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quarta-feira, 8 de março de 2017

CRAQUES DE ONTEM E DE HOJE: Marcelo


Marcelino Teixeira de Carvalho, mais conhecido no futebol brasiliense como Marcelo, nasceu em Recife (PE), no dia 8 de março de 1958.
Marcelo foi um jogador polivalente, que jogou bem nas três posições do lado esquerdo do campo (lateral esquerdo, meia esquerda e ponteiro esquerdo), onde adquiriu facilidade para realizar bons cruzamentos, marcar muito forte e efetuar bons passes.
Com dez anos de idade chegou em Brasília, vindo a morar na Vila Planalto, onde conheceu o trabalho de Airton Nogueira junto ao Defelê/Novacap e passou a treinar e disputar competições da categoria dente-de-leite.
Em 1976, disputava o campeonato brasiliense de juvenis com a camisa do Ceub, quando surgiu a oportunidade de disputar uma partida no time profissional. Foi seu primeiro e único jogo no Ceub (logo depois, o Ceub desativaria seu departamento de futebol profissional). Isso aconteceu no dia 1º de agosto de 1976, no Pelezão, quando o Ceub venceu o Gama, por 4 x 0. Marcelo foi expulso nesse jogo.
Resolveu, então, tentar a sorte nos juvenis do Flamengo, do Rio de Janeiro, onde jogou no ano de 1977.
Voltou para Brasília em 1978 e, no ano seguinte, foi jogar no Paysandu, de Belém (PA), onde ficou um ano.

Gama
Quando retornou ao futebol brasiliense, foi para jogar no Gama, onde defendeu as cores do clube nos anos de 1980 a 1982.
Quando chegou ao Gama, o clube era o campeão brasiliense (ganhou o título em 1979) e não foi fácil conseguir uma vaga no ataque, que era formado por Lino, Fantato e Robertinho.
Seu primeiro jogo no Gama foi durante o terceiro turno do campeonato brasiliense, no dia 14 de setembro de 1980, na vitória do Gama sobre a Desportiva Bandeirante, no Bezerrão.
Em sua primeira partida como titular, no dia 5 de outubro de 1980, Marcelo marcou um dos gols da vitória do Gama sobre o Ceilândia, por 3 x 0.
No entanto, nada pôde fazer para impedir o título do Brasília, que venceu os três turnos realizados. O Gama ficou com a segunda colocação. No total, foram seis jogos e um gol marcado.
Em 1981, foi campeão da I Copa Centro-Oeste, com o Gama, e também disputou mais jogos como titular no campeonato brasiliense desse ano, doze no total. 
Disputou nove jogos pelo Gama no campeonato brasiliense de 1982. No final deste ano, Marcelo teve a grata satisfação de poder participar do último jogo disputado por Mané Garrincha.

Marcelo x Garrincha
Foi no dia 25 de dezembro de 1982, num jogo entre a seleção da AGAP (Associação de Garantia ao Atleta Profissional) e o time amador do Londrina, no Estádio Adonir Guimarães, em Planaltina.
Antes do jogo, Manoelzinho, presidente da AGAP, apresentou Garrincha a Marcelo, o lateral que o marcaria pela última vez na vida. Como atleta, teve o ímpeto de combatê-lo, mas preferiu homenageá-lo deixando-o solto para tocar a bola para um companheiro.
Marcelo foi o "último João" na vida de Mané Garrincha. Logo depois, em janeiro de 1983, Garrincha viria a falecer.
Transferiu-se para o Guará em 1983, tornando-se titular absoluto do time, tendo disputado 43 jogos e marcado seis gols.

Nesse ano de 1983 mais outro momento de muita emoção para Marcelo: foi convocado para fazer parte da Seleção Brasiliense que enfrentaria, nos dias 23 de julho (em Brasília) e 4 de agosto de 1983 (em Florianópolis), a seleção catarinense, em jogos realizados em benefício das vítimas das enchentes que assolaram o sul do Brasil. A Seleção de Brasília contou com os reforços de Zico e Rivelino. Marcelo substituiu Lino no primeiro jogo e cedeu seu lugar para o mesmo Lino no segundo.
Em 1984 foi para o Taguatinga, disputando 28 jogos pelo campeonato brasiliense desse ano e marcando mais seis gols.
Voltou ao Guará em 1985 (18 jogos, um gol) e novamente foi para o Taguatinga em 1986 (disputando quinze jogos, tendo marcado dois gols).
Em 1987, sagrou-se campeão brasiliense defendendo o Brasília e, depois, transferiu-se para o Candidomotense, de Cândido Mota, da Segunda Divisão de São Paulo.
No Candidomotense teve uma torção no joelho, que o atrapalhou no restante do ano. Fez a recuperação e não ficou bem. Ainda com problemas no joelho, teve uma rápida passagem de três meses pelo VOCEM, de Assis, também da segunda divisão paulista. Continuou enfrentando sérios problemas nos ligamentos e teve que fazer uma cirurgia. Depois de recuperado, foi para o Corinthians, de Presidente Venceslau, clube onde estava em 1989, antes de retornar ao Distrito Federal, para jogar no Ceilândia. 
Seu retorno ao futebol brasiliense aconteceu no dia 5 de março de 1989, no empate em 0 x 0 entre Ceilândia e Taguatinga, no Serejão.
No dia 2 de abril de 1989, marcou seu único gol no campeonato e último de sua carreira, na vitória de 2 x 1 do Ceilândia sobre o Planaltina, no estádio Adonir Guimarães.
Disputou sua última partida pelo campeonato brasiliense no dia 11 de junho de 1989, na derrota do Ceilândia para o Sobradinho, por 3 x 2, no estádio Augustinho Lima.
No total de 1989, foram onze jogos disputados, com um gol marcado. Foi o último ano de Marcelo como jogador. Sentindo que os problemas no joelho ainda o incomodavam bastante, resolveu abandonar a carreira de jogador e dar início à de treinador.

Juniores do Guará
Iniciou sua nova carreira dirigindo a equipe de juniores do Guará, em 1990.
Dois anos depois, 1992, o Guará, sob seu comando, venceria o campeonato brasiliense de juniores.
Chegou a trabalhar como treinador da equipe de profissionais do Guará em 1994, em três jogos apenas.
No ano seguinte, levou a União Desportiva Guaraense ao título de campeão juvenil do DF.

Nesse mesmo ano, foi para Philadelphia, nos Estados Unidos, onde morou por 13 anos. Juntamente com seus filhos David e Daniel criou a Brazilian Technical Soccer Training, onde passaram a trabalhar com a base do “soccer americano, nas categorias Sub-10 a Sub- 20 e também com o Rosemont College.
De volta ao DF, em 2008, assumiu, primeiramente, a supervisão de futebol da União Desportiva Guaraense, onde deu continuidade ao seu trabalho com as categorias de base, levando esse clube ao bicampeonato juvenil nos anos de 2011 e 2012.

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