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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

# PASSARAM POR AQUI: Marcelinho Carioca



Marcelinho Carioca (Marcelo Pereira Surcin) nasceu no Rio de Janeiro, no bairro da Sulacap, em 1º de fevereiro de 1971. 
De origem humilde, vendia picolés, refrigerantes e salgados nas praias cariocas para ajudar no sustento da família.
É formado em Técnico em Mecânica pela Escola Técnica Visconde de Mauá. Cursou Educação Física e, atualmente, está terminando o curso de Jornalismo na Faculdade Rio Branco, em São Paulo, cidade onde vive há mais de 20 anos.

Marcelinho iniciou sua carreira no Madureira Esporte Clube. Foi descoberto aos 14 anos e levado para o Flamengo em virtude das suas boas atuações nos campeonatos juvenis pelo tricolor suburbano carioca para integrar sua equipe de juvenis. Pelas mãos de Telê Santana estreia no profissional aos 16 anos de idade, no dia 30 de novembro de 1988, no clássico Fla x Flu. Entrou aos 11 minutos do 1º tempo no lugar de Zico, que se contundiu. O Flamengo venceu por 1 x 0, gol de Bebeto. Em janeiro de 1990 Marcelinho Carioca ajudou o Flamengo a conquistar seu primeiro título de Copa São Paulo de Futebol Junior. Atuou no rubro-negro carioca por sete anos e foi campeão da Copa do Brasil (1990), campeão carioca (1991) e campeão brasileiro (1992). Uma sequencia de atuações bem sucedidas puseram o atleta na posição de um dos ídolos formados na Gávea.

Em dezembro de 1993 foi vendido ao Corinthians para fazer história e vir a ser considerado um dos maiores jogadores da história corintiana, sendo eleito “Senhor do Centenário” nos 100 anos do Clube. Foram nove anos de atuação conquistando 10 títulos, marcando 206 gols, em 432 jogos, e encerrando sua trajetória no Corinthians como o 5º maior artilheiro do clube, além de ser o jogador que mais conquistou títulos na história do Corinthians, um total de dez campeonatos, incluindo os campeonatos brasileiros de 1998 e 1999, a primeira edição do Mundial de Clubes da FIFA, em 2000, uma Copa do Brasil (1995) e quatro campeonatos paulistas (1995, 1997, 1999 e 2001).
Em 1997, foi vendido para o Valência, da Espanha. Eduardo José Farah, presidente da Federação Paulista de Futebol na época, comprou o passe do jogador junto ao Valência. Depois criou o “Disque Marcelinho”, para o qual, por telefonema, os torcedores dos quatro maiores clubes do Estado, São Paulo, Palmeiras, Santos e Corinthians, escolheram o futuro do jogador. Assim, ele voltou ao Corinthians.

Estava isolado no Corinthians durante o início do campeonato brasileiro de 2001. Afastado por Vanderlei Luxemburgo após entrar em atrito com jogadores e a diretoria, o jogador conseguiu se desvincular por meio de ação na Justiça e se transferiu para o Santos, não obtendo um bom rendimento. Permaneceu apenas até o fim daquela temporada no Santos.
Vendido para o Gamba Osaka, do Japão, em 2002, retornou ao Brasil em 2003 para vestir a camisa do Vasco da Gama. Foi campeão carioca, campeão da Taça Rio e campeão da Taça Guanabara. Em agosto do mesmo ano foi vendido para o All Nassar, da Arábia Saudita.

No Ajaccio
Retornou ao Vasco da Gama em 2004 e conquistou a Taça Rio. Em junho foi vendido para o Ajaccio, da França. Em 2005 esteve no Brasiliense e em 2006 voltou a vestir a camisa do Corinthians.
Por sua extrema habilidade e competência em bolas paradas e pelo seu pequeno pé (calçava chuteiras número 36), Marcelinho foi apelidado de Pé de Anjo por torcedores e jornalistas. Tanto pela identificação que tinha pelo clube, quanto pela qualidade técnica que conduziu o time em um de seus períodos mais gloriosos, Marcelinho Carioca figura como um dos maiores ídolos da história do Corinthians.
Virou comentarista esportivo na Rede Bandeirantes de Televisão em 2007. Em junho foi contratado pelo Santo André, formou o Clube Empresa S. A. e ajudou a equipe do ABC ser campeã paulista e vice-campeão da série B. Em 2009 levou o Santo André à elite do futebol brasileiro, a Série A.

Encerrou sua carreira no dia 14 de janeiro de 2010 vestindo a camisa do Corinthians contra o Huracan. O Corinthians venceu por 3 x 0.
Foi Bola de Prata, da revista Placar, em 1994, 1999 e 2003 e Bola de Ouro em 1999.
Hoje é empresário e comunicador. Faz parte da equipe esportiva da rádio Transamérica e é âncora do programa de televisão Virando o Jogo, na rede RBI. Atua na área do terceiro setor de responsabilidade social, a frente do Instituto Marcelinho Carioca.

NA SELEÇÃO BRASILEIRA

Vestiu a camisa da Seleção Brasileira pela primeira vez em 23 de dezembro de 1994, na vitória de 2 x 0 sobre a Iugoslávia.
Disputou mais dois amistosos em 1998 (1 x 1 com a Iugoslávia e 5 x 1 no Equador), marcando um gol em cada jogo.
Encerrou sua participação na seleção principal em 24 de abril de 2001, contra o Peru, válido pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002.
Antes, em 1992, disputou três jogos pela seleção olímpica brasileira.

PASSAGEM PELO BRASILIENSE

A passagem de Marcelinho Carioca pelo Brasiliense foi marcada por muitas contusões e pouca participação nos jogos disputados pelo clube.
Marcelinho Carioca se apresentou ao Brasiliense em 9 de fevereiro de 2005, depois de três meses sem atuar (fez sua última partida pelo Ajaccio, da França) e visivelmente fora de forma. Ainda assim, mostrou a velha habilidade com a bola, deu passes precisos e concedeu entrevistas para TV, rádio e jornal.
Sua estreia aconteceu no dia 23 de fevereiro de 2005, no Serejão, na vitória de 4 x 0 sobre o Santa Maria, pelo campeonato brasiliense. Não marcou gols, mas participou de três dos quatro gols marcados pelo clube, além de tentar várias jogadas de efeito.
Logo depois abandonou um coletivo com dores no joelho direito, operado em dezembro de 2004, antes da contratação. Sofreu uma pancada forte no jogo contra contra o Guará (2 x 2), no dia 27 de fevereiro, e ficou quatro jogos de fora. Nesse jogo, Marcelinho Carioca marcaria seu único gol na competição.
Depois de um tempo no “estaleiro”, Marcelinho Carioca retornou no dia 26 de março de 2005, na vitória de 3 x 1 sobre o Gama, no estádio Bezerrão.

Após seis jogos e um gol, Marcelino Carioca se sagrou campeão brasiliense de 2005.
No dia 24 de abril de 2005, Marcelinho Carioca estrearia no Campeonato Brasileiro da Série A, no empate de 2 x 2 com o Vasco da Gama. Na partida contra o Atlético Mineiro, pelo campeonato brasileiro, sofreu uma fisgada na coxa direita que o tirou de campo ainda no primeiro tempo. Permaneceu um bom período novamente afastado dos gramados. Até aqui, disputou dez jogos e não terminou três.
A terceira contusão nos quatro meses de Brasiliense aconteceu contra o Fortaleza, contra quem retornou no dia 21 de maio de 2005, e foi substituído no segundo tempo. Uma ecografia feita detectou uma ruptura de um músculo da coxa direita. Por conta dessa lesão, ficou afastado dos gramados por mais de um mês.
Depois de três rodadas fora, retornou no dia 25 de junho de 2005, justamente contra o Flamengo, com vitória de 4 x 3.
Marcou o gol da vitória sobre o Atlético Paranaense nos acréscimos no dia 3 de julho de 2005.
No dia 7 de agosto de 2005, contra o Internacional, Marcelinho Carioca saiu de campo ainda no primeiro tempo por ter sentido uma lesão no tendão de Aquiles esquerdo. Retornou no dia 21 de setembro de 2005, na derrota de 4 x 1 para o Paraná, permanecendo o Brasiliense na antepenúltima colocação, na zona de rebaixamento. O único gol do Brasiliense foi marcado por Marcelinho Carioca.

No dia 5 de outubro de 2005, teve destacada atuação diante do Flamengo, marcou dois gols, mas não pôde impedir mais uma derrota do Brasiliense no campeonato brasileiro, por 3 x 2.
Uma nova contusão, desta vez na panturrilha direita, o deixou de fora de mais alguns jogos.
No treino realizado no dia 31 de outubro de 2005, Marcelinho Carioca discutiu com Rochinha, jogou água no rosto do companheiro e só não chegaram às vias de fato porque o atacante Joãozinho entrou no meio e afastou os brigões.
Após chegar atrasado à concentração, Marcelinho Carioca foi barrado do jogo contra o Cruzeiro pelo técnico Márcio Bittencourt.
Marcelinho Carioca acabaria o campeonato brasileiro como vice-artilheiro do Brasiliense, com oito gols.
No dia 27 de novembro de 2005, menos de um ano depois de subir para a elite nacional, o Brasiliense amargou o rebaixamento com uma rodada de antecedência, após ser derrotado pelo Figueirense.
No dia 10 de fevereiro de 2006, finalmente a novela da rescisão de contrato de Marcelinho Carioca com o Brasiliense teve o último capítulo. O meia não tinha mais ligação com o Brasiliense. Voltaria a jogar pelo Corinthians.

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