Total de visualizações de página

domingo, 20 de novembro de 2016

# PASSARAM POR AQUI: Ronaldo Giovanelli


Ronaldo Soares Giovanelli nasceu em São Paulo (SP), no dia 20 de novembro de 1967.
Ronaldo começou sua caminhada no futebol em 1979, quando foi aprovado em uma peneira realizada no Corinthians. Com o treinador Jair Pereira, fez sua estreia como profissional no dia 7 de fevereiro de 1988, num amistoso contra o São José, que terminou empatado em 0 x 0. Era o terceiro goleiro do time, em uma época em que o Corinthians contava com Carlos e Valdir Peres.
Com Valdir Peres dispensado e Carlos ainda se recuperando de uma lesão no tornozelo (e recém-chegado da seleção), Ronaldo foi escalado para a estreia do clube no Campeonato Paulista, quando defendeu um pênalti do ídolo são-paulino Darío Pereyra, com vitória de 2 x 1.
Logo depois, Carlos foi vendido para a Turquia, e, aos 20 anos, Ronaldo herdou a camisa 1. Daí em diante, se tornou o dono absoluto do gol do Corinthians por dez anos.

Teve atuações importantes nos dois jogos da final contra o Guarani, quando o Corinthians conquistou seu 20º título paulista em 1988. No Brasileiro deste ano, destacou-se como defensor de pênaltis em um campeonato em que não havia empates.
Foi fundamental no Campeonato Brasileiro de 1990 (vencido pelo Corinthians), quando era uma das únicas estrelas da equipe ao lado de Neto.
Nas edições de 1990 e 1994 do Campeonato Brasileiro, recebeu o prêmio Bola de Prata, da revista Placar. 
No Corinthians, conquistaria, ainda, os Campeonatos Paulistas de 1995 e 1997 e a Copa do Brasil de 1995, cuja final é lembrada pelas atuações memoráveis de ambos os goleiros dos times finalistas, Ronaldo e Danrlei, do Grêmio.

Deixou o Corinthians no início de 1998, não tendo o seu vínculo renovado pela diretoria a pedido do então recém-contratado técnico Vanderlei Luxemburgo.

Ronaldo é o terceiro jogador com mais partidas pelo Corinthians, 601, perdendo apenas para Wladimir e Luisinho. 

É considerado, junto com nomes como Rivelino, Sócrates, Wladimir, Neto e Marcelinho Carioca um dos maiores ídolos da história do Corinthians.


Transferiu-se para o Fluminense, do Rio de Janeiro (RJ), onde fez sua estreia no dia 21 de abril de 1998.
Foram apenas 17 jogos como titular, a maior parte deles pelo Campeonato Brasileiro da Série B, quando o Fluminense foi rebaixado para a Série C. Seu último jogo aconteceu em 6 de outubro de 1998.

Começou o ano de 1999 disputando o campeonato paulista defendendo o gol da Internacional, de Limeira.
Logo depois, teve uma rápida passagem pelo Cruzeiro, de Belo Horizonte (MG). Chegou pouco antes dos últimos jogos pelo Campeonato Mineiro desse ano. Estreou no dia 19 de maio de 1999, no Mineirão, na vitória de 1 x 0 sobre a URT. O Cruzeiro se manteve invicto até o dia 20 de junho de 1999. Neste dia, foi derrotado pelo Atlético Mineiro e foi eliminado da decisão do Estadual. No jogo contra o Atlético Mineiro, Ronaldo defendeu um pênalti cobrado por Marques.
Sua última participação no Cruzeiro foi em 17 de julho de 1999, num amistoso contra o Internacional, de Porto Alegre, em Ipatinga. Quando, logo depois, começou o campeonato brasileiro daquele ano, o titular do gol do Cruzeiro passou a ser André.

Antes de terminar o ano de 1999, foi contratado pela Portuguesa de Desportos, onde permaneceu até 2001.
Ainda teve passagens pelo Gama (2001), Ponte Preta (2002), Portuguesa Santista e ABC-RN (2003), Metropolitano-SC (2004) e Portuguesa Santista (2005 e 2006).

Na Portuguesa Santista, onde disputou os Campeonatos Paulistas de 2005 e 2006, e posteriormente encerrou sua carreira.
Sagrou-se campeão do Torneio Rio-São Paulo de Showbol 2007, derrotando na final o eterno rival Palmeiras. Na partida, acabou sendo expulso num lance com o palmeirense Jean Carlo.

NA SELEÇÃO BRASILEIRA

Tecnicamente muito bom, disciplinarmente nem tanto, cedo conquistou a fama de encrenqueiro, o que o impediu de realizar o sonho de disputar uma Copa do Mundo. Prometeu diversas vezes mudar sua conduta, mas não conseguiu.

Sua primeira passagem por uma seleção brasileira aconteceu quando foi convocado para a equipe Sub-20 que disputou o Campeonato Mundial de 1987, no Chile. Foi titular nas quatro apresentações do Brasil, que foi eliminado nas quartas-de-final pela forte Iugoslávia que tinha entre seus craques Prosinecki, Boban, Suker e Mijatovic.
Na seleção principal, Ronaldo chegou a ser convocado para a Seleção Brasileira por Paulo Roberto Falcão, que assumira o cargo após a Copa do Mundo de 1990, sendo o terceiro goleiro da seleção na Copa América de 1991.
A primeira vez que Ronaldo foi goleiro da Seleção Brasileira foi num amistoso realizado no dia 31 de outubro de 1990, contra uma Seleção do Resto do Mundo, no estádio San Siro, em Milão, substituindo Sérgio no segundo tempo. O Brasil perdeu por 2 x 1.
Falcão fracassou na função e logo foi substituído por Carlos Alberto Parreira, que não simpatizava com Ronaldo. Em 1993, diante da impossibilidade de convocar os três goleiros de sua preferência (Taffarel, Zetti e Gilmar) para um amistoso contra a Alemanha, Parreira se viu obrigado a convocar o então jogador do Corinthians para a partida. No dia 17 de novembro de 1993, Ronaldo atuou como titular, mas o Brasil perdeu por 2 x 1. Depois dessa ocasião, Ronaldo nunca mais voltou a ser lembrado para a Seleção Brasileira.

FORA DOS GRAMADOS

Trabalhou como comentarista esportivo do programa Bola na Rede e do Rede TV Esporte, da Rede TV, mas foi demitido por usar roupas logotipadas no ar. Em março de 2012, Ronaldo foi contratado pela Rede Bandeirantes de Televisão, passando a ser comentarista dos programas Jogo Aberto e Os Donos da Bola e do Baita Amigos.

Fã de Elvis Presley, Ronaldo chegou a gravar um CD da banda "Ronaldo e os Impedidos" que vendeu aproximadamente 40 mil cópias, prova do sucesso que ele tinha com a Fiel Torcida.

PASSAGEM POR BRASÍLIA


Longe dos gramados há seis meses e com apenas 14 dias de treino, Ronaldo fez sua estreia no Gama no dia 22 de abril de 2001, no Abadião, no empate em 1 x 1 com o Ceilândia.
Teve uma boa atuação, fazendo duas grandes defesas, desviando para escanteio um chute de Cassius, pela direita, e uma cobrança de falta de Marquinhos.
Visivelmente satisfeito com sua atuação, Ronaldo agradeceu, principalmente, ao trabalho do preparador de goleiros do Gama, Hélio Alcântara.
Depois foi titular do Gama nas demais oito partidas até chegar ao título de campeão brasiliense no dia 2 de junho de 2001, na decisão contra o Brasiliense, com vitória de 2 x 1.
Sua participação nesses jogos foi o suficiente para que os técnicos dos dez clubes participantes, a pedido do jornal Correio Braziliense, o elegessem o melhor goleiro do campeonato brasiliense. Ronaldo teve cinco votos.

Logo depois, no período de 1º de agosto a 2 de dezembro de 2001, Ronaldo foi titular em todas as 27 partidas disputadas pelo Gama no Campeonato Brasileiro da Série A de 2001.
Logo em sua estreia, no dia 1º de agosto, Ronaldo parou o ataque do Vasco da Gama formado por Juninho Paulista, Euller e Romário: 0 x 0.
Ironicamente, suas melhores atuações foram contra os clubes paulistas. O Gama só perdeu para um clube paulista, a Portuguesa de Desportos, por 1 x 0, no dia 2 de setembro. Nesse jogo, no desespero, Ronaldo foi até a área da Portuguesa, em três cobranças de escanteio, já nos acréscimos.
As outras sete equipes paulistas não levaram a melhor sobre Ronaldo. No dia 5 de agosto, no empate em 0 x 0 com o São Paulo, no primeiro tempo Ronaldo fez duas excelentes defesas em chutes dados por Belletti. No segundo, praticou a sua melhor defesa no jogo, após finalização de Kaká.
Três dias depois, 8 de agosto, no empate de 1 x 1 com o Santos, Ronaldo sofreu o seu primeiro gol no Campeonato Brasileiro.
No dia 29 de agosto, foi a terceira vez que Ronaldo enfrentava o Corinthians. O placar final foi um empate de 2 x 2 (um dos gols do Corinthians marcado de pênalti).
No dia 19 de setembro, com um jogador a mais durante quase todo o segundo tempo, o Palmeiras não conseguiu superar o Gama (1 x 1), esbarrando na boa atuação de Ronaldo, destaque do jogo.
Diante da Ponte Preta, no dia 3 de outubro, aconteceu mais um empate em 1 x 1. O gol da Ponte Preta aconteceu após a bola bater no ombro do zagueiro Gerson e enganar Ronaldo.
Contra os outros dois clubes paulistas, Ronaldo nem precisou trabalhar muito. Nos dias 7 de novembro e 2 de dezembro, o Gama goleou o Guarani e o Botafogo, de Ribeirão Preto, ambos por 5 x 0.
Também teve atuação destacada no dia 30 de setembro. Mesmo falhando no gol do Flamengo, Ronaldo ajudou o Gama a quebrar dois tabus: o de nunca ter ganhado no Maracanã e de jamais ter vencido o Flamengo em partidas oficiais (cinco derrotas e um empate). Nesse dia, venceu por 2 x 1.
Outra partida que merece registro aconteceu no dia 18 de novembro, quando o Gama venceu o Atlético Paranaense, por 4 x 1. Dias depois, o rubro-negro do Paraná se tornaria campeão brasileiro.
Ainda teve boas atuações no empate em 0 x 0 com o Botafogo-RJ, na vitória de 2 x 1 sobre o Grêmio, no empate em 1 x 1 com o Cruzeiro e na vitória sobre o Sport Recife por 2 x 1.
Todas essas boas participações fez com que Ronaldo fosse convidado a voltar para o futebol paulista, para onde foi jogar na Ponte Preta em 2002.

Nenhum comentário:

Postar um comentário