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terça-feira, 18 de outubro de 2016

POR ONDE ANDA VOCÊ, BRASIL???



Wagner de Sousa Abudd, o Brasil, nasceu em Araguaína (então cidade do Estado de Goiás, hoje Tocantins) no dia 18 de outubro de 1964.
O apelido Brasil lhe foi dado por seu tio Jarbas Abraão Abudd, quando ele morava em Luziânia, em homenagem a outro tio, que jogou no futebol do DF na década de 60, Brasil Abraão Abudd.
A carreira de Brasil começou no Paulistão, time de Araguaína. 
Depois que sua mãe faleceu, ficou parado quase um ano. Resolveu retornar para Luziânia, onde passou a jogar em vários times do futebol amador da cidade, tais como Freitas (do finado Ziza), Dinamite, Tigre e Rosário. 
No futebol amador de Luziânia: o 1º, em pé, da
esquerda para a direita 

Também tentou a sorte em Cristalina até que um dia, o Tenente Porto, que o conheceu quando serviu o Exército, o levou para Uberlândia-MG, onde passou a jogar nos juniores do Uberlândia Esporte Clube.

Sua sorte começou a mudar no início do ano de 1986, quando o Ceilândia contratou o técnico Elizeu Souza Bernardo. Elizeu, com muita vivência no futebol de Luziânia, e sabendo do potencial de Brasil, indicou sua contratação para Antônio Cardoso, Presidente da Comissão de Futebol Profissional do Ceilândia Esporte Clube.

No Ceilândia
Quando Brasil estreou no Ceilândia, no dia 9 de março de 1986 (última partida do 1º turno), na derrota de 3 x 2 para o Planaltina, o treinador não era mais Elizeu, estava em seu lugar o interino Luiz Fernando Soares, que logo depois foi substituído por Rubens Ferreira Meireles, o Rubinho, que manteve Brasil entre os titulares no restante do campeonato. No total, foram oito jogos, marcando quatro gols.
No dia 20 de abril de 1986, no Bezerrão, Brasil marcou os três gols da vitória do Ceilândia sobre o Gama, por 3 x 0.
O Ceilândia terminou o campeonato na sexta colocação entre oito clubes.
Logo depois, o Ceilândia disputou o Torneio Seletivo, competição que tinha como objetivo indicar o representante do DF para compor a Divisão de Acesso de Profissionais para o Campeonato Brasileiro de 1987.
O Ceilândia não conseguiu a vaga, mas Brasil tornou-se artilheiro do torneio, com cinco gols (ao lado de Marcelo, do Brasília, clube campeão).
Brasil começou muito bem o ano de 1987, marcando três gols nos três primeiros jogos: na vitória de 1 x 0 sobre o Taguatinga, um na vitória de 3 x 1 sobre o Tiradentes e outro na vitória de 1 x 0 sobre o Gama, colocando o clube na liderança do campeonato. Nesse momento, o Ceilândia era treinado por Hércules Brito Ruas.
O Ceilândia chegou a disputar a final do 1º turno, contra o Brasília. Depois de 0 x 0 no tempo normal, derrota de 4 x 3 nos pênaltis. Segundo a opinião de muitos torcedores, o árbitro Nilton de Castro Souza anulou um gol legítimo de Brasil, gol esse que daria o título de campeão do 1º turno ao Ceilândia.
Esse jogo, disputado no dia 29 de março de 1987, no Serejão, seria o penúltimo disputado por Brasil com a camisa do Ceilândia. Ainda disputaria o último, no dia 5 de abril de 1987.
Logo depois, houve um grande desentendimento de Brasil com o técnico Brito, que resultou na saída do atleta do Ceilândia. Brasil e Brito chegaram às vias de fato, durante um treino, com uma emissora de TV filmando tudo...
No mesmo mês de abril de 1987, o presidente Antônio Cardoso o emprestou ao Nacional, de Uberaba, cujo treinador era Jorge Medina.
Estreou no dia 29 de abril, na derrota do Nacional para o Esportivo, por 1 x 0.
No Nacional marcou apenas um gol, justamente o que permitiu a permanência do clube na primeira divisão do campeonato mineiro.
Depois que terminou o campeonato mineiro, Brasil retornou ao DF e disputou, no segundo semestre de 1987, a Série C do Campeonato Brasileiro pelo Brasília.
Em 1988, também por empréstimo, Brasil foi parar no Santa Cruz, de Santa Rita (PB). Apesar de ter marcado 13 gols pelo clube, continuou levando uma vida desregrada e foi devolvido ao Ceilândia.


No final desse ano, Antônio Cardoso vendeu seu passe para o Atlético Clube Marinhense, da cidade de Marinha Grande, do Distrito de Leiria, da Segunda Divisão de Portugal. Andou marcando alguns gols e foi emprestado para o Centro Desportivo de Fátima, da mundialmente famosa cidade de Fátima, que era da Terceira Divisão.

No C. D. de Fátima, envolveu-se com drogas e não restou muitas opções que não fosse voltar ao Brasil.
Parou com o futebol profissional em 1989.
Passou um período muito difícil e ficou revezando entre as cidades de Luziânia e Araguaína.
Como não havia terminado o 2º grau, resolveu voltar a estudar em Araguaína, onde trabalhou e jogou futebol nos times amadores do Frigorífico Boi Norte e Pindoba Rolamentos. 
O seu trabalho ajudou a terminar os estudos numa faculdade em 1999.

POR ONDE ANDA BRASIL?



Nesse mesmo ano de 1999, Brasil foi para o Estado do Pará, onde o mercado de trabalho lhe oferecia mais oportunidades. Passou em dois concursos municipais da Secretaria de Educação do estado 
Atualmente, Brasil mora em Santa Maria das Barreiras, no Pará, onde é professor da Escola Castro Alves.

Um comentário:

  1. TODAS AS INFORMA COES SÃO VERÍDICAS ( TIVE EMOÇÕES INEXPLICÁVEIS NO FUTEBOL,AGRADEÇO A Deus)

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