate de Ricardo Rocha, Paulo Isidoro, Neto e João Paulo. 
Toni estreou no Guarani em 31 de março de 1988, no Brinco de Ouro, em Campinas, na vitória de 1 x 0 sobre a Internacional, de Limeira, entrando no lugar do ponteiro João Paulo.
No amistoso realizado no dia 24 de abril de 1988, em Araras, Toni começou o jogo como titular e marcou o gol da vitória de 1 x 0 sobre o União São João.
Mesmo sem ser titular da equipe, voltaria a marcar no jogo contra o Sport Recife, pela Taça Libertadores da América, na vitória de 4 x 1, no dia 3 de agosto de 1988.
Na segunda fase do torneio continental, o Guarani enfrentou o San Lorenzo, da Argentina. No dia 7 de setembro, em Buenos Aires, o Guarani conseguiu um bom resultado ao empatar em 1 x 1, com gol de Toni. No jogo de volta, o Guarani perdeu para o San Lorenzo por 1 x 0 e foi desclassificado da Libertadores.
Seu último jogo no Guarani foi justamente contra o Botafogo, do Rio de Janeiro. No dia 14 de dezembro de 1988, no Maracanã, o clube campineiro foi derrotado por 3 x 0. Toni marcou três gols no Brasileiro de 1988.

No começo de 1989, o lateral-direito Marquinhos e Toni, ambos do Guarani, foram trocados pelo lateral Ditinho, que era do São José, de São Paulo.
Toni estreou no São José no dia 19 de fevereiro de 1989, na derrota de 3 x 0 para a Internacional, de Limeira, jogo válido pelo Campeonato Paulista desse ano.
O ano de 1989 foi o mais importante para a história do São José. Nesse ano, o clube conseguiu chegar à final do Campeonato Paulista, quando perdeu a decisão para o São Paulo, após dois jogos no Morumbi.
Foram 28 jogos e treze gols, números que deram a artilharia do campeonato paulista de 1989 a Toni, juntamente com Toquinho, da Portuguesa de Desportos.
Seu último jogo foi justamente o segundo da decisão, no dia 2 de julho de 1987, no empate de 0 x 0 com o São Paulo.

Logo depois foi negociado com o Valencia, da Espanha.
Curiosamente, quando o São José decidiu fazer uma excursão pela Espanha, mais precisamente na comunidade valenciana e na Catalunha, quando enfrentou equipes de categorias mais discretas do futebol espanhol, mantendo-se invicto, Toni tinha seu nome divulgado pela costa mediterrânea, onde o Valencia realizava sua pré-temporada e chegara à conclusão que deveria reforçar a equipe.
A temporada 1989/1990 não começou nada bem para o Valencia ao perder em casa frente o Atlético de Madrid, em casa, e duas rodadas depois ser goleado pelo Real Madrid por 6 x 2. O pessimismo chegou a surgir, mas a vitória chegou finalmente na quarta rodada e não conheceu mais derrotas nas quinze seguidas. Em todo o returno o Valencia só perdeu duas partidas, levando a equipe ao vice-campeonato espanhol, atrás apenas do Real Madrid. Na Copa do Rei, perdeu para o Barcelona nas semifinais.
A primeira temporada de Toni no Valencia não foi de todo mal. Disputou 36 jogos (somente Ochotorena jogou mais que ele), mas só anotou seis gols em “La Liga”, sendo três deles no jogo contra o Celta de Vigo.


Apesar de voluntarioso, Toni dava demonstrações que não se adaptaria ao futebol europeu. Chegou no clube com a missão de fazer a torcida do Valencia esquecer o mexicano Lucho Flores, que acabara de abandonar a equipe, e também foi ofuscado pelo recém chegado Lubo Penev, que passou a efetuar grandes atuações e que marcou sete gols a mais que Toni.
A temporada 1990/1991 foi decepcionante para o Valencia. A campanha foi bastante irregular, chegando a ser 18º na décima rodada. Ao final a equipe ficou com a sétima colocação e, portanto, fora da Liga dos Campeões da Europa. Toni disputou 26 jogos e marcou apenas um gol.
Assim, Toni foi, pouco a pouco, perdendo a fé e a afeição e entrou em uma dinâmica em que foi perdendo a confiança em seu jogo e com ele a dos treinadores que teve em suas seguintes temporadas com o Valencia, chegando a não marcar gol algum nas duas últimas.
Na temporada 1991/1992, apesar de uma melhor classificação em relação à anterior (o Valencia terminou com o quarto lugar o campeonato espanhol), Toni disputou doze jogos e não marcou gol.

Sua pior temporada seria a de 1992/1993, quando Toni não foi escalado uma vez sequer para os jogos do campeonato espanhol.
Naturalizou-se espanhol para facilitar sua contratação por outra equipe da Espanha até que, na janela de transferências, Toni foi cedido por empréstimo ao Valladolid, da Segunda Divisão da Espanha. Foram apenas nove jogos disputados e nenhum gol.
Foi devolvido ao Valencia. Quando o clube contratou Predrag Mijatovic, dispensou Toni, que resolveu voltar para o Brasil.
Quando retornou ao Brasil, o campeonato brasileiro de 1993 já estava em pleno andamento e passou a compor o elenco do Santos, por onde jogou muito pouco.
No ano seguinte, Toni voltou ao São José. Sofreu uma contusão na pré-temporada e não foi bem.
Depois do São José, Toni jogou no Coritiba durante o Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão, entre agosto e novembro de 1994, e fez seis gols. Sua estreia aconteceu no dia 10 de agosto de 1994, no estádio Moisés Lucarelli, na derrota de 3 x 2 para a Ponte Preta.
Antes de encerrar sua carreira na Portuguesa Santista, em 1997, Toni teve rápida passagem pelo Bragantino.

Nos anos de 2001 e 2002 foi técnico da equipe principal do Sobradinho. Em 2001, em apenas cinco jogos. Em 2002, em oito.
Também foi Gerente de Futebol do Sobradinho, cargo que deixou alegando fortes pressões de torcedores e de outros ex-dirigentes interessados em reassumir o controle.
Hoje, passando dos 51 anos, Toni é o proprietário da Toni Matos Futebol Society, em Sobradinho, local com dois campos de futebol society cobertos, vestiários, lanchonete e churrasqueiras. Também bate bola nos campeonatos de veteranos do Minas Brasília Tênis Clube.

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