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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

CRAQUES DE ONTEM E DE HOJE: Ricardo


José Ricardo Alves de Freitas, o Ricardo, nasceu em Araguari (MG), em 3 de novembro de 1958.
Seu começo no futebol foi nos infantis do Cruz Preta, de sua cidade natal.
Antes de completar 18 anos, quando ainda era dos juvenis (ainda não eram chamados de juniores) do Grêmio Brasiliense, estreou na lateral direita da equipe principal no dia 12 de outubro de 1976, no Pelezão, na derrota de 2 x 1 para o Brasília.
Disputou sete jogos pelo campeonato brasiliense de 1977 com a camisa do Grêmio. Com a camisa do Grêmio, Ricardo tornou-se o primeiro jogador do DF a fazer um gol no Estádio Bezerrão, no Gama. Foi no dia 13 de novembro de 1977, no empate em 1 x 1 com o Gama, pelo Torneio Incentivo.
Depois que o Grêmio passou a ter graves problemas financeiros, Ricardo transferiu-se para o Corinthians, do Guará, que havia acabado de renovar sua licença junto à Federação Metropolitana de Futebol.

No dia 16 de abril de 1978 integrou a equipe do Corinthians que perdeu para o Vitória (BA), por 2 x 0, na inauguração do estádio do CAVE.
Dias depois, mais precisamente em 29 de abril, foi o autor do primeiro gol marcado por um jogador do futebol brasiliense no novo estádio, na derrota de 3 x 1 para o E. C. Bahia.
Seu último jogo pelo Corinthians, do Guará, foi em 22 de junho de 1978, no Pelezão, na derrota de 1 x 0 para o Vasco da Gama (RJ).
Logo depois, o Clube de Regatas Guará voltaria a disputar o campeonato brasiliense e Ricardo foi um dos contratados do clube.
No Guará estreou no dia 17 de setembro de 1978, no amistoso disputado no estádio Adonir Guimarães, em Planaltina, na vitória do Guará sobre o Comercial local, por 2 x 1.
No Guará disputou os campeonatos brasilienses de 1978 e 1979.


 
No período de 4 de março a 8 de abril de 1979, a Federação Metropolitana de Futebol promoveu o Torneio Seletivo, com a finalidade de escolher o clube que ocuparia a segunda vaga (a primeira foi do Brasília) no Campeonato Brasileiro versão 1979, reservada para o Distrito Federal.
Na decisão, no dia 15 de abril de 1979, o Guará venceu o Gama por 2 x 1, no Bezerrão, conquistando o título de campeão do torneio e a vaga para o Brasileiro.
No dia 22 de abril de 1979, defendeu a Seleção Brasiliense pela primeira vez, no amistoso disputado contra a Seleção de Goiás, no Bezerrão (1 x 1).
Ainda em 1979, reforçou a equipe do Gama no Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão.
Em 1980 passou a defender o Brasília. Seu primeiro jogo pelo novo clube aconteceu em 16 de fevereiro de 1980, na cidade de Cristalina (GO). O Brasília venceu a Seleção de Cristalina, por 3 x 2.

No Brasília, Ricardo atuaria até 1986 e venceria quatro campeonatos brasilienses nos anos de 1980, 1982, 1983 e 1984.
Nesse período, foi convocado mais três vezes para a seleção brasiliense, todas em 1983, ano em que também foi eleito o melhor lateral-direito do Campeonato Brasiliense, pelo Jornal de Brasília.
No ano de 1982, teve uma pequena passagem pelo Atlético Goianiense e quase foi emprestado ao Paranavaí (PR). Depois de tudo acertado com o clube paranaense, o Brasília desfez o negócio, pois acabara de vender o outro lateral da equipe, Luisinho, para o Uberlândia (MG).
Passou para o Taguatinga, em 1987, onde fez sua estreia no dia 1º de fevereiro de 1987, no Serejão, na derrota de 1 x 0 para o Ceilândia.
Já como jogador do Taguatinga foi convocado pela última vez para defender a seleção brasiliense no dia 5 de julho de 1987, com derrota para o Flamengo (RJ), por 1 x 0.

Retornou ao Guará em 1988, disputando vinte jogos pelo campeonato brasiliense desse ano, e dezenove em 1989. No de 1988, marcou três gols.
Encerrou sua carreira de jogador em 1989. Sua última partida aconteceu em 24 de agosto, no Serejão, na derrota de 3 x 0 para o Ceilândia.
No ano seguinte, 1990, no Guará, iniciou sua carreira como técnico nos juniores do clube. Além de tornar-se campeão brasiliense da categoria nesse ano, conquistou a vaga para a Taça São Paulo de Juniores de 1991.
Após um longo afastamento do futebol, quando se dedicou ao seu outro trabalho, retornou em 1998, como técnico da Ceilandense, estreando no dia 1º de fevereiro de 1998, com vitória de 2 x 1 sobre o Luziânia, no estádio Serra do Lago, em jogo válido pela Primeira Divisão do Campeonato Brasiliense. No segundo semestre desse ano comandou o Ceilândia na segunda divisão do DF.

Depois, dirigiu Dom Pedro II e Guará, na Primeira Divisão de 1999 e Ceilândia na Primeira Divisão de 2000. Um dos jogos marcantes na passagem de Ricardo Freitas pelo Ceilândia foi a vitória sobre o Gama, por 2 x 1, no dia 9 de abril de 2000, acabando com uma invencibilidade do adversário de 36 jogos.
No segundo semestre de 2000, Ricardo Freitas foi o primeiro técnico a dirigir o Brasiliense e tornou-se campeão da Segunda Divisão do DF.
Em 2001, foi técnico do Bandeirante na primeira divisão do campeonato brasiliense e Coordenador Técnico do CFZ na segunda.
No ano seguinte, 2002, como Gerente de Futebol do CFZ ajudou o clube a conquistar de forma invicta o campeão brasiliense da Primeira Divisão do DF. Voltou ao Brasiliense em 2003, como Gerente de Futebol no campeonato brasiliense da Primeira Divisão e também no Campeonato Brasileiro da Série B.
Ocupou o mesmo cargo no CFZ, no período de 2004 e 2005, ano em que, no segundo semestre, também foi Gerente de Futebol no Atlético Goianiense, conquistando a Segunda Divisão do Campeonato Goiano de 2005.
Retornou à Brasília como técnico em 2006 e deu vida a um novo clube que surgia: o Legião, sendo campeão da Terceira Divisão. Como curiosidade, registramos que Ricardo Freitas era o técnico no maior placar na história do futebol profissional do DF (Legião 12 x 0 Bosque Formosa).
Com mais esse título, conseguiu ser campeão nas três divisões do DF: como jogador e gerente de futebol na primeira, como técnico e Gerente de Futebol na segunda e terceira.
No Legião permaneceu como Gerente de Futebol nos anos de 2007 e 2008. 
Foi auxiliar-técnico de Reinaldo Gueldini no Gama, em 2009, e posteriormente, no Brasiliense e no Botafogo/DF, em 2010.
Assumiu o comando do Santa Maria na Segunda Divisão de 2011, voltou para o Gama como auxiliar-técnico em 2013 e como técnico dos juniores em 2014.

Seu último trabalho no futebol do DF foi no ano passado, 2015, quando foi o Gerente de Futebol do Brasília na Copa Sul Americana.
Ricardo Freitas é formado em Educação Física, com Pós-Graduação Especial em Administração Desportiva. 
É professor concursado da Secretaria de Educação do Distrito Federal, trabalhando atualmente num programa de atividade física voltado à comunidade do Riacho Fundo 1, chamado “Ginástica nas Quadras”, atendendo cerca de 200 pessoas anualmente, em sua maioria senhoras.
Está para se aposentar a qualquer momento e espera poder continuar a ajudar as pessoas como faz atualmente. No futebol, ele só voltaria a trabalhar em projetos sérios e duradouros, coisa que infelizmente não consegue visualizar em Brasília nos dias de hoje.

4 comentários:

  1. Muito obrigado! Com todo o carinho e de coração eu lhe agradeço, por essa homenagem tão linda do nosso atleta!

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  2. Ricardo Freitas é merecedor dessa homenagem pelo serviços prestados ao futebol de Brasília, alem de ser um grande profissional e uma pessoa digna e honesta.

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