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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

OS CLUBES DO DF NA COPA VERDE - 3ª parte - 2016


A terceira edição da Copa Verde, no ano de 2016, teve alterada a quantidade de clubes participantes, passando a ser de 18, por conta da participação, pela primeira vez, dos clubes do Estado de Goiás, que não quiseram participar das duas edições anteriores. 
Com dois clubes a mais, a CBF criou uma fase preliminar.
No entanto, a mudança mais polêmica ficou por conta da forma de classificação para a competição. Anteriormente, era levada em conta apenas a colocação nos campeonatos estaduais do ano anterior, mas o critério para 2016 incluiu também participantes bem posicionados no Ranking da CBF, englobando clubes que não estariam classificados anteriormente, como Vila Nova, Paysandu, Águia de Marabá e Luverdense.
Antes classificados, Independente e Parauapebas indicaram acionar a Justiça Desportiva para retornar à competição. Outro clube prejudicado com as mudanças, o Operário-MT, ameaçou processar a Federação Matrogrossense de Futebol. Apesar das queixas, nenhuma ação foi adiante.
Pela terceira vez consecutiva, o Brasília foi um dos clubes a representar o futebol do DF na competição. O outro foi o estreante Gama.
Os demais 16 clubes participantes foram:
ACRE - Rio Branco, de Rio Branco
AMAPÁ - Santos, de Macapá
AMAZONAS - Fast Club e Nacional, ambos de Manaus
ESPÍRITO SANTO - Espírito Santo F. C., de Anchieta
GOIÁS - Aparecidense, de Aparecida de Goiás, e Vila Nova, de Goiânia
Obs.: O Goiás, campeão estadual de 2015, foi convidado oficialmente, mas se recusou a participar da competição.
MATO GROSSO - Cuiabá, de Cuiabá, e Luverdense, de Lucas do Rio Verde
MATO GROSSO DO SUL - Comercial, de Campo Grande
PARÁ - Águia de Marabá e Paysandu e Remo, de Belém
RONDÔNIA - Genus, de Porto Velho
RORAIMA - Náutico, de Caracaraí
TOCANTINS - Interporto, de Porto Nacional.

AS CAMPANHAS

Assim como aconteceu com o Luziânia em 2015, o Brasília foi eliminado logo na primeira fase da competição. O adversário foi o Vila Nova, de Goiás.
No dia 18 de fevereiro de 2015, no estádio Mané Garrincha, aconteceu empate em 1 x 1. Depois de sofrer um gol no primeiro tempo, Michel Platini empatou para o Brasília no segundo, quando faltavam apenas cinco minutos para o encerramento do jogo.
A segunda partida foi disputada em Goiânia, no dia 3 de março de 2015, quando o Vila Nova venceu por 1 x 0 e eliminou a equipe brasiliense.

Já o Gama realizou campanha que lhe permitiu chegar até a final da competição.
Iniciou sua participação enfrentando, no dia 9 de março de 2015, na cidade de Porto Nacional, empatando com o Interporto em 1 x 1. Formiga marcou o gol do Gama.
No jogo de volta, no Bezerrão, no dia 16 de março de 2015, o Gama não teve dificuldades para superar o Interporto, vencendo-o por 3 x 0, com dois gols de Rafael Grampola e um de Fábio Gama.
Seu próximo adversário foi o Vila Nova goiano, que havia eliminado o outro representante do futebol do DF, o Brasília.
As partidas, realizadas em 24 de março, em Goiânia, e em 7 de abril, no Gama, terminaram empatadas em 0 x 0, obrigando os clubes a decidirem a vaga nas semifinais na cobrança de pênaltis, quando o Gama venceu por 4 x 3. Entre os cobradores do Gama, somente o zagueiro Pedrão desperdiçou. 
O adversário do Gama nas semifinais foi o Aparecidense. O primeiro jogo aconteceu em 20 de abril de 2016, no Serra Dourada. O Gama venceu por 3 x 1, com gols de Rafael Grampola, cobrando pênalti, Dudu Gago e Erik.
Podendo perder por um gol de diferença no jogo de volta, disputado no Bezerrão, em 23 de abril de 2016, o Gama entrou em campo bastante relaxado e acabou derrotado pelo marcador de 2 x 1. Rafael Grampola marcou o único gol do Gama. Esse resultado garantiu o Gama na final da competição.

A DECISÃO

Pela segunda vez, em três edições, o futebol brasiliense estava na final da Copa Verde.
O Gama tentaria repetir o feito do Brasília, justamente contra o mesmo Paysandu, que saiu derrotado na edição de 2014.
No dia 3 de maio de 2016, no estádio Mangueirão, em Belém (PA), o Gama foi derrotado por 2 x 0. O Paysandu dominou a partida do início ao fim, mas só foi marcar o seu segundo gol aos 49 minutos do segundo tempo, quando o Gama praticamente comemorava a derrota por 1 x 0. Um balde de água fria para o Gama, um prêmio a quem sempre buscou a vitória.
Com esse resultado, o Gama precisava no mínimo devolver o mesmo placar no jogo de volta, no seu estádio, o Bezerrão, no dia 10 de maio de 2016.

Mal deu tempo do Gama se arrumar em campo e sofreu um gol aos 2 minutos de jogo. Raí acertou um belo chute de fora da área e abriu o placar, na única finalização do Paysandu durante todo o primeiro tempo. A missão do Gama ficou ainda mais difícil: teria que fazer quatro gols. O gol abalou psicologicamente o Gama. Piorou aos 27, com a expulsão do atacante Raone, que acertou Augusto Recife sem bola e recebeu o cartão vermelho direto, deixando o Gama com dez jogadores. Na etapa final, precisando fazer quatro gols, o Gama se lançou todo ao ataque, mas pecava nas finalizações. O Paysandu ainda perdeu Ricardo Capanema, expulso pelo segundo cartão amarelo. Até que apareceu a estrela de Rafael Grampola, que recebeu um cruzamento pela direita e, aos 28 minutos, cabeceou forte, empatando o jogo. Seis minutos depois, o mesmo Rafael Grampola sofreu pênalti, que ele mesmo cobrou e marcou o seu sexto gol na competição. Mas era tarde demais, com o título inédito de campeão indo para o Pará.
O Gama formou com Pereira, Dudu Gago, Pedrão, João Paulo e Eduardo (Formiga); Lucas, Héricles, Michel Pires (Ítalo) e Fábio Gama (Adriano); Rafael Grampola e Raone. Técnico: Reinaldo Gueldini.
A arbitragem foi do goiano Elmo Rezende e o público de 9.090 pagantes que geraram a arrecadação de R$ 120.830,00.

CLASSIFICAÇÃO FINAL

CF
CLUBES
PG
J
V
E
D
GF
GC
SG
% Apr.
Paysandu (PA)
19
8
6
1
1
19
8
11
79,2%
Gama (DF)
12
8
3
3
2
10
7
3
50,0%
Remo (PA)
10
6
3
1
2
12
8
4
55,6%
Aparecidense (GO)
10
6
3
1
2
8
6
2
55,6%
Vila Nova (GO)
12
6
3
3
0
7
1
6
66,7%
Cuiabá (MT)
7
4
2
1
1
4
3
1
58,3%
Nacional (AM)
5
4
1
2
1
8
7
1
41,7%
Rio Branco (AC)
0
3
0
0
3
3
8
-5
0,0%
Santos (AP)
1
2
0
1
1
5
7
-2
16,7%
10º
Comercial (MS)
1
2
0
1
1
0
2
-2
16,7%
Espírito Santo (ES)
1
2
0
1
1
0
2
-2
16,7%
12º
Interporto (TO)
1
2
0
1
1
1
4
-3
16,7%
13º
Fast Club (AM)
1
4
0
1
3
1
8
-7
8,3%
14º
Luverdense (MT)
0
2
0
0
2
0
5
-5
0,0%
15º
Náutico (RR)
0
2
0
0
2
1
7
-6
0,0%
16º
Brasília (DF)
1
2
0
1
1
1
2
-1
16,7%
17º
Águia de Marabá (PA) (*)
6
2
2
0
0
4
0
4
100,0%
18º
Genus (RO) (**)
3
1
1
0
0
2
1
1
100,0%


(*) Após disputar os dois jogos da fase preliminar contra o Fast Club e a partida de ida das oitavas de final contra o Paysandu, o Águia de Marabá foi excluído da competição pelo STJD por escalação irregular de um jogador. Assim, o Fast Club se classificou às oitavas de final.
(**) Depois de disputar a primeira partida das oitavas de final contra o Rio Branco, o Genus foi excluído da competição pelo STJD por escalação irregular de um jogador. A princípio, o Genus havia sido punido com a perda de seis pontos, mas o STJD reviu a decisão a pedido da CBF. Assim, o Rio Branco se classificou para as quartas de final.

NÚMEROS DA COMPETIÇÃO

CLUBES PARTICIPANTES = 18
JOGOS REALIZADOS = 33
GOLS ASSINALADOS = 86
MÉDIA DE GOLS POR JOGO = 2,61
TOTAL DE PÚBLICO PAGANTE = 133.691
MÉDIA DE PÚBLICO PAGANTE POR JOGO = 4.178

PRINCIPAIS ARTILHEIROS

Rafael Grampola

1º - Rafael Grampola (Gama), 6 gols;
2º - Betinho (Paysandu), 4;
3º - Fabinho Alves e Raí (Paysandu), Wanderley (Nacional) e Welthon (Remo), 3 gols.


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