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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

OS PRESIDENTES: Jardel Noronha de Oliveira



Jardel Noronha de Oliveira nasceu em Niterói (RJ), no dia 18 de agosto de 1914.
Desde cedo o Direito, o futebol e a política fizeram parte de sua vida.
No futebol, foi presidente do Ypiranga Football Club, de Niterói, e representante do Oliveiras Atlético Clube, também de Niterói.
Como funcionário do Supremo Tribunal Federal, no Rio de Janeiro, trabalhou na Secretaria desse órgão e foi assessor do Ministro Frederico de Barros Barreto no Tribunal de Segurança Nacional. Esse tribunal foi criado pelo governo federal para julgar os envolvidos na Revolta de 1935. Previsto para ser ativado sempre que fosse decretado o estado de guerra, esse tribunal de exceção - formado por cinco juízes, todos escolhidos pelo Presidente da República - tinha a função básica de processar e julgar os opositores do governo, tendo funcionado durante todo o período ditatorial.
Na política, no dia 6 de novembro de 1946, foi empossado no cargo de Prefeito Municipal de Saquarema (RJ), além de ser ligado ao extinto Partido Trabalhista Brasileiro, pelo qual chegou a se candidatar à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Em agosto de 1947, causou profunda decepção nos meios esportivos de Niterói o pedido de demissão do cargo de Diretor Geral do Departamento Niteroiense de Futebol, José Ramos de Freitas. Com a renúncia, assumiu a direção do DNF, Jardel Noronha de Oliveira, que era primeiro assessor técnico do diretor de expediente.
Em junho de 1952, Jardel Noronha de Oliveira foi credenciado junto à Federação Fluminense de Desportos para defender os interesses da Organização Desportiva do Município de Saquarema-RJ.
No dia 14 de março de 1954, Airton Pinto Ribeiro, antigo interventor do Departamento Niteroiense de Futebol Amador, pediu exoneração da função de Secretário da Federação Fluminense de Desportos e foi substituído por Jardel Noronha de Oliveira.
Em 21 de maio de 1954, Jardel Noronha deixou a Secretaria da F. F. D. e foi nomeado Auditor do Tribunal de Justiça Desportiva.
Ainda nesse ano, foi um dos dirigentes da F.F.D. a acompanhar a seleção do Estado do Rio no Campeonato Brasileiro de Seleções de 1954.
Um fato curioso: no dia 28 de maio de 1956, a Astec Engenharia Sociedade Ltda., com sede em Niterói, determinou a explosão de um bloco de pedra, colocando no mesmo uma carga dupla de dinamite, sem as cautelas devidas, ou seja, o uso de uma esteira de aço. O resultado dessa imprudência não se fez esperar. Deflagrada a explosão, o bloco voou pelos ares, indo os detritos atingir o edifício Nossa Senhora das Graças, à rua Belisário Augusto, 90, danificando as janelas, venezianas e portas de vários apartamentos, um deles, o 302 de Jardel Noronha de Oliveira.
No final de 1956, mais precisamente no dia 18 de dezembro, foram realizadas eleições presidenciais da FFD, que apresentaram para Presidente José Ramos de Freitas. Para 1º Vice-Presidente, Jardel Noronha de Oliveira foi eleito, com 111 votos (o outro concorrente, Manuel Carneiro de Menezes, teve apenas 15 votos).
Em 1957, depois que José Ramos de Freitas foi eleito Presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol, Jardel Noronha assumiu a direção da entidade máxima dos esportes fluminenses.
Jardel Noronha ganhou diploma como melhor dirigente de esportes do Rio de Janeiro em 1959. 
Deixou as funções de presidente em exercício da FFD depois que o Supremo Tribunal Federal foi transferido para Brasília. No dia 21 de abril de 1960, depois de 40 dias de mudança, as instalações do STF foram definitivamente transferidas para a nova capital do País.
Quando Jardel Noronha chegou à Brasília, encontrou a Federação Desportiva de Brasília também com um presidente em exercício, Orlando Gaglionone.
Após um intervalo bastante grande, de exatamente 14 meses, aconteceram eleições para ser escolhida a nova diretoria da FDB. A reunião foi realizada no dia 3 de junho de 1960, na Associação Comercial de Brasília, no Núcleo Bandeirante. Orlando Gaglionone, presidente em exercício, apresentou seu pedido de renúncia.
O novo presidente da Federação Desportiva de Brasília passou a ser o radialista mineiro Adelchi Leonello Ziller, diretor da Rádio Nacional de Brasília a partir de setembro de 1959. Jardel Noronha de Oliveira foi empossado no cargo de 1º Vice-Presidente.
Não demorou para Adelchi Ziller deixar o cargo de Presidente da FDB. Amigo do presidente Juscelino Kubitschek, acompanhou-o em toda a campanha presidencial. Declarações publicadas pela imprensa davam conta de que Adelchi Ziller iria renunciar à Presidência da FDB, em virtude de ser candidato à Deputado Federal nas eleições de 1961. Confirmando as notícias, ele solicitou licença.
A partir de 10 de agosto de 1960, Jardel Noronha passa a ser o Presidente em exercício da FDB.
Com muito sacrifício, organizou o funcionamento oficial da Federação Desportiva de Brasília, filiando-a a Confederação Brasileira de Desportos - CBD. Os estatutos foram reconhecidos pelo Conselho Nacional de Desportos, homologados pelo Ministério da Educação e Cultura e devidamente registrados em Cartório. 
Realizou o campeonato de 1960 com duas divisões e inscreveu o Distrito Federal no Campeonato Brasileiro de Seleções.
Na Assembleia Geral de 17 de fevereiro de 1961 aconteceu a renúncia de Adelchi Ziller. Jardel Noronha de Oliveira passou a responder oficialmente pela Federação Desportiva de Brasília.
Ainda em 1961, Jardel Noronha patrocinou uma noitada pugilística, em Brasília, dos boxeadores da Academia de Boxe Manoel Rigó, de Niterói, contra pugilistas do São Cristóvão, uma espécie de intercâmbio realizado pela FDB e prestigiado pela TV Nacional, que cedeu o seu auditório para a realização do evento.
Na Presidência da FDB, Jardel Noronha vivia doente, em constantes licenças, inclusive pedindo afastamento de suas funções no Supremo Tribunal Federal.
Deixou a Federação, oficialmente, no dia 25 de julho de 1962, quando aconteceram as eleições que colocaram Ademar Gomes Moreira como novo Presidente da FDB.
Jardel Noronha foi presidente honorário do Clube de Regatas Guará, de Brasília.
Depois que se aposentou, retornou a Niterói, onde faleceu no dia 21 de dezembro de 1979, sendo sepultado no Cemitério do Parque da Colina, na mesma cidade.
Jardel Noronha escreveu diversos livros sobre decisões da Corte, entre elas as dos IPMs e habeas corpus do STF.

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